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sexta-feira, 14 de abril de 2017

"Os treze porquês" - Filme e série




   
“A vida é imprevisível. O controle é só uma ilusão.”

Até que ponto conhecemos alguém? Vivemos diariamente com família, amigos, colegas, conhecidos e nunca vamos realmente conhecer essa pessoa de verdade?

Não pretendia escrever sobre essa série baseada no livro de Jay Asher que assisti em quatro dias – “Os 13 porquês”. Ganhei o livro quando lançou, mas li apenas os primeiros capítulos e fiz o que muita gente fez com a personagem Hannah– desisti.

Retomei agora após assistir a série e achei que ambos foram muito bons passando muitas mensagens não só para jovens, mas para adultos. Tanto o livro quanto a série abordam muita coisa – Bullying, depressão, falta de atenção, falta de amor, assédio sexual, suicídio. Como a vida tem seus altos e baixos e como as pessoas ao nosso redor podem melhorar ou piorar isso.

“Você não sabe o impacto que tem na vida dos outros. Tudo afeta tudo.”

Eu não queria falar sobre essa série/livro pois existem coisas que simplesmente não tem como serem descritas, mas ter assistido essa história e depois ter lido remexeu muito intensos sentimentos guardados e otras cositas más. Tocaram em feridas antigas (e novas), situações espelhadas e segredos. Não queria falar, mas eu devo falar para as pessoas lerem e assistirem a essa série e refletirem sobre as situações que são reais e pesadas que envolvem todas as situações.

“Há muita coisa errada no mundo. Há muita dor. Não suportava saber que não ia melhorar...”

A história é a seguinte: Ao voltar para casa após mais um dia de escola o jovem Clay Jensen encontra um misterioso pacote com seu nome na porta de sua varanda. Dentro ele descobre sete fitas cassete gravadas por Hannah Baker, sua colega de classe que cometeu suicídio algumas semanas antes.  A princípio Clay relutou, mas apertou o play... A voz de Hannah lhe explica que há treze razões pelas quais decidiu acabar com sua vida. Clay é um deles. Se ele ouvir, descobrirá 13 porquês.



"Engulo com força. Lágrimas pinicam o canto dos meus olhos. Porque é a voz de Hannah. Uma voz que pensei que jamais ouviria novamente. Não posso jogá-la fora."

Eu, Tu, Ele, Nós, Eles ouvimos nos tornamos testemunhas direta da dor de Hannah. A cada lado da fita lido/ouvido somos destruídos por dentro pouco a pouco. Por isso assistam com moderação, absorvam, respirem, reflitam...

Fita 1: Lado A
"Olá, meninos e meninas. Quem fala aqui é Hannah Baker. Ao vivo e em estéreo.
Sem promessa de retorno. Sem bis. E, desta vez, sem atender aos pedidos da plateia.
Espero que vocês estejam prontos, por que vou contar aqui a história da minha vida. Mais especificamente, por que ela chegou ao fim. E, se estiver escutando estas fitas, você é um dos motivos.
Não vou dizer qual fita tem a ver com sua participação na história. Mas, não precisa ter medo. Se você recebeu essa caixinha bonitinha, seu nome vai aparecer...
Eu prometo.
Afinal, uma garota morta não mentiria....”.

A série segue muito bem, até mesmo melhor, o que é exposto no livro. Jay Asher nos coloca dentro do livro hora como se fossemos Hannah, hora Clay, hora pais, hora adolescentes....nos conectamos profundamente aos desesperos, dor, vazio, solidão. O produtor Brian Yorkey conseguiu atrair a atenção para todos os temas propostos e passar todas as aflições e pontos de vista de todas as personagens e com a diferenciação sutil de cores mais vivas quando Hannah ainda não se matou e cores mais azuladas após o suicídio de Hannah. Uma coisa que achei muito legal foi como usaram um simples band-aid para diferenciar presente e passado, muito criativo.


Ouvi muita gente criticar Hannah e dizer “Nossa quanto drama! – Que menina porre! (Confesso que no livro senti Hannah um pouco mimada, mas é que são sensações passadas diferentes de uma mesma personagem no livro X série) - Se matar por isso, pff!”, mas consegui entender toda a carga que a jovem passou. E também ninguém sabe o que realmente acontece na vida de outra pessoa, o que elas passam e aguentam todos os dias, como elas lidam com todos seus sentimentos.

