sexta-feira, 25 de novembro de 2016

RESENHA: "Três vezes nós", Laura Barnett

Por Francine Estevão

Título: Três vezes nós
Autora: Laura Barnett
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384

Sinopse: Uma jovem mulher com uma bicicleta quebrada após desviar de um cão. Um homem que ela poderia facilmente ter deixado passar, sem parar, levando consigo uma vida inteira, uma vida que poderia nunca ter sido dela. Eva Edelstein está no segundo ano do curso de Inglês na Universidade de Cambridge. Ela namora David Katz, estudante e aspirante a ator. A vida de Eva parece bem encaminhada, quando, no campus da universidade, ela conhece acidentalmente Jim Taylor, estudante frustrado de direito. Há três versões, três realidades diferentes para o futuro de Eva e Jim, dos anos 1950 até os dias atuais. Se o nosso futuro é uma encruzilhada, gostaríamos de saber qual caminho seguir? E depois, ficaríamos felizes com a nossa escolha? Três vidas. Três histórias. Três destinos... permeados com traições e ambições, mas também com amor e arte. Três vezes nós explora a ideia de que há momentos em nossas vidas que poderiam ter sido diferentes e como pequenos fatos ou decisões que tomamos podem determinar o rumo da nossa vida para sempre.

A proposta do livro é interessante. Afinal todos nós já nos questionamos em algum momento o que teria sido de nos se tivéssemos feito algo diferente, seguido um outro caminho, optado por B em vez de A. No entanto, a história em si - que começa com um pneu furado e se desenrola com três possíveis versões dali em diante - deixa a desejar.

Eva e Jim se cruzam pela primeira vez quando um prego entra no pneu da bicicleta dela. Aquela ocasião poderia se desdobrar de três formas: eles se apaixonam e ficam juntos, eles se apaixonam e começam um romance, mas não podem ficar juntos porque Eva tem namorado e algo vai acontecer e fazer com que ela escolha ficar com o namorado, ou eles simplesmente seguem cada um sua vida individualmente.

Mais uma vez eu repito: a proposta é ótima e foi isso que me fez querer ler “Três vezes nós”. É interessante ver como quando algo tem que acontecer, acontece mesmo de uma forma ou de outra. Tudo aquilo que tem que ser encontra o seu caminho.

No entanto, achei a narrativa mal engajada e se torna um pouco confusa, fazendo com que os capítulos sejam bem maçantes. Eu até pensei em desistir várias vezes, mas fui até o fim agarrada a alguma esperança de mudança. Um enredo com grande potencial, mas mal desenvolvido, infelizmente.

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