Mostrando postagens com marcador Autor do Mês. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Autor do Mês. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

AUTORA DO MÊS: Vanessa Bosso

Por Francine Estevão


Vanessa Bosso é autora de mais de 10 livros e continua dominando (ou sendo dominada pela) a criatividade para aumentar ainda mais essa lista. O melhor de tudo é que ela sempre nos surpreende com histórias únicas, que fogem de todos os clichês imagináveis. Depois de ter publicado vários de seus títulos no formato de livro impresso, apostou na plataforma digital e virou sucesso na Amazon. Ela também tá com um novosite/blog lindão e cheio de novidades. 

Van, muito obrigada por topar mais essa proposta da Sociedade do Livro e ter aceitado ser a “Autora do Mês”.

Sociedade do Livro: Hoje você é um dos principais nomes nacionais da Amazon, tendo sido até convidada para ir a NY para falar sobre essa nova fase na sua carreira de escritora. O que foi que te despertou para a publicação na plataforma e como foi ver seu nome crescendo tão rápido na lista dos mais vendidos?

Vanessa Bosso: Eu estava num beco sem saída. Ou continuava pagando horrores para publicar meus livros impressos ou partia para a autopublicação digital. Quando a Amazon aportou no Brasil, não tive dúvidas. Cancelei todos os meus contratos unilaterais com editoras e arrisquei a publicação em e-book.
O sucesso veio rápido demais e me pegou no contrapé. Todos os meus livros circularam pelas listas dos mais vendidos e acabei chamando a atenção do pessoal de Seattle, a sede da Amazon. Então surgiu o convite para estar em NYC e inclusive visitar o estande da empresa na BEA (Book Expo America). Depois disso, só alegrias.
Alguns dos meus títulos se mantém entre os mais vendidos e isso é um sonho realizado. Ser um case de sucesso na autopublicação é uma dádiva, porque hoje, posso ajudar outros autores, auxiliá-los no processo de publicação através do KDP. Faremos uma revolução no mercado literário brasileiro e essa bandeira eu levanto e defendo com todo o orgulho.

SL: Muitas editoras não apostam nos títulos nacionais e há ainda muito desrespeito pelos direitos do autor. Fora as “editoras” de autopublicação impressa que muitas vezes se revelam uma fraude. Você acredita que hoje, a Amazon é a melhor (e mais justa) saída para autores que querem ver seus livros sendo lidos sem serem enganados?

VB: A Amazon é perfeita em todos os sentidos. É uma vitrine mundial, a gigante dos e-books no mundo. É uma empresa focada no sucesso do autor, na satisfação do leitor. 
Qualquer autor possui chances de sucesso na Amazon. A competição é justa (odeio a palavra competição, mas não tenho outra) e se você vende bem, fica em destaque juntamente com os tão aclamados best-sellers.

SL: Você tem ajudado muita gente nas redes sociais e no seu blog dando orientações para novos e outros autores sobre a autopublicação. Com base na sua experiência nesse meio, já pensou em dar algum tipo de curso ou consultoria?

VB: Eu jamais toparia ganhar dinheiro com essa expertise. Para cursos/consultorias, eu teria que cobrar e não quero. Ajudarei o máximo que puder e até onde for possível. 
No Brasil, já temos profissionais capacitados para executarem esses cursos e consultorias. Eu mesma contratei um coaching em marketing para me auxiliar. Por mais que eu saiba fazer, não tenho tempo. Quero é criar histórias, é o que faço de melhor. O restante vou delegando.

SL: Acho que já conversamos sobre isso, mas vale a pena bater na mesma tecla, nesse caso. Não é porque essa é uma forma simples e acessível a todos, que qualquer um pode sair publicando livros a torto e a direito, né?! Acho importante lembrar que algumas etapas continuam valendo na hora de publicar um livro. Quais critérios você diria que são a base para um autor ter um bom livro e se dar bem?

VB: O autor precisa ter consciência de que é editor de si. Existem etapas que não podem e nem devem ser queimadas: leitura crítica profissional, revisão de texto, leituras beta, capa profissional, copidesque se necessário, marketing.
Num primeiro momento, os custos podem parecer altos, mas se o autor fizer tudo como manda o figurino, logo o investimento se paga e os lucros podem ser reinvestidos.
O que vejo hoje são muitas pessoas sem a menor noção de escrita querendo lançar livros. Isso é tão complicado... esse autor será massacrado pelos leitores, sem dó ou piedade. É preciso ter autocrítica, discernimento, noção do que está fazendo. 
E outra: sem marketing, sorry, o autor está fadado a mofar por algum tempo até o seu título ser descoberto pelos leitores. Concordo que livro bom se vende sozinho, mas vai demorar tempo demais... MARKETING É A PALAVRA DE ORDEM.

