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quarta-feira, 22 de junho de 2016

RESENHA "O pedido", Meg Cabot

Por Francine Estevão

Título: O Pedido
Título Original: The Proposal
Autora: Meg Cabot
Editora: Record

Sinopse: O último lugar em que Suze Simon espera estar durante o Dia dos Namorados é um cemitério. Mas isso é o que acontece quando você é um mediador - amaldiçoado com o "dom" de se comunicar com os mortos. Foi assim que Suze acabou nas sepulturas de um par de fantasmas cujo drama de não termina com a morte. É o trabalho de Suze levá-los para o "destino final".
Mas os fantasmas não são os únicos com problemas. A razão de Suze estar passando o Dia dos Namorados com os mortos-vivos, em vez de seu namorado, Jesse, é porque ele está tendo muita dificuldade para se ajustar à vida após a morte... não é surpreendente, considerando o fato de que ele costumava ser um fantasma também...



Depois de quase 12 anos desde o fim de “A Mediadora”, da Meg Cabot, chega às livrarias agora em julho “Lembrança”, o sétimo livro da série (em pré-venda pelo site da Saraiva). Mas, enquanto o livro não é lançado, a editora Record, casa brasileira da autora, lançou gratuitamente na Amazon o conto que antecede a continuação da história (clique no link para fazer o download do conto). 



O Pedido” é curtinho, mas com todos os elementos que nos fizeram ficar apaixonados pela série. A história do conto se passa algum tempo depois de “Crepúsculo”, o 6º livro, e pouco antes de “Lembrança”, o 7º, no dia dos namorados quando Jesse (meu fantasma favorito) pede Suze em casamento.

Meg Cabot nos situa contando o que aconteceu com Suze e Jesse depois que a mediadora trouxe seu namorado-fantasma de volta para a terra dos vivos. Sem dar muito spoiler, Jesse está estudando medicina e Suze estuda psicologia. Ela ainda faz “serviços” de mediação e no conto terá que lidar com o fantasma de um jovem que morreu num acidente de carro junto com sua namorada e que volta para se vingar do rapaz que provocou o acidente.

Apesar de ser bem breve, o conto ajuda a matar a saudade de Suze e Jesse e cria nos leitores a expectativa pelo que virá pela frente em “Lembrança”. Mal posso esperar!



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

RESENHA: "Proposta Inconveniente", Patricia Cabot

Por Francine Estevão

Título: Proposta Inconveniente
Título Original: An Improper Proposal
Autora: Patricia Cabot
Editora: Record
Páginas: 350
Lançamento: 2014

Sinopse: Apaixonada pelo capitão Connor Drake, Payton sonha em ser capitã de seu próprio navio. Ela cresceu desejando essa profissão exclusivamente masculina, mas agora deve abdicar disso tudon para conseguir um bom marido. O problema é que Connor só percebe seus sentimentos por Payton na véspera de seu casamento com outra. Quando o barco dos noivos parte rumo às Bahamas, ele é atacado e resta a Payton se infiltrar num navio pirata para salvar a vida do seu amado. A coragem une os dois, e o resgate pode gerar mais frutos do que ela imaginou.


“Proposta Inconveniente” é mais um romance histórico da nossa querida Meg Cabot sob o pseudônimo de Patricia Cabot. Com personagens únicos e apaixonantes, ela cria um enredo bastante diferente de todos os outros livros dela que já li, seja como Meg ou como Patricia.

Dessa vez, somos convidados a embarcar num romance à lá Jack Sparrow, com direito a piratas, tiros de canhões, navios afundando, prisão e ilha deserta.

Prestes a completar 19 anos, Payton – a única mulher da família composta por 3 irmãos e pelo pai, donos de uma empresa de navegação – é uma mulher atípica para a sociedade da época. Afinal, no início do século XIX não era típico de uma dama usar calça e camisa, ter cabelo curto e navegar pelo mundo ao lado de homens, sem a companhia de nenhuma mulher, muito menos falar palavrões, que dirá se manifestar publicamente contra o casamento do homem que ama secretamente.