Penso que Hannah pode ter errado em colocar algumas pessoas na sua lista pois essas pessoas tinham seus problemas e suas dificuldades, mas vivemos fazendo isso – nossa dor sempre é maior que a do outro, nossa capacidade de julgar rapidamente uma situação ou vida dos outros é impressionante. Ainda assim, a meu ver, a garota tinha seus porquês.

Pois na vida é assim – Você desabafa e te dizem “nossa, que difícil” e já emendam e te cortam “ah, comigo também blábláblá...”. Você faz uma piada e passa em branco. Os que se dizem mais próximos vão aos poucos se afastando. Às vezes cansam de você, às vezes cansam de si e acabam descontando em você, cansam da rotina, às vezes sei lá o que e quando você vê, aquele que chamou de amigo, babau. A própria família te esconde coisas, age de uma forma pra te proteger e só está te fazendo é sofrer. Você faz, faz, faz, ajuda, ajuda, ajuda e nada está bom.  É pedrada de todo lado, ingratidão de cima e de baixo, crítica mascarada a cada seis horas...

As pessoas andam muito egoístas. Elas podem até te querer bem, mas jamais melhor que elas. Olham só pra si, pra seus sentimentos, seus atos, suas opiniões. O humano está esquecendo como é viver em sociedade e viver com o outro e para o outro. É disso que falam os livros e a série.



Muitos psicólogos e psiquiatras dizem que a Netflix “romantizou o suicídio” e estão apavorados com a cena final onde Hannah se mata (que há na série e no livro não) achando que vai desencadear um efeito de Werther nas pessoas. Esse efeito “inspiraria” os que sofrem de algum nível de fragilidade psíquica ou emocional e é baseado no suposto impacto de “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, livro do escritor Goethe à fama, mas ainda assim penso que seja uma série que deve ser vista, refletida e discutida entre todos pelos vários temas nela propostos.

“Ah mas não dá pra ajudar alguém que já desistiu de si mesmo...”.  - Sério? E por que essa pessoa desistiu de si mesmo? Bullying? Vazio, depressão, dor, cansaço, incompreensões, propósito de vida, desentendimentos...? Ninguém quer mais ouvir! Ouvir o que outro tem a dizer. Outros até ouvem, mas não fazem nada. Ninguém quis ouvir Hannah Baker. Ninguém percebeu seus sinais.

“Você abre seu coração para uma pessoa e todos acabam rindo...”




Claro, nós somos donos do que sentimos, mas pessoas, atos, palavras afetam tudo o que somos. Sim, somos nós também que decidimos se vamos ou não deixar alguém estragar nosso dia ou nossa vida, mas não é tão simples assim.

“Eu queria um propósito, uma razão pra eu estar nessa Terra...”

Todos estão vivendo suas próprias batalhas e seria mais fácil se cada um se juntasse e lutasse junto, mas não...a preguiça, o egoísmo, a falta de caráter, a inveja, o mal, a falta de amor, falta de compreensão – tudo isso faz com que as pessoas falem o que pensam, façam sem medir consequências e quem paga são as Hannah Bakers da vida.

“Parece que não importava o que fizesse, eu sempre decepcionava as pessoas. Comecei a pensar como a vida de todos estaria melhor sem mim. E como é se sentir assim? É como sentir nada. Como um vazio, sem fim, um grande nada.” – Hannah Baker

Em algum momento alguma coisa vai tocar em alguma parte de você enquanto ler/assistir “Os treze porquês”. Alguma coisa vai impactar você de alguma forma. Não tem jeito. Todos somos Hannah Baker. Todos sofremos ou fazemos sofrer, todos nós já ouvimos alguém e deixamos por isso mesmo. Já nos ouviram e deram de ombros. Já percebemos algo e deixamos pra lá pois é mais fácil, já nos julgaram e nos tacharam chatos e depressivos e desistiram de nós...mas cabe a nós olharmos mais pro outro e tentar ajuda-lo, ou apenas ignorá-lo e aí, o final, pode até não ser trágico, mas também pode ser tarde demais de diversas maneiras.  

“Precisa melhorar o jeito que olhamos pro outro e cuidamos do outro. Precisa melhorar.”- Clay Jensen










quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Trailer de "Tudo e Todas as Coisas" é divulgado

Liberado o primeiro trailer do filme baseado no romance de Nicola Yoon, "Tudo e todas as coisas"! O livro lançado pela nossa Parceira Novo Conceito aqui no Brasil conta a história de Madeleine, uma garota com uma doença extremamente rara (SCID) que resulta em ela ser alérgica a praticamente tudo no mundo exterior. Seus livros têm de chegar a vácuo lacrados de modo que nenhuma bactéria possa contaminar a garota. Ela nunca entrou numa livraria e muito menos num sebo, a pobre garota nunca saiu da casa dela. Seu pai e irmão foram mortos em um acidente quando ela tinha apenas quatro meses de idade. Sua mãe e sua enfermeira, Carla, são as únicas pessoas que ela se relaciona.