SL: Certa vez, num clube do livro da Sociedade, você contou que não planejava nenhuma continuação de seus livros. Este ano, você lançou “A Aposta” e ano que vem os leitores conhecerão “A Aposta 2”. Por que você decidiu seguir com a história de Lex e Nina?

VB: Pressão total e absoluta dos leitores! Fui desafiada e não me aguentei! KKKKKKKKKKKKKKKK

SL: Vanessa Bosso é ligada no 220 e não para. Quantas outras histórias já estão pipocando na sua cabeça nesse momento e o que você pode contar pra nós do que podemos esperar das suas próximas publicações?

VB: Se eu disser que tenho nove projetos em mente, você acredita? Estou surtando, sério. Mas após a conclusão de A Aposta 2, preciso mesmo de um tempo para renovar as energias, preencher o vazio deixado por Lex e Nina e descansar a cabeça. Como você disse, sou ligada no 220 e essas férias acabarão mais rápido do que eu mesma suponho.

SL: Entre seus personagens e livros, qual você diria que tem mais a sua cara, o jeitinho Vanessa Bosso? Por quê?

VB: Todos as minhas obras são partes integrantes da minha pessoa, da minha personalidade, do meu espírito. Mas A Aposta sou eu, nua e crua!! Quem me conhece sabe disso.

Rapidinhas:
Livro favorito: Campo de Batalha Terra - uma saga do ano 3.000
Autor favorito: vários, mas hoje irei de Isaac Asimov
Um livro que leu e que gostaria de ter escrito: Eu diria Campo de Batalha Terra, mas hoje continuarei na linha Isaac Asimov: O Cair da Noite.



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

AUTOR DO MÊS: Yeda Lins

Por Francine Estevão

Yeda Lins é autora de "Suíte Nº 3", recém lançado pela editora Penalux.

A carioca mora com os dois filhos na Barra da Tijuca, é redatora e publicitária e agora, é também a Autora do Mês da Sociedade do Livro.

Confiram a entrevista: 

Sociedade do Livro: Você é publicitária e redatora. Como a sua formação profissional ajudou na construção da Yeda autora?

Yeda Lins: A linguagem publicitária é muito diferente do jornalismo. Um texto publicitário envolve dois fatores: criatividade e concisão. Estes elementos eu coloquei no livro: ele é direto, sem “gorduras”. Usei uma forma bem simples de escrever, mas sem deixar de lado a parte emocional. Acho que minha formação profissional foi decisiva para criar um livro que emociona e prende a atenção. Coloquei também um monte de reviravoltas (esse foi o lado criativo). Junto com isso, adicionei elementos da minha própria experiência de vida: as viagens que fiz, as novelas, séries americanas e filmes que assisti. E está pronto um Romance de publicitária.

SL: Como nasceu a história e os personagens de “Suíte nº 3”?

YL: A ideia veio de repente e eu fui amadurecendo aos poucos, dentro de mim. Quando tive tudo na cabeça, escrevi de uma vez e fiquei meses “lapidando”. Esse foi o trabalho mais difícil. O nome Sergio Luis é de um primo da minha mãe. Ele morreu muito novo, num desastre aéreo, e a foto dele, bonito, de uniforme, me marcou. Já a Vera foi uma necessidade de criar uma personagem diferente de todas, que são sempre lindas. Vera percebe, desde menina, que não é tão bonita assim e direciona sua vida para o lado cultural. Até que resolve tomar outro rumo. Este encontro, de duas pessoas tão diferentes, me pareceu uma excelente ideia, e os outros personagens foram fluindo naturalmente, com suas personalidades e participação na história. 

SL: Quais serão os novos trabalhos e projetos da escritora Yeda Lins?

YL: Eu penso em escrever uma continuação desse livro. Tive algumas ideias para novos personagens, já comecei a escrever, mas a falta de tempo tem atrapalhado. Estou ainda ocupada com a divulgação de Suíte Nº 3.

SL: O que você lê e te serve de inspiração?

YL: Eu já li muito na vida e essa experiência me ajudou na inspiração do livro, mas hoje em dia, foco mais em Best Sellers. Sou muito exigente. Se o livro não me agradar, nem continuo a ler. Ganhei “Peça-me o que Quiser” e estou lendo, por distração, e também já comecei o novo livro de J. K. Rowling, “O Chamado do Cuco”. Considero-a uma das grandes escritoras do nosso tempo.

SL: Suíte nº 3 é uma música de Bach e podemos ver no site do livro, que há uma pequena trilha sonora disponível. A música também tem um papel importante na sua criação?

YL: Sim. Meu gosto musical é bem eclético e meu pai me ensinou a gostar de Beethoven, Schubert e Bach. Eu sempre fui apaixonada por essa música de Bach, Suíte Nº 3, e a escolha dela surgiu naturalmente, enquanto escrevia o livro. Nem era a opção inicial para o título, mas depois acabou sendo porque ela acontece num momento importante da história e tem a ver com a cultura da Vera, personagem principal. Experimente ler de novo o trecho, com essa música de fundo, você vai ver como a leitura ganha outra dimensão.