Na véspera do casamento do melhor amigo de seus irmãos, seu amor secreto, o perfeito Capitão Connor Drake, Payton, influenciada pela cunhada, surge com um vestido decotado e acaba chamando atenção de todos os homens ao redor, inclusive do noivo que não se conforma por ter passado tanto tempo ao lado de Payton no mar e nunca ter reparado no quão feminina ela era – e no quanto ela mexe com a cabeça dele.

Após a manifestação da moça contra a união, Drake embarca no Constant, o navio que irá comandar a partir de agora, a fim de se casar longe de Londres. No entanto, seus inimigos no mar não permitirão que as coisas aconteçam como o planejado e armam uma cilada para Drake que acaba sendo aprisionado no navio inimigo, correndo risco de morrer.


O que ele não espera é que Payton, contra todas as probabilidades, será sua única e improvável chance de sair vivo dessa emboscada, garantindo aos leitores uma aventura engraçada e cheia de momentos românticos típicos de Patricia Cabot.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Encontro de Leitores: Os Instrumentos Mortais


No último sábado, o Sociedade do Livro participou da comemoração de 1 ano da Livraria Cultura em Ribeirão Preto. Eu mesma ministrei um encontro de leitores da série "Os Instrumentos Mortais" de Cassandra Clare, e vou contar tudo o que rolou aqui para vocês!


O encontro de Caçadores de Sombras foi uma oportunidade incrível para conhecer e interagir com gente tão fã de TMI e com a mesma paixão por livros como eu. Contei com uma excelente companhia : Bruna Ferracini, resenhista do Literatura de Cabeça, Camila do blog Cami Takahashi, Katia Montero do All I Need is a Book e Roh Dover do Tri Books. Além, é claro, da Maju e Fran aqui do Sociedade. O evento ainda foi palco do lançamento do blog Panda Reader's, um novo projeto, super bacana da professora Cintia Simizo e de seus alunos para incentivar a leitura.

Durante o jogo "Mímicas Literárias"


 Partindo agora para as atividades que marcaram o evento. Para mantê-lo divertido optei por jogos que mantivessem a atenção do público e permitissem uma maior interação. Começamos com um quiz que testou o conhecimento de todos sobre os livros da Cassie, jogamos Mímicas Literárias e  Encontre o Livro. Tudo isso valendo brindes como convites para o cinema, bottons e etc. O Sociedade ainda sorteou três kits com livros, brindes e marcadores. Sendo um deles, inclusive uma versão de colecionador de Cidade dos Ossos (1 edição)


Teve fã fazendo cosplay, leitores com runas desenhadas pelo corpo,  e uma disputada muito legal entre os grupos pra ver quem ganhava a brincadeira.




Os kits sorteados pelo Sociedade, lindos não?




As vencedoras dos sorteios com seus prêmios




Para terminar o evento Bruna Ferracini conversou com o público e contou a todos como foi conhecer Cassandra Clare na Bienal (ela foi uma das sortudas que conseguiu um autógrafo da escritora!).

Maju, Fran, eu e Cintia

O Sociedade do Livro marcando presença

quarta-feira, 23 de abril de 2014

RESENHA: "Quem sabe um dia", de Lauren Graham

Por Francine Estevão

Título: Quem sabe um dia
Título original: Someday, someday, maybe
Autora: Lauren Graham
Editora: Record
Lançamento: 2014
Páginas: 368

Sinopse: Franny Banks é uma atriz lutando em Nova York, com apenas seis meses para o prazo de três anos que deu a si mesma para ser bem sucedida. Mas até agora, tudo o que ela tem para mostrar por seus esforços é uma única linha em um anúncio de camisolas feias de Natal e um emprego de garçonete degradante. Ela vive no Brooklyn, com duas companheiras de quarto, Jane - sua melhor amiga de faculdade, e Dan, um escritor de ficção-científica, que é muito, definitivamente não namorável. E está lutando por seus sentimentos por um cara suspeitamente charmoso de sua aula de atuação, tudo isso enquanto tenta encontrar um shampoo para seus cabelos que realmente funcione. Enquanto isso, ela sonha em fazer um trabalho "importante", mas parece que ela só consegue audições para propagandas de detergente líquido e comerciais de manteiga de amendoim. É díficil dizer o que vai acontecer primeiro: ela vai ficar sem tempo ou sem dinheiro, mas de qualquer forma, o fracasso significaria enfrentar o fato de que ela não tem absolutamente nenhum habilidade para sobreviver no mundo real. Seu pai quer que ela volte para casa e vire professora, seu agente não vai chamá-la de volta, e sua colega de aulas, Penelope, que parece incentivadora, pode só tornar a competição ainda mais difícil. Quem Sabe Um Dia é uma estreia engraçada e encantadora sobre encontrar a si mesmo, um amor e o mais difícil de tudo, encontrar um trabalho como atriz.


