terça-feira, 25 de abril de 2017

RESENHA Caraval de Stephanie Garber

Por Maju Raz


Título:  Caraval
Título Original: Caraval
Autora: Stephanie Garber
Páginas:  352
Editora:  Novo Conceito

Sinopse: Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta.Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível.O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada.






“Era melhor que ficasse só na fantasia. Os desejos eram tão reais quanto unicórnios.”

Este é o livro de estreia de Stephanie Garber e seu lançamento está previsto para Junho deste ano pela linda Editora Novo Conceito que presentou os parceiros no feriado com o desafio de ler no mesmo tempo do jogo Caraval.

“Pensei que você não acreditasse em desejo”

Eu fiquei bem encantada com a capa quando a Novo Conceito anunciou o lançamento aqui no Brasil e achei muito cativante todo aquele brilho. Não li a sinopse e por isso me maravilhei e me surpreendi mais ao longo da leitura.

Caraval conta a história de duas irmãs: Donatella e Scarllet Dragna. As duas moças que sofrem com a ausência da mãe, que fugiu, e dos abusos de maus-tratos do pai que bate nelas para controla-las de acordo com suas vontades.
O Caraval não é uma lição sobre gentileza”

O Caraval é um evento anual para pessoas especiais; Um espetáculo transitório, mágico e exclusivo que foi criado pelo seu anfitrião Lenda. Aqui se encontram sonhos, desejos, magia, fantasias...tudo o que mexe com você de algum jeito. Todo ano um jogo é lançado com vários desafios pra você participar ou apenas olhar, como preferir. Nada aqui é uma competição, mas um jogo bem traiçoeiro que você pode se perder a qualquer momento.

“O que quer que tenha ouvido sobre o Caraval não se compara à realidade. É mais do que só um jogo ou apresentação. É a coisa mais parecida com magia que você verá neste mundo.”

Scarllet, a irmã mais velha, pensando em dar um up nos ânimos de Donatella, começa a mandar cartas para Lenda pedindo uma oportunidade de conhecer Caraval. Nenhuma delas é atendida, até Lenda saber do noivado de Scarlett...o Mestre dono do Caraval manda, finalmente, três convites para as garotas participarem dos jogos. Essas cartas são nos apresentadas logo de cara no início do livro e acho que é a chave que nos instiga a querer saber mais desse mundo mágico.

“Ouvira dizer que todas as pessoas conseguem um desejo impossível, só um se quiserem uma coisa mais que tudo, e podem encontrar um pouco de magia para ajuda-las.”

Com o apoio de sua irmã e a ajuda de um jovem marinheiro, Julian,  Scarlett parte para a misteriosa ilha, Isla del sueños - onde Lenda indicou que o Caraval estava acontecendo. Ambas as irmãs sabem que estão arriscando suas vidas contra os desejos do pai, mas estão mais que dispostas a aproveitar essa oportunidade única de participar deste “jogo proibido”.

As meninas se envolvem em um mundo mágico e perigosíssimo. Nada aqui é o que parece - as aparências enganam e até o tempo se move de forma diferente. As apostas são extremamente altas e nem todo mundo sai vivo daqui....

Os sonhos que se realizam podem ser belos, mas também podem se tornar pesadelos quando as pessoas acordam”

O foco é o amor das irmãs, a evolução que as duas sofrem e a vontade de crescer, viver e proteger uma a outra, mas eu não pude deixar de me apaixonar por Julian, a começar pelo nome dele que acho lindo demais, ele engraçado, sínico, áspero, corajoso e sabe jogar.  

“A vida é muito mais do que ficar em segurança”

Qual é o limite entre a realidade e a ilusão? É esse o jogo que Stephanie faz. Um jogo de pistas e truques que chega a nos deixar desconfiados em diversas situações. O que roubou meu coração foi o estilo de escrita mágico de Stephanie. Muito teatral, mistura elementos de circo, conto de fadas e me remeteu a uma coisa meio “Alice” de Lewis Carrol. 

“Mas nesta ilha os segredos têm valor.”

A autora joga tão bem com nós leitores que muitas vezes me peguei com falta de ar de tanta ansiedade achando que eu estava arriscando minha vida junto com Scarlett para ganhar o jogo. A medida que Scarlett aprende algo, nós aprendemos também e seguimos jogando junto.