Mais informações sobre o livro, "Suíte Nº 3", aqui. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

AUTORA DO MÊS: Iris Figueiredo

Por Francine Estevão

Iris Figueiredo é autora do livro “Dividindo Mel” e em breve, lança seu segundo livro (que sai até o fim do ano, pela editora Generale). O título provisório é “Bastidores da minha vida online”. Você também já deve ter ouvido falar dela por causa do blog “Literalmente Falando”. E, agora, ela é a nossa “Autora do mês” de agosto!


Confiram a entrevista que ela deu à Sociedade do Livro.

Sociedade do Livro: Os textos do seu blog têm um aspecto mais cotidiano. Já seu primeiro livro, conta uma história adolescente. Qual o perfil da escritora Iris?

Iris Figueiredo: Eu gosto de escrever sobre coisas reais. Apesar dos meus livros serem adolescentes, eu pego muito daquilo que eu e minhas amigas vivemos, e gosto de colocar em uma narrativa que seja fácil o leitor se identificar. As crônicas são sobre situações cotidianas, então não foge muito do que eu gosto de escrever. Eu gosto de escrever sobre o que acontece ou sobre o que pode acontecer. Acho que esse é meu perfil.

SL: Você também é uma leitora assídua. O que você mais gosta de ler, quais autores te inspiram?

IF: Assim como o que eu gosto de escrever, eu também gosto de ler sobre situações mais "críveis". Eu amo YA, mas contemporâneo. Eu até gosto muito de fantasia, ficção científica... Mas eu prefiro os livros "pés no chão". Gosto muito do John Green, da Sarah Dessen, da Maureen Johnson e das comédias românticas da Meg Cabot. Eles me inspiram bastante, mas acho que meu estilo de escrita tem mais em comum com a Dessen do que com o dos outros. De nacionais, adoro a Babi Dewet, Paula Pimenta e Carol Sabar.
Eu também amo livros mais "tristes", desses que te dão uma pancada. Gosto muito de histórias de personagens com problemas psicológicos, que tratam de bullying, distúrbios e traumas. Destaco "As vantagens de ser invisível", "Garotas de vidro", "Os treze porquês" e "As virgens suicidas". Muita gente não gosta desse tipo de livro, a temática é forte e tira a gente da zona de conforto, mas eu amo.

SL: Você é muito ativa nas redes sociais. Está sempre respondendo os fãs, fazendo novos amigos, conhecendo gente que só tinha contato com você pela internet. Como é essa relação com seu público? Alguma história te marcou?

IF: Foi na internet que fiz muitos amigos que hoje são imprescindíveis no meu dia-a-dia. Conheci minha melhor amiga pelo twitter, por exemplo. Eu gosto de como as redes sociais nos aproximam das pessoas. Às vezes pode ser um pouco invasivo, mas na maior parte das vezes, é algo legal. Um dia eu encontrei uma menina na livraria que disse que lia o blog e me acompanhava pelo twitter, que se identificava muito comigo e tinha vontade de ser minha amiga. Eu achei isso muito engraçado na hora, mas é verdade: a gente conversa tanto nas redes sociais que acaba se sentindo amiga de quem tá do outro lado. Eu gosto de conversar com os leitores, estar mais próxima deles. Eu gosto de falar de igual pra igual, saber como as pessoas recebem aquilo que estou postando e as redes sociais me propiciam isso.

SL: Quando você criou o Literalmente Falando já pensava em publicar um livro? Como as coisas aconteceram?

IF: Eu sempre quis publicar um livro. Quando criei o Literalmente Falando, eu estava escrevendo um livro e compartilhava os trechos com minhas amigas. Eu tenho várias histórias inacabadas, desde a época do Ensino Médio. Lembro que eu dizia na escola que queria publicar um livro até meus 21 anos e as pessoas começavam a rir da minha cara. Antes dos 20 já tinha um livro e um conto publicados e meu segundo livro será publicado quando já tiver 21. Foi um sonho que eu consegui transformar em realidade, um sonho bem mais antigo do que o Literalmente Falando.

SL: Há planos de um livro com os textos do seu blog? Ou “Bastidores da sua vida online”?

IF: Eu adoraria publicar um livro de crônicas no futuro, mas ainda não é uma prioridade. Alguns leitores do blog já pediram por isso e eu espero conseguir ter crônicas o suficiente no futuro para montar um livro. Ia ser bem divertido!

SL: Além do segundo livro, quais as novidades para quem acompanha seu blog e que já se tornou fã da Mel?

