Por Francine Estevão
Título Nacional: Mordida
Autor: Meg Cabot
Lançamento: 2012
Páginas: 306
Categoria: Ficção
Editora: Galera Record
Sinopse: O poder especial de Meena Harper finalmente será
valorizado. A Guarda Palatina - uma poderosa unidade secreta que caça demônios
- a contratou para trabalhar na filial de Manhattan. A questão é: seu
ex-namorado, Lucien Antonesco, é filho do Drácula e o príncipe da escuridão.
Tudo bem, Meena decidiu que já chega de vampiros em sua vida... Ao menos até
que consiga provar que, mesmo não tendo alma, os seres demoníacos não perderam
a capacidade de amar.
Contém spoiler de “Insaciável”
Todo mundo que conhece bem a Meg Cabot sabe que “Insaciável” e “Mordida”
foram escritos em tom de crítica à modinha dos vampiros, mesmo que essa crítica
tenha sido muito mais forte no primeiro livro do que na continuação. No
entanto, mesmo em tom de ironia, Meg arrasa e cria o vampiro mais lindo do mundo.
Sério. O que fez com que eu não gostasse muito dessa continuação que dá muito
mais espaço a Alaric Wulf, o “caçador de vampiros” (também bonitão) que
trabalha com Meena Harper na Guarda Palatina enquanto Lucien, o vampiro tudo de
bom, está desaparecido desde o desastre na catedral de St. George.
Além do mais, o fim – inesperado, na minha opinião – também me
decepcionou um pouco. É legal e tal, mas pô, fazer aquilo com o Lucien? Não estou
dizendo que não goste de Alaric, porque eu adoro a ironia dele e algumas
coisinhas mais, mas ele tá competindo com o Lucien e ai ele não tem chances. (Vou
parando com essa parte por aqui para não contar demais.)
Na continuação (e último da “série”) de “Insaciável”, Meena Harper está
mais consciente do problema que seria namorar o filho do Drácula e por isso a ausência
dele não faz tão mal a ela quanto faria antes. Enquanto isso, ela tenta
convencer a Palatina e principalmente Alaric de que até os vampiros tem um lado
bom e tem sonhos com um anjo, com um menino e com um livro que ela jura que tem
alguma coisa a ver com essa história de vampiros serem bons, mais
especificamente, Lucien, que reaparece quando Meena é mordida por seu
ex-namorado humano que agora é também um vampiro. A partir dai, a Guarda
Palatina volta a perseguir os rastros dele com o objetivo de destruí-lo,
destruindo assim todos os vampiros sob seu comando.
Para conseguir capturar Lucien, novos personagens e cenários entram na
história. Entre eles o Brasil (com direito a favela e marginalidade) e o padre
caçador de vampiros, Henrique. Em meio a tudo isso, Meg Cabot consegue conquistar
– como sempre – o leitor com uma escrita leve e envolvente, criando cenas de
romance e de ação, além do humor que lhe é peculiar e fazer com que devoremos
mais uma das suas obras de arte que mesmo que a gente não goste a gente gosta.

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