Se as pessoas souberem o que você mais deseja, podem usar contra você”

O fim se encaixou direitinho e deixou um gancho para uma propícia continuação que e deixou bastante curiosa e ansiosa .Se você é fã de fantasia e curte uma cadeia de acontecimentos de narrativa inteligentíssima então não pode deixar de jogar Caraval! Mas lembre-se: é somente um jogo! ;)

“Os desejos eram coisas portentosas que exigiam certa dose de fé...”





segunda-feira, 24 de abril de 2017

RESENHA A rainha das trevas de Anne Bishop

Por Mariana Lucera

Título: A rainha das trevas
Título Original: Queen of the darkness
Autor: Anne Bishop
Editora: Arqueiro
Páginas: 400

Sinopse: Jaenelle Angelline é a feiticeira da profecia e rainha de Ebon Askavi. Agora, o reino das sombras está sob sua proteção. No entanto, membros corruptos dos Sangue continuam à espreita e, em um jogo perverso de política e intriga, pretendem destruir todos aqueles que ficaram do seu lado. Enquanto isso, depois de ter escapado da loucura do reino distorcido, Daemon Sadi finalmente chega a Kaeleer, onde o destino o levará a se reencontrar com Lucivar, Saetan... e Jaenelle. Mesmo após tanto tempo, seu amor continua inabalável. E, sendo consorte prometido da rainha, o poder de sua joia estará a serviço dela, caso Jaenelle assim o deseje. Entretanto, isso pode não ser suficiente para evitar o terrível plano que está prestes a ser executado.

Uma guerra está a caminho. E, quando ela chegar, apenas um grande sacrifício poderá salvar o reino.

Finalmente li o final dessa série! A trilogia das joias negras é um livro muito diferente da grande maioria que trata de fantasia.

Tendo como pilar quatro personagens fundamentais, esta é uma história que você demora um pouco para entender. A autora consegue misturar personagens vivos com demônios saídos diretamente do inferno e outros que vivem no abismo, um local de prisão ou descanso da mente.

Lucivar, Daemon, Saetan e Jaennelle são personagens muito bem construídos. O leitor consegue se afeiçoar a eles ao longo dos três e livros e fica desesperado em vê-los sofrer em um final angustiante.
Neste volume descobrimos que Jaennelle se tornou tudo aquilo que Saetan esperava de sua filha da alma. Rainha, feiticeira, o sonho vivo e a pessoa com força suficiente para impedir que uma guerra contra os sangue machuque os inocentes.

Acompanhamos o reencontro de Daemon e Jaenelle e vemos pela primeira vez os dois juntos como casal. No primeiro livro, quando se conhecem, Jaenelle é uma criança e o amor que existe entre eles é protetor e ingênuo, mas neste livro tudo é muito sensual entre os dois.

Aliás, essa é uma história com forte apelo sexual desde o primeiro livro. Formada por uma sociedade matriarcal, os machos, como os homens são chamados, têm um papel de servir, algumas vezes até sexualmente, as rainhas de sua corte.

- E mesmo quando percebeu que estava na cama, ouvindo-a gemer de prazer enquanto se mexia dentro dela, não foi capaz de pensar.

Dentro desse universo, Jaenelle se torna alguém que repudia a atitude de Dorothea e a demônia morta Hekatah. É contra as duas que a feiticeira de Ebon Askavi precisará lutar, pois ambas deram início a uma guerra cruel com o intuito de dominarem o mito vivo.

Para impedir que as pessoas que ela ama morram, Jaenelle faz um grande sacrifício com a ajuda dos parentes (lobos e tigres capazes de falar através do pensamento).

- Quero ela de volta – chorou Daemon – Lucivar, quero ela de volta.

Como fechamento de uma série o livro é muito bom, para mim o melhor ainda é o segundo volume, no entanto a amarração da trama condiz com tudo o que a autora criou até o momento e cumpre muito bem o papel de fechar a trilogia.

