sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

RESENHA Golem e o Gênio de Helene Wecker

Por Mariana Lucera

Título: Golem e o Gênio
Título original: The Golem and the Jinni
Autor: Helene Wecker
Editora: Darkside
Páginas: 512

Sinopse: Uma fábula eterna Realidade e magia neste aclamado livro de fantasia histórica Os confrontos e as barreiras vividas por duas culturas tão próximas, ainda que aparentemente opostas. Em Golem e o Gênio, premiado romance fantástico que a DarkSide Books traz ao Brasil em 2015, o leitor se transporta à Nova York da virada do século XX, em uma viagem fascinante através das culturas árabe e judaica. Seus guias serão poderosos seres mitológicos. Chava é uma golem, criatura feita de barro, trazida à vida por um estranho rabino envolvido com os estudos alquímicos da Cabala. Ahmad é um gênio, ser feito de fogo, nascido no deserto sírio, preso em uma antiga garrafa de cobre por um beduíno, séculos atrás. Atraídos pelo destino à parte mais pobre de uma Manhattan construída por imigrantes, Ahmad e Chava se tornam improváveis amigos e companheiros de alma, desafiando suas naturezas opostas. Até a noite em que um terrível incidente os separa. Mas uma poderosa ameaça vai reuni-los novamente, colocando em risco suas existências e obrigando-os a fazer uma escolha definitiva. O romance de estreia de Helene Wecker reúne mitologia popular, ficção histórica e fábula mágica, entrelaçando as culturas árabe e judaica com uma narrativa inventiva e inesquecível, escrita de maneira primorosa. Golem e o Gênio foi eleito uma das melhores fantasias históricas pelo Goodreads e ganhou o Prêmio da VCU Cabell de Melhor Romance de Estreia.

Este é um daqueles livros que você precisa ler com calma. As primeiras 100 páginas são as mais lentas, pois a golem Chava e o Djim Ahmad ainda estão sendo apresentados individualmente. Esse início é necessário para que você se ambiente, entenda a Nova York em que eles foram viver e entenda como cada uma das criaturas pensa e age.

Apesar do texto ser muito rico, a leitura não fluí rápida. Mas isso não é um defeito. Em se tratando de uma fábula, uma rica história de um gênio e uma golem, a qualidade do livro seria prejudicada se ele fosse uma dessas narrativas rápidas de fantasia.

Aliás, a fantasia é tão sutil, tão delicada, que você se pega imaginando as belezas do deserto como um poema. A autora, Helene Wecker conseguiu erguer uma obra prima logo em seu primeiro livro. Não tem um romance clichê entre os dois personagens principais e nenhum personagem descrito está ali ao acaso.

Conforme o livro avança, você encontra a necessidade de cada um na trama. As últimas 100 páginas ganham um ritmo mais rápido, pois o desfecho contém um clímax e a resolução de mistérios fundamentais para entender a trama.

Para o leitor que começar a ler o livro agora, a dica que dou é se atendar ao fato de que os episódios de Ahmad com a garota no deserto são antes dele ser capturado. Isso ajuda a não se perder. Eu demorei mais da metade do livro para entender que era o passado que estava sendo mostrado de forma não linear. Talvez por falha minha, mas acreditem, faz diferença saber que é ali que será revelado o segredo da captura do Djim.

Esse é um livro que fica. Eu sei que um livro é bom quando eu não consigo esquecer o nome dos personagens e como eles são. Esse é o caso de Golem e o Gênio. Chava e Ahmad estarão pra sempre comigo e é um livro que deverá ser relido daqui alguns anos.

Um comentário:

  1. Eis um livro que eu nunca havia lido falar a respeito.
    Mas fábulas são legais. Eu gosto bastante. Acho que vale a pena ler.
    Confio no seu bom gosto, Maju.

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