segunda-feira, 18 de junho de 2012

"Namore uma garota que lê"

Por Maju Raz





Navegando no tumblr de uma de nossas leitoras (Janaina Barreto) encontrei esse texto muito fofo e achei legal compartilhar com vocês!
O título do texto original é "Date a girl who reads" e a autora é Rosemary Urquico. A tradução foi feita por Gabriela Ventura.

Namore uma garota que lê


Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.

Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer - (Nós da Sociedade também hehehe). Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.

 Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criador pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.

Compre para ela outra xícara de café.

Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.

 É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, Cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.

É que ela tem que arriscar, de alguma forma.

Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.
Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim.  E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.

 Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. 

 Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até  porque, durante algum tempo, são mesmo.

Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.

 Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.

Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que  pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe  monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.

Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.

sábado, 16 de junho de 2012

Cinquenta tons de cinza em pré-venda


Por Francine Estevão

A editora Intrínseca começou nessa semana a pré-venda dos livros da trilogia “Cinquenta Tons de Cinza” que vai ter o primeiro livro lancado por aqui só em agosto.
O segundo título, “Cinquenta tons mais escuros” vai chegar as livrarias do Brasil em setembro e o terceiro, “Cinqüenta tons de liberdade”, em novembro.
“Fifty shades of grey” foi fenômeno editorial nos EUA com mais de 10 milhões de cópias vendidas em seis semanas.
A informação que saiu na imprensa é de que a Intrínseca pagou 780 mil dólares pelos direitos de publicação da série, escrita por E.L.James, por aqui.
A apimentada trilogia "Cinquenta Tons de Cinza" narra a relação entre a recatada estudante de literatura Anastasia Steele e o jovem, enigmático e multimilionário Christian Grey. Irremediavelmente atraída por Grey, um homem extremamente charmoso, bem-sucedido e controlador, Ana se vê estimulada a desafiar seus limites e preconceitos. Romântica, libertadora e totalmente viciante. Uma história que vai dominar a atenção do leitor até a última linha.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

ENTREVISTA: A última entrevista de Clarice Lispector


Por Francine Estevão

Clarice Lispector me inspira e me intriga. Acho ela de uma personalidade única e essencialmente representada em suas obras.

Infelizmente li poucos trabalhos da autora – que eu diria a minha favorita – mas sempre que posso leio seus textos e textos sobre ela.

Hoje, trago aqui no blog alguns trechos que mais me chamaram atenção da última entrevista da escritora ao repórter Júlio Lerner, da TV Cultura, que só foi publicada depois de ela morrer.

A entrevista na íntegra e uma ótima descrição dos momentos pré-entrevista (que permitem “re”conhecer um pouquinho mais do jeito Clarice de ser), podem ser lidos aqui.

“Eu acho que, quando não escrevo estou morta.”




Clarice, a partir de qual momento você efetivamente decidiu assumir a carreira de escritora?

Eu nunca assumi.

Por quê?

Eu não sou uma profissional, eu só escrevo quando eu quero. Eu sou uma amadora e faço questão de continuar sendo amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever. Ou então com o outro, em relação ao outro. Agora eu faço questão de não ser uma profissional para manter minha liberdade.


É mais difícil você se comunicar com o adulto ou com a criança?

Quando me comunico com criança é fácil porque sou muito maternal. Quando me comunico com o adulto, na verdade, estou me comunicando com o mais secreto de mim mesma.

A partir de que momento, de acordo com a escritora, o ser humano vai se transformando em triste e solitário?

Ah, isso é segredo. Desculpe, não vou responder. A qualquer momento da vida, basta um choque um pouco inesperado e isso acontece. Mas eu não sou solitária. Tenho muitos amigos. E só estou triste hoje porque estou cansada. No geral sou alegre.


De seus trabalhos qual aquele que você acredita que mais atinja o público jovem?

Depende. Por exemplo, o meu livro “A Paixão Segundo G.H”, um professor de português do Pedro II veio até minha casa e disse que leu quatro vezes e ainda não sabe do que se trata. No dia seguinte uma jovem de 17 anos, universitária, disse que este é o livro de cabeceira dela. Quer dizer, não dá para entender.

E isso acontece em relação a outros trabalhos seus?

Também em relação ao outros trabalhos, ou toca ou não toca. Suponho que não entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Tanto que o professor de português e literatura, que deveria ser o mais apto a me entender, não me entendia. E a moça de 17 anos lia e relia o livro, não é? O que é um alívio.


Na sua formação como escritora quais aqueles autores que você sente que realmente lhe influenciaram, que marcaram?

Eu não sei realmente porque misturei tudo. Eu lia romance para mocinhas, livro cor-de-rosa, misturado com Dostoiévski. Eu escolhia os livros pelos títulos e não pelos autores. Misturei tudo. Fui ler, aos treze anos, Hermann Hesse, [o romance] “O Lobo da Estepe”, e foi um choque. Aí comecei a escrever um conto que não acabava nunca mais. Terminei rasgando e jogando fora.

DICA: Como fazer leitura dinâmica

Por Francine Estevão

A Revista Super Interessante separou algumas dicas de como fazer uma leitura mais ágil sem perder muito tempo em páginas e mais páginas.

1- Elimine os ruídos
Desligue a TV, coloque o computador para descansar, prenda o cachorro e esqueça o celular. Sente-se confortavelmente sob um abajur e faça estes exercícios com um texto que você já tenha lido várias vezes, porque é importante treinar com uma informação que você domina.

2- Descubra a sua marca inicial
Cronometre um minuto no relógio e conte quantas palavras você consegue ler nesse tempo. Um leitor normal lê 150 palavras por minuto, com 60% de aproveitamento. Já um leitor dinâmico lê de 5 a 8 vezes melhor: 800 palavras, com compreensão de 80%.

3- Use os dedos
Tome cuidado para não pronunciar o que lê, mexendo a boca. Também tente evitar voltar sempre para a mesma linha do texto. Aí o jeito é acompanhar as linhas com o dedo. Agora é só acelerar e ler mais rápido. Você não vai entender nada no começo, mas seu cérebro vai ser forçado a absorver informações.

4- Visualize blocos
Com a aceleração, seu pensamento vai mudar e seus olhos aprenderão a focar em um único ponto da palavra. É aí que acontece a mágica: você não verá mais o texto como uma seqüência de letras, mas em unidades de pensamento. Para ler, você vai passar das sílabas para as palavras e das palavras para as idéias centrais do texto.

5- Troque de leitura
Vá aos poucos mudando o tipo de texto. Daquela reportagem que você já decorou, passe para notícias sobre celebridades, por exemplo, que são simples. Você conhecerá rapidamente as últimas bagunças de Paris Hilton talvez até antes de ela cometer outra. Depois procure algo mais denso. Quer ter uma noção exata? É possível ler Dom Casmurro, que tem mais de 65 mil palavras, em 80 minutos.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

HBO entrevista George R R Martin, autor da "As Crônicas de Gelo e Fogo"

Por Roh Dover

O site Game of Thrones BR publicou uma entrev ista super bacana do escritor George Martin com a produtora HBO. George R. R. Martin escreve "As Crônicas de Gelo e Fogo" e está em processo de escrita do sexto e peúltimo livro da série. A saga também é adaptada na televisão, com o seriado Game of Thrones produzido pela HBO, que recentemente terminou a segunda temporada. Veja entrevista abaixo retirada do site Game of Thrones BR. Não contem spoilers.


HBO: Desde a última vez que falamos com você, "Game of Thrones" encontrou o mesmo grande sucesso como programa de TV que já teve como uma série de livros. Como é ver sua história contada em dois lugares?
George R.R. Martin: Nós realmente temos dois públicos agora, o que é um desafio único para um programa de TV. Temos os telespectadores que estão vindo para o programa de TV sem qualquer conhecimento dos livros. E temos os leitores, que leram os livros, muitas vezes, em muitos casos.  Às vezes, esses dois públicos tem reações muito diferentes para as mesmas coisas. Para os espectadores experimentando pela primeira vez, é apenas uma questão de: "É excitante? É envolvente?" Os leitores se preocupam com essas coisas também, mas eles também estão dizendo: "Bem, esta é a forma como aconteceu nos livros ..."

HBO: Você escreveu o roteiro do episódio "Blackwater", que foi ao ar recentemente - foi difícil para você traduzir a sua visão dos livros para a tela?
George R.R. Martin: É muito difícil. Prosa e filme utilizam diferentes técnicas e equipamentos. Em um livro, eu tenho o monólogo interior que pode lhe dar acesso aos pensamentos de um personagem. Ele pode contar uma mentira, mas você está na cabeça dele, então você sabe que ele está mentindo. Enquanto você está assistindo na tela, você está apenas ouvindo o que ele está dizendo - o ator tem de entregá-lo com os olhos em conjunto com a boca. E grandes atores podem fazer isso. Cada um destes meios tem suas próprias forças e fraquezas, e quando você está se movendo de um para o outro, é sempre um desafio. Se você olhar para a Batalha da Água Negra nos livros, verá que ela ocupa sete ou oito capítulos, contados a partir de três pontos de vista. Se nós gravássemos como eu o escrevi no livro, isso custaria cerca de 100 milhões de dólares e poderia levar dois meses para filmar.


HBO: E toda a história é tão complexa. Quando você está trabalhando nos livros, o quão difícil é pesar e manter o controle de todas as suas decisões?
George R.R. Martin: Às vezes eu faço as decisões de forma errada. Meu processo como um escritor não é bem de delinear o que acontece antes do tempo, o que pode resultar no meu devaneio que me leva para becos sem saída e fins de linha. Eu escrevo um capítulo que parece grande em si, mas então eu percebo um mês depois, ou metade de um ano depois que eu não quero ir por aquela rua. Então eu tenho que voltar e reescrever e assim por diante. É quase uma coisa subconsciente - quando ele está certo, ele parece certo, e quando não parece certo, eu continuo aos pouquinhos até fazer com que ele pareça.

HBO: No final da temporada, um dos personagens favoritos de todos, Tyrion Lannister, se encontra em uma posição miserável. Foi difícil para você derrubá-lo tão rapidamente após o seu momento de triunfo?
George R.R. Martin: Bem, você sabe, você não quer que as coisas sejam muito fáceis para os personagens. Afinal se o personagem só vai de sucesso em sucesso, então você não tem muito de uma história, não é? Mas eu acho que é uma das minhas marcas como um autor que sempre fazer a pergunta: "OK, o que vem depois?" Vemos um monte de livros e filmes e programas de televisão, onde você vê alguma situação surgir e então a resolução da mesma ocorre de modo bastante tradicional, ou mesmo estereotipado. Isso é ótimo, mas o que acontece depois? Vemos isso com Theon invadindo Winterfell. "OK, Theon, que muito habilmente enganou os Starks. Cantores vão cantar sobre isso por centenas de anos ... Mas e depois? Como você termina isso?" Essa questão, em diversos níveis, sempre me fascinou, e existe muito disso n’As Crônicas de Gelo e Fogo

HBO: Uma pergunta final em nome de todos os seus fãs – quando é que sai o próximo livro?
George R.R. Martin: Eu estou trabalhando nisso, e em um número de coisas relacionadas às Crônicas ao mesmo tempo. Não só "The Winds of Winter", que é o livro 6, mas também estamos saindo com um volume muito grande chamado "O Mundo de Gelo e Fogo", que é sobre toda a história de Westeros e será ricamente ilustrado. Então eu tenho de preencher algumas das histórias dos reis que governaram há 200 anos ou 500 anos atrás. Nós também estamos fazendo um livro mapa, e eu estou trabalhando em um novo romance sobre "Dunk e Egg", a prequela que eu tenho. É um processo lento do jeito que eu escrevo, especialmente livros desse tamanho que são tão grandes e complexos assim. É um processo lento. Estou ciente da série de TV se movendo atrás de mim como uma locomotiva gigante, e eu sei que eu preciso para percorrer os trilhos mais rapidamente, talvez, porque a locomotiva em breve virá caindo em cima de mim. A última coisa que eu quero é que a série de TV termine me alcançando. Eu tenho um avanço considerável, mas a produção está se movendo mais rápido do que eu posso escrever. Eu estou esperando que nós terminemos a história mais ou menos na mesma época... Vamos ver.

Divulgada a capa do penúltimo livro da série do Tigre de Colleen Houck

Por Roh Dover


A editora Arqueiro divulgou na rede social do facebook a capa do quarto e penúltimo livro da "Saga do Tigre" (Tiger's Curse) da escritora Colleen Houck - que vem para o Brasil na bienal de São Paulo #TodosComemoram. O "Destino do Tigre" será lançado no começo do segundo semestre de 2012 e foi divulgado pela livraria Barnes and Nobles dos Estados Unidos. A editora Arqueiro pediu que os fãs da série comentassem se a editora deveria manter a mesma capa, ou muda-la. Já aqui no Brasil, o terceiro volume está previsto para ser lançado em novembro de 2012.