Anne Bishop tem um ritmo de escrita envolvente e conseguiu construir bons personagens, do qual somos capazes de nos lembrar durante muito tempo. Por todo o seu universo rico apresentado na trilogia as joias negras, seus outros livros também mereciam ser traduzidos pela editora Arqueiro.
O universo criado com a série as joias negras é muito rico, diferente do que estamos acostumados quando o assunto é fantasia e merece lugar de destaque em qualquer estante.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

RESENHA A Menina Que Não Acredita Em Milagres de Wendy Wunder

Por Maju Raz



Título: A Menina Que Não Acredita Em Milagres
Título Original: The Probability of miracles
Autora: Wendy Wunder
Editora: Novo Conceito
Páginas: 327

Sinopse: Campbell tem 17 anos. Ela não acredita em Deus. Muito menos em milagres. Cam sabe que tem pouco tempo de vida, por isso quer viver intensamente e fazer tudo o que nunca fez, no tempo que lhe resta. Mas a mãe de Cam não aceita o fato de perder a filha, assim, ela a convence a fazer uma viagem com ela e a irmã para Promise um lugar conhecido por seus acontecimentos miraculosos. Em Promise, Cam se depara com eventos inacreditáveis, e, também, com o primeiro amor. Lá encontra, finalmente, o que estava procurando mesmo sem saber. Será que ela mudará de ideia em relação à probabilidade de milagres?  A Menina que não Acredita em Milagres vai fazer você rir, chorar e repensar sua conduta de vida.






“Porque outras pessoas precisavam de milagres. Outras pessoas acreditavam em mágica...”

capa original

Se tem uma coisa que a Editora está acertando este ano, são as capas dos romances que estão lançando. Que capa linda! Muito mais bonita que a original. A história é tocante e eu aviso: preparem os lenços.

No começo eu não estava totalmente confortável com a escrita de Wendy Wunder. Parecia muito direta e incompleta. Contudo continuei firme e me vi engolindo a história e tudo se transformando. Na verdade eu não se sei se era bem a escrita que estava me “incomodando”, penso eu que seja a trama e a nossa mania de achar que tudo vai dar errado e vamos debulhar em lágrimas com a pobre Cam. Mas a garota, por incrível que pareça, é o alívio cômico nesta história. É uma piada né? Pois ela própria é a razão para a dor e aspectos tristes da história.

A história é da garota Campbell que vive com câncer desde seus doze anos de idade. Sua mãe Alicia e irmã mais nova Perry decidem levá-la para uma viagem na espera de uma cura na cidade de Maine – a cidade é Mística porque é supostamente milagres acontecem por lá. A pobre garota já tentou de tudo para se curar e está num processo de aceitação da morte, mas sua família não. Então eles deixam Flórida, onde residem, e vão até a costa leste para passar o verão à beira-mar.

“Ela não sabia se ficava alegre ou envergonhada”

Fiquei com aperto no coração e nós na garganta e arrepios muitas vezes enquanto outras vezes eu ri e fiquei tranquila ao ler. É uma história contemporânea perfeita que aquece seu coração ao mesmo tempo que atormenta. Tem “mágica”, mas não tira o pé da realidade e te mostra o que é realmente ESPERANÇA e SONHOS, que não se pode desistir jamais, porque o agora é o que nós pode garantir.

“Há modos de viver a vida: o primeiro é como se nada fosse um milagre. O outro é como se tudo fosse um milagre.”

Cam é uma personagem fofa que apesar de tudo se sente viva e está sempre a  fazer novos amigos e coisas divertidas. Metade do que ela fez na história, eu nunca teria coragem de fazer! Esse livro me fez repensar minhas ideias sobre muitas coisas na vida. Me identifiquei com o amor de Cam pelos animais e achei muito fofo.  Talvez algumas pessoas possam prever o fim do livro, talvez imaginar algo diferente conforme a leitura, mas mesmo assim, tem alguma coisa de diferente nesse fim, não posso explicar para não estragar nada. O leitor vai ter que descobrir o que acontece com Cam.

“Se você acredita que os pensamentos eram energia e energia é matéria (E=mc²), e a matéria aparece, então uma pessoa nunca pode realmente deixar você, a menos que você pare de pensar nela. Tudo que você dividia com uma pessoa ainda está girando ao redor do universo.”

