segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos

Por Francine Estevão

Hoje é dia Nacional das Histórias em Quadrinho!

A primeira história em quadrinhos foi publicada no Brasil em 30 de janeiro de 1869, no Jornal Vida Fluminense. A obra criada por Angelo Agostini se chamava “Nhô Quim”.



Nesse dia, aproveito para destacar a Turma da Mônica, que eu acredito ter feito parte da infância de muita gente.





O site Brasil Cultura traz bastantes informações sobre a história das histórias em quadrinho no Brasil. Confiram: http://www.brasilcultura.com.br/artes-plasticas/historia-em-quadrinhos-no-brasil/

E você, qual sua história em quadrinho favorita?

E-books brasileiros ganham selo de excelência

Publicações da Simplíssimo e da Pagelab são reconhecidas junto com mais de 80 projetos internacionais

Por  Roberta Campassi

Desde o ano passado, o Publishing Innovation Awards (algo como prêmio de inovação editorial), organizado pela conferência Digital Book World, reconhece “conteúdo digital de excelência que enriquece e encanta leitores”. Em outras palavras, a iniciativa premia e-books, aplicativos de livros e projetos que unem várias mídias em 14 diferentes categorias. Para que concorram a esse prêmio, as publicações passam por uma análise de um júri especializado que analisa 13 pontos sobre a qualidade do design do e-book e a facilidade com que ele é lido em diferentes plataformas. Os projetos que passam por esse filtro depois recebem um selo chamado QED – Quality, Excellence, Design (qualidade, excelência, design). 

Na edição deste ano, 85 e-books e afins receberam o selo, entre eles dois criados por empresas brasileiras: O pensamento político de Thomas Hobbes, e-book escrito por Paulo Henrique Faria Nunes e publicado pela Simplíssimo; e o Guia de aves da Mata Atlântica paulista, da WWF Brasil com a Fundação Florestal do Estado de São Paulo, feito pela Pagelab. A lista completa dos livros, que inclui projetos de algumas das maiores editoras do mundo, você confere aqui (em inglês).




HBO divulga novo teaser da Segunda Temporada de Guerra dos Tronos

Por Roh Dover

HBO divulgou nesse domingo, dia 29 de janeiro, no canal do youtube, o novo teaser trailer da segunda temporada de "Guerra dos Tronos". O seriado é baseado na obra de George R. R. Martin, considerado o Tolkien americano por sua saga "As Crônicas de Gelo e Fogo", aqui no Brasil a série é publicada pela Editora LeYa. A segunda temporada baseia-se no segundo livro, "Fúria dos Reis" e algumas partes do terceiro livro, "Tormenta de Espadas". O trailer demonstra que a conspiração para sentar no trono de ferro triplicou de tamanho, novos combatentes entraram na área para guerrearem pelo poder supremo, descobriremos mais sobre os poderes sobrenaturais que estão vagueando por Westeros, e assim como Arya diz no trailer, também poderemos esperar muitas surpresas, pois "todos podem morrer".


Editora Planeta lança novo livro do italiano Federico Moccia

Por Roh Dover (Via TriBooks)

Depois do sucesso de "Desculpe se te Chamo de Amor" e do "fenômeno Moccia" que o livro "Três Metros Acima do Céu" realizou, em que os personagens trancavam cadeados em pontes, fazendo apaixonados do mundo inteiro realizar o mesmo efeito nas pontes da Itália. A Editora Planeta divulgou seu mais novo lançamento, "Carolina Se Apaixona" do escritor Federico Moccia, que trás um enredo romântico - italiano que muitos fãs apreciam. Em "Carolina se Apaixona", a personagem tem quatorze anos e entre os primeiros beijos e as confissões para as amigas, conhece um rapaz, porém seu celular some com todos os dados sobre Max, mas Carolina não desiste e sabe que poderá encontrá-lo. Entre a procura deste rapaz, os problemas com a família, as aventuras com as amigas, Carolina está pronta para começar a viver o mundo. De um jeito romântico - filosófico que só Moccia é capaz de escrever, com certeza este livro será um belo passatempo para qualquer garota apaixonada.

Animação "The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore"

Por Colaboradora Paula Alessandra (Via TriBooks)

O Moonbot Studios postou no Vimeo a animação "The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore" ("Os Livros Viajantes do Sr. Morris Lessmore" - tradução livre). A homenagem surgiu do furacão Katrina, Buster Keaton, renomado ator de comédias mudas que misturava circo e teatro em seus filmes, "O Mágico de Oz", o amor pelos livros e as pessoas que dedicam suas vidas aos livros e aos livros que retribuem este favor. Produzida pelo renomado autor/ilustrador William Joyce e pelo Co-diretor Brandon Oldenburg, "The Fantastic Flying of Mr. Morris Lessmore" é uma das cinco animações em curta-metragem indicadas ao Oscar 2012.

Editora Galera Record divulga capa de "Anjo Mecânico", prequel de "Os Instrumentos Mortais"

Por Roh Dover (Via TriBooks)


A Galera Record divulgou semana passada em seu facebook a capa do prequel (pré-sequência) da série "Os Instrumentos Mortais" de Cassandra Clare. "Anjo Mecânico" contará a história antes de "Cidade de Ossos" primeiro volume de "Os Instrumentos Mortais", com a personagem central sendo Tessa, que busca encontrar o irmão perdido. Enquanto que em "Os Instrumentos Mortais" se baseia na cidade de Nova York em tempos atuais, seu prequel será narrado na paisagem da Inglaterra da Era Vitoriana. A partir do momento que Tessa é presa na casa das Irmãs Escuras, a personagem acaba por descobrir um mundo sobrenatural com vampiros, lobisomens e muito mais, em um enredo cheio de aventura e ação sobrenatural.

