quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

RESENHA The Kiss of Deception de Mary E. Pearson

Por Isabela Silva

Título: The Kiss of Deception
Título Original: The Kiss of Deception
Autora: Mary E. Pearson
Editora: DarkSide Books
Páginas: 406

Sinopse: Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?
Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor.
O romance de Mary E. Pearson evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor, e como ele pode nos enganar. Às vezes, nossas mais belas lembranças são histórias distorcidas pelo tempo.

A força feminina é a grande estrela neste romance de Mary E. Pearson. Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas – menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? 

O primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o romance de Pearson é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor e como ele pode nos enganar, e de uma protagonista em busca de sua liberdade e felicidade a qualquer custo. 

“Aquele era o dia em que mil sonhos morreriam e um único sonho nasceria” – princesa Lia 

Reescrevi essa resenha dez vezes, mas em todas elas eu dizia o quanto esse livro mexeu comigo, o quanto ele me transformou. Sim, me transformou, os livros tem a magia e o poder para fazer isso com um ser humano. Esse livro, eu diria que é um manual de instrução de como viver uma vida, como atingir metas e olhar as possibilidades que você tem em sua vida. É uma lição de como uma garota de apenas dezessete anos tem a capacidade de mudar o futuro dela e juntamente o de uma nação inteira. Esse livro é uma amostra de que viver pelos outros e para os outros não traz felicidade alguma e muito menos realizações, nem mesmo se você é da alta nobreza como Lia.  

A autora escreve pensando estar escrevendo um gênero, mas no fim, para algumas pessoas, é totalmente diferente. Senhora Mary E. Pearson, para mim a senhora escreveu um livro de autoajuda e não um romance. 

Eu tenho apenas vinte e um anos de idade e Lia (a personagem principal da história), apenas dezessete, mas Lia tem algo muito diferente de muitas pessoas: Coragem. Ela se absorveu de uma coragem que a controlou até o final do livro, uma coragem que, meus amigos, coloca muito homem marmanjo no chinelo.  

A coragem dessa garota é tanta que a faz, no meio da cerimônia de seu casamento arranjado com o príncipe de Dalbreck (a união representava a paz entre os reinos de Morrighan com Dalbreck), fugir com sua serva e fiel amiga Pauline, a coragem da amiga é equiparada à de Lia. Fugindo, cada uma em seu próprio cavalo, Lia, ou melhor dizendo Arabella Celestine Idris Jezilda, Primeira Filha da Casa de Morrighan, e Pauline encontram-se em uma Terra distante chamada Terravin, onde Pauline morara quando criança.  

Sabendo do repentino sumiço de Lia, o príncipe de Dalbreck cavalga atrás de sua futura esposa, para encontra-la e pedir para que ela explique-se com ele, mas, o que Lia, Pauline, o príncipe, Berdi (tia de Pauline que as recebera com tanto zelo e compaixão), Gwyneth (Uma mulher bela que trabalha para Berdi em sua estalagem, juntamente com Pauline e Lia), era que havia mais uma pessoa atrás de Lia, um assassino, um dos piores assassino de aluguel que poderiam contratar para matar a princesa.  
A trama toda começa com a chegada de Rafe e Kaden na estalagem onde Lia trabalhava. Deste momento em diante há uma guerra fria entre os dois, pois os dois se apaixonam por Lia, e, querendo ou não, Lia se sente atraída pelos dois. Mas o que Lia não sabe é que um dos dois é o príncipe e o outro é o assassino contratado para mata-la, ao contrario deles, que sabem muito bem quem Lia é, eles sabem que ela é uma Primeira Filha da Casa de Morrighan.  

Lia se mostra uma adulta, enfrentando medos, assassinos, ladrões, mortes de parentes próximos, (me esqueci de falar que ela possui três irmãos mais velhos), sequestros e por fim ser levada para um reino totalmente desconhecido, e distante de tudo que ela já tinha presenciado antes. Mas o que a motiva é seu foco e sua coragem de enfrentar a vida, de saber que no final tudo acabaria bem, ou não. Lia nunca perdeu a esperança, de saber que um dia, ela voltaria para casa e para os braços de seu amor. Por mais que ela tenha duvidado disso por alguns instantes, ela nunca deixou de acreditar que iria ver e sentir o amor verdadeiro outra vez.  

“Porque, sempre, desde o primeiro dia em que a vi, tenho ido dormir pensando em você e, todas as manhãs, quando acordo, meus primeiros pensamentos são sobre você.” 

A história de Lia e sua coragem não acabam neste livro, mas tenho certeza de que com apenas esse livro, você terá uma lição de vida que fará repensar em tudo que está fazendo e de como você está enfrentando seus problemas. 

 Lia irá te dar uma “lição de moral” nunca vista antes. 

“Talvez houvesse tantos tons de amor quanto existem tons de azul no céu”- Lia  

P.S: É muito difícil escrever sobre esse livro sem dar spoilers, muito difícil mesmo.  


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