IF: Há planos de visitar diversas cidades e feiras com o próximo livro. Para a divulgação dele, vamos preparar outras coisas bem diferentes também. Eu pretendo escrever contos com os personagens, mas por enquanto fica só no campo das ideias.

SL: Você trabalha em uma editora. Todo mundo sabe que ser autor nacional não é fácil. Como a Iris dos bastidores da literatura analisa a situação dos escritores nacionais?

IF: Eu acho que falta profissionalização. A maior parte dos autores nacionais age como amador e quer ser tratado como profissional. A gente esquece que nosso livro, quando chega na mão da editora, passa a ser visto como um produto. É uma cadeia com muitos profissionais envolvidos até chegar às livrarias. É preciso estudar, saber ouvir críticas, se aperfeiçoar e tentar ser o melhor possível. Por isso é importante ler bastante sobre o mercado, ter cuidado com a própria imagem...
Hoje em dia um autor não precisa só saber escrever. Eu acho que existe muito espaço para autores nacionais crescerem, mas o trabalho com um autor nacional estreante demanda mais tempo e cuidado com a editora do que publicar um best-seller estrangeiro, por isso a seleção é mais cuidadosa. Assim, só se destacam aos olhos dos editores aquele que é aparentemente mais preparado. Mostre seu trabalho na internet, faça um nome. E procure um agente! É muito importante. Ele vai te ajudar a gerenciar todo lado profissional que você nem faz ideia e tornar mais fácil a ponte entre você e uma editora.

SL:  Você serve de inspiração para muita gente que gosta de escrever, tem blog e quer publicar um livro. É tão simples na prática quanto (parece) na teoria? O que você tem a dizer para esse público?

IF: Para mim, não foi complicado entrar no mercado. Parece até meio mágico, foi tudo bem natural. Mas acho que foi porque, antes de entrar, eu já procurei me informar bem para saber onde estava me metendo. Tudo fica mais simples se você se informa, se especializa. Não estou dizendo que foi fácil, mas que foi simples, porque eu já sabia o que teria que enfrentar no meu caminho. Eu quebrei a cara algumas vezes no processo, mas acho que bem menos do que teria quebrado se tentasse entrar nesse mundo às cegas. É um mercado, e como todo mercado, você tem que estar preparado de algum jeito. Acho que é nisso que a gente tem que pensar sempre.

Rapidinhas:

Livro favorito: A redoma de vidro, Sylvia Plath
Autor favorito: Sarah Dessen
Um livro que leu e que gostaria de ter escrito: Just Listen, da Sarah Dessen.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

AUTOR DO MÊS: Danilo Barbosa

Por Francine Estevão


Este mês, a Sociedade do Livro traz na coluna "Autor do Mês" um convidado especial.

Além de escritor, Danilo Barbosa é publicitário e coordenador do Clube do Livro de Ribeirão. E também amigo da equipe da Sociedade.

E por que ele merece um mês todinho dele? Porque ele acaba de relançar seu primeiro livro, "Arma de Vingança".


SL: Arma de Vingança é mesmo seu primeiro livro ou você já escreveu outras histórias antes, mas que (ainda) não foram publicadas?

DB: Foi o meu primeiro livro mesmo. Tenho outras ideias bem loucas em andamento, que espero liberar logo para os leitores. Acho que estou apenas aguardando o momento certo. Um autor nunca sobrevive com apenas um escrito. Os personagens povoam a nossa cabeça.

SL: Lembro que, quando te conheci, estávamos em uma livraria e quando você foi pegar seu livro pra me apresentar, havia apenas 2 exemplares. Tanto é que o livro está na segunda edição e segue fazendo sucesso. Qual o gostinho desse reconhecimento?

DB: É muito bom ter esse contato com a galera. Ser um escritor brasileiro que, sem nenhuma campanha de marketing maciça, como os best-sellers, conseguir chegar a 2ª edição em uma editora pequena é um grande fato. Sou muito grato aos leitores. Afinal, o que seríamos de nós escritores sem eles? O sabor que me vem disso é de vitória, emoção e muitas coisas boas. O dia que mais me pirou foi quando fui reconhecido em um ônibus lotado... É demais.

SL: Seus textos tem um "tom" diferente. Podemos dizer que eles têm uma pegada mais forte. Para onde você olha quando escreve? Existe uma Ana (personagem principal de "Arma de Vingança") escondida em algum lugar? 

DB: Acho que todo mundo tem uma Ana em si. É a nossa parte instintiva, a nossa "sombra". Acho que Ana, mais que uma mulher vingativa, é uma justiceira. Tem seus dias bons, dias ruins, mas quando vê a injustiça e uma possibilidade de mudar isso, vai à luta. Todos nós temos que trabalhar esse nosso lado mau de alguma forma. No fundo, os meus personagens são uma forma de trabalhar o meu. Quanto ao pegar pesado, rs, as pessoas acreditam que precisamos criar monstros fantásticos para nos assustar. Eu quis provar que não construindo o Ricardo... Parece que estou conseguindo, rs.