Editora Novo Conceito libera capa de seus lançamentos

Por Roh Dover

A editora Novo Conceito liberou semana passada três capas de seus próximos lançamentos. Confira abaixo:

"Beijada por um Anjo - Revelações" é o quinto livro da série "Beijada por um Anjo" de Elizabeth Chandler. A história da série narra sobre Ivy, que após Tristan, seu amor, morrer, perde a fé no mundo, porém Tristan volta em forma de anjo e, após um acidente de carro envolvendo Ivy, Tristan lhe dá um beijo que a faz voltar a vida, quando Ivy acorda, descobre que da próxima vez nem seu amor poderá mante-la viva. O quinto livro tem previsão de lançamento para fevereiro de 2012.
 Editora Novo Conceito lança "Um Mundo Brilhante" de T. Greenwood, com uma capa digna de uma nota por aqui, a capa é brilhante como se os flocos de neve estivessem impregnados ali na capa do livro. A história narra sobre a vida do professor Ben Bailey e quando sua vida muda no simples fato de sair para buscar o jornal em um dia normal e se vê deparado com os últimos instantes da vida de um jovem caído na frente de sua casa. Depois de conhecer a irmã do jovem, Ben se convence que foi assassinato e tentará de tudo para encontrar o culpado. Além de toda a ação que tomará conta de seu cotidiano, ele também irá se deparar com questões pessoais de sua própria vida, ensinando uma lição sobre nossa vida e  das pessoas ao nosso redor.
"Presentes da Vida" é escrito pela autora Emily Giffin, conhecida por seu livro "Questões do Coração".  O lançamento é a continuação do "O Noivo da Minha Melhor Amiga" e narra a história de  Darcy Rhone. Depois que acontece a confusão de relacionamentos no primeiro livro, sua auto-estima está baixa e para fugir do que aconteceu, acaba partindo para Londres, onde percebe que tudo é diferente,  sozinha de tudo e longe de todos, Darcy encontrará um caminho para recomeçar.
Por Colaboradora Paula Alessandra (Via TriBooks)
 
Segundo informações do portal Terra, a leitura além de ser uma atividade prazerosa também traz benefícios para a saúde. Isso porque pessoas que mantém o cérebro ativo através da leitura, da escrita e dos jogos tem níveis menores de beta amiloide, uma proteína relacionada ao Mal de Alzheimer. Tais conclusões foram obtidas através de um estudo publicado na edição digital da revista Archives of Neurology. Pesquisadores buscam entender se o estilo de vida que a pessoa leva poderia estar relacionado com as mudanças que levam a doença. O Alzheimer é uma doença, atualmente sem cura total, neurodegenerativa que tem como sintomas principais a perda de memória, culminando na demência do paciente. 

Para maiores informações, acesse: Terra

domingo, 29 de janeiro de 2012

Resenha: "Desastre" de S. G. Browne

Por Juliana Garzon

Título Original: Fated
Título Nacional: Desastre
Autor: S. G. Browne
Tradução: Inês Pimentel
Lançamento: 2010
Páginas: 271
Categoria: Romance
Editora: Leya

Sinopse:
Regra Nº1: Não se envolva com humanos.
Num mundo onde os sentimentos, caminhos e valores dos seres humanos são comandados por entidades superiores, o destino pode ser traiçoeiro. Conheça Fado, um imortal que designa sinas aos homens, mora num apartamento de luxo em Nova York e veste uma atraente roupa humana. Solidário com seus clientes e apaixonado por uma vizinha, passa a burlar suas tarefas, alterar destinos e bagunçar as coisas no reino dos Céus. Com um texto leve, hilário e muito atual, Desastre vai fazer você repensar suas escolhas, acreditar no poder do amor, e descobrir que até a Morte não é assim tão má pessoa.


“Desastre” é um dos livros mais divertidos que já li. O sarcasmo escorre pelas páginas (eba!) e as referências são, realmente, super atuais. A escrita leve e o apelo sexual “mascaram” a profundidade do assunto discutido nesta obra. Desde a primeira página acompanhamos a história pelos olhos de Fado. Não, não é erro de digitação. Fado segundo o dicionário é a mesma coisa que Destino. Mas não aqui, onde todos os humanos são controlados e guiados por entidades imortais. 83% da população mundial estão no caminho do Fado, que controla a sina de todas essas pessoas. O problema é que normalmente elas são perdedoras, bêbadas, drogadas e criminosas. A diferença entre Fado e Destino é que quem está no caminho do Fado não tem muito que fazer para melhorar de vida, o que não significa que ele não tem a opção de ter uma vida comum. Tem sim, só que a maioria dos humanos que está na trilha do Fado escolhe a alternativa errada quando chega a uma encruzilhada, diferentemente da população que está na trilha de Destino (que, aliás, é uma ruiva sexy apaixonada pela cor vermelha). Os privilegiados, que já nascem no caminho de Destino, são geralmente ganhadores de prêmios tipo Pulitzer, Oscar e Nobel.  

Fado, Destino e Morte são as únicas entidades imortais que são proibidas de interferirem nas escolhas dos humanos. Já as outras, como Felicidade, Justiça, Gula, Preguiça, Sorte e etc tocam as pessoas ao longo do caminho, ajudando-os ou prejudicando-os de forma totalmente subjetiva. Todas essas entidades são, na verdade, bolas de luz, mas usam uma vestimenta humana para observar os humanos, quando estão na Terra adotam pseudônimos (O do Fado é Fábio) e têm um padrão de vida altíssimo. Todos respondem ao supremo Jerry, ou Deus, se você preferir.

Fado não acredita na raça humana, já que lida com milhões de fracassados todos os dias. Mas isso muda quando ele se envolve com uma humana, que, ironicamente, está na trilha de Destino.