Uma história maravilhosa cheia de auto-descobertas que fala de crenças X ciência e sempre mostrando como a vida é realmente insuportavelmente difícil. Um romance incrivelmente esmagador e triste, mas muito realista, profundo, belo e com final honesto. Eu diria incrível. E sim, o livro partiu meu coração, mas eu choro com finais tristes e alegres então leiam. <3


“O amor permanece. As relações permanecem. Porque os pensamentos são energia, energia é matérias e a matéria nunca desaparece.”

segunda-feira, 17 de abril de 2017

RESENHA O Sol Também é Uma Estrela de Nicola Yoon

 Por Maju Raz

Título: O Sol Também é Uma Estrela
Título Original: The Sun Is Also a Star
Autora: Nicola Yoon
Editora: Arqueiro
Páginas: 288

Sinopse: Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história. Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois. O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?

“Eu acho o seguinte: todos nós estamos conectados, todo mundo na Terra, digo.”

Está afim de ler um livro rápido, lindo e intenso? Então é este o livro que tem que ler. Com uma narrativa envolvente e que particularmente me identifiquei fica fácil de se identificar com as personagens e se envolver numa trama fluida.

“Fato observável: nós somos magia.”

Acabei de digitar uma página e meia só de quotes marcantes e significativos pra mim. Conheci Nicola Yoon através do livro “Tudo e todas as coisas” e me apaixonei pela escrita da autora. Nicola é sensacional! Ela é descritiva e fácil de ser entendida. Lida com questões de preconceito e disfunção familiar muito bem e é muito criativa.

“Dizemos a nós próprios que existem motivos para as coisas que acontecem. Mas, na verdade, só estamos contando histórias para nós mesmos. Inventando. Elas não significam nada.”

Natasha e Daniel se encontram. E depois se trombam de novo....e de novo e mais uma vez. Seriam coincidências ou o destino estaria empurrando-os para ficarem juntos? Natasha não acredita em destino, ela só confia na ciência que tudo prova.

“Os seres humanos não são criaturas razoáveis. Em vez de governados pela lógica, somos governados pelas emoções. O mundo seria um lugar mais feliz se o oposto fosse verdade.”

Daniel se apaixonou à primeira vista por Natasha. Ao contrário dela, ele acredita no destino e no amor. Agora ele só tem que convencer Tasha de que foram feitos um para o outro. E rápido pois a pobre garota está prestes a ser deportada por conta de um erro de seu pai.

“Isso é problema dele. Por que eu preciso pagar pelo erro dele?”

Daniel e Natasha vão nos revelar e despontar a eles mesmos coisas que nunca disseram antes a ninguém.  O livro se passa durante um dia todo e tenho a mesma sensação de tê-lo lido no mesmo tempo. Presenciamos aventuras, sentimos raiva, respiramos fundo em tristeza, medos, ambições – VIDA. Me identifiquei muito com Natasha. Eu já mudei de cidade duas vezes na minha adolescência e estou enfrentando tudo isso novamente. Perder lugares favoritos, cheiros, pessoas, ter que ser forte pra se refazer no desconhecido e nada tem a ver com você, sempre culpa dos outros...claro que nada se compara mudar de cidade e mudar de país, mas entendo muitas características e comportamentos de Tasha.

“Todas as nossas coisas futuras podem ser destruídas em um único instante.”

Um livro que fala de amor, destino, forças mágicas da natureza, como as pessoas que convivem conosco podem ferrar nossas vidas com simples gestos e atos, emoções, provocações. Tudo acontece por uma razão. Nada acontece por acaso ou por sorte. Se algo está destinado a acontecer a cada um de nós, seja coisa boa ou coisa ruim - isso vai acontecer. Mesmo se algo de muito ruim acontecer TEM uma razão! O que não podemos fazer é deixar que essa ruína nos destrua, mas sim ser uma inspiração pra crescer na vida e receber o melhor. #ChoreiLargada

“Tudo acontece por um motivo. É o que se costuma dizer. Em geral, as pessoas dizem isso quando algo vai mal, mas não mal demais.”

Mais quotes <3

“Nomes são coisas poderosas. Servem como marcadores de identidade e uma espécie de mapa, localizando a pessoa no tempo e na geografia. Mais do que isso, podem ser uma bússola.”
“Todo mundo aqui já viu tudo antes, e eles realmente não se importam que tudo seja novo para você.”

“O senhor tem alguma ideia de como é não se encaixar em lugar algum?”

“Irene acha que seria melhor se ela partisse, melhor do que viver querendo e não tendo, melhor do que simplesmente viver.”