SL: Qual a parte mais difícil no momento de criar uma história?

DB: Construir os vilões, com certeza. Tive cenas que pensei "eu não vou dar conta", mas não podia parar. Quando finalmente terminei, estava todo tenso, com o corpo dolorido demais. Olhava determinados trechos e pensava, não acredito que escrevi isso....

SL: O Danilo publicitário ajuda ou atrapalha o Danilo escritor?

DB: Acho que não. Penso que os dois se completam. O publicitário permite que eu escreva de forma mais direta, sedutora, convidativa, entende? O escritor floreia, o publicitário seduz.

SL: Como foi participar da Feira do Livro de Ribeirão? 

DB: Foi demais. A galera vindo ao estande, querendo tirar foto comigo e conversando nas redes sociais é maravilhoso. Saber que as pessoas gostam do seu trabalho e se identificam é prazeroso. Tive leitores que já tinham a primeira edição e compraram a segunda só para trocarem ideias com o autor (ops, este sou eu!). O contato com os novos leitores quando conhecem a sua história, mesmo que brevemente, através de sua versão é extasiante. O olhar que eles te fitam quando descobrem que você é o autor não tem como descrever. Pela primeira vez me senti verdadeiramente tietado, quando adolescentes vieram me encontrar com caderninhos, pedindo autógrafos. Cansa, sem dúvida, ficar o dia inteiro de pé em um estande, comendo pouco, com os pés doendo e tal, mas ao mesmo tempo é BOM PRA C... Prazer e dor mesclados de uma forma única.

SL: Além de leitor, escritor, publicitário...você é muito ligado à literatura de forma geral. Você tem um blog literário ("Literatura de Cabeça") e um clube do livro ("Clube do Livro de Ribeirão"). Qual o retorno dessa relação tão próxima com as letras?

DB: Paixão. Amar os livros como muitas poucas coisas na vida. O que consegui de destaque no mercado, não como autor, mas mais nos bastidores, foi por fuçar e gostar desse mundo. Entre livros, sentindo o cheirinho deles e conversando com os autores, me sinto em casa. É como se um pedaço do meu coração se preenchesse quando me encontro nesse meio.

SL: E os próximos projetos? O que podemos esperar depois dessa segunda edição de "Arma de Vingança"?

DB: Várias coisas rolando. Ousando me adentrar no chick-lit e, paralelamente, um terror e um romance em andamento. Vamos ver qual sai primeiro. Escrever não é prazeroso, como muitos dizem... Tem dor, é mostrar facetas suas para o mundo. É literalmente um parto, prazer e dor sempre se misturando diante da gente. E esse filho ganha o mundo...

Rapidinhas:

Livro favorito: Pergunta difícil para quem vive cercado de livros. Posso citar O iluminado, A trama da maldade ou até mesmo E o vento levou. Depende do que você deseja sentir.
Autor favorito: Stephen King, claro.
Um livro que leu e que gostaria de ter escrito: O livro das coisas perdidas.
https://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gif


sábado, 1 de junho de 2013

AUTOR DO MÊS: André Vianco

Por Maju Raz

E o nosso autor do mês de Junho é André Vianco!

O escritor é Paulista, mas como foi criado em Osasco utilizou do nome “Vianco” para homenagear a cidade onde foi cresceu. Começou a escrever profissionalmente quando foi redator do departamento de jornalismo da rádio Jovem Pan.

Lançou de forma independente seu primeiro livro “Os Sete” em 2000. No ano seguinte  a editora Novo Século se interessou por seu trabalho, re-publicou o livro e o tornou um Best-Seller. Desde então 12 títulos já renderam com essa parceria autor/editora.

André também produziu e dirigiu o piloto para a série intitulada “O Turno da Noite”, adaptação da sua própria obra de mesmo nome.

Já alcançou quase um milhão de exemplares vendidos e é considerado o emissário brasileiro do gênero terror e fantasia.

Obras:

-  1999/2001 - Os Sete - editora Novo Século
-  1999/2001 - O Senhor da Chuva - editora Novo Século
-  2002 - Sétimo - editora Novo Século
-  2002 - Sementes no Gelo - editora Novo Século
-  2002 - A Casa - editora Novo Século
-  2003 - Bento - editora Novo Século
-  2004 - O Vampiro Rei - Vol. 1 - editora Novo Século
-  2005 - O Vampiro Rei - Vol. 2 - editora Novo Século
-  2006 - O Turno da Noite, Os Filhos de Sétimo - Vol.1 - editora Novo Século
-  2007 - O Turno da Noite, Revelações - Vol. 2 - editora Novo Século
-  2007 - O turno da Noite, O livro de Jó - Vol. 3 - editora Novo Século
-  2007 - Vampiros do Rio Douro - Vol. 1 - editora Novo Século
-  2007 - Vampiros do Rio Douro - Vol. 2 - editora Novo Século
-  2008 - O Caminho do Poço das Lágrimas - editora Novo Século
-  2011 - O Caso Laura - editora Rocco
-  2011 - O Vampiro Rei - Vol. 3 - editora Novo Século
-  2013 - A Noite Maldita - Crônicas do Fim do Mundo - editora Novo Século