A obra nos faz refletir sobre como as nossas ações afetam os outros, por mais que seja dar um simples e educado ‘bom dia’ a um estranho no meio da rua ou gritar com alguém no trânsito. E isso vai muito além dos “seis graus de separação”. Além disso, o livro traz de forma leve as crenças de religiões que pregam que nós também somos influenciados por entidades (espíritos) e a reencarnação.

“Aquele que fala sem mágoas, de forma honesta, cria carma positivo.”, ele [Carma] diz com os olhos fechados, expondo a filosofia do carma no budismo.
“Dedique-se a ações positivas, evitando o que poderia causar algum mal.
“Viva de uma forma que não provoque sofrimento nem a si nem a ninguém.”


- “Desastre”, pg. 148



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

DICA: George, o marcador de páginas

Por Juliana Garzon

Não tem como não compartilhar... Olha só o marcador de páginas que chegou hoje para mim, presente de uma amiga lá dos EUA:



George Giraffe: George promises not to eat any of your books! 

É bom mesmo (hahaha), porque estou amando "Desastre" (Leya). Resenha em breve!

E para quem quiser ver os outros modelos, aqui está o site da empresa IF (tem cada coisa muuuuuito legal!). E só conto que a escolha da girafa não foi aleatória. ;P
#ficaadica para um presente bem legal para quem for viajar trazer (pq ainda não vi aqui no Brasil).

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Céu Está em Todo Lugar" Séra Adaptado para os Cinemas

Por Roh Dover



De acordo com o blog TriBooks, a escritora Jandy Nelson colocou em seu facebook uma matéria de um site internacional. O site Deadline noticiou que o livro da escritora, "O Céu está em Todo Lugar", publicado no Brasil pela Editora Novo Conceito em 2011, será adaptado para os cinemas pela produtora de Selena Gomez, July Moon. "O Céu está em Todo Lugar" narra a história de Lennie, uma garota desfocada pela sombra de sua irmã mais velha, Bailey, e sua heroína. Quando Bailey morre, Lennie entra em colapso ao mesmo tempo que vira a menina que chama atenção do namorado de sua irmã e de outro garoto novo na escola. Lennie então precisa reestruturar sua vida e se equilibrar entre esses dois garotos. A adaptação ainda não tem previsão do ano de estréia.

Resenha - "Silêncio" de Becca Fitzpatrick

Por Roh Dover


Contém spoiler para quem não leu os livros "Sussurro" e Crescendo".

Título Original: Silence
Título Nacional: Silêncio
Autor:
Becca Fitzpatrick
Ano de Lançamento:
2012
Número de Páginas:
301
Categoria:
Romance Sobrenatural/ YA
Editora:
Intrínseca

#3 série Hush, Hush



Sinopse: Nora Grey não consegue se lembrar dos últimos cinco meses. Depois do choque inicial de acordar em um cemitério e descobrir que ficou desaparecida por semanas, ela precisa retomar sua rotina, voltar à escola, reencontrar a melhor amiga, Vee, e ainda aprender a conviver com o novo namorado da mãe. Em meio a tudo isso, Nora é assombrada por constantes pensamentos com a cor preta, que surge em sua mente nos momentos mais improváveis e parece conversar com ela. Alucinações, visões de anjos, criaturas sobrenaturais. Aparentemente, nada disso tem a ver com sua antiga vida. A sensação é de que parte dela se perdeu. É então que o caminho de Nora cruza o de um sexy desconhecido, a quem ela se sente estranhamente ligada. Ele parece saber todas as respostas… e também o caminho até o coração de Nora. Cada minuto a seu lado confirma isso, até que Nora se dá conta de que pode estar apaixonada. De novo.


“Silêncio” de Becca Fitzpatrick, terceiro livro da quatrilogia “Hush, Hush”, é assim como “Sussurro” e “Crescendo”: um livro com uma narrativa poderosa, atraente e sufocante. Não do tipo ruim de sufoco, mas do tipo que quando você se dá conta, depois de ter lido 50 páginas, ainda está prendendo a respiração.

O tipo de livro que te faz suspender o caderninho de anotações só para não perder um único minuto descrevendo algo, quando você na verdade está devorando-o. Os olhos giram de um lado para o outro tão rápido que as linhas e palavras se perdem e você entra no mundo de Nora. No enredo agitado, emocionante e com muita ação de Nora e Patch.

Neste livro, Nora não se recorda dos últimos cinco meses de sua vida, isso inclui que ela não lembra nada que ela nos contou no primeiro e segundo livro da série, muito menos de Patch. “Crescendo”, o segundo livro da série, foi lançado há tanto tempo que os fãs da saga, como aconteceu no caso desta blogueira que vos fala, esqueceram alguns acontecimentos importantes para começar o enredo de “Silêncio”, porém Becca organizou uma estrutura perfeita em sua trama, lembrando a nós, leitores, importantes narrações feita por Nora nos outros dois livros, sem deixar a narração problemática para aqueles que se recordavam muito bem, e recordando aqueles que, assim como Nora, sofreram uma lavagem cerebral durante o tempo entre o lançamento de “Crescendo” e "Silêncio”.

Nora não se lembra de Patch, mas ele continua aparecendo em todas as páginas da narração, agora como Jev, o que faz com que fique estranho ler a palavra Jev, sabendo que na verdade é Patch, porém a escritora nos faz ler muitas e muitas vezes esse nome. Em “Silêncio” iremos conhecer mais sobre os desejos e poderes de Hank Miller, e uma surpresa agradável: iremos conhecer o interior da casa de Patch, algo incrível para nos aproximarmos mais deste anjo caído dos céus e perfeito para qualquer menina. Além da casa, os leitores podem sentir que Becca descreveu mais os sentimentos de Patch por Nora, algo que ela expões mais neste livro, deixando o misterioso Patch nos agraciar com suas defesas caídas.