“As pessoas passam a vida inteira procurando o amor. Mas como a gente vai confiar numa coisa que pode acabar tão subitamente quanto começa?”

"Parece que faz muito tempo desde quando eu o achava o máximo. Ele era um planeta exótico e eu era seu satélite predileto. Mas ele não é nenhum planeta, é só a última luz desbotada de uma estrela morta. E não sou um satélite. Sou lixo espacial, me distanciando dele o máximo que posso."

“A vida é mais longa ainda se você a passa perseguindo sonhos que nunca, jamais, vão se realizar.”
“O amor não é uma religião. Ele existe você acredite ou não.”

“Por que as mães são sempre as mais culpadas por ferrar os filhos? Os pais sabem muito bem como ferrá-los.”

“Fico pasmo pensando quantos indivíduos passam o dia dentro de lugares assim, fazendo coisas que não amam para pessoas de quem não gostam.”

“Fato observável: as famílias são a pior coisa do mundo.”

“Certas pessoas não ficam felizes até que tudo seja feito do jeito delas.”

“Beijar é apenas outro modo de falar, só que sem palavras.”

“Eu achava que os poetas não brigavam. – Está brincando? Nós somos os piores.”

“Somos programados para planejar com antecedência. Isso faz parte do nosso ritmo. O sol nasce todo dia e cede espaço para a luz toda noite.”

“Não acha engraçado que nossas lembranças prediletas tenham a ver com as pessoas de quem nós menos gostamos agora? Talvez seja por isso que a gente não gosta mais delas. A distância entra quem elas eram e quem são agora cresceu tanto que não temos esperança de recuperar essas pessoas.”

“O problema de elevar a esperança às alturas é: a queda é muito longa.”
“Dá pra imaginar se todo mundo tivesse o poder de mexer na vida de todo mundo? Caos. Mas, claro, esse é o problema. Nós já temos esse poder sobre os outros.”




sexta-feira, 14 de abril de 2017

"Os treze porquês" - Filme e série




   
“A vida é imprevisível. O controle é só uma ilusão.”

Até que ponto conhecemos alguém? Vivemos diariamente com família, amigos, colegas, conhecidos e nunca vamos realmente conhecer essa pessoa de verdade?

Não pretendia escrever sobre essa série baseada no livro de Jay Asher que assisti em quatro dias – “Os 13 porquês”. Ganhei o livro quando lançou, mas li apenas os primeiros capítulos e fiz o que muita gente fez com a personagem Hannah– desisti.

Retomei agora após assistir a série e achei que ambos foram muito bons passando muitas mensagens não só para jovens, mas para adultos. Tanto o livro quanto a série abordam muita coisa – Bullying, depressão, falta de atenção, falta de amor, assédio sexual, suicídio. Como a vida tem seus altos e baixos e como as pessoas ao nosso redor podem melhorar ou piorar isso.

“Você não sabe o impacto que tem na vida dos outros. Tudo afeta tudo.”

Eu não queria falar sobre essa série/livro pois existem coisas que simplesmente não tem como serem descritas, mas ter assistido essa história e depois ter lido remexeu muito intensos sentimentos guardados e otras cositas más. Tocaram em feridas antigas (e novas), situações espelhadas e segredos. Não queria falar, mas eu devo falar para as pessoas lerem e assistirem a essa série e refletirem sobre as situações que são reais e pesadas que envolvem todas as situações.

“Há muita coisa errada no mundo. Há muita dor. Não suportava saber que não ia melhorar...”

A história é a seguinte: Ao voltar para casa após mais um dia de escola o jovem Clay Jensen encontra um misterioso pacote com seu nome na porta de sua varanda. Dentro ele descobre sete fitas cassete gravadas por Hannah Baker, sua colega de classe que cometeu suicídio algumas semanas antes.  A princípio Clay relutou, mas apertou o play... A voz de Hannah lhe explica que há treze razões pelas quais decidiu acabar com sua vida. Clay é um deles. Se ele ouvir, descobrirá 13 porquês.



"Engulo com força. Lágrimas pinicam o canto dos meus olhos. Porque é a voz de Hannah. Uma voz que pensei que jamais ouviria novamente. Não posso jogá-la fora."

