segunda-feira, 24 de abril de 2017

RESENHA A rainha das trevas de Anne Bishop

Por Mariana Lucera

Título: A rainha das trevas
Título Original: Queen of the darkness
Autor: Anne Bishop
Editora: Arqueiro
Páginas: 400

Sinopse: Jaenelle Angelline é a feiticeira da profecia e rainha de Ebon Askavi. Agora, o reino das sombras está sob sua proteção. No entanto, membros corruptos dos Sangue continuam à espreita e, em um jogo perverso de política e intriga, pretendem destruir todos aqueles que ficaram do seu lado. Enquanto isso, depois de ter escapado da loucura do reino distorcido, Daemon Sadi finalmente chega a Kaeleer, onde o destino o levará a se reencontrar com Lucivar, Saetan... e Jaenelle. Mesmo após tanto tempo, seu amor continua inabalável. E, sendo consorte prometido da rainha, o poder de sua joia estará a serviço dela, caso Jaenelle assim o deseje. Entretanto, isso pode não ser suficiente para evitar o terrível plano que está prestes a ser executado.

Uma guerra está a caminho. E, quando ela chegar, apenas um grande sacrifício poderá salvar o reino.

Finalmente li o final dessa série! A trilogia das joias negras é um livro muito diferente da grande maioria que trata de fantasia.

Tendo como pilar quatro personagens fundamentais, esta é uma história que você demora um pouco para entender. A autora consegue misturar personagens vivos com demônios saídos diretamente do inferno e outros que vivem no abismo, um local de prisão ou descanso da mente.

Lucivar, Daemon, Saetan e Jaennelle são personagens muito bem construídos. O leitor consegue se afeiçoar a eles ao longo dos três e livros e fica desesperado em vê-los sofrer em um final angustiante.
Neste volume descobrimos que Jaennelle se tornou tudo aquilo que Saetan esperava de sua filha da alma. Rainha, feiticeira, o sonho vivo e a pessoa com força suficiente para impedir que uma guerra contra os sangue machuque os inocentes.

Acompanhamos o reencontro de Daemon e Jaenelle e vemos pela primeira vez os dois juntos como casal. No primeiro livro, quando se conhecem, Jaenelle é uma criança e o amor que existe entre eles é protetor e ingênuo, mas neste livro tudo é muito sensual entre os dois.

Aliás, essa é uma história com forte apelo sexual desde o primeiro livro. Formada por uma sociedade matriarcal, os machos, como os homens são chamados, têm um papel de servir, algumas vezes até sexualmente, as rainhas de sua corte.

- E mesmo quando percebeu que estava na cama, ouvindo-a gemer de prazer enquanto se mexia dentro dela, não foi capaz de pensar.

Dentro desse universo, Jaenelle se torna alguém que repudia a atitude de Dorothea e a demônia morta Hekatah. É contra as duas que a feiticeira de Ebon Askavi precisará lutar, pois ambas deram início a uma guerra cruel com o intuito de dominarem o mito vivo.

Para impedir que as pessoas que ela ama morram, Jaenelle faz um grande sacrifício com a ajuda dos parentes (lobos e tigres capazes de falar através do pensamento).

- Quero ela de volta – chorou Daemon – Lucivar, quero ela de volta.

Como fechamento de uma série o livro é muito bom, para mim o melhor ainda é o segundo volume, no entanto a amarração da trama condiz com tudo o que a autora criou até o momento e cumpre muito bem o papel de fechar a trilogia.

Anne Bishop tem um ritmo de escrita envolvente e conseguiu construir bons personagens, do qual somos capazes de nos lembrar durante muito tempo. Por todo o seu universo rico apresentado na trilogia as joias negras, seus outros livros também mereciam ser traduzidos pela editora Arqueiro.
O universo criado com a série as joias negras é muito rico, diferente do que estamos acostumados quando o assunto é fantasia e merece lugar de destaque em qualquer estante.

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