Até aí ela nunca se sentiu tão incomodada, pois ela não “conhece” muito da vida lá fora, se lembra pouco de como era a vida antes da doença e sabe muito do mundo pelos livros. Eis que um dia novos vizinhos mudam-se para a casa ao lado.  Madeline olha pela janela e vê Olly. Ele e sua família se tornar interessante e ela começa a observá-los.

Olly e Madeline começam a se observar e Carla dá uma ajudinha pros dois se encontrarem, mesmo com toda a proibição da garota. Assim começa o romance com aquele garoto que mora ao lado, mas que ela não pode tocá-lo nem abraça-lo e deseja com todas suas forças beijá-lo....

O filme chega as telas brasileras no dia 15 de junho deste ano. É dirigido por Stella Meghie e escrito por J. Mills Goodloe (A Incrível História de Adaline). Confiram o trailer, amei!



terça-feira, 29 de novembro de 2016

Ribeirão Preto recebe a primeira exibição em pré-estreia nacional do longa “O Vendedor de Sonhos”




O Vendedor De Sonhos é o primeiro livro de uma trilogia do escritor, psiquiatra e psicoterapeuta Augusto Cury: O vendedor de Sonhos – O Chamado, O vendedor de Sonhos – A Revolução dos Anônimos, O Vendedor de Sonhos – O Semeador das Ideias. 

“O Chamado” é o quarto livro de ficção do autor dentre as mais de 50 de suas obras. Seus livros já venderam mais de 25 milhões de exemplares no Brasil, tendo sido publicados em mais de 70 países. Foi considerado pelo jornal Folha de S. Paulo o autor brasileiro mais lido da década.

O Sociedade do Livro teve o prazer de ser convidado pela Verbo Nostro Comunicação Planejada, Dr. Augusto Cury, Warner Bross Pictures, Fox Film do Brasil e Filmland Internacional para a Cabine de Imprensa e Pré-estreia do filme “O vendedor de sonhos” que aconteceu na noite desta segunda-feira, 28, com exclusividade no Cinépolis VIP do Shopping Iguatemi em Ribeirão Preto. O Filme é adaptação do livro para o cinema e dirigido por Jayme Monjardim com Dan Stulbach, Cesar Troncoso e Thiago Mendonça no elenco. A estreia será no dia 8 de dezembro. 


O elenco, o escritor, a produção e o diretor do filme estiveram presentes na noite de pré-estreia e contaram um pouco como o ator se contamina com o trabalho, sobre entretenimento, expectativas e também dos desafios de se transpor a complexidade de uma obra escrita para as telas. 

Eu, minha mãe e o lindo do Dan Stulbach
O diretor Jayme Monjardim dissertou que o mundo agora é conteúdo e que as pessoas deixam de trabalhar menos e se divertem mais e um dos grandes negócios que tem por aí é entretenimento.  “Aqui tem dez anos de histórias. O seriado e a televisão tem uma penetração profunda ainda mais onde a T.V. no brasil no dia-a-dia é enraizada nas nossas culturas como almoçar, jantar e ver televisão. O trabalho do Augusto tem um leque gigante de possibilidades de você transformar desde obras infantis, desde obras como “O Vendedor de Sonhos” e desde obras como “O Homem mais inteligente”.

Um pouco tremida, com o fantástico Augusto Cury
O escritor Augusto Cury titulou Monjardim como um "artesão da imagem" e revelou que nunca escreveu para fazer sucesso, mas sim para contribuir com a humanidade. Que todo leitor constrói suas personagens, ambientes e circunstâncias então levar um livro para o cinema é um desafio muito grande. 

O Jornalista Wilson Rocha perguntou sobre a possibilidade de algum projeto em tornar uma série em T.V. aberta para que um público maior tenha acesso as obras de Augusto Cury que respondeu:

“Existe sim. Nós inauguramos no meu Instituto e Departamento de Cinema e seriados, por que o cinema em uma hora e quarenta para transpor a complexidade de uma obra ele acaba penalizando a obra de um certo sentido. E por isso que trabalhamos também várias anos no roteiro, mas um seriado poderia transpor tanto a enredamento da emoção, as citações sócio emocionais, a identidade dos personagens de maneira mais aberta e isso poderia democratizar o acesso a essas ferramentas todas que estou dizendo.”

