segunda-feira, 23 de maio de 2016

RESENHA Mulheres que correm com os lobos de Clarissa Pinkola Estés

Por Francine Estevão

Título: Mulheres que correm com os lobos
Autora: Clarissa Pinkola Estés
Editora: Rocco
Páginas: 627

Sinopse: Sensações de vazio, fadiga, medo, depressão, fragilidade, bloqueio e falta de criatividade são sintomas cada vez mais freqüentes entre as mulheres modernas, assoberbadas com o acúmulo de funções na família e na vida profissional. Esse problema, no entanto, não é recente, acredita a psicóloga junguiana Clarissa Pinkola Estés. Ele veio junto com o desenvolvimento de uma cultura que transformou a mulher numa espécie de animal doméstico.
Através da interpretação de 19 lendas e histórias antigas, entre elas as de Barba-Azul, Patinho Feio, Sapatinhos Vermelhos e La Llorona, a autora identifica o arquétipo da Mulher Selvagem ou a essência da alma feminina, sua psique instintiva mais profunda. E propõe o resgate desse passado longínquo, como forma de atingir a verdadeira libertação.
Técnicas da psicologia junguiana e algumas formas de expressão artísticas ligadas ao corpo podem ajudar na tarefa, mas a compreensão da natureza dessa mulher selvagem, com todas as características de uma loba, é uma prática para ser exercida ao longo de toda a vida.


“Mulheres que correm com os lobos”, da Clarissa Pinkola é um livro lindíssimo para ajudar as mulheres a se reaproximarem de si mesmas. Comecei a lê-lo por indicação da minha psicóloga e desde as primeiras páginas já sai indicando ele para minhas amigas. Acho que toda mulher deveria ler esse livro, não importa a fase da vida em que se encontra ou o momento pelo qual está passando.

A autora utiliza contos clássicos em suas versões originais para falar sobre a Mulher Selvagem, que é aquela que há na essência de toda mulher, mas que por inúmeras razões acaba ficando esquecida nos recônditos mais obscuros do nosso ser. É incrível o quanto as mulheres são capazes de se preocupar e cuidar de todos ao redor e muitas vezes acabam esquecendo-se de estarem atentas e cuidarem de si. Assim, o livro nos permite entrarmos em contato com nós mesmas, com nossa alma, de uma forma muito bonita: nos ajudando a identificarmos em nós aspectos que precisamos trabalhar para fortalecer nosso lado feminino, nossa força inata que acabamos perdendo em meio a tantas situações pelas quais passamos ao longo da vida.

Com base em análises junguianas dos contos, mas com uma linguagem bastante simples, compreensível e agradável, Clarissa convida as leitoras a darem um mergulho profundo dentro de si mesmas, (re)descobrindo sua essência, seu eu mais verdadeiro, nos convidando à voltar para nosso lar original, nossa alma.

Ao ler “Mulheres que correm com os lobos” é fácil entender porque o livro se tornou um best-seller há algum tempo. É impossível não se identificar com diversos pontos colocados pela autora e, mais do que isso, acabamos identificando em muitas das suas palavras mulheres que vivem ao nosso lado, nossas amigas, mães, tias, primas…

É um livro que devemos ler com calma, prestando atenção às palavras da autora, digerindo, refletindo, apreendendo cada partezinha e que devemos indicar para todas as mulheres que cruzarem conosco durante a nossa jornada, convidando-as também darem esse mergulho dentro de si mesmas, percorrendo a jornada em busca (e na realização) de uma vida mais plena, mais profunda, com mais significado e muito mais autoconhecimento.

Um comentário:

  1. Oi, Maju! Como psicóloga, fiquei bastante interessada pelo livro. Não é o primeiro livro que vejo que utiliza contos muito conhecidos para falar de psicologia ou de psicanálise, mas não sabia de nenhum com a abordagem junguiana. Fiquei curiosa!

    Beijos, Entre Aspas

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