A escrita e narração de Becca continuam impecáveis nesta sequência de "Hush, Hush". Com um toque de humor e muita ação, a escritora prende qualquer leitor ávido por uma história empolgante e um romance juvenil cheio de ação.
Esta resenha também pode ser lida no blog TriBooks.

"Harry Potter", "Histórias Cruzadas" e Outros Filmes Baseados em Livros Recebem Indicações ao Oscar


Por Roh Dover (Via TriBooks)



A cerimônia anual para prestigiar os melhores filmes de 2011, o Oscar, acontecerá em Los Angeles no Kodak Theatre dia 26 de fevereiro. O filme "Histórias Cruzadas" baseado no livro "A Resposta" de Kathyrin Stockett, publicado aqui pela Editora Bertrand Brasil, recebeu três indicações, nas quais se referem a "Melhor Filme", "Melhor Atriz" e "Melhor Atriz Coadjuvante". "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" baseado no último livro da prestigiada série "Harry Potter" de J. K. Rowling também recebeu indicações, no que se refere à "Maquiagem", "Direção de Arte" e "Efeitos Visuais". Os dois filmes baseados em obras literárias concorrem com gigantes como "O Artista" de Michel Hazanavicius que ganhou "Melhor Filme" no Globo de Ouro de 2012 e "Invenção de Hugo Cabret" do conhecido diretor Martin Scorcese, que também é baseado na obra de Brian Selznick. Outros filmes baseados em obras literárias que estão concorrendo ao Oscar 2012 são: "Cavalo de Guerra", "O Espião que Sabia Demais", "Sete Dias com Marylin", "Os Homens que Não amavam as Mulheres" e o clássico "Jane Eyre".

Confira a lista completa dos indicados ao Oscar 2012, acesse: G1

Resenha - "Romeu e Julieta" de William Shakespeare

Por Francine Estevão



                                                    Título Original: Romeo and Juliet
Título Nacional: Romeu e Julieta
Autor: William Shakespeare
Tradução: Beatriz Viégas-Faria
Lançamento: 2011 (versão)
Páginas: 160
Categoria: Romance
Editora: L&PM POCKET


Sinopse: Em Verona, na Itália, por volta de 1600, a rivalidade entre os Montecchios e os Capuletos acentua-se e os conflitos estendem-se a parentes e criados, apesar do apelo do príncipe pela paz. Num baile de máscaras na casa dos Capuletos, Romeu Montecchio conhece Julieta Capuleto. A paixão é mútua e instantânea. Ao descobrir que pertencem a famílias inimigas, os dois se desesperam. Resolvem casar-se secretamente, com a cumplicidade de frei Lourenço. No entanto, o destino desse amor seria trágico.

Acredite se quiser, nunca tinha lido “Romeu e Julieta” e confesso que eu poderia ter ficado apenas com o que “contam” da história.

Quem não conhece a história de amor do jovem casal de famílias inimigas? Pois é, tudo o que dizem é o que está no livro. Nenhum detalhe a mais, nenhum detalhe a menos.

O livro é muito breve e a coisas acontecem muito rápido, além do dramalhão que rodeia o amor dos dois. Claro, comentário de quem tem a cabeça nos dias de hoje. Mas, clássico é clássico e Shakespeare foi e sempre será ótimo, então, mesmo conhecendo toda a história, leiam o livro que embora seja a mais famosa obra de Shakespeare, não é a melhor.

Romeu e Julieta estão apaixonados e resolvem se casar escondidos. Depois do casamento, Romeu mata o primo da esposa e tem que deixar Verona. Em meio ao luto pelo primo e a tristeza por estar longe do homem que ama, o pai da jovem marca o casamento dela com o Conde Páris para dali alguns dias.

A fim de evitar a tragédia maior que seria se casar com quem ela não quer já estando casada com Romeu, Julieta recorre ao Frei Lourenço para que a ajude a sair dessa enrascada. O frei então dá a ela um elixir que a fará parecer morta enquanto ele avisa Romeu para ir com ele salvá-la quando ela acordar.

Julieta é enterrada, mas o recado do Frei não chega a Romeu que recebeu notícias de que sua amada estava morta. Ele então compra um veneno para matá-lo rapidamente e vai até o túmulo de Julieta onde ele encontra Páris. Os dois brigam, Romeu mata Páris, toma o veneno e morre. Julieta acorda, vê Romeu morto e se mata com uma adaga.

Uma nova ordem no mercado editorial brasileiro

Fonte: O Globo

Em 2012, a nova realidade do mercado editorial brasileiro vai permitir que um autor seja representado por um agente baseado em Nova York, tenha seu original aprovado por um executivo morando em Portugal, assine um contrato com uma empresa da Espanha e seja imediatamente traduzido para uma editora na Inglaterra. Com a iminente chegada de um gigante da venda de livros virtuais, a nova realidade do mercado pode permitir, ainda, que a obra daquele autor seja lida com facilidade em qualquer canto do país, com um simples toque num botão de um tal Kindle.

Como tem sido repetido por aí em outras áreas, o Brasil também se tornou a "bola da vez" nos livros. A última etapa desse movimento foi o anúncio, na última semana, de que a jornalista Luciana Villas-Boas deixará o poderoso cargo de diretora editorial do Grupo Record, um dos maiores do país, para se dedicar a uma nova agência literária, chamada Villas-Boas & Moss. Hoje, o mercado brasileiro conta apenas com uma agência de relevância para livros estrangeiros e nacionais, a Agência Riff, cujos autores incluem Ariano Suassuna, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Fonseca, Luis Fernando Verissimo, Lya Luft e Zuenir Ventura.


