segunda-feira, 4 de julho de 2016

RESENHA "Amor à moda antiga", Fabrício Carpinejar

Por Francine Estevão

Título: Amor à moda antiga
Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Belas-Letras
Páginas: 112

Sinopse: Em seu aniversário de 43 anos, Fabrício Carpinejar ganhou de presente uma velha máquina de escrever Olivetti Lettera 82 verde-esmeralda. Desde esse dia, ele se dedica a escrever nela poemas de amor e a guardá-los como um inventário de seus sentimentos e emoções ao longo de sua carreira. Pela primeira vez, a Belas-Letras publica esses poemas exatamente como os originais foram enviados à editora, em maços de papel despachados pelos Correios, sem nenhum tipo de correção ortográfica, edição ou retoques, inclusive com as próprias anotações à mão feitas pelo próprio Carpinejar. Todos os textos de Amor à Moda Antiga (inclusive este) foram originalmente escritos em máquina de escrever. O resultado é um livro orgânico, singelo e apaixonadamente imperfeito, exatamente como o amor é.


Quando Fabrício Carpinejar veio a Ribeirão Preto para a 16ª FeiraNacional do Livro, a Maju me deu de presente o livro de poemas que ele estava lançando na ocasião, “Amor à moda antiga”.

Eu tinha lido, recentemente, outros dois livros do autor: “Espero Alguém” e “Ai meu Deus, ai meu Jesus!”, ambos de crônicas.

Eu já acompanhava uma coisa ou outra do Carpinejar que lia na internet e sempre achei seus textos interessantes. Podendo mergulhar mais em seus escritos, fiquei ainda mais encantada com a forma como ele consegue colocar no papel coisas que fazem parte da vida de muitos de nós.

99% dos seus textos são sobre relacionamentos. Mas ainda há um ou outro sobre assuntos diversos. De qualquer forma, ele tem um dom de captar detalhes e se aprofundar de uma forma única e que nos desperta também para coisas que muitas vezes nos passam despercebidas.

Enquanto lia cada um de seus livros, sua escrita e seus textos despertavam em mim o lado “escritora” e eu terminava a leitura morrendo de vontade de escrever sobre mil coisas.

Há também em suas palavras humor, ironia, mas acima de tudo muito amor. E em seu primeiro livro de poemas, “Amor à moda antiga”, não é diferente. Inclusive, um dos aspectos que gostei muito do livro foi como ele conseguiu manter sua capacidade de dizer tantas coisas e transmitir tanto sentimento com tão poucas palavras. Você percebe que estão contidos nos poemas a mesma essência das crônicas do autor.

Além disso, “Amor à moda antiga” tem um trabalho gráfico muito bonito. A capa é texturizada com aberturas que mostram o título, o nome do autor e a editora. As páginas são coloridas. Há fotos no final. E os textos foram publicados da mesma forma em que foram escritos: em uma máquina de escrever e sem revisão ou edição digitais, o que nos leva a algumas correções feitas à mão, de caneta. Um trabalho muito cuidadoso e delicado da editora Belas-Letras que dá um toque de “único” ao livro.  

Thanks pelo livro, Maju! :) 

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