Pra fechar o bate-papo Dan Stulbach refletiu sobre o filme, a sociedade e arte de atuar: “O tempo inteiro somos submetidos a excesso de barulho, excesso de informação, excesso de imagens, excesso de notícias. Vamos ficando cada vez mais endurecido, cada vez mais cínico. O meu trabalho me remete de volta a um tipo de essência a qual eu quero viver sempre, mas nem sempre consigo. Quando tenho uma emoção para trabalhar em cena eu me sinto muito, às vezes, mais pleno que na vida. Me sinto menos cínico, mais entregue, mas emotivo, mais amoroso, mais receptivo. O que esse filme trouxe para minha vida é me contaminar de emoção, me contaminar de verdade no sentido de permitir-me ser que eu sou sempre e acreditar que o meu trabalho possa verdadeiramente dizer isto as pessoas, ou seja, não resgatou pois acredito sempre no meu trabalho, mas reforçou o motivo por qual eu escolhi fazer o que eu faço.” 

Quem quiser conferir a abertura da cabine de imprensa e um pouquinho da conversa com os jornalistas pode assistir ao vídeo do nosso canal que vou deixar aqui embaixo:


O filme conta a história do renomado psicólogo Julio César Lambert (Dan Stulbach). Ele surta e está prestes a se jogar do 21º andar de um prédio. Policiais e um psiquiatra fazem de tudo pra ele desistir dessa ideia. Não tem jeito, ele não quer mais viver, está desiludido com a vida. Um maltrapilho, senhor de meia idade, e repleto de ousadia, intitulado “Mestre”, está passando no local e vai até Julio César. Com seus atos e palavras “Mestre” se titula “um Vendedor de sonhos” e consegue fazer o renomado psicólogo não cometer suicídio. 



“Eu sou do time dos malucos. Eu sou um vendedor de sonhos.”


“Na realidade todos somos traidores. Traímos nossos sonhos, finais de semana, férias e o mais importante: traímos o tempo que jogamos fora quando deveríamos estar ao lado de quem amamos.”

Sonhos rendem altos preços e riscos... Foi no contexto da tristeza que Julio conheceu o incrível Mestre que mudaria por completo os rumos da sua vida. Julio passa a seguir Mestre e Boquinha de Mel num sonho de recomeçar em uma jornada para levar ajuda e esperança aos desesperados pela cidade onde uma grande lição tentará salvar a todos. 


 “O segredo do sucesso é conquistar aquilo que o dinheiro não pode comprar."

Simplesmente amei essa emocionante e incrível história que instiga e nos faz pensar e sentir. A história é a mesma do livro, mas com algumas revelações em diferentes tempos para conseguir explicar algumas coisas eu acho que no filme teve que ser diferente. Não posso contar o que é para não dar spoiler nem a leitores e próximos espectadores, mas é basicamente um homem que usou do anonimato pra esconder sua verdadeira identidade, só posso dizer isso. 

“E pros suicidas, o que é você vende?
-Uma vírgula. Uma pequena vírgula pra que continuem escrevendo sua história mesmo quando o mundo desaba sobre eles.”

O filme é repleto de frases que tocam a alma, o coração e a razão. Você sai do cinema com a mesma ressaca que tem depois de ler o livro, refletindo em muitas coisas pessoais. 

“Os suicidas não querem se matar – querem matar sua dor.”

Gostei muito da atuação dos atores, achei que conseguiram me passar a dificuldade que deve ser interpretar personagens com uma carga psicológica grande extraídas de um livro cheio de emoções. 

“Eu respeito sua dor. Ela é a única coisa que você consegue sentir agora.”

Leiam o livro, mas com certeza mergulhem nessa maravilhosa produção de LG Tubaldini Jr., André Skaf, Heloisa Rezende e Valéria Amorim com direção de Jayme Monjardim e descubram os segredos do Vendedor de Sonhos. Uma história sobre capacidade de superação e autoestima que mostra que vale a pena viver a vida, mesmo quando o mundo desaba sobre nós.

“Não posso voltar o tempo, mas posso recomeçar."