Eu, Tu, Ele, Nós, Eles ouvimos nos tornamos testemunhas direta da dor de Hannah. A cada lado da fita lido/ouvido somos destruídos por dentro pouco a pouco. Por isso assistam com moderação, absorvam, respirem, reflitam...

Fita 1: Lado A
"Olá, meninos e meninas. Quem fala aqui é Hannah Baker. Ao vivo e em estéreo.
Sem promessa de retorno. Sem bis. E, desta vez, sem atender aos pedidos da plateia.
Espero que vocês estejam prontos, por que vou contar aqui a história da minha vida. Mais especificamente, por que ela chegou ao fim. E, se estiver escutando estas fitas, você é um dos motivos.
Não vou dizer qual fita tem a ver com sua participação na história. Mas, não precisa ter medo. Se você recebeu essa caixinha bonitinha, seu nome vai aparecer...
Eu prometo.
Afinal, uma garota morta não mentiria....”.

A série segue muito bem, até mesmo melhor, o que é exposto no livro. Jay Asher nos coloca dentro do livro hora como se fossemos Hannah, hora Clay, hora pais, hora adolescentes....nos conectamos profundamente aos desesperos, dor, vazio, solidão. O produtor Brian Yorkey conseguiu atrair a atenção para todos os temas propostos e passar todas as aflições e pontos de vista de todas as personagens e com a diferenciação sutil de cores mais vivas quando Hannah ainda não se matou e cores mais azuladas após o suicídio de Hannah. Uma coisa que achei muito legal foi como usaram um simples band-aid para diferenciar presente e passado, muito criativo.


Ouvi muita gente criticar Hannah e dizer “Nossa quanto drama! – Que menina porre! (Confesso que no livro senti Hannah um pouco mimada, mas é que são sensações passadas diferentes de uma mesma personagem no livro X série) - Se matar por isso, pff!”, mas consegui entender toda a carga que a jovem passou. E também ninguém sabe o que realmente acontece na vida de outra pessoa, o que elas passam e aguentam todos os dias, como elas lidam com todos seus sentimentos.

Penso que Hannah pode ter errado em colocar algumas pessoas na sua lista pois essas pessoas tinham seus problemas e suas dificuldades, mas vivemos fazendo isso – nossa dor sempre é maior que a do outro, nossa capacidade de julgar rapidamente uma situação ou vida dos outros é impressionante. Ainda assim, a meu ver, a garota tinha seus porquês.

Pois na vida é assim – Você desabafa e te dizem “nossa, que difícil” e já emendam e te cortam “ah, comigo também blábláblá...”. Você faz uma piada e passa em branco. Os que se dizem mais próximos vão aos poucos se afastando. Às vezes cansam de você, às vezes cansam de si e acabam descontando em você, cansam da rotina, às vezes sei lá o que e quando você vê, aquele que chamou de amigo, babau. A própria família te esconde coisas, age de uma forma pra te proteger e só está te fazendo é sofrer. Você faz, faz, faz, ajuda, ajuda, ajuda e nada está bom.  É pedrada de todo lado, ingratidão de cima e de baixo, crítica mascarada a cada seis horas...

As pessoas andam muito egoístas. Elas podem até te querer bem, mas jamais melhor que elas. Olham só pra si, pra seus sentimentos, seus atos, suas opiniões. O humano está esquecendo como é viver em sociedade e viver com o outro e para o outro. É disso que falam os livros e a série.



Muitos psicólogos e psiquiatras dizem que a Netflix “romantizou o suicídio” e estão apavorados com a cena final onde Hannah se mata (que há na série e no livro não) achando que vai desencadear um efeito de Werther nas pessoas. Esse efeito “inspiraria” os que sofrem de algum nível de fragilidade psíquica ou emocional e é baseado no suposto impacto de “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, livro do escritor Goethe à fama, mas ainda assim penso que seja uma série que deve ser vista, refletida e discutida entre todos pelos vários temas nela propostos.

“Ah mas não dá pra ajudar alguém que já desistiu de si mesmo...”.  - Sério? E por que essa pessoa desistiu de si mesmo? Bullying? Vazio, depressão, dor, cansaço, incompreensões, propósito de vida, desentendimentos...? Ninguém quer mais ouvir! Ouvir o que outro tem a dizer. Outros até ouvem, mas não fazem nada. Ninguém quis ouvir Hannah Baker. Ninguém percebeu seus sinais.

