Aconteceu
na terça-feira, 17 de abril, o quarto encontro da Sociedade do Livro no
espaço eventos da FNAC Ribeirão Preto. O encontro rendeu um debate
cheio de discussões sobre o livro “Cilada” de Harlan Coben.
Entre
os votos a favor e contra a inocência de Dan Mercer, acusado de
pedofilia por um programa de televisão, entendemos no debate que em
“Cilada” não há mocinhos nem vilões, e que todos os seres humanos estão
sujeitos a errar e a pedir perdão em algum momento na vida.
Um
dos assuntos abordados no debate, que foi contextualizado no livro, foi
a guerra que os Estados Unidos enfrentam e o patriotismo daquela nação
exemplificado no livro: “Você aprovaria seu filho ir para guerra, quando
todos os outros voltassem e ele não?”. Sobre o tempo que a
família precisa esperar quando um parente é dado como desaparecido, 48
horas de pura aflição, e também sobre a permissão de bebida alcoólica a
menores.
Foi
falado sobre o caso de Elizabeth Smart, citado no livro. Um caso
real de sequestro que aconteceu nos Estados Unidos em junho de 2002.
É interessante como Harlan Coben define o poder que o jornalista carrega nas mãos. Quando a jornalista Wendy Tynes arma uma cilada para Dan Mercer, mas fica em dúvida se ele realmente é pedófilo ou não.
O
escritor narra uma passagem que a ex-mulher de Dan comenta que uma
pessoa não precisa ir presa ou juiz nenhum precisa condenar o acusado para
acabar com a vida de uma pessoa, quando o jornalismo tende a dar sua
opinião desfavorável, a sociedade bane o indivíduo, acreditando sempre
nas palavras da mídia. O que nos levou a discutir sobre o acontecimento Escola-Base no Brasil em 1994.
Coben
nos chamou atenção sobre a questão da bebida alcoólica que os
adolescentes dos Estados Unidos vêm enfrentando: começam a beber desde cedo e alguns pais permitem tal ato. Entre o debate, discutimos que
foi um tema não muito bem trabalhado no início do livro, mas muito
importante para o desfecho.
Também
refletimos sobre o perdão e como ele foi importante no livro, mesmo que
atuando como personagem secundário. Casos como a moça alcoólatra que
atropelou o marido da jornalista existem a todo o momento pelo mundo.
Casos como a “cara cortada” rendeu uma discussão sobre aqueles que
acreditaram que não existem pessoas capazes de perdoar e aqueles que
disseram que existem pessoas com tal dom.
Passamos
horas contextualizando os momentos do livro para o nosso mundo, e
discutindo o mundo de Coben como se fosse o nosso. Também comentamos
sobre o livro “Linguagem das Flores” de Vanessa Diffenbaugh da editora
Arqueiro, que foi lido por uma das coordenadoras e que abordou a beleza
da história e sua mensagem significante. Também falamos sobre “Mentes
Criminosas”, de Sérgio Pereira Couto.
Para
finalizar, agradecemos a gerente de comunicação da FNAC Débora Pereira,
a gerente de Livros Fernanda que está nos apoiando na divulgação do
Clube do Livro, as editoras parceiras da Sociedade do Livro, que nos
mandam livros e brindes maravilhosos para podermos sortear para nossos
participantes: Editora Lua de Papel/LeYa, Editora Arqueiro/ Sextante e a
Universo dos Livros. E aos participantes Benedito Hércules e Daniela
Balthazar que voltaram para o encontro de abril, e aqueles novos que
ficaram um pouquinho ali com a gente ouvindo nossas discussões e debates
sobre o mundo de suspense de Coben.
Os livros indicados para o encontro de maio foram: “Caiu do Céu” de Heidi W. Durrow, “Se Eu Morrer Antes de Você” de Allison Brennan, “Circo da Noite” de Erin Morgenstern, “O Melhor de Mim” de Nicholas Sparks, “Ecos da Morte” de Kimberly Derting.
E
por toda a narração empolgante sobre “Linguagem das Flores” de Vanessa
Diffenbaugh, os participantes também quiseram votar nele como indicação
para leitura de maio. Porém, no fim, quem venceu foi “Se Eu Morrer Antes
de Você” de Allison Brennan.
A
data para o encontro de maio já esta marcada, esperamos vocês no dia 22
de maio, às 19h30 no espaço de eventos da FNAC Ribeirão Preto no
Ribeirão Shopping!


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