Trailer


Ficha Técnica:
Elenco: César Troncoso, Dan Stulbach, Thiago Mendonça, Kaik Pereira, Leonardo Medeiros, Guilherme Prates, Malu Valle
Direção: Jayme Monjardim
Roteiro: LG Baião com colaboração de Augusto Cury
Direção de Fotografia: Nonato Estrela
Direção de Arte: Lara Tauz
Montagem: Gustavo Giani
Produção: LG Tubaldini e André Skaf
Produção Executiva: Heloisa Rezende e Valéria Amorim
Distribuição: Warner Bros. Pictures e Fox Film do Brasil
Figurino: Rô Nascimento e Diana Leste
Maquiagem: Marlene Moura
Som: Jorge Saldanha
Trilha Sonora: Alexandre Guerra
Produção de Elenco : Marcela Altberg
Preparação de elenco: Patrícia Carvalho-Oliveira



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Novo Trailer de Um gato de Rua Chamado Bob

A Página do Facebook do filme "Um gato de Rua Chamado Bob" (A streetcat named Bob) liberou hoje mais um trailer do filme que estreia em Novembro. Ainnn!!!! Novembro está chegando e minha ansiedade só aumenta para ver este filme que tem um significado muito importante pra mim. Confiram o vídeo:


terça-feira, 9 de junho de 2015

Saiu Trailer Jogos Vorazes - A Esperança — O Final

Acaba de ser divulgado o primeiro teaser trailer de A Esperança — O Final, que tem previsão de estreia pra novembro deste ano. Vejam e surtem comigo!


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Clássico da Literatura Brasileira, O Escaravelho do Diabo, ganha adaptação pro Cinema

Por Maju Raz

A coleção de livros infanto-juvenis criada pela editora Ática nos anos 70 , titulada Série Vaga-lume, é um tesouro nacional de livros que contam histórias infanto-juvenis de vários autores.
Quando moça eu fui feliz de poder conhecer algumas obras como "Enigma na Televisão" de Marcos Rey,  "Éramos Seis", "Terror na Festa" de Janaína Amado de Maria José Dupré e  "O Escaravelho do Diabo" de Lúcia Machado de Almeida.
Quarenta e três anos depois este último título ganha uma adaptação para os cinemas. As filmagens de "O Escaravelho do Diabo" começaram já dia 12 de Janeiro e terminam em fevereiro.
Bateu nostalgia, mas tô super contente com essa notícia!

Segundo O Globo “para a adaptação, atores e equipe estão desde 12 de janeiro e ficarão até 26 de fevereiro entre os municípios de Amparo, Holambra, Campinas e Jaguariúna, tudo para recriar o clima de mistério da trama em que vítimas ruivas recebem um escaravelho antes de serem assassinadas. A direção é de Carlo Milani, com produção da Dezenove Som e Imagens e coprodução da Globo Filmes.

O elenco é composto, ainda, por Jonas Bloch, Selma Egrei, Lourenço Mutarelli, Augusto Madeira e Thogum Teixeira, entre outros. O roteiro foi escrito por Melanie Dimantas e Ronaldo Santos, a fotografia é de Pedro Farkas e a direção de arte, de Valdy Lopes Jr..

Na última terça-feira, dentro de um casarão de época em Amparo, foi rodada a cena em que Pimentel aborda Alberto com a notícia trágica. “Infelizmente seu irmão não resistiu, eu sinto muito”, disse o delegado para depois se esquecer de que estava tratando com uma criança que acabara de perder um parente e começar a interrogá-lo como se ele fosse suspeito do crime.”



Vítimas ruivas recebem um escaravelho antes de serem assassinadas. Essa é a única pista de que Alberto dispõe para chegar àquele estranho criminoso. Qual a relação entre ruivos e escaravelhos? Quem será o próximo?



Vejam algumas novidades sobre a série vaga-lume  – retirada do blog Homo Literatus:

"1. A série Vaga-Lume foi lançada pela Editora Ática na virada de 1972 para 1973, e é composta de romances voltados ao público infantojuvenil.
"A Ilha Perdida", de Maria José Dupré
“A Ilha Perdida”, de Maria José Dupré
2. A editora não divulga números, mas estima-se que somente a obra A Ilha Perdida, de Maria José Dupré, já ultrapassou a marca de 2,2 milhões de exemplares vendidos.
3. A série ajudou, e muito, a fortalecer e consagrar a Editora Ática, que recentemente informou que pretende relançar a coleção em formato digital.
4. Um dos maiores sucessos da série, O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida (1910-2005), foi lançado primeiramente em 1956 como um folhetim da revista O Cruzeiro.
5. Inicialmente, a série se caracterizava pela presença de obras já consagradas, de autores idem. Já na segunda década após seu lançamento, tanto os textos quanto os autores passaram a ser inéditos.
6. Um destes autores inéditos era Marçal Aquino.
7. Quando foi convidado para escrever por Fernando Paixão, editor da série na época, Marçal era repórter do Jornal da Tarde e nunca havia escrito uma linha sequer para o público infantojuvenil.
"O escaravelho do diabo", de Lúcia Machado de Almeida
“O escaravelho do diabo”, de Lúcia Machado de Almeida
8. Em contrapartida, outro escritor da série, Marcelo Duarte, nunca publicou nenhum livro de ficção fora da coleção Vaga-Lume. O jornalista, escritor e dono da Editora Panda Books publicou seus cinco livros de ficção na série, e vendeu mais de 240 mil exemplares.
9. Em 1980, quando foi informado pelos editores responsáveis pela Coleção Vaga-Lume sobre a tiragem pretendida para seu livro, um atordoado escritor de pseudônimo Marcos Rey não acreditou. Os editores da Ática reiteraram: 120 mil exemplares.
10. Marcos Rey, pseudônimo de Edmundo Nonato, era nesta época um escritor já reconhecido de contos e romances adultos, porém estava acostumado com tiragens que não ultrapassavam três mil exemplares.
11. A aposta em Marcos Rey foi alta – e certeira. O Mistério do Cinco Estrelas, de 1981, vendeu mais de 2,5 milhões de exemplares. O autor escreveu o livro em dois meses.
12. Atualmente, porém, os mais de 15 livros lançados por Marcos Rey estão fora da coleção Vaga-Lume.
13. Um dos criadores da série, Jiro Takahashi, hoje editor do selo Prumo, da Editora Rocco, afirma que o sucesso da coleção se deu por conta de uma série de fatores, sendo o principal deles o baixo preço dos livros. Altas tiragens permitiam preços muito baixos, que por sua vez facilitavam a adoção das obras por escolas.
14. Outro ponto importante para a aceitação em sala de aula eram os encartes chamadosSuplementos de Trabalho, que traziam atividades didáticas ligadas ao livro.
"O mistério do cinco estrelas", de Marcos Rey
“O mistério do cinco estrelas”, de Marcos Rey
15. Milton Rodrigues Alves, um dos ilustradores da série, conta que, para ilustrar O Caso da Borboleta Atíria, passou muitas e muitas horas em um Museu de Zoologia. “Não tínhamos internet, e a melhor maneira de saber a forma de um Dynastes Hercules era indo ao Museu”, conta Milton.
16. O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida, em breve sairá das estantes diretamente para as telas de cinema. A obra está em fase de pré-produção, e terá direção de Carlos Milani. O filme já tem até um site:www.oescaravelhododiabo.com.br
17. E O Escaravelho do Diabo não é o único. O Mistério do Cinco Estrelas (1981), O Rapto do Garoto de Ouro (1982) e Um Cadáver Ouve Rádio (1983), todos de Marcos Rey, tiveram seus direitos adquiridos pela produtora RT Features, e começam a ser filmados no final de 2013. A previsão de estreia é julho de 2014.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Trailer Simplesmente acontece - Cecelia Ahern

Este é um post curto, mas meio surtadinho ^-^

É SÓ PRA DIZER QUE SEMANA QUE VEM TÁ CHEGANDOOOOOOOOOO E QUE ESTREIA SIMPLESMENTE ACONTECE!!!

Hoje fui ao cinema e vi o Trailer mais uma vez e resolvi vir surtar com vocês hehehehe.

Simplesmente Acontece, de Cecelia Ahern, foi publicado pela nossa parceira Editora Novo Conceito. O título original do livro é ''Love, Rosie''. Você pode fazer o download do primeiro capítulo do livro aqui pra conferir um pouquinho a narrativa da autora. 

Na trama os jovens britânicos Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin) são amigos inseparáveis desde a infância, experimentando juntos as dificuldades amorosas, familiares e escolares. Embora exista uma atração entre eles, os dois mantêm a amizade acima de tudo. Um dia, Alex decide aceitar um convite para estudar medicina em Harvard, nos Estados Unidos. A distância entre eles faz com que nasçam os primeiros segredos, enquanto cada um encontra outros namorados e namoradas. Mas o destino continua atraindo Rosie e Alex um ao outro.

A Fran já fez a resenha e contou pra gente o que achou - vejam aqui. 