Estava vestindo inocentemente uma t-shirt durante que comprei durante uma viagem, quando a Roh Dover, do TriBooks pergunta “é daquele livro?” OI? Minha blusa, comprada inocentemente, só porque achei linda, era a capa de um livro? Google.

Não só era a capa de um livro, como era a capa de um livro da Lauren Graham, que se passa em NY, recomendado pela Meg Cabot. Okay, comprar o livro NOW!



“Quem sabe um dia” é daqueles livros deliciosos de ler para relaxar. Ele diverte, distrai, e você devora a história sem nem perceber o tempo passar.

A autora, Lauren Graham, ficou marcada para sempre em mim como a Lorelai, de Gilmore Girls. Por isso, no começo da leitura de sua estreia literária, foi impossível não imaginar Franny como a própria autora, que também atua em Parenthood. Depois, com o passar da história, a personagem foi criando seus próprios traços e fui criando uma imagem própria para a ela. Ela é bastante real (ou pelo menos tão real quanto eu imagino alguém na situação dela) e acho que isso se deve ao fato de Lauren ter colocado no papel muitas das experiências que teve nos caminhos que percorreu para ser uma atriz famosa e reconhecida.

Franny mora com Jane, uma produtora de filmes, e Dan, um aspirante a roteirista. Ela está na Big Apple para conseguir se tornar uma atriz na Broadway, mas ela tem um prazo autoimposto para que isso aconteça. Caso contrário, ela desistirá desse sonho e trilhará outros caminhos. Isso porque ela não quer se tornar uma daquelas pessoas que insistem para sempre sem nunca chegar a lugar nenhum de fato.

Com o prazo quase se esgotando, ela se divide entre as aulas de teatro, um emprego como garçonete, testes para comerciais, dificuldades financeiras, preguiça, determinações que nunca servem para nada e que nem sempre consegue cumprir, espiar um vizinho com hábitos estranhos e uma secretária eletrônica que é a única do apartamento que dá alguma atenção ao pai de Franny. Aliás, a secretária eletrônica é quase uma personagem da história rs.

Além disso e das reclamações constantes com o peso a mais que ela acha que tem e com o cabelo revoltado que ela quase nunca consegue domar, Franny ainda tenta fazer de tudo para conseguir um agente que lhe ajude a conseguir empregos de verdade como atriz (e não só comerciais), um relacionamento estranho com um ator famoso da sua turma das aulas de teatro e uma queda, ainda que não confessada, pelo seu colega de apartamento.

Fora isso, a autora não deixou que a história se detivesse ao momento presente da personagem. Ela conta o que a motivou a ser atriz, como ela começou a perceber a importância de atuar na sua vida, dando certa profundidade à história.

Cada elemento, cada personagem e cada situação contribuem para que o livro seja excelente. Uma delícia de ler, muito bem escrito e engraçado. Tem também, ainda que de forma extremamente sutil, uma mensagenzinha sobre a importância da autoconfiança e da persistência na conquista pelas coisas que desejamos. A história de Franny mostra que nossas escolhas determinam quase tudo que acontece na nossa vida e que devemos sempre acreditar em segundas chances.


Além da capa MA-RA-VI-LHO-SA, preciso destacar aqui uma das coisas que mais me deixou apaixonada pelo livro: as páginas da agenda de Franny! Sério, gente. Achei tão legal a forma como ela faz as anotações na agenda diária dela que deu vontade de sair desenhando nas páginas da minha agenda também.