segunda-feira, 25 de abril de 2016

RESENHA Outlander – Os Tambores do Outono parte I de Diana Gabaldon

Por Mariana Lucera

Título: Outlander – Os Tambores do Outono parte I
Título original: Drums of Autumn
Autora: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro      
Páginas: 569

Sinopse: Após tomar a difícil decisão de deixar a filha no século XX e viajar no tempo novamente para reencontrar seu grande amor, Claire Randall tem mais um desafio: criar raízes na América colonial do século XVIII ao lado de Jamie Fraser. Eles partem rumo à Carolina do Norte para encontrar um novo lar e contam com a ajuda de Jocasta Cameron, tia de Jamie e dona de uma propriedade na região. Enquanto isso, em 1969, Brianna Randall se une a Roger Wakefield, professor de história e descendente do clã dos MacKenzie, para encontrar as respostas sobre as próprias origens e sobre Jamie, o pai biológico que nunca conheceu. Em meio às buscas, ambos encontram indícios de um incêndio fatal envolvendo os pais de Brianna. Mas Roger não pode lhe contar isso, porque sabe que a namorada tentaria voltar no tempo e salvá-los. Por outro lado, Brianna também não compartilha sua descoberta, pois tem certeza de que Roger tentaria impedi-la.

Tambores do Outono é até agora um dos livros mais sóbrios da série Outlander. Nesse volume não temos naufrágios mirabolantes, resgates perigosíssimos nem nada do gênero. Temos Claire e Jaime na América, mais precisamente na Carolina do Norte, seguindo com suas vidas depois de saírem da Escócia.

Jaime, Claire e seu sobrinho Ian conhecem a tia Jocasta Cameron, senhora de River Run. A idosa deseja que Jaime administre a propriedade, fixando morada ali. No entanto, nem Claire nem Jaime conseguiriam aceitar viver em uma casa onde escravos são tratados sob uma rigorosa lei bárbara.

Após um incidente, em que precisam ajudar uma negra a sair da propriedade para que ela não acabe morta, Jaime e Claire encontram uma área de terra, cercada por plantações de morangos, onde construirão sua casa, aceitando a proposta do governador. Tendo apenas os índios como vizinhos, os dois se empenham em erguer do zero o local onde deverão passar o resto de suas vidas, ou pelo menos é o que eles imaginam.

Nesse livro, a ação, os resgates, duelos e intrigas não são o que mantém o leitor em suspense. Ele fica por conta das doenças da época. Os germes são os piores inimigos, entre outras enfermidades. Claire se torna a curandeira da região, enquanto famílias constroem suas casas nas terras de James Fraser e o sarampo chega para dizimar os índios e os mais fracos.

Em paralelo a trama central, existe o medo de Claire. Ela viu a lápide de Jaime na Escócia antes de voltar para o passado. Ela acha que ele vai morrer lá de alguma forma e tem medo das decisões que ele irá tomar.
Já Brianna enfrenta seus próprios problemas no futuro. Apaixonada por Roger, dispostos a ficarem juntos, o historiador descobre que Jaime e Claire morrerão em um incêndio em sua propriedade nos Estados Unidos no ano de 1776, ou seja, em menos de dez anos, ambos estarão mortos, se ninguém fizer nada.

Roger decide manter essa informação só para si, pois sabe que se a dividi-la com Brianna a moça vai querer atravessar o círculo de pedras para avisar a mãe, e aquele que ela ainda não aceita como pai, do perigo. Ele não quer correr o risco de perdê-la.

No entanto, ele não sabe, mas o silêncio de Brianna já indica que ela mesma descobriu a informação e ainda não sabe o que fazer com ela. Como ainda não li spoilers dos livros da sequência que já saíram pela Rocco, não sei em qual momento Brianna atravessa para o passado, mas estou muito ansiosa para isso acontecer, pois imagino que ela dará um frescor para a vida de Jaime e Claire, além de poder oferecer diversas situações engraçadas, já que ela é uma garota jovem do futuro, cheio de conforto. Imagino que quando ela atravessar, Roger irá com ela, pois ele também pode ouvir as pedras, então as coisas devem esquentar novamente na vida dos Fraser.

A ideia de dividir o livro em duas partes mais uma vez deixa o fã da série aflito. Pois o livro termina justamente quando a epidemia de sarampo se alastra e Claire está separada de Jaime, sem saber como deverão agir. No entanto, eu entendo que um livro com quase mil páginas é desconfortável de se carregar, segurar e assusta leitores menos vorazes, mas fazer a interrupção bem no clímax, quando a ação começa a subir, é de matar.

Contudo, sobre essa edição, gostaria de ressaltar que existem alguns erros de revisão. Encontrei um logo na primeira página, uma palavra repetida. Página 11 (devia ser ser ouvido). Página 251, a palavra sela apareceu grafada de forma errada, pois é cela de prisão, como o mesmo paragrafo se refere e não sela de montaria. São errinhos pequenos, mas não me lembro de tê-los encontrado quando a Saída de Emergência cuidava do material. Enfim, de cinco estrelas, dou quatro para esse volume da série, não por narrar eventos de tirar o fôlego, mas porque sou muito fá de Outlander e adoro ler qualquer coisa de Jaime e Claire.

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