— Não fazia sentido o Brasil ainda estar desprovido de mais agências — afirma Lucia Riff, fundadora da Agência Riff. — O fato é que as editoras brasileiras estão mais sólidas, com expectativa de crescimento. A estabilidade da economia, o edital da Biblioteca Nacional de apoio a traduções e o surgimento dos e-books favorecem o mercado. É curioso que, enquanto vemos uma Europa em crise, aqui temos uma meta a ser alcançada para os livros. Temos um público a conquistar, diferentemente de outros países.

Luciana Villas-Boas, por sua vez, prefere não revelar ainda quem serão os autores de sua agência (leia entrevista na página 2), mas é praticamente certo que Edney Silvestre, Alberto Mussa, Francisco Azevedo e Rafael Cardoso, todos escritores publicados pela Record, estarão entre eles. Ela admite que o bom momento do setor pesou em sua decisão de montar a empresa, mas faz um alerta quanto a comentários nacionalistas que vem ouvindo sobre o investimento de grupos estrangeiros no Brasil:

— O impacto de uma internacionalização da indústria brasileira do livro é positivo para aumentar a profissionalização das relações. Nos EUA, a maior parte da indústria editorial já está completamente desnacionalizada. Há poucas editoras de peso que não foram compradas por grupos estrangeiros. Isso não afeta a literatura americana — diz.


Editoras preparam reestruturação

A nova agente literária se refere às aquisições recentes de editoras brasileiras por grupos estrangeiros. No ano passado, a editora portuguesa Leya, que tem operações no Brasil desde setembro de 2009, comprou 59% das ações da editora carioca Casa da Palavra e ainda passou a cuidar dos lançamentos das obras da Barba Negra, empresa especializada em quadrinhos.

Em dezembro, a principal notícia que surpreendeu o mercado, porém, foi a compra de 45% das ações da Companhia das Letras pelo grupo britânico Penguin, num negócio que pode ter ficado na casa dos R$ 50 milhões. A própria Record, onde Luciana vai se manter como diretora até 31 de março, já sofreu investidas de editoras estrangeiras.

— Eu coloco várias condições para começar uma conversa. Quero saber qual o grau de interesse em comprar a empresa e se será um processo que vai somar. Já houve interesse, mas nunca percebi solidez nas ofertas — afirma Sergio Machado, presidente do Grupo Record. — Acontece que, hoje, qualquer analista internacional que esteja pensando estrategicamente no segmento editorial precisa ter um plano-Brasil. Se eles não estiverem dispostos a entender os ideogramas chineses ou o alfabeto russo, o Brasil é o país que apresenta as melhores opções para o mercado. A questão é que o crescimento da renda da classe média brasileira e as melhorias da educação têm começado a dar resultado no aumento do consumo de livros.
Os sinais de mudança, porém, não estão apenas nas boas relações sendo firmadas entre o mercado editorial do Brasil com o exterior. Por aqui, chamam atenção o fortalecimento de editoras jovens, como a Novo Conceito e a Intrínseca, e a reestruturação de antigas. Assim como aconteceu com a Record, a Objetiva — que, aliás, teve 75% de suas ações compradas pelo grupo espanhol Prisa-Santillana em 2005 — perdeu sua diretora editorial, Isa Pessoa, no fim do ano passado. Ela está na Itália e voltará a atuar no mercado em fevereiro de forma ainda não anunciada. Ambas as companhias estão fazendo reformulações e devem dividir as antigas funções de direção editorial entre mais de um profissional.

Na Companhia das Letras, as novidades vão além. Agora com quatro publishers respondendo a Luiz Schwarcz, a empresa planeja novas frentes editoriais para este ano, sobretudo nos ramos dos livros digitais e nos didáticos, e está reestruturando seu departamento de marketing. Já a Ediouro contratou em setembro Sandra Espilotro, ex-Globo Livros, para dar foco na prospecção internacional dos negócios.

— Sou casado com uma historiadora, então acho que as mudanças não acontecem de uma hora para outra. Nos últimos anos, surgiram novos participantes, novas empresas, algumas estrangeiras, outras nacionais. É um sinal de força que vem se construindo — afirma Schwarcz. — Já faz tempo, por exemplo, que o mercado brasileiro é um importante comprador de direitos. Compramos royalties em valores bastante altos e estamos na prioridade dos agentes literários.

Todos esses investimentos ocorrem, ainda, em meio às especulações sobre o início da operação da livraria virtual Amazon, líder em vendas no mundo, no Brasil. No início deste ano, a empresa americana contratou Mauro Widman, ex-executivo da Livraria Cultura, como seu gerente de vendas para o Kindle. A Amazon já vem negociando com as editoras brasileiras há meses, mas o entrave tem sido o preço: a companhia teria pedido descontos de mais de 60% na venda de livros para lançar o serviço, o que desagradou as casas nacionais. Porém, recentemente a Amazon cedeu a percentuais menores, com a intenção de lançar seus serviços em até seis meses.


Venda de e-books ainda é insignificante

A Amazon também estuda como fará para vender seu leitor de e-books, o Kindle, no país. Hoje, o aparelho só pode ser importado de seu site internacional, mas a empresa estuda até fabricá-lo no Brasil. Se os acordos se concretizarem, o Kindle pode representar o maior incentivo até o momento para a popularização dos e-books — apesar do investimento recente das editoras e de livrarias como a Cultura e a Saraiva, a venda de livros virtuais ainda é quase insignificante frente a de obras físicas.

