quarta-feira, 5 de setembro de 2012

CLUBE DO LIVRO: 8° Encontro Sociedade do Livro no espaço de Eventos da FNAC Ribeirão Preto

Por Sociedade do Livro


Aconteceu dia 21 de agosto de 2012 às 19h30 o oitavo encontro da Sociedade do Livro no espaço de eventos da FNAC de Ribeirão Preto. O livro discutido foi o clássico “Emma” de Jane Austen.


O livro narra a história de uma menina mimada que possui uma personalidade independente para sua época que não possui pensamentos de se casar um dia. Porém, Emma adora juntar casais para o matrimônio e assim Jane Austen narra sobre as peripécias de Emma em ajudar os outros e acabar montando vários problemas para seus amigos da comunidade.

Debatemos que para ler Jane Austen é preciso realmente uma terapia preparativa para começar a leitura. A narração é pesada e não flui livremente, o que para uns, que não estão acostumados, torna a leitura um tormento. Para aqueles que já estão acostumados e sabem o que esperar de Austen, “Emma” pode vir a ser um dos livros mais engraçados e legais da autora. Jane Austen tem um estilo próprio de escrita que iremos encontrar em qualquer um de seus títulos.

Comentamos sobre os personagens, em especial Harriet, amiga de Emma, que é retratada como uma menina burra e que não sabe tomar as próprias decisões. Algumas gostaram do pobre pai de Emma e outras o acharam um velho chato. Falamos também sobre o simpático Mr. Knightley e que ele perde, talvez, só para o Mr. Darcy de “Orgulho e Preconceito”.

Também debatemos que Jane, diferentes de outros autores clássicos que são lembrados ainda hoje, consegue ser reconhecida, pois seus romances conseguem passar exatamente como era a sociedade na época em que ela vivia. Além de passar os costumes sociais, ela os narra com ironia demonstrando as futilidades do povo daquela época. Levando-nos a identificar o quanto Jane Austen estava a frente do seu tempo. 



Conversamos também sobre o crescimento da personagem principal que no começo do livro era egoísta e mimada e que no decorrer da histórias a personagem cresce com seus erros, mas não perde o sentimento de superioridade que é mostrado do começo ao fim do livro.

Depois de conversamos bastante sobre “Emma”, foi a vez de comentarmos sobre a leitura mais badalada do momento e bem diferente do romance clássico de Austen.  Mr. Grey de “Cinquenta Tons de Cinza” entrou na roda do clube e ficou bastante tempo sendo comentado pelas meninas. Falamos que Ana é muito inocente para a época em que vivemos e que Mr. Grey nem é tanto o monstro que se descreve no livro. Debatemos que o livro não é tão forte para quem já é acostumado a ler livros eróticos, mas que também não é um livro a ser apreciado por todos. Que realmente ele vem sem conteúdo, mas que a história consegue te entreter. Sobre os personagens, ficou meio empatado. Alguns os acharam sem graça, e outros acharam que eles foram a alma do livro.

Depois de fofocarmos muito sobre a vida de Ana e Grey foi chegado a hora de sugerirmos os livros para o encontro de setembro. Uma das meninas participantes do encontro de agosto, que sempre está com a gente no clube do livro, indicou “Sábado a Noite” da brasileira Babi Dewett. As indicações das coordenadoras foram: “Charlotte Street”, “Cuco”, “Malas, Memórias e Marshmallows” e “Xadrez” também da brasileira Fabiane Ribeiro. O pessoal votou e o escolhido foi o suspense “Cuco”, lançamento da editora Novo Conceito.

E chegou a hora dos agradecimentos: Agradecemos a Deborah e a Fernanda pelo apoio da FNAC, às editoras parceiras Arqueiro e Universo dos Livros que nos mandam livros e brindes, e a todo o pessoal que vai conferir o clube do livro. Estamos super felizes por já reconhecermos as carinhas que vem sempre nos ouvir fofocar sobre as histórias e personagens que tanto amamos. 

Ganhadora do livro "Xadrez" de Fabiane Ribeiro

Esperamos vocês no próximo encontro da Sociedade do Livro dia 18 de setembro às 19h30 no espaço de eventos da FNAC Ribeirão Preto para debater sobre o livro "Cuco" de Julia Crouch!

domingo, 2 de setembro de 2012

Reportagem TriBooks e Sociedade - E dizem que o povo brasileiro não lê

Por Roh Dover
(Comentários de Maju Raz)


Wow. Acho que é assim que devo começar falando da 22° Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Para quem não sabe, eu – Roh, que foi pelo TriBooks e a MJ que foi pela Sociedade do Livro somos de Ribeirão Preto, uma cidade do interior do estado de São Paulo. Então pegamos o avião até a grande cidade e fizemos uma viagem até chegar na casa em que ficamos. 
 
Jogamos as malas em cima das camas e saímos correndo para a Bienal, a MJ queria muito ir no Sr. Barriga e já estávamos em cima da hora de quando disseram que iam distribuir as senhas e eu bem, queria ir em tudo e ver todos ao mesmo tempo. 
 
Pois é, para quem sabe da história, a MJ chegando em cima da hora não conseguiu ver o Sr. Barriga (e ela tinha credencial de Jornalista) e ficamos sabendo que a população fez fila antes de abrir a Bienal. Um pouco de desorganização por ali, um pouco de revolta acolá e é melhor eu resumir especificadamente como foi a Bienal e parar de contar cada passo que demos se não isso vai virar um livro.
 
(Cheguei correndo no estande da Universo dos Livros e estava uma fila enorme que rodeava todo o lugar. Fui até o caixa e perguntei onde pegava a senha. A atendente disse que as senhas haviam acabado, mas que era só comprar o livro e ir pro final da fila. Comprei o livro "Chaves a biografia oficial Ilustrada" por R$30,00 e fui pro fim da fila. O pessoal da fila falou "cadê sua senha?" e eu disse que não tinha, então me falaram que eu não poderia ter o livro autografado. Falei com alguém da Universo dos Livros que falou que as senhas haviam acabado logo cedo e que eu não ia conseguir falar com Sr. Barriga, que "nem nós que somos funcionários vamos conseguir"...nem foto dava pra tirar porque as pessoas não se respeitavam e não deixam nem os fotógrafos trabalharem. Aí pedi pra alguém que estava com senha autografar o livro pra mim, mas ninguém se prontificou. Foi aí que um funcionário viu meu desespero e nervoso e me falou "entra com alguém, uma senha é pra duas pessoas". Vai pedir isso pra alguém na fila? Quase apanhei lá e o funcionário tinha me passado infirmação errada porque era uma senha por cada pessoa. Acontece que a Bienal abria as dez da manhã, mas nove e meia já tinha gente pra pegar senha lá fora fazendo fila. Aí abriram as portas da Bienal e o povo começou fazer fila. Quem chegou no horário certo de distrbuição pra pegar senhas já não conseguia mais nada. COMO BRASILEIRO AMA FILA GENTE! Alguém tinha que ter falado NÃO, não vai fazer fila agora, só vai fazer fila depois de tal horário, mas a organização pra isso foi péssima.)
 
Tive que me contentar só com os Tótens
 
Para quem não sabe, o TriBooks e a Sociedade foram a Bienal nos dias 11 à 13. Definitivamente o sábado foi o pior dia para se ter ido visitar a Bienal, tivemos que ir a pé do Metro Tietê até o Parque de Exposições do Anhembi porque a fila de ônibus de graça para a Bienal estava rodando o quarteirão. Mas a pé do Tietê deu uns 10 minutos de caminhada, então compensou mais do que fritar na fila dos ônibus.
 
Apesar de ter sido o pior dia porque toda população do Brasil decidiu ir também, foi o dia mais cheio de eventos legais, e nem preciso falar que perdemos quase todos os eventos (porque tudo tem fila e senha, fila e senha) que queríamos, já que preferimos ficar na fila para pegar autógrafo com Raphael Draccon e Carolina Munhoz. 
 
Raphael Draccon

Carolina Munhoz
 
Sociedade do Livro empolgada no Medieval
E aqui preciso deixar um parágrafo especial para a editora LeYa que, CARA! ARRASOU COM AQUELE TRONO DE FERRO DAHORA! 

 Sai agora que o Trono de Ferro é do TRIBOOKS!

Euforias a parte, o estande da LeYa ganhou disparado de qualquer outro em estilo – claro que ninguém ia querer concorrer com aquele trono de ferro maravilhoso que estava por lá. Porém, a editora perdeu no quesito de preços para exposição na Bienal. Os livros estavam muito caros! Queria ter saído de lá com “A Dança dos Dragões”, mas estava a R$54,90! Conhecemos a Adriana que é a agente de parcerias com o TriBooks por parte da LeYa/Lua de Papel e ela deu uma lembrancinha que amei!

Depois do sábado, ir na bienal domingo e segunda foi super sossegado.  Finalmente conseguimos pegar os ônibus de graça e aqui preciso falar que apesar de não darem conta no sábado ultra movimentado, conseguiram dar conta nos outros dias que fomos à bienal. 
 
Alguns estandes estavam mesmo na onda de preços baixos para a bienal, que para mim é o essencial da feira de livros, estandes como Intrínseca que tinha livros de R$ 2, R$ 5, R$ 8, R$ 10 R$ 24 e R$ 26, Novo Conceito com todos seus livros por R$ 19 e aqueles pedágios maravilhosos, a iD com seus livros por R$ 10 e R$ 29,90 e a Record que colocou Danielle Steel por R$ 10 abalaram geral a mente consumista dos leitores possessivos por livros. Ou seja, eu pirei por lá!
#pedágioNC - Chico Anes! CHICO ANES! A SENHA É CHICO ANES!

Já outras como por exemplo a editora Rocco estava completamente por fora na noção de preços e mesmo com 20% de desconto estampados em todos os lados do estande da editora, o livro “A Catastrófica História de Nós Dois” estava por R$ 50. Oi? Você tem noção de quantos livros eu posso comprar por R$ 50 em uma Bienal? Saímos de lá como se tivéssemos visto o bicho papão. Mas ela tem que ganhar um crédito, afinal eles acataram a ideia de #RoccoPreçoBaixo.
 
Passamos na LeYa que já falamos ali em cima e sobre o magnífico trono de ferro que rendeu várias e várias fotos, passamos também na Arqueiro que estava com um preço legal de R$ 24,90 e tinha algum livro por R$ 2, mas quando chegamos só tinha sobrado a plaquetinha com o preço, porque os livros mesmos acabaram todos. E babamos no estande da Martin Claret com aquelas capas MARAVILHOSAS que saíram, em especial da Jane Austen que chorei de tão lindas que estão. E sim pessoal da Martin Claret, seus marcadores sumiram porque admito, fomos nós que pegamos quase todos!
 
Outra editora que merece ser falada por aqui é a Gutemberg. O carinha que estava vendendo os livros do estande foi super simpático e sai de lá com dois livros da Paula Pimenta por R$ 50 autografados e gente, cada livro da Paula Pimenta custa uns R$ 30.
 
(A Sala de Imprensa estava espetacular! Brindes, bebidas, computadores de última geração. Capricharam!)
 
Acabamos por não ir a todos os eventos que queríamos, mas mesmo assim essa bienal foi inesquecível. (Foi mesmo!) Que as editoras continuem fazendo esse trabalho super legal nos estandes e que outras aprendam com a criatividade de algumas!

Memórias da 22° Bienal Internacional do Livro de São Paulo 
Estande da Martins Fontes. Sou do tamanho de um Hobbit.
Bottons da NC + minha agenda bufando de 1°Capítulos

Lembrança da atividade da Intrínseca com os Nerdfighters (Sim, um Okay e um botton é para sorteio no TriBooks)

Sim *.* ela vira uma bolsa linda!

Lembrança #SouUmParceiroDaLeYa

Lembrança #SouConsumistaPorLivrosEAdmito
Sou menos consumista que a Rô hahaha

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Resenha - "O Homem de Gelo" de Philip Carlo

Por Francine Estevão

Título Original: The Ice Man
Título Nacional: O Homem de Gelo – confissões de um matador da Máfia
Autor: Phillip Carlo
Lançamento: 2007
Páginas: 486
Editora: Landscape
Categoria: Biografia

Sinopse:  Esta é a biografia de Richard Leonard Kuklinski, que exerceu a profissão de matador de aluguel por quarenta e três anos, e executou mais de 200 pessoas sob a tutela da máfia de New Jersey. O homem de gelo - confissões de um matador da máfia é fruto de mais de 240 horas de entrevistas frente a frente com Kuklinski na Penitenciária Estadual de Trenton. As entrevistas foram realizadas pela rede de TV HBO, cujo documentário final recebeu diversos prêmios.
O autor Philip Carlo divide a obra em cinco capítulos e mostra como era a relação de Kuklinski com seus pais e irmãos, os primeiros trabalhos para a máfia, os assassinatos com requintes de crueldade, a profissão, a relação com seus filhos, esposa e, finalmente, a prisão.
Richard Kublinski recebeu o apelido de homem de gelo porque deixava algumas de suas vítimas em um congelador, retirando-as depois de alguns dias. Deste modo os investigadores não conseguiam precisar quando o crime havia sido cometido. Segundo a produtora da HBO, Gaby Monet, Kuklinski era um homem frio e totalmente desinteressado pelos sentimentos humanos, porém de uma sinceridade tremenda. Quando os chefões da emissora assistiram o trabalho de Gaby, ficaram extasiados. Qualquer espectador que o assistisse sentiria calafrios. Ele matava com revólveres, veneno, porretes, facas, usando os próprios punhos, chave de parafuso, picadores de gelo e até mesmo fogo. O documentário foi ao ar pela primeira vez em novembro de 1999 e da noite para o dia Richard se transformou em um superstar do crime.
Só para se ter uma idéia da frieza de Kuklinski, os mafiosos, sabendo de sua fama, o pagavam o dobro do valor combinado se ele fosse capaz de levar a vítima à morte com um alto grau de sofrimento. Certa vez, descobriu um modo de eliminar os corpos de suas vítimas: jogava-os em uma caverna infestada de ratos que devoravam o cadáver rapidamente, eliminando qualquer pista ou vestígio.
Mas qual seria a causa de tanta crueldade? O que aconteceu com Richard Kuklisnki para que ele viesse a se transformar no homem de gelo? Segundo o próprio assassino, se alguém contribuiu para isso, esse alguém foi seu pai. "Eu não culpo ninguém por nada, mas ele fez de mim uma pessoa perversa, disso eu tenho certeza".



Um pai dedicado, um marido fiel e o matador favorito da Máfia.

Em "O Homem de Gelo", Phillip Carlo retrata com detalhes a história de Richard Kuklinski desde seu nascimento até sua morte.

O polonês que ficou conhecido como um dos assassinos mais famosos da história dos EUA (graças aos vários documentários da HBO sobre sua vida) tem em sua conta ao menos 200 assassinatos praticados das mais variadas formas. Ele matava com armas, facas, veneno, o que fosse, e se desfazia dos corpos das maneiras mais bizarras possíveis. Alguns, ele deixava caído no mesmo lugar em que a morte se dera, outros ele congelava, dava de comida aos ratos, esquartejava e guardava em barris, entre outros métodos nada sutis.

O mais curioso no livro e em toda a história de Richard é que por pior que ele seja (o Richard), você acaba criando uma simpatia pelo “Grandalhão”.

Acredito que isso não justifique suas ações, já que até mesmo o próprio Richard diz que não sabe o que as justifica, mas o autor se preocupa em contar alguns dos motivos que podem ter levado Richard a praticar tantos crimes.

Kuklinski teve uma infância difícil. Ele era motivo de piada por parte dos colegas e apanhava do pai. Durante essa fase, Richard perdeu um irmão que morreu depois de uma agressão do pai. Ele então começou a roubar para comer e aos poucos foi se envolvendo no mundo do crime e suas ações ilegais foram crescendo até que ele começou a roubar carros além de revistas com histórias de crimes reais que ele lia na marra, já que nunca foi um bom aluno e mal sabia ler.

Depois de anos aguentando piadas e chacotas, ele decidiu que era hora de parar com aquilo e foi assim que o “polaco” cometeu seu primeiro assassinato e sua primeira omissão de corpo. Assim, Richard começou a ganhar espaço e respeito, mesmo que ninguém soubesse que era dele a autoria dos crimes que começaram a aparecer.

“Eu nunca, nunca mais na minha vida vou permitir que alguém abuse de mim.” (p.45)

Richard então passa a cometer mais e mais crimes, ficando cada dia melhor no que ele faz (muitas vezes simplesmente por prazer) e se tornando um especialista em fazer isso de maneira que nunca ninguém nem suspeite dele. Com isso, o assassino profissional em que ele se torna começa a ficar conhecido pelas famílias de mafiosos que passam a contratá-lo para fazer grandes serviços em troca de muito dinheiro.

Ele se torna o favorito da Máfia até ficar rico com isso e conseguir sustentar (bem) sua família (que não faz nem ideia do monstro que ele é). Eis ai seu grande ponto fraco, sua família. Apesar das agressões à sua mulher, ele a ama mais que tudo e vai ser fiel a ela até o fim da vida. Ele também possui um amor incondicional pelos filhos que têm tudo do bom e do melhor, principalmente no que depender de Richard.

Aos poucos, o autor do livro vai mostrando como Richard vai crescendo e ganhando respeito no mundo do crime embora não possa ser incorporado a nenhuma família da Máfia por não ser italiano e a forma como ele vai se tornando um pouco daquilo que o pai dele era para ele, sua mãe e irmãos.

Por outro lado, o livro mostra também o descaso da polícia e de outras autoridades com as vítimas de Richard, principalmente aquelas que apareciam mortas no meio da rua do nada.
Foram anos de crimes em plena luz do dia – bastava um movimento errado no trânsito para que ele saísse de si e matasse o motorista do outro carro – impunes.

No fim, Richard acaba preso e acaba revelando, aos poucos, seus grandes feitos desde o primeiro até o último crime cometido.

Algumas cenas são extremamente fortes e ficam pior ainda se você tiver a consciência de que tudo aquilo que você está lendo realmente aconteceu.

O livro contado entre narrativas e declarações do próprio Richard, da sua família e de outras pessoas que participaram de alguma forma de sua vida faz a leitura fluir, o leitor se envolver e terminar o livro com seu próprio julgamento sobre Richard. Aliás, esse é um aspecto interessante de “O Homem de Gelo”. Em momento algum o autor faz algum julgamento de Richard. Percebemos com a leitura que os fatos são narrados sem juízo de valor. 

Além dos documentários, a história de Richard Kuklinski deve virar em breve um filme. Mais especificamente uma adaptação deste livro. As gravações começaram neste ano.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Nicholas Sparks voltará ao Brasil em 2013

Por Roh Dover

Foto: Maria Julia Raz



Nicholas Sparks anunciou via Twitter por meio de (tentativas) mensagens em portugues para seus fãs brasileiros sua vinda ao Brasil em 2013. Abaixo segue as mensagens:

Quero vist Brasil e Portugal! São países bonitas!
Vou vist Brasil em 2013! Em turnê. Eu não sei quais as cidades que vai visitar, mas estou animado!
Eu não falo bem o português. Eu sei. Mas estou tentando!
Eu estou escrevendo meu novo romance, e eu acho que as pessoas vão adorar!  


terça-feira, 28 de agosto de 2012

CLUBE DO LIVRO FNAC: Convite Próximo Encontro Clube de Leitura Sociedade do Livro


Sorteio do mês - SETEMBRO: "Os Turistas" de Jeff Hobbs


Sinopse: Sete anos após a formatura, ex-colegas de classe da Universidade de Yale precisam enfrentar seu passado enquanto tentam conquistar a fortuna e a glória na cidade de Nova York. Às vésperas de completar 30 anos, o narrador do livro, cujo nome jamais é revelado, e os amigos Ethan Hoevel, David Taylor e Samona Ashley se veem inesperadamente reconectados em uma trama que mistura sexo, mentiras e traições. Recuando e avançando no tempo, o narrador anônimo revela, aos poucos, o passado e o presente de quatro velhos conhecidos que vivem descompromissadamente como turistas.

Resenha aqui. 


Sorteio válido até 26 DE SETEMBRO de 2012.







Para participar do sorteio é OBRIGATÓRIO:

1 - Residir no Brasil

2 - Seguir o blog publicamente pelo Google Friend Connect (basta ter uma conta no Gmail, Twitter ou Facebook) – ao fazer isso você deve preencher o formulário como “primeira participação”

3 - Deixar um comentário neste post

4 - Preencher o formulário abaixo






CHANCES EXTRAS:

-seguir a @Sociedade_Livro no twitter (preencher o formulário mais uma vez)

-divulgar no twitter a frase: “Quero ganhar o livro “Os Turistas” que a @Sociedade_Livro está sorteando http://migre.me/atFOl" (preencher o formulário mais uma vez)

-adicionar a Sociedade do Livro no Facebook (preencher o formulário mais uma vez)

Avisos:

- A primeira participação é OBRIGATORIAMENTE seguir o blog da Sociedade e comentar neste post (não serão aceitos formulários que estiverem marcando as opções extras como primeira participação).
- As pessoas que não seguirem as regras OBRIGATÓRIAS serão DESCLASSIFICADAS caso sejam sorteadas, sendo feito assim um novo sorteio.
- O ganhador vai receber um e-mail da Sociedade do Livro informando que ele ganhou o sorteio. Ele tem até 5 dias para responder o e-mail para a nossa equipe. Se não aparecer dentro deste prazo estabelecido, o sorteio perde o valor e um novo sorteio é realizado.O sorteio vai ser feito pelo site random.org e faremos um print na página, para mostrar o ganhador.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Resenha - “O Diário de Jack, o Estripador” de Shirley Harrison


Por Maju Raz



Título Original: “The Diary of Jack the Ripper: The Chilling”
Título Nacional: “O Diário de Jack, o Estripador”
Autor: Shirley Harrison
Lançamento: 2012
Páginas: 504
Editora: Universo dos Livros
Categoria: Investigação Criminal

Sinopse: Estou com medo de olhar tudo o que escrevi. Talvez fosse mais sensato destruir isto, mas em meu coração não consigo me obrigar a fazê-lo. Já tentei uma vez, mas como o covarde que sou, não consegui. Talvez em minha mente atormentada eu deseje que alguém leia isto e entenda que o homem que me tornei não era o homem que um dia fui. O que está por trás do polêmico diário atribuído a Jack, o Estripador, um dos mais cruéis psicopatas da História.

“Esse livro é dedicado àquelas mulheres muitas vezes esquecidas de Whitechapel que foram violentamente massacradas em 1888, e cujas mortes foram eclipsadas pelo mistério de seu assassinato.”

“O diário de Jack, o Estripador” é um livro que relata o que está por trás do polêmico diário conferido a “Jack,o Estripador”, pseudônimo dado a um dos mais cruéis psicopatas da História, não identificado, que atuou em Whitechapel, Londres por volta de 1888.  Suas vítimas eram prostitutas que tinham garganta e corpo mutilados. 

O hipotético “Jack” chamava-se James Maybrick. James foi casado com uma jovem chamada Florence que o traiu. Sendo assim seus instintos assassinos só pioraram depois disso. O próprio James relata em seu diário que “tornou-se assim, um assombro por causa dela”. 

Antes de você começar a ler o livro você pensa: “Ah isso deve ser mais uma ficção”, mas não é. A escritora certifica que o diário não é falso e perpetra uma introdução explicando os vários processos de autenticação que o diário passou. – “Se este Diário for uma falsificação moderna- e tenho certeza de que não é – e se eu fosse o fraudador, eu o consideraria o ápice de minha realização literária.” (Bruce Robinson).

Shirley estudou intensamente o assassino e, para trazer mais veracidade, traz no fim do livro anexo com fotos e imagens ligadas a Jack, o Estripador e os manuscritos em inglês do diário. 

A leitura do diário não é nada uma “Anne Frank”. É arrepiante e chocante. Os relatos são frios, doentios, insanos e pior, verdadeiros. 

“Decidi que da próxima vez vou arrancar os olhos e mandá-los para aquele tolo do Abberline. Bastardo. Bastardo. Arranque os olhos, arranque a cabeça, deixe tudo para os mortos. Isso não me diverte…” Páginas 473/475

As únicas falhas do livro são que além de a autora explicar muitas vezes as mesmas coisas de formas diferentes (o que torna o livro um pouco cansativo) as folhas são amarelas e muito claras, cansando a vista e embaçando a página que você está lendo já que transparece a página de trás.

Fora isso o livro é extremamente interessante e informativo. Recomendo pra quem gosta do tema investigação criminal, mas leiam de estômago vazio.