Confiram o trailer:






quarta-feira, 26 de novembro de 2014

RESENHA: "About a boy", Nick Hornby

Por Francine Estevão

Título: About a boy
Autor: Nick Hornby
Editora: Penguin Books
Lançamento: 1998
Páginas: 278

Sinopse: Will tem 36 anos, mas age como um adolescente. Ele lê as revistas certas, vai aos lugares certos e sabe quais os tênis certos para se calçar. Ele também descobriu um jeito incrível de ganhar pontos com as mulheres – em um grupo de pais solteiros, cheio de mães disponíveis, todas esperando pelo “Senhor Incrível”. É assim que ele conhece Marcus, o mais velho jovem de 12 anos no mundo. Marcus é um pouco estranho: ouve Mozart, cuida da mãe e nunca teve um par de tênis. Talvez, se Will conseguir ensinar a Marcus como ser um menino, Marcus pode ensinar Will a “crescer”.


Minha paixão por “Um grande garoto” é inexplicável. Adoro os personagens, a relação que surge entre eles e a mudança que essa relação provoca em cada um. Sempre que vejo o filme passando na TV, faço qualquer esforço necessário pra assistir (ok, agora comprei o DVD posso ver quando quiser). E embora já o tenha assistido ao menos uma dezena de vezes, nunca havia reparado, até a última vez, que ele era baseado em um livro e ainda por cima escrito por Nick Hornby. Em parte, estava explicado o porquê da história ser tão incrível. Desde que li “Alta Fidelidade”, adorei a escrita dele e estava ansiosa por ler outro livro do mesmo autor.

O filme é bastante fiel ao livro, no entanto, além daqueles detalhes que todo livro tem a mais do que sua adaptação, o final de “About a Boy” é a principal mudança. Gostei muito da versão escrita – tanto é que o livro se tornou um dos meus favoritos do ano, mas ver o Hugh Grant cantando e tocando “Killing me Softly With His Song” é uma das minhas cenas favoritas do filme – e que não tem no livro.

Apesar desse final “alternativo”, li cada diálogo, cada pensamento, cada situação, imaginando os atores do filme interpretando-os e isso deixou o livro ainda mais fácil de apreciar, pois gosto muito dos nomes que dão vida à história, acho que combinam muito bem com seus personagens.

Will é um solteirão convicto, rico e um eterno desempregado que tem leva uma vida dos sonhos e não tem nada a reclamar. Um adulto criança. Marcus é um adolescente totalmente fora dos padrões e, por isso, sofre bullying. Uma criança adulta. É quando seus caminhos se cruzam que surge uma relação inesperada que vai mudar a vida de ambos.


Cada personagem tem uma personalidade bastante única e que tem tudo a ver com a vida que levam e com o que enfrentam em suas rotinas. O jeito infantilizado de Will e a maturidade de Marcus se complementam e fazem com que o leitor/telespectador se apaixone ainda mais por cada um deles, juntos ou separados.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O Livro no cinema: O Doador de memórias

Por Maju Raz

Título: O Doador de Memórias
Título Original: The Giver
Autora:  Lois LowryEditora: ArqueiroPáginas:  188Lançamento: 2014


Sinopse: Ganhadora de vários prêmios, Lois Lowry contrói um mundo aparentemente ideal onde não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína. Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora - o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes. Uma única pessoa é encarregada de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.

“Haverá mudanças.”


Eu assumo. Comprei o livro, pois vi o trailer no cinema. Quando vi as suas só 188 páginas pensei: deve ser muito bom esse livro! Tá bom! Eu assumo também que julguei seu conteúdo por conta do trailer do filme também... Então comecei a ler e já captei algumas ideias de temas distópicos já vistos, por exemplo, em 1984, Jogos Vorazes, Divergente sem um governo ditatorial com uma sociedade reprimida. As pessoas são levadas a tomar decisões sim, mas elas já são “acertadas”, ou seja, previnem os sentimentos com remédios, as comunidades são livres, ninguém sente ódio, dor, raiva, ninguém ameaça ninguém e os únicos que defendem o sistema são os anciões.

O livro apresenta essa sociedade e depois introduz Jonas, um Onze (onze anos), que está nervoso, pois está prestes a fazer sua ultima formatura e se ternar um Doze para sempre. Agora ele vai saber qual será a sua atribuição (profissão) da vida toda. Ele é então escolhido para ser o “Guardião das Memórias” e passa a conhecer o Doador, que vai dar as memórias de muitas antigas gerações a Jonas.

"- Jonas não foi indicado para uma atribuição, ele foi escolhido. [...] Jonas foi escolhido para ser o nosso próximo Recebedor de Memória."

Os sentimentos “existem”, mas são todos mascarados com remédios. A consciência não faz link com as emoções, não há o que pesar, não há o bem e o mal e eles vivem na mesmice do dia-a-dia “vivem normais”. Mas é aí que você se questiona – nós também não vivemos a mesmice? Eles VIVEM?  

“Nunca obtivemos domínio completo sobre a mesmice.”

Entre os pontos negativos, eu achei que o livro demorou demais contado a história de Jonas, como ele vive, o que come, o que faz, anda de bicicleta, quando vai ser sua formatura... A gente não sabe o por quê de o mundo estar como está e aguarda uma explicação sem sucesso pra isso.  E aí você espera, espera, espera algo acontecer e quando acontece – Pluft! Acabou o livro. Tudo bem que o livro é uma trilogia e eu posso estar sendo ansiosa e injusta julgando seu conteúdo primário e seu final um pouco vago por isso.  O segundo livro não é uma continuação direta do primeiro, mas as duas histórias se descobrem no último livro. Então vamos aguardar para ler e ver se há mais explicações para nós.

“...lembranças causam uma dor terrível.”



Fora isso a questão das memórias, dos sonhos, o ponto de sentimento X emoções que Jonas que vai recebendo, das coisas que ele vai distinguindo e reconhecendo, os cheiros, músicas, cores, sinestesias foram muito fortes tanto no livro quando mais ainda no filme. Amei essas partes.

No filme a fotografia começa em preto e branco, pois é assim que todos da comunidade enxergam. E passa a ganhar cor quando Jonas enxerga diferente as coisas. Gostei bastante dessa jogada. A trama ganha fôlego nos flashbacks de memórias mundiais e quando ele difere do livro – no momento em que Jonas se envolve de amores com Fiona e nos processos em que percebe que o homem renunciou a tudo – dor, música, paixão, AMOR.  Achei que o filme salvou o livro e fez com que eu gostasse o que não tinha gostado do romance.

“As lembranças precisam ser partilhadas.”

Jonas e Gabe
O que tanto o filme quanto o livro quiseram explorar foi o impacto sensorial  e emocional das lembranças esquecidas pela humanidade -  tristeza, dor, família, guerra, descobertas, segredos, paixões, festas, costumes, culturas, decepções e o mais importante: AMOR. Vale a pena trazer tudo isso de volta pelo amor? O homem é tão egoísta e egocêntrico que briga por diferenças, que exclui por indiferenças. Vale a pena ter tudo isso quando se “vive um dia normal em uma sociedade pacata? 

Eles mostraram que sim, vale. E eu também acho - O amor vale por tudo, o amor é tudo. Somos nós que com nossa falta de amor estragamos a beleza das coisas, das pequenas coisas, de um simples ato de amar uma criança, um irmão que não é nosso de sangue (como Gabe no romance), mas que é nosso irmão próximo. Esquecemos o real significado de amor e nossa “memória” se perde em cada ato de vingança, rancor, ódio, guerra e tudo mais simplesmente pela falta de amor.

Pode parecer piegas, mas mesmo o livro não valendo pela falta de uma explicação ou enrolação ele valeu por toda a mensagem que quis passar. E o filme mesmo tendo sido tachado como “feito para se encaixar na mediocridade da fantasia juvenil atual”, vale a pena ser visto também pela mesma mensagem. +AMOR <3


“Gostei do sentimento do amor. Gostaria que ainda tivéssemos isso.” 


Confiram o Trailer de "O Doador de Memórias":


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Jojo Moyes anuncia atores de "Como eu era antes de você"




Jojo Moyes, autora de "A última carta de amor", "Como eu era antes de você" e "A garota que você deixou para trás" anunciou ontem, em seu twitter que a adaptação de "Como eu era antes de você" contará com Emilia Clarke como Lou Clark e Samuel George Claflin como Will Traynor.



Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.


Eu ainda não li o livro, mas tomando como base o quanto me apaixonei por "A última carta de amor", com certeza vale a pena a leitura, que farei antes da estreia do filme, prevista para agosto de 2015.

Scott Neustadter e Michael H. Weber - de "500 Dias com Ela" e de "A culpa é das estrelas" - serão os roteiristas responsáveis pela adaptação. Emilia é conhecida pelo seu papel como Daenerys Targaryen em Game of Thrones e Samuel foi, entre outras coisas, o príncipe em Branca de Neve e o Caçador.