— A Amazon vai chegar, e a tendência é que os tablets como o Kindle comecem a ficar acessíveis ao grande público. A partir daí o mercado de e-books vai existir — afirma Pascoal Soto, diretor editorial da Leya no Brasil. — Antes mesmo desse período de vacas gordas da economia, o setor dos livros no Brasil já era atraente para o mundo. As pessoas começaram a perceber que existe um país interessantíssimo além do carnaval e do futebol.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Fã da Saga "As Crônicas de Gelo e Fogo" Traduz Capítulo do Sexto Livro de Martin

Por Roh Dover (Via TriBooks)

Foto - primeiro livro da saga "As Crônicas de Gelo e Fogo"

De acordo com o site Game of Thrones BR, um fã da saga épica "As Crônicas de Gelo e Fogo" de George R. R. Martin, traduziu o capítulo do sexto volume da série, sem data de lançamento, que o próprio escritor divulgou em dezembro de 2011. "As Crônicas de Gelo e Fogo" é uma série de sete livros, e no momento Martin está escrevendo o sexto volume. Aqui no Brasil, a saga é publicada pela editora LeYa, e o quarto volume tem previsão de lançamento dia 15 de fevereiro.
Para maiores informações, acesse: Game of Thrones BR 
 
 

Grupo Pensamento lança "Minha Semana com Marilyn" de Colin Clark

Por Roh Dover (Via TriBooks)

A Editora Seoman do Grupo Pensamento lança nesse mês de janeiro o livro "Minha Semana com Marilyn" de Colin Clark. O enredo se baseia na vida de Colin, que com 23 anos é chamado para trabalhar como terceiro assistente de direção no set de filmagens de "O Príncipe Encantado". A atriz principal era ninguém menos que Marilyn Monroe, que por uma semana manteve um caso com Colin. O livro narra os detalhes da vida de Colin durante esta semana com Marilyn e todos os segredos que ela compartilhou com ele. "Minha Semana com Marilyn" deu origem ao filme "7 Dias com Marilyn" com estréia prevista no Brasil para dia 10 de fevereiro.

Resenha - "O Verão que Mudou Minha Vida" de Jenny Han

 Por Roh Dover

Título Original: The summer I turned pretty
Título Nacional:O Verão que Mudou Minha Vida
Autor:
Jenny Han
Ano de Lançamento:
2011
Número de Páginas:
287
Categoria:
Romance
Editora:
Galera Record

Sinopse: A vida de Belly é medida em férias de verão. Para ela, todas as coisas boas só acontecem entre os meses de junho e agosto, quando está na casa de praia junto a Susannah, única e melhor amiga de sua mãe e uma espécie de tia, e seus dois filhos, Jeremiah e Conrad. Mais do que irmãos postiços e companheiros de férias, os filhos de Susannah tornaram-se o centro das suas emoções. A véspera do aniversário de 16 anos de Belly marca também o fim daquele que parece ser o último verão onde estarão todos reunidos em Cousins Beach. A partir do ano seguinte todos estarão ocupados demais e talvez algum deles já nem esteja mais entre nós.





“O Verão que Mudou minha Vida” de Jenny Han é mágico, mesmo não contendo nada sobrenatural em seu enredo. É mágico assim como nossas férias de verão. E assim como nossas férias de verão, nos encantam e são eternas. “O Verão que Mudou Minha Vida” nos fará relembrar os verões vividos e aqueles que ainda estarão por vir.

Em “O Verão que Mudou minha Vida” a trama se desenvolve em uma casa de veraneio, onde Belly desde que nasceu passa seus verões, na casa de Suzannah, melhor amiga de sua mãe, e junto com elas, seu irmão mais velho, Jeremiah e Conrad, filhos de Suzannah. Entre a narração nos dias atuais e as situações vividas no passado, Belly nos explica sua paixão pelo mar, pela casa, por aquela família e por todos os verões, e também por Conrad. Vamos junto com Belly, através das suas férias nos apaixonando por tudo que vemos. Apaixonamos-nos por ela, pela casa e pelos meninos. Apaixonamos-nos por Jeremiah e por Conrad, não há quem não se apaixone pelos dois, de uma vez só.

Nesse verão, Belly irá completar 16 anos, e apesar de ser a caçulinha da turma e a que sempre é rejeitada pelos três meninos mais velhos, este ano ela cresceu e se tornou mulher aos olhos dos dois garotos. Em uma trama que parece tender para o caminho de um triângulo amoroso, podemos até pensar que não agüentamos mais ver isto, porém, em “O Verão que Mudou minha Vida” tendemos a nos dividir e não querer machucar os sentimentos de nenhum dos meninos, torcendo para que os dois fiquem com Belly, só com ela, ou nos apaixonamos ao ponto de querer os dois só para a gente. Pois, além das paixões em que Belly vive neste verão, é contada a forma de amizade que aquela família vivencia há tanto tempo. Sua mãe que é melhor amiga da mãe deles, crescer os verões junto com os meninos, até a forma com que Belly narra sobre “os meninos” nos faz nos sentir em casa, e nos faz sentir muita saudade dos verões que se passaram, das amizades vividas, as aventuras e dos romances de verão.

Neste livro acompanhamos os passos de Belly, e tudo que ela enxerga e ouve é o que nos é passado, sentimos por vezes que ela não entende a verdadeira noção da mensagem que Conrad ou Jeremiah passam para ela. Porém a autora consegue nos passar, mesmo não escrevendo, o tanto que Belly se esforça para sair da infância e se tornar adulta. Um livro para os apreciadores do verão, das casas de veraneio, e dos momentos que só aqueles que passam os verões com muito sol e mar sabem apreciar, assim como Belly tenta fazer. Para aqueles que entendem os sentimentos daqueles que amam essa estação, o livro pode até vir com aquele cheirinho de maresia e o barulho das ondas do mar quando na madrugada, só restam elas conversando.

