segunda-feira, 3 de outubro de 2016

RESENHA As cores da vida de Kristin Hanna

Por Isabela Silva

Título: As cores da Vida
Título Original: True Colors
Autora: Kristin Hanna
Editora: Arqueiro
Páginas: 352

Sinopse: As irmãs Winona, Aurora e Vivi Ann perderam a mãe cedo e foram criadas por um pai frio e distante. Por isso, todo amor que elas conhecem vem do laço que criaram entre si. Embora tenham personalidades bastante diferentes, as três são inseparáveis. 
Winona, a mais velha e porto seguro das irmãs, nunca se sentiu em casa no rancho em que a família vive há gerações e sabe que não tem as qualidades que o pai valoriza. Mas, sendo a melhor advogada da região, está determinada a lhe provar seu valor.
Aurora, a irmã do meio, é a pacificadora. Ela acalma as tensões familiares e se desdobra pela felicidade dos outros – ainda que esconda os próprios problemas. 
E Vivi Ann é a estrela entre as três. Linda e sonhadora, tem o coração generoso e indomável e é adorada por todos. Parece que nada dá errado em sua vida. Até que um forasteiro chega a cidade...
Então tudo muda. De uma hora para outra, a lealdade que as irmãs sempre deram por certa é posta à prova. E quando segredos dolorosos são revelados e a cidade é abalada por um terrível crime, elas se veem em lados opostos da mesma verdade.


“Daquele dia em diante, a inveja se tornara uma corrente submarina, movendo-se em espirais sob a vida delas. Mas ninguém percebera. Não naquele momento, pelo menos.”

Calma galera, espera, segura a emoção, preciso refletir sobre esse livro. Primeiramente devo relatar aqui e deixar registrado para nunca me esquecer sobre ele. Meigo, sim meigo, uma escrita meiga, uma leitura fácil, cativante e muito acolhedora. 

Ao longo do livro não tem como não nos identificarmos com as personagens, cada pessoa que lê se identifica e tem empatia e simpatia com uma das três irmãs e em determinados momentos sentirá amor, raiva, pena, carisma e felicidades com cada uma delas. 

Tudo o que a Kristin escreve e relata sobre as três irmãs, a história por trás da família “perfeita” dos Crey, é tudo muito bem detalhado ao longo da história onde encontramos desavenças, sofrimentos, inveja, amor, carinho, preocupação e cuidado entre as irmãs Winona, Vivi Ann, Aurora e seu pai. 
Não é segredo para nenhum de vocês que eu amei esse livro (novidade a Isabela “amar” o livro, ela não falou mal de nenhum até agora, sempre fala que amou os livros. Calma gente, não é assim também). 

Bom, vamos para a história, chega de falar o que achei do livro (ele é incrível gente).

A história começa com o relato da morte da mãe das três irmãs, quando elas eram pequenas, e a partir desse momento, começa a busca incessável de Winona pela aprovação e orgulho de seu pai. Uma busca que, infelizmente, não é tão fácil de conseguir - diria até impossível (o cara é muito chato gente). 

Porém, quando o pai das meninas descobre que Vivi Ann tem uma conexão muito forte com o cavalo da falecida esposa, no mesmo momento ele se sente orgulhoso com a filha mais nova e assim começa a decepção na vida de Winona. 

Tudo piora quando anos mais tarde chega à cidade um antigo amor do colégio de Winona, Luke. Adivinham o que acontece? Pra quem disse que Luke se apaixona por Vivi Ann acertou (me perdoem pelo spoiler, mas deveria falar disso, foi o único, juro), pois é pessoal, e dessa vez a inveja e a decepção de Winona é maior ainda, pois ela percebe que perdeu seu grande amor para sua irmã mais nova. 

Legal Isa, mas, e a Aurora? A Aurora tem um papel muito importante na história, como uma típica dona de casa, casada com um médico e sendo mãe de dois filhos, ela usa de toda a sua maternidade para sempre promover a paz e o equilíbrio entre as duas irmãs ( o que eu diria que na maioria das vezes não funciona, mas Aurora não desiste). 

O cenário muda com a chegada de Dallas (o índio, que na minha humilde imaginação é igual ao Khal Drogo de Game of thrones). Dallas começa a trabalhar na fazenda da família Grey ( onde começaria a ter competições de provas de três tambores ). Dallas e Vivi Ann se apaixonam, porém é um amor proibido, até porque Vivi está noiva, e sabe de quem? Sim isso mesmo, de Luke. 

Com essa reviravolta o cenário da história muda drasticamente, Winona e Vivi Ann começam a mostrar uma à outra suas indiferenças e revoltas com a vida e decisões que elas tomam. O pai, cada vez mais frio, cada vez menos demonstra amor e carinho, apenas preocupado com a reputação da família na cidade. 

Tudo coopera para o crescimento de três garotas, que tiveram sua mãe arrancada drasticamente da vida delas e com isso elas aprendem o que é o amor, o carinho e o afeto com elas mesmas, com o laço de irmandade que elas fazem entre si. 

Apesar de toda a diferença, de todas as complicações da vida, o amor entre elas sempre vencem, ou quase sempre. 

“Por mais vibrante e feliz que a vida fosse do lado de fora, ali dentro ela era sempre cinzenta e sombria.” 

Isa, você disse que cada um que lê se identificam com uma personagem, com qual você mais se identificou e teve empatia? Todas pra mim tem sua importância e sua beleza, as três são mulheres fortes e dedicadas, porém, para mim, a que o “meu santo bateu” foi a Winona, não por ela ser gordinha também (hahaha), mas pela força de vontade, a dedicação e lealdade, tanto com a família, quanto com o trabalho. E para mim, repito, para mim, a história dela deveria ter acabado de outra forma, assim como de Aurora. Por que? Bom, leiam e descubram o porquê (risada maléfica).

“O que importava mesmo era quem eram, como ficaram juntos em tempos difíceis, as pessoas que foram levadas no coração.”

Um comentário:

  1. para mim foi uma história espetacular, Kristin trabalhou bem os sentimentos de suas personagens e gerou sentimentos em mim ao longo da trama, é tão real, tão humanizado!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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