terça-feira, 5 de julho de 2016

RESENHA Trama de Michael Jensen e David Powers King

Por Mariana Lucera

Título: Trama
Título Original: Woven
Autores: Michael Jensen e David Powers King 
Editora: Arqueiro
Páginas: 301

Sinopse: O sonho de Nels era ser cavaleiro do reino de Avërand. Filho obediente, ajudava como podia os moradores de sua pequena e tranquila aldeia. Querido por todos e tratado como herói, acreditava que logo seria selecionado como escudeiro da cavalaria. Mas isso foi antes de ser assassinado por uma figura misteriosa. Nels virou um fantasma, e agora só uma pessoa consegue vê-lo: a princesa Tyra, herdeira do reino e sua única esperança de entender o motivo do crime. A princípio, a jovem mimada não dá a menor confiança para o rapaz, mas, à medida que o mistério da morte dele vai se desenrolando, os dois percebem que têm em comum um segredo e um inimigo terrível, que pode se disfarçar de qualquer pessoa. Nels e Tyra não têm escolha. Precisam fugir do castelo, desbravar um mundo oculto repleto de magia e espectros sombrios e encontrar uma agulha, a relíquia capaz de remendar o que foi descosturado na Grande Tapeçaria. E o tempo corre contra eles, pois o fio de Nels está prestes a desaparecer para sempre. 


O livro Trama me chamou atenção pela sinopse, afinal, a história de uma princesa que precisa ajudar um fantasma tinha tudo para ser uma dessas aventuras fantásticas que gosto, só que NÃO.

Dá para perceber, logo nos primeiros capítulos, que os personagens sofrem de falta de carisma e empatia. Você não se identifica com eles e ponto!

Tyra, a princesa, é uma egoísta mimada e cabeça de vento. Sério, não dá para gostar dela em momento nenhum, nem no final do livro.

Neals, o fantasma, poderia ter sido trabalhado infinitamente melhor, mais engraçado, mais herói, mas falha miseravelmente. 

Quando atingi 50% do livro ele até melhorou, quando os protagonistas encontram a casa da bruxa que pode ajudá-los a encontrar uma agulha capaz de costurar a trama (vida) de Neals de volta ao mundo dos vivos. 

A trama de base é boa, tecer a história como uma grande tapeçaria e a busca pela agulha capaz de consertar as coisas teria tudo para dar ao livro o toque especial que achei que ele teria quando comprei. 

Enfim, esse é um livro esquecível, previsível e sem empatia. Porém, se é para justa, a diagramação está perfeita e o livro foi muito bem revisado, o texto também tem fluidez, mas é só. Os elogios param ai, infelizmente.

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