Um livro para as crianças, pois podem se aventurar num mundo de verões, para os adolescentes, por sentirem que outros entendem o que passam nos verões, e para os adultos relembrarem os verões vividos. "O Verão que Mudou minha Vida" lhe dará um gostinho de querer mais, pois tem, o livro é o primeiro da trilogia "Summer", e quem ler, com certeza buscará avidamente sua continuação.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Resenha - "Tristão e Isolda" de Fernandel Abrantes

Por Roh Dover

Título Original: Tristan and Isolde
Título Nacional:Tristão e Isolda
Autor:
(versão de) Fernandel Abrantes
Ano de Lançamento:
2011
Número de Páginas:
127
Categoria:
Romance/Mitologia Celta
Editora:
Martin Claret


Sinopse: Tristão e Isolda conta a história de amor entre o cavaleiro Tristão, originário da Cornualha, e a princesa irlandesa Isolda (ou Iseu), protagonistas de uma história medieval de amor baseada numa lenda celta. Seu amor impossível inspirou poetas, escritores, pintores e músicos da Idade Média e dos tempos modernos. Tornou-se, por exemplo, tema de uma das mais famosas óperas de Wagner e deu origem a diversos filmes - o mais recente, produzido em 2006. As inúmeras versões que imortalizaram e divulgaram essa história em outros países são o testemunho do fascínio e do encantamento que ela causa até hoje. Misturando magia, traição e sofrimento, a lenda provoca, comove e inspira.



Tristão e Isolda da versão de Fernandel Abrantes é o tipo de livro que assim que você lê a primeira página, sabe o porque de ter se tornado um clássico. O livro de apenas 127 páginas, tamanho pocket, consegue prender o leitor em uma lida rápida de um descanso em uma tarde de domingo.
O narrador nos conta a triste história de Tristão e da Rainha Isolda, que por um ato de magia, ficaram ligados para sempre, esse elo foi a paixão. Isolda, a Loira, após já ter sido enfeitiçada e morrer de amor por Tristão, casa-se com Rei Marcos já que foi prometida a ele. A partir daí, Tristão e Isolda vivem a triste história de não poderem se amar livremente, além de ser um amor prendido por magia, também era um amor secreto, já que Tristão era o único sobrinho do Rei.
O escritor envolve o que de melhor tem a cultura da Inglaterra: magia e mitologia celta. A história é passada nos tempos do Rei Arthur, este mencionado algumas vezes durante a história, Avalon também é mencionada discretamente. O estilo da escrita é o que costumamos presenciar em obras clássicas, assim como Alexandre Dumas Pai, Abrantes também consegue escrever de maneira com que além de nos apaixonarmos pelo enredo, também nos maravilhamos com o estilo excepcional que os escritores clássicos conseguiam escrever na época. Uma forma culta de abranger todos os aspectos da história e uma receita secreta que só os que se tornaram clássicos saberiam dizer.
Tristão e Isolda é sem dúvidas um livro que todo leitor assíduo deva ler, cativante, emocionante e é claro, clássico. Uma história de amor, magia e lendas célticas, um romance medieval, dramático e teatral, que ultrapassa a criatividade shakespeariana, um livro que apesar de sua primeira página descrever os momentos finais, você ainda ira degustá-lo com prazer.

sábado, 21 de janeiro de 2012

NOTÍCIA: Matéria sobre a Sociedade do Livro no Portal da Revista Revide

Encontro literário

O primeiro encontro da Sociedade do Livro acontece quarta-feira (18) na FnacRevide On-line/Pâmela Silva
A prática da leitura se faz presente desde pequeno, em casa ou na escola, os livros têm o poder de levar os apreciadores a diversos lugares, trabalhando assim a imaginação como um todo. Com o intuito de compartilhar a mesma paixão quatro amigas se uniram e idealizaram o clube do livro “Sociedade do Livro”, um grupo que discute as mais diversas obras entre os amantes de uma boa leitura.

A jornalista Maju Raz conta que o principal intuito da Sociedade do Livro é fortalecer os laços entre o leitor e o prazer de ler uma boa obra. “O objetivo do projeto é conhecer gente nova, ampliar a cultura e o conhecimento, reunir fãs do mundo literário e fortalecer o vínculo entre os laços leitor-livro”.

A leitura não corresponde apenas à decodificação de símbolos, ela permite ao leitor compreender e interpretar o assunto escolhido. A relação entre livro e leitor pode começar com histórias fáceis e aos poucos se tornar um habito onde todos os títulos se encaixem perfeitamente.

Francine Estevão cultiva o hábito da leitura e diz que a melhor forma de facilitar o encontro entre leitor e livro é frequentar ambientes onde eles são o foco principal. “Nada melhor do que passar horas em alguma livraria, sebo ou biblioteca. Você vai fuçando, lendo sinopses, vendo capas e vai descobrindo seus interesses por determinados gêneros, autores. Você vai criando um perfil como leitor” comenta.

Segundo o escritor Luiz Puntel toda leitura é importante a partir do momento que começa a fazer parte da formação do leitor. “Toda leitura é importante depende de como nós lemos, você pode ler Crepúsculo desde que consiga ver ali a argumentação, como foi elaborado e enredo da história. A partir desse ponto construímos uma leitura de formação”, diz.

Para a cinéfila e apaixonada por livros Juliana Garzon, a leitura se torna mais prazerosa quando o leitor se identifica com o personagem. “Para mim é extremamente necessário me identificar com um personagem. A forma de contar a história, o local, o gênero, nada disso isoladamente importa desde que eu veja algo no personagem que veja em mim mesma, ou alguma qualidade que admiro. É como ouvir sua música preferida no rádio, você sente que aquele momento, no caso, aquela história, foi feita para você”, diz entusiasmada.