Fonte: Wikipédia


Confiram a entrevista que André Vianco deu para a Sociedade do Livro no dia do lançamento de seu último romance “A Noite Maldita - Crônicas do Fim do Mundo”.




quarta-feira, 1 de maio de 2013

AUTOR DO MÊS: Alexandre Nobre

Por Francine Estevão


O paulistano Alexandre Nobre mora em Ribeirão Preto onde abriu uma loja, a Calê Home. Ele já passou pela música como compositor e guitarrista em bandas de blues e rock e agora lança seu primeiro livro, “A mangueira da nossa infância”, com uma coletânea de contos premiados em concursos.
Confira o bate-papo com o nosso “Autor do Mês”:

Sociedade do Livro: A publicação de “A mangueira da nossa infância”, seu primeiro livro, aconteceu depois que você recebeu uma premiação da Secretaria da Cultura de São Paulo. Como foi esse processo e antes você já tinha pensado em publicar seus contos?

Alexandre Nobre: O ProAC é um programa de ação cultural que tem como objetivo apoiar e financiar a produção artística no Estado de São Paulo. São várias modalidades contempladas, mas eu nunca havia ouvido falar disso antes. Foi um grande amigo e escritor, o Whisner Fraga, quem me mandou o edital e insistiu para que eu me inscrevesse. Foi muito simples, lembro que enviei o projeto do livro e três contos para avaliação. Fui um dos escolhidos, eles te dão o dinheiro e você tem que publicar o livro. Quis fazer a coisa direito então procurei a editora de um cara com grande experiência na área, o Alonso Alvarez, ganhador do Jabuti de melhor produção editorial, e o livro saiu. É claro que já pensava em publicar os contos, mas nunca imaginei que seria assim.

SL: Vários textos seus já receberam os mais variados prêmios. São textos que você escreve com o propósito de inscrevê-los em concursos ou são textos que você já tinha escrito e que você inscreve?

AN: Quando eu comecei a conhecer esse universo de concursos literários já tinha vários contos escritos. Descobri os concursos através das redes sociais, na época era o Orkut. Para mim foi um achado, porque eu escrevia, mas não mostrava para ninguém. Nem para minha mulher. Então era uma oportunidade de ser lido por gente que vivia e entendia de literatura. Mas, desde o começo, eu mesmo me impus uma regra: jamais escrever só para participar dos concursos. Acredito que isso não pode resultar em trabalho de qualidade. Quer dizer, escrever um conto só para caber num determinado edital, não dá. Tema então eu abomino. Fica parecendo redação escolar. Hoje em dia ainda tem concursos que impõe tema, número de páginas e etc. Então eu faço assim: se o concurso é bom, renomado e se por acaso eu tenho uma história que caiba no edital, eu envio. Se não, nada feito.

SL: Como e quando você começou a escrever?

AN: Eu escrevo desde criança, é uma necessidade. Quem me conhece sabe que eu não consigo conversar sem rabiscar alguma coisa. Fico sem saber onde colocar as mãos. Começou por causa de um morcego numa bolsa. Foi assim: eu era pequeno, tinha uns seis anos de idade, estava no pré-primário (hoje não sei como é que chama) e um dia uns meninos mais velhos colocaram um morcego morto na minha mochila. Só vi quando eles saíram correndo e dando risadas.  Aí fui lá olhar minha mochila e tinha o bicho morto. Precisei jogar um monte de coisa fora porque fiquei com nojo. Isso me marcou muito na época e então, um tempo depois, quando eu já tinha doze anos, precisei fazer uma redação na escola contando algum fato marcante da minha vida. Pensei assim: vou escrever a história do morcego. Escrevi e a professora de português na época ficou muito impressionada, me chamou na frente da classe pra elogiar, colocou minha redação no jornal da escola e tudo. Lembro que ela escreveu que era pra eu continuar, que eu tinha estilo, um jeito bonito de escrever e me incentivou bastante. Desde então eu tenho tentado.

SL: Além desse primeiro livro, onde as pessoas podem encontrar seus textos?

AN: Tenho contos em antologias, em alguns sites de literatura, jornais, mas tudo espalhado. Agora, com o livro, estou começando a pensar um blog, ou uma página para fazer isso de uma forma mais organizada.

SL: Já tem alguma nova obra planejada para publicar?