“Você abre seu coração para uma pessoa e todos acabam rindo...”




Claro, nós somos donos do que sentimos, mas pessoas, atos, palavras afetam tudo o que somos. Sim, somos nós também que decidimos se vamos ou não deixar alguém estragar nosso dia ou nossa vida, mas não é tão simples assim.

“Eu queria um propósito, uma razão pra eu estar nessa Terra...”

Todos estão vivendo suas próprias batalhas e seria mais fácil se cada um se juntasse e lutasse junto, mas não...a preguiça, o egoísmo, a falta de caráter, a inveja, o mal, a falta de amor, falta de compreensão – tudo isso faz com que as pessoas falem o que pensam, façam sem medir consequências e quem paga são as Hannah Bakers da vida.

“Parece que não importava o que fizesse, eu sempre decepcionava as pessoas. Comecei a pensar como a vida de todos estaria melhor sem mim. E como é se sentir assim? É como sentir nada. Como um vazio, sem fim, um grande nada.” – Hannah Baker

Em algum momento alguma coisa vai tocar em alguma parte de você enquanto ler/assistir “Os treze porquês”. Alguma coisa vai impactar você de alguma forma. Não tem jeito. Todos somos Hannah Baker. Todos sofremos ou fazemos sofrer, todos nós já ouvimos alguém e deixamos por isso mesmo. Já nos ouviram e deram de ombros. Já percebemos algo e deixamos pra lá pois é mais fácil, já nos julgaram e nos tacharam chatos e depressivos e desistiram de nós...mas cabe a nós olharmos mais pro outro e tentar ajuda-lo, ou apenas ignorá-lo e aí, o final, pode até não ser trágico, mas também pode ser tarde demais de diversas maneiras.  

“Precisa melhorar o jeito que olhamos pro outro e cuidamos do outro. Precisa melhorar.”- Clay Jensen










quinta-feira, 13 de abril de 2017

"O Céu Está Em Todo Lugar" de Jandy Nelson, Novo Conceito, nos cinemas

Uma novidade maravilhosa para os fãs de Jandy Nelson! 
A Warner Bros e a Di Novi Films adquiriram os direitos de adaptar para os cinemas a história do livro "O Céu Está Em Todo Lugar". Lembrando que a Warner também detém os direitos do livro "Eu Te Darei o Sol". 
Que show, gente! Contente demais com essa notícia! :)




quinta-feira, 6 de abril de 2017

Pré-venda de BELINDA


Publicado pela primeira vez em 1801, Belinda é a história de Miss Portman, uma moça inteligente e charmosa em meio às tentações e perigos da elegante sociedade londrina da época. Sensata e prudente, ela ensina como se viver com dignidade, respeito e ser feliz em pleno século XVIII. Enviada para Londres por sua tia casamenteira para encontrar um marido rico e com um título de nobreza, Belinda influência a vida de todos aqueles os quais têm a honra de conhecê-la. Um dos romances mais instrutivos já escritos até hoje, um manual de como ser feliz em meio às frustrações da sociedade.

Belinda foi a segunda obra que Maria Edgeworth conseguiu publicar e a primeira com o tamanho tradicional de um romance de três volumes (lançado pela Pedrazul em volume único). Seu pai, Mr. Edgeworth, por ser um escritor mais conhecido e tendo sido a grande influência de Maria em sua própria carreira literária, se encarregava de revisar e editar pessoalmente todas as obras da filha antes de irem para as editoras. Vendo a grande polêmica causada pela edição original de Belinda, depois de longos discursos sobre bom senso e precaução, Mr. Edgeworth convenceu a autora principiante a editar o texto e acrescentar algumas pequenas alterações que atenuassem o seu apoio ao movimento abolicionista. Assim, uma segunda edição foi lançada no ano seguinte, em 1802, contendo pequenas divergências. Entretanto, pouco contribuíram para reduzir a polêmica sobre a inclinação política da obra.
Garanta já seu exemplar clicando AQUI!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Lançamentos Abril Novo Conceito

Abril está aí e a Editora Novo Conceito preparou lançamentos especiais! Tem livro novo de Patrick Ness, mesmo autor de "Sete minutos depois da meia-noite", amo ele gente <3