sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

RESENHA O Que Há de Estranho em Mim de Gayle Forman

Título: O Que Há de Estranho em Mim
Título Original: Sisters in Sanity
Autora: Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Páginas: 225

Sinopse: Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade. Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão. Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece.



"- A a gente acha que a loucura e a sanidade ficam em lados opostos de um oceano, mas na verdade não passam de duas ilhas vizinhas."

Ah, Gayle Forman e sua escrita de nos fazer sentir! Cada vez mais admiro essa autora que nunca me deixa a desejar com seus romances. E não foi diferente em “O que há de estranho em mim”.  Brit Hemphill é uma jovem que vive com seu pai e sua madrasta apelidada de monstra. Seus pais eram donos de um café em Portland durante seus anos de formação, mas desde a partida da sua mãe a garota mudou completamente seu relacionamento com o pai e os dois ficaram em um abismo de distância. Por isso Brit fica fora de casa o máximo de tempo possível, principalmente em turnê com sua banda.

O pai e a madrasta dizem para a garota que vão manda-la para uma viagem de férias para o Grand Canyon.  Brit não quer, e fica com raiva pois perderá seus shows, mas vai mesmo assim, obrigada. Porém a coitada não estava indo para Grand Canyon nenhum – O pai dele estava enviando-a a um centro de reabilitação juvenil, O Red Rock.

"A única coisa que devemos temer é o próprio medo.'"

O Red Rock é um internato para “meninas problema” onde pais e mães achavam que deixando suas filhas lá, elas voltariam curadas, mas o internato só transformava as pessoas ao invés de ajuda-las.
 Os pais achavam estar deixando as filhas em um lugar que as "consertaria", mas, na verdade, o lugar não fazia nada além de as transformar: Brit se revolta e não consegue aceitar que seu pai a colocou ali e que agora precisa aguentar “sessões de terapia” que consistem em xingamentos, mas a menina começa mudar quando começa a conhecer melhor Cassie, Bebe e V.

Este livro mostra que existem muitos lugares assim na vida. Lugares mascarados que dizem ajudar as pessoas, mas ao invés disso elas são psicologicamente torturadas a cada dia por psiquiatras não qualificados. Foi o que aconteceu a pobre garota que foi enviada para um desses lugares só por que pintou o cabelo e ficava até tarde tocando com sua banda de rock. Ela não é uma garota má, ela só não é compreendida e a família a interpreta como rebelde.

"'Sempre dance conforme a sua própria música', era o que mamãe costumada dizer para mim. E era assim que ela levava sua vida também. Portanto, eu não saí dos trilhos. Apenas escolhi trilhos diferentes."

Q.U.E.R.A.I.V.A! Esse é o sentimento que senti durante toda essa parte do livro. Quis estrangular muito a família de Brit. Eu achando que a garota ia sofrer muito lá dentro do Red Rock, mas ela e as meninas se uniram e se apoiaram umas nas outras.

O livro oferece uma variedade de personagens extremamente memoráveis ​​e relacionamentos conturbados. Com uma narrativa fluida e detalhes preciosos a gente se pega vidrado na história para saber o fim da pobre Brit.


É compreensível que ser pai ou mãe muitas vezes não é nada fácil. Algumas crianças são descontroladas e podem precisar de ajuda especial, mas com certeza às vezes amor e compreensão basta e teria uma maneira mais fácil de lidar um filho homossexual ou uma filha que pegou um dinheiro seu... A autora mostra que nem sempre os adultos acertam. Muitas vezes o mais fácil e simples é apenas conversar e não se precipitar e punir. Simplesmente uma história maravilhosa, linda, comovente e instigante. 

"- É que a gente acha que a loucura e a sanidade ficam em lados opostos de um oceano, mas na verdade não passam de duas ilhas vizinhas." 

Um comentário:

  1. oi flor, o livro é ótimo. Um retrato fidedigno de situações que realmente acontecem por falta de diálogo e incompreensões dos pais!

    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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