AN: Tem uma história que foi a primeira que escrevi e que estou trabalhando para lançar na forma de romance. Não sei se tenho fôlego para tanto, mas estou colhendo material, fazendo anotações, e tal. Também tem um novo livro de contos, onde todas as histórias se passam numa mesma cidade. Mais ou menos como no “Dublinenses” do James Joyce. Sou apaixonado pela diversidade que pulsa dentro de uma mesma cidade, mas que, ao mesmo tempo, dá uma característica única àquele lugar.  

SL: Além de contos, você trabalha com algum outro estilo literário?

AN: Estou, como disse, tentando o Romance. Poesia eu escrevo, mas só para mim mesmo. Ainda não tive coragem de publicar nada neste campo, preciso amadurecer um pouco mais o estilo.  Leio bastante poesia, é indispensável para um autor de prosa. Acho que é indispensável para qualquer um.

SL: Nessa primeira coletânea, podemos observar temas diversos e enquanto lia o livro ficava pensando de onde havia surgido aquela história. Com uma curiosidade para saber se aqueles personagens eram reais. De onde vem a inspiração?

AN: Esta é uma questão que sempre me intriga. Acredito que, por mais que as histórias sejam inteiramente inventadas, a raiz está nas experiências pessoais do autor. É claro que não vivi aquelas histórias, daquela forma como foram escritas. Se não, seria pura biografia e eu seria um louco, assassino, ou uma menininha de sete anos. Mas, de algum modo, partiram de algum fato, algum sentimento ou alguma experiência que tive contato, me marcou, e que colocou em marcha a minha fantasia criadora. Não acredito apenas em inspiração, mas o Mario Vargas Llosa diz, e eu concordo com ele, que todo autor é um revoltado. Alguém que não aceita a realidade, a vida simplesmente como ela é, e então se dedica a criar realidades fictícias, fabricadas pelos seus desejos e pela sua imaginação. Na maioria das vezes não sei de onde vem a história, mas se vem de algo meu, legítimo, sei que vai ter força.       

SL: Muitos autores têm uma grande afinidade com a música. E com você não é diferente. Além de ter sido compositor e tocar guitarra, qual a relação entre escrita e música na sua vida?

AN: Durante muitos anos eu abandonei a literatura para tentar a música. Sou apaixonado por blues e rock, e toquei nos anos 1990 aqui em Ribeirão. Tocar guitarra para mim é algo muito próximo à poesia, tem o poder de me tirar do mundo, me acalma e me deixa pronto para ler e escrever. Eu escrevo a noite, então sempre pego a guitarra para ficar mais relaxado. Não são raras as vezes que, quando eu percebo, já são 02:00, 03:00 da manhã e eu não li nem escrevi nada, só fiquei tocando guitarra. A relação é mais sensorial do que intelectual.

SL: Em junho, você vai estar na Feira do Livro de Ribeirão para um Salão de Ideias. Como vai ser sua participação no evento e quais as expectativas?

AN: Fui convidado para um salão de ideias no dia 13/06, em que vou estar sozinho. Dá medo, por ser pouco conhecido, com um livro de estreia. Vou torcer para ir gente. Pretendo falar do livro, do processo de criação, das obras e autores que gosto. Tem mais alguma coisa que estou preparando, talvez a apresentação dramática de um conto. Aproveito para convidar a todos, tenham certeza que vou avisar e gostaria muito da presença de vocês.

SL: Como você diria que a literatura afeta a sua vida e a vida das pessoas que leem sua obra?

AN: O poeta Ferreira Gullar costuma dizer que “A arte existe porque a vida não basta”. Faço minhas as palavras dele. Eu não saberia viver sem literatura. Os livros que li sempre foram meus guias, minha régua para entender a vida. Mas também serviram para me afastar um pouco dela, para ultrapassa-la. É essencial transcender a vida. O ser humano precisa de fantasia. Muitos dos meus contos são tristes, mas eu os escrevi numa alegria imensa. A arte transfigura as coisas. Não sei se meu livro vai afetar a vida de alguém. Fico feliz em imaginar que sim.   

Rapidinhas:

Livro favorito: É impossível um só, mas, por hoje: “Luz em Agosto” do Willian Faulkner. 
Autor favorito: continua impossível, mas talvez o Albert Camus.
Um livro que leu e que gostaria de ter escrito: Um ensaio “O mito de Sísifo”, do Camus.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

AUTOR DO MÊS: Maurício Gomyde

Por Francine Estevão

Em abril, o “Autor do Mês” é o escritor Maurício Gomyde, de "O Mundo de Vidro", "Ainda não te disse nada" e "O Rosto que Precedeo Sonho".
Maurício é Paulista, mas mora em Brasília e além de autor é músico - compositor e baterista.


Sociedade do Livro: Maurício, obrigada pela entrevista. O que nasceu primeiro na sua vida, a música ou a literatura?

