sexta-feira, 22 de abril de 2016

RESENHA Tudo e todas as coisas de Nicola Yoon

Título: Tudo e todas as coisas
Título Original: Everything, Evereything
Autora: Nicola Yoon
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304

Sinopse: Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa. Nunca saí em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostumada com minha vida até o dia que ele chegou. Olho pela minha janela para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano. Ele me pega olhando-o e me encara. Olho de volta. Descubro que seu nome é Olly. Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre.

"Na verdade, há apenas uma única coisa que eu desejo: uma cura mágica que me permita sair correndo, livre, por aí, como um animal selvagem, mas nunca fiz esse pedido porque sei que é impossível. Seria como desejar que as sereias, os dragões e os unicórnios fossem reais....”

Sabe aquele livro que você desconfia que algo não cheira bem na história e de repente PÃN: surpresaaaaa!? Então...asssim é “Tudo e todas coisas” – SURPREENDENTE! A começar pela capa que é linda por demais e o marcador que vem junto (sim, para parceiros e não parceiros, pois a NC é uma fofa) tudo muito caprichado, o livro me marcou.

"De uma coisa eu tenho certeza: a vontade só leva a mais vontades. Não há limites para o desejo."

A escrita de Nicola é perfeita! É cheia de detalhes e emoções e você sente na pele o que é ser Madeleine. Existe o mundo dela de sua mãe que é médica, a enfermeira Carla e seus livros. A garota tem uma doença extremamente rara (SCID) que resulta em ela ser alérgica a praticamente tudo no mundo exterior. Seus livros têm de chegar a vácuo lacrados de modo que nenhuma bactéria possa contaminar a garota. Ela nunca entrou numa livraria e muito menos num sebo, a pobre garota nunca saiu da casa dela. Seu pai e irmão foram mortos em um acidente quando ela tinha apenas quatro meses de idade. Sua mãe e sua enfermeira, Carla, são as únicas pessoas que ela se relaciona.

"No início, não havia nada. E então, de repente, havia tudo."

Até aí ela nunca se sentiu tão incomodada, pois ela não “conhece” muito da vida lá fora, se lembra pouco de como era a vida antes da doença e sabe muito do mundo pelos livros. Eis que um dia novos vizinhos mudam-se para a casa ao lado.  Madeline olha pela janela e vê Olly. Ele e sua família se tornar interessante e ela começa a observá-los.

“Na maior parte dos dias eu tenho uma imaginação excelente.”

Olly e Madeline começam a se observar e Carla dá uma ajudinha pros dois se encontrarem, mesmo com toda a proibição da garota. Assim começa o romance com aquele garoto que mora ao lado, mas que ela não pode tocá-lo nem abraça-lo e deseja com todas suas forças beijá-lo....

“Tudo é um risco. Não fazer nada é um risco. A decisão é sua.”

Eu paro por aqui pois já ultrapassei muito a barreira de contar alguns detalhes. Mas esse livro é tudo e tem tudo! Romance, drama, alegrias, suspense, intrigas...adorei o estilo de escrita e o fim vem com um surpreendente e intrigante enredo que nos deixa espetacularmente admirados. Uma lição de vida sobre amor, corações partidos, relações entre pais e filhos e uma mensagem que nada é para sempre.

“Nem sempre podemos ter o que queremos.”

Amei, gente. A-M-E-I-! As personagens eram mais do que simples personagens Young Adult e adorei o modo que a autora usou para construir os relacionamentos. Um grande sick-lit contemporâneo que indico a todos de todas as idades. Apaixonada.

“Todos os dias você levanta e aprende uma coisa nova.”

2 comentários:

  1. Parece ser muito bom! Adorei a resenha e as quotes!

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    1. Obrigada, Fran <3 Se quiser te empresto. Eu adorei =D beijos!

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