Por Francine Estevão
Autor: Phillip Margolin
Editora: HarperCollins
Lançamento: 2004
Páginas: 452
Sinopse: Estrela da equipe de futebol da sua escola, Ashley Spencer é ainda uma adolescente quando, numa trágica madrugada, um estranho invade a sua casa e mata o seu pai, Norman, e a sua melhor amiga, Tanya Jones. Ashley consegue escapar mas, a partir dessa noite, vive permanentemente assustada e deprimida. Mais tarde a sua mãe, Terri, consegue convencê-la a conhecer uma escola de elite fundada pelo milionário Henry Van Meter, a exclusiva Academia Oregon, cuja diretora, Casey Van Meter, interessada em integrá-la na equipe de futebol, lhe oferece uma bolsa de estudos. Por algum tempo tudo parece voltar à normalidade, mas é então que o assassino volta a atacar. Desta vez o criminoso mata a mãe de Ashley e deixa a diretora do colégio em estado de coma. Tudo parece indicar que o autor dos crimes é o escritor Joshua Maxfield que acaba por ser julgado e condenado à morte. Porém, mesmo com ele preso Ashley não encontra a tranquilidade que esperava e entretanto descobre um segredo que envolve a sua família e que está relacionado com os crimes.
“Sleeping Beauty” (“A morte escreve certo”, em português,
lançado pela Rocco) traz surpresas até a última página. Para quem gosta de
reviravoltas em histórias policiais investigativas, superindico a leitura que
nos prende do início ao fim. Juro, já achava o livro ótimo na primeira página e
não mudei de ideia quando cheguei ao fim. No entanto, devo fazer uma
observação. O livro é um pouco extenso e seu “miolo” é meio lento, pois traz
detalhadamente o julgamento do caso, com depoimentos e tudo mais. Mas a
história é tão boa que você se envolve e acaba relevando esse detalhe.
O livro começa com um autor (Miles) em turnê lançando o
livro “Sleeping Beauty”, sobre um serial killer (Joshua) que matou os pais e
uma amiga de Ashley, e que deixou a irmã de Miles (Casey) em coma por mais de
cinco anos. O livro mescla, até o fim, o book tour de Miles com o caso em si,
que é contado pela visão de Ashley.
Ashley estava dormindo quando seu pai e sua melhor amiga
foram assassinados. Era para ela ter morrido também, mas o assassino resolveu,
antes de matá-la, fazer uma pausa para ir até a cozinha e comer um pedaço de
torta e tomar um pouco de leite. Isso possibilitou à jovem escapar e sobreviver
para contar a história.
Depois de conseguir retomar sua vida ao lado da mãe (Terri),
que na noite do crime estava trabalhando e, portanto, também sobreviveu, Ashley
é chamada para integrar o time de futebol de uma escola, comandada por Casey.
Lá, Ashley e Terri conhecem o famoso escritor Joshua, que convida Terri a
participar de suas aulas abertas de escrita. Logo no início do curso, Joshua lê
o pedaço de um novo livro que está sendo escrito por alguém que ele não revela
o nome e Terri fica apavorada. A história é praticamente tudo o que aconteceu
na sua casa quando seu marido morreu.
Ao pedir ajuda para Casey, por desconfiar de Joshua, Terri
acