Autor: Amy Chua
Páginas: 240
Categoria: Autobiografia
Sinopse: Esta obra conta a história de uma mãe radical. Por se opor de maneira drástica à indulgência dos pais ocidentais, Amy Chua tomou a decisão de criar as filhas, Sophia e Lulu, à moda chinesa. As mães-tigres veem a infância como um período de treinamento. Para Sophia e Lulu, isso significa aulas de mandarim, exercícios de rapidez de raciocínio em matemática e duas ou três horas diárias de estudo de seus instrumentos musicais (sem folga nas férias, e com sessões duplas nos fins de semana). O livro procura expor o choque das visões de mundo oriental e ocidental no que diz respeito à criação dos filhos.
No meu primeiro ano de Faculdade, nas aulas de antropologia, minha professora sempre dizia: “Não existe cultura certa. Nós sempre vamos achar que a nossa cultura é a certa.” E como era difícil conhecer as outras diversas formas culturais e ser imparcial, e não pensar “nossa que absurdo isso!”
Página 15 do livro: “Eis algumas coisas que minhas filhas, Sophia e Louisa, nunca tiveram a permissão de fazer:
-dormir na casa de amiguinhas
-aceitar convites para brincar com amiguinhos
-participar de peças encenadas na escola
-reclamar por não participar de peças encenadas na escola
- ver televisão ou brincar com jogos no computador
-escolher suas atividades extracurriculares
-tirar qualquer nota abaixo de A
-não ser a primeira da classe
-tocar qualquer instrumento senão violino ou piano
-não tocar violino ou piano
Aí eu já comecei a pensar que iria ler por horas e horas e discordar da autora sempre e sempre e ficar dando voltas e cair no MEU conceito de que minha cultura é certa e que a educação que ela está dando é um absurdo....
Mas a escritora e professora universitária de Yale, Amy Chua, é filha de imigrantes chineses e decidiu criar suas filhas com a mesma criação que teve dos seus pais: cobrança, cobrança, cobrança, domínio e perseverança.
Então eu não podia deixar de lembrar que a China sempre foi socialista e patriarcal. Exatamente como Amy Chua. Mas mesmo assim ainda é muito difícil adaptar isso para a mentalidade ocidental (e para a minha hehe).
Assim Amy apresenta em “Grito de guerra da mãe-tigre” o método educativo da mãe-chinesa onde as “mães-tigres” tratam a infância como um período de “adestramento”, sempre arranjando alegorias com nossa cultura ocidental.
A princípio você acha a escritora uma mulher fria, dura e irritante, mas ao longo do livro consegue ter uma visão de mãe auxiliadora e amorosa. É uma autobiografia digna das esperanças de uma mãe em relação às duas filhas, Sophia e Lulu, e os riscos para investir no futuro delas.
É difícil! Mas pratique a arte do desapego que minha professora sempre tanto articulou: "Desapegue-se de sua cultura" para ler esse livro!
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