Maurício Gomyde: Antes de tudo, eu que te agradeço imensamente pela oportunidade de falar aos seus leitores. Então, em relação à sua pergunta, a resposta sempre será a música. Venho de uma família de músicos. Minha mãe é pianista profissional, então cresci escutando-a ensaiar e tocar com muita gente. A literatura já veio um pouco mais tarde, na adolescência. Minha escola obrigava (que bom! rs) os alunos a escreverem muito, e tomei gosto pela coisa.

SL: E a música também marca presença nos seus livros, né. Como é misturar as duas artes?

MG: Acho que são complementares. Como sempre compus canções, naturalmente as duas artes já estavam presentes. Gosto de compor primeiro a canção e depois colocar a letra, da mesma forma que gosto de escrever o livro e inserir citações e trilhas sonoras nele. De qualquer forma, eu só escrevo escutando música, então não teria mesmo como dissociar uma coisa da outra.

SL: Normalmente, vemos mais mulheres publicando romances. Parece que há certo preconceito em homens escreverem livros do gênero. Como é ser um nome de destaque nesse nicho?

MG: Acredito que você esteja se referindo a romances românticos, certo? Quando a mestra Agatha Christie se meteu a escrever thrillers, alguém poderia ter pensado o mesmo, que não era literatura para mulheres... rsrs. Não vejo esta distinção de estilo, sabe? Para haver um romance na vida real, necessariamente terá de haver, no mínimo, duas pessoas envolvidas. Na maioria dos casos um homem, pelo menos. Ou seja, homens também podem se aventurar a contar histórias de amor, por que não? Sempre digo: enquanto houver gente no mundo, haverá romance! É meu estilo de escrita e leitura favorito, escrevo naturalmente e a turma tem gostado.

SL: Uma novidade na sua carreira é o contrato com uma editora inglesa para tradução e publicação de “Ainda não te disse nada”. Como foi o processo para conseguir esse contrato e como você recebeu essa notícia?

MG: O contato foi feito por uma agência do Reino Unido e que tem representação em São Paulo. Eles fizeram uma seleção dentre uma série de títulos de novos autores e o “Ainda não te disse nada” foi escolhido. Quando recebi a notícia, eles já vieram com o contrato. Acho interessante, porque é mais um mercado, maiores possibilidades. Minhas histórias são universais, com suas peculiaridades locais. As pessoas se apaixonam igualzinho no mundo todo, têm os mesmos interesses, as mesmas ideias, os mesmos sonhos. Acho que a história irá bem em inglês também.

SL: O autor nacional ainda passa por desafios muito grandes para se tornar reconhecido aqui no Brasil. O que você diria que pode ser feito para que os autores brazucas sejam mais reconhecidos por aqui?

MG: Em relação ao reconhecimento dos autores nacionais por aqui mesmo, acho que é questão de tempo e qualidade (e aí entra nosso trabalho). Temos que escrever cada dia melhores livros, histórias mais bem arranjadas e costuradas. Tenho certeza de que o preconceito será diminuído com bons livros. Além disso, o autor tem que botar a cara à tapa, tem que descobrir onde está seu público e ir garimpá-lo. Não adianta ficar em casa achando que vai dar certo sem esforço. Pode até acontecer, mas a chance é bem menor. Mãos à obra, então!

SL: Você é um grande adepto de promoções, sorteios e interação com o público. Você já pediu opinião sobre a capa do seu último lançamento e agora, para o seu próximo livro, você criou uma promoção para que um leitor se torne um personagem da história. Essa pode ser considerada uma parte essencial do trabalho do autor brasileiro? Essa interação com aqueles que vão ler seu trabalho?

MG: Acho que é um caminho irreversível, do autor brasileiro e do autor internacional. Seja conhecido ou anônimo. A internet está aí, nas casas e celulares de todo mundo. Por que não aproveitar este mundo de possibilidades? No meu caso, como sou autor independente, a coisa se faz ainda mais necessária. Se eu não falar de mim e se não conseguir que as pessoas espontaneamente falem do meu trabalho, serei ainda mais anônimo. Acho que se os leitores se envolverem com o livro desde o processo de criação dele (capa, book trailer, detalhes da história), vão se sentir ainda mais parte da história. Isso é muito legal.

SL: O que os seus leitores podem esperar do próximo livro?

MG: Estou na metade já. A ideia é lançá-lo no segundo semestre. As pessoas podem esperar uma história bem consistente e costurada, com personagens fortes. Mais um romance, com música, o humor de sempre. Gosto da ideia de o leitor sair leve e com a sensação de que gostaria de ter vivido aquela história. Se conseguir um pouco disso, então o dever terá sido mais do que cumprido.

Rapidinhas:

Livro favorito: O Apanhador no Campo de Centeio
Autor favorito: Nick Hornby
Um livro que leu e que gostaria de ter escrito: Alta Fidelidade