Por Maju Raz
Título: Alina
Autora: Emilia LIma
Editora: Pedrazul Editora
Páginas: 191
Sinopse: Amor e paixão no Brasil colonial!
Ambientada na Bahia século XVI, com passagens em Lisboa, Alina conta a história da família Cirilo, que veio de Portugal com o intuito de ajudar na colonização do Brasil. Alina Cirilo amou o jovem advogado Pedro Garcia desde a primeira vez que o viu – um grande amor, porém, proibido. Apaixonada por Pedro, com quem havia se deitado, ela é enviada pelo pai para longe, mas já levava a semente dele dentro de si. Sem escolha, longe de casa, vivendo em meio aos índios, ela conhece Naru, um mestiço com modos de fidalgo. Sozinha, carente, ela deixa-se conquistar pelo jovem belo e doce mestiço, embora nunca tenha esquecido Pedro. Amor, laços familiares, renúncias, traições e reencontros surpreendentes.
“Alina” é escrito pela economista Emilia Lima. A baiana é apaixonada
pelas letras e romances de época e acabou nos presenteando com a trilogia ”Família Cirilo”. A Pedrazul Editora
lança agora “Alina” e em breve “Ágata” e “Dandara”.
Em “Alina” conferimos a história da menina Alina. O romance se passa na
época do Brasil colônia. A família da jovem, os Cirilo, eram
muito conhecidos e respeitados em Portugal, tinham até amizade com a Coroa, por
isso vieram pra cá, com intuito de ajudar na colonização Brasileira.
Mesmo sendo de família rica a moça sempre foi muito fofa e comprometida
com causas sócias. Ela tinha um coração de outro, era uma pessoa simples, era contra
a escravidão, respeitava a maneira que as pessoas pensavam, mesmo discordando
de ideias contrárias, pois ela amava LIBERDADE.
“Alina jamais via o mundo pelo lado material.
Tudo nela era pura emoção.”
E ela teve muita sorte de estar naquela família, que mesmo vivendo numa
sociedade extremamente patriarcal, tinha liberdade de ir e vir, diferente das
moças de sua época.
“Não era daquelas jovens que só pensavam em
roupas e festas, adorava música e principalmente os livros.”
Ah, o amor jovem... Alina com seus poucos doze anos, se apaixona por
Pedro Garcia, um jovem advogado já casado e com filhos. Aqui é o início de um
grande amor juvenil platônico e proibido.
“Na primeira vez que Alina colocara os olhos
em cima de Pedro Henrique ela tinha 12 anos e ele 24, e foi amor a primeira
vista, de ambos os lados, mas ela era ainda uma criança e ele um homem casado.
Ele era um homem lindo, moreno, alto, e possuía a mesmo cor dos olhos de Alina.
Ela entretanto, sabia que sua única opção era calar o coração para aquele amor
e seguir a sua vida.”
O tempo foi passando...apensar de Alina seguir
forte com a convicção de seu amor pelo jovem Pedro, só pode aproximar-se dele
como amiga. Mas só isso não era suficiente pra ela. Pedro e Alina começam a
passar muito tempo juntos e se torna, mais que bons amigos: eles se descobrem
que se gostam mutuamente e acabam passando em segredo uma noite de amor.
"Encontrara no amor do criador forças
para viver e sempre entregava, nas suas mãos, os problemas que não poderia
resolver"
Antes de ir embora, pois todos fuxicavam de
sua “amizade” com Pedro, Alina se descobre grávida de gêmeos através de uma
antiga amiga índia. Ela inventa uma história pra família e foge com mucama de sua
irmã Clara, conhecida como Ana. As duas vão até uma aldeia indígena. Lá Alina é
mais que bem recebida e tem seus filhos. Uma nova fase de vida pra moça que
acaba conhecendo Naru, filho de um português com uma índia. Os dois acabam se
casando e vivendo um dos melhores momento de suas vidas.
"Todos os dias, à tarde, Alina ia
caminhar na beira da praia, às vezes dona Ana ia com ela; às vezes Naru
insistia em a acompanhá-la, mesmo eles sendo tão maravilhosos o que ela gostava
mesmo era de ir sozinha, da solidão, da paz...”
Mas, como no coração a gente não manda, é
Pedro que sempre fala mais alto dentro dos sentimentos de Alina. É com ele que
ela sempre quis viver um amor.
“Você
será sempre o meu amor, eternamente, mas não posso destruir a vida de outras
pessoas para viver a minha felicidade. ”
Chega! Falei
demais! Esta é uma história que nos faz refletir sobre o amor e mais ainda
sobre nossas escolhas. Toda ação tem uma consequência e muda não só nós mesmo,
mas aos outros.
A história é contada em 3ª
pessoa por um parente distante de Alina - onde Alina é a tataravó da bisavó da narradora. Apesar de ser uma
narrativa que se passa em um século diferente, não senti dificuldade ao ler,
nem aquele peso de palavras difíceis e diálogos entediantes como alguns
romances de época possuem.
Com uma proposta diferente o livro vem com ilustrações de trações finos
e delicados produzidos por Mara Sop. Também
encontramos ao longo das páginas algumas notas de rodapé com explicações históricas para complemento da narrativa. Uma leitura rápida, leve e muito
bem pesquisada historicamente. Gostei bastante da escrita e das tramas de
Emilia e vamos aguardar o que as próximas aventuras dos Cirilo nos guardam!
Leiam!
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