Com o avanço tecnológico, novas ferramentas para leitura despontam, mas o livro permanece com o seu propósito de contribuir com a formação e ampliação do conhecimento. Durante esse ‘boom’ cibernético foi cogitado a possibilidade do fim dos livros, mas contradizendo essa expectativa houve um grande crescimento das vendas de livros no país, liderado pelo segmento juvenil. A leitura de obras juvenis como a saga Crepúsculo, Harry Potter ou Percy Jackson, foi à ligação para outras obras. Atualmente o leitor em potencial está se aventurando por caminhos da literatura atual e clássicos.

“Acho que os livros de papel nunca vão acabar. Não há nada melhor do que você pegar o livro e folheá-lo, rabiscar passagens interessantes e tê-los sempre ao alcance das mãos, ali na estante. Sem contar que livros digitais são cansativos, por mais que a história seja incrível. Acredito que as novas tecnologias são apenas uma ferramenta para divulgar os livros e trazer o maior número de informações possíveis sobre a obra para o leitor antes que ele pegue o livro físico para ler”, ressalta Francine.

Segundo as idealizadoras da Sociedade do Livro o contato de jovens com o universo da leitura pode criar leitores assíduos e cada vez mais interessados. Prova dessa dedicação será o 1º Encontro da Sociedade do Livro, que juntos com outros jovens e um convidado irão discutir o livro “O Ano da Leitura Mágica”, da advogada americana Nina Sankovitch, que fala sobre o desafio que travou com si mesma de ler um livro por dia durante um ano.

“É de suma importância que o jovem leia, a leitura é a base do sustento tanto imaginário, criativo como todo conhecimento que o jovem irá construir conforme passam os anos”, frisa a jornalista Rosane Dover.
Para Maju a leitura ajuda a aprimorar a forma de escrever, falar e pensar. “Penso que a leitura ajuda não só a criar intimidade com a gramática como tem a capacidade de entusiasmar nosso modo de escrever, falar, atuar e pensar. Ela ajuda o jovem a ter cultura, a questionar mais as coisas, a crescer”, revela.

A jornalista conta que a escolha do livro “O Ano da Leitura Mágica” para o primeiro encontro realizado pelo Clube do Livro ‘Sociedade do Livro’ aconteceu após algumas discussões entre as idealizadoras. “Escolhemos esse livro, pois ele se aproxima da ideia do nosso clube de leitura. Discutimos alguns títulos e rodamos a livraria. Já tínhamos visto esse livro, nos interessamos pelo título e pela história e falamos: “esse também vai ser nosso ano da leitura mágica”.

O encontro é gratuito e aberto à população, acontecerá no dia 18 de janeiro às 19h30 na Fnac. Os interessados podem acompanhar a decisão da próxima obra através do blog www.sociedadedolivro.blogspot.com.

“Todo mundo que leu o livro escolhido para ser debatido pode comparecer à Fnac no dia e horário marcados. É um espaço aberto e extremamente democrático onde todo mundo fala e todo mundo escuta. Além de compartilhar opiniões, quem estiver presente no encontro vai participar de sorteios e ajudar a escolher o próximo livro que vamos discutir em fevereiro”, conclui Francine.

Paixão nas entrelinhas
As idealizadoras do Clube do Livro Sociedade do Livro contam de onde vem a paixão pelas livros:
Francine Estevão: “Foi na faculdade que comecei a ler mais. Uma amiga me emprestava um livro aqui, outra comentava outro ali...e assim foi até que percebi que não conseguia mais parar de ler. Acho que as “possibilidades” que os livros nos dão são a maior paixão: conhecer lugares, pessoas, histórias...isso é apaixonante”.
Livros preferidos: “O Aliciador”, “A Rosa do Inverno”, “Jane Eyre”, série “A Mediadora”.
Rosane Dover: “A minha paixão veio com Eleanor H. Porter com o livro “Pollyana”. Desde que o li, nunca mais parei. Os livros são mágicos e com ele podemos nos transportar para qualquer mundo e nos tornarmos parte de inúmeras vidas fantásticas”
Livros Favoritos: “O Conde de Monte Cristo”, “Harry Potter”, “Brumas de Avalon”, “Senhor dos Anéis”, “A Crônicas de Gelo e Fogo”, “E o Vento Levou”.
Maju Raz: “Minha mãe sempre me presenteou com livros e meus pais, professores, sempre me incentivaram a ler. Um dia minha mãe me deu quatro exemplares chamado “4 estações”. Cada estação do ano tinha um livro, e cada dia tinha uma história a qual minha mãe lia comigo às vezes... Acho que tudo foi crescendo e amadurecendo comigo”.
Livros Favoritos:  “Tudo depende de como você vê as coisas”, “Harry Potter”, “Vidas Secas”, “Antes do Baile Verde”, “A Hora da Estrela” e  “Apocalipse Zumbi”.
Juliana Garzon: “Eu nunca gostei de ler quando era mais nova, principalmente aqueles livros obrigatórios da escola. Já a minha mãe sempre foi apaixonada pela leitura e tem uma parte do guarda-roupa recheada com livros. Ela sempre falava que pensava que era importante dar o exemplo da leitura, mas não funcionava comigo. Até que um dia acho que não tinha nada melhor para fazer (digo nada mesmo, já que não gostava disso) e resolvi dar uma espiada lá. Peguei “Mulher de Gelo” da Jude Deveraux e foi como se alguém realmente tivesse aberto os meus olhos”
Livros Favoritos: “A Ilíada”, “On The Road”, “Uma Noite no Chateau Marmont”, “Um Longo Caminho Para Casa”, série “Twilight”, série “A Mediadora”, série “Hunger Games”, “O Senhor dos Anéis” e “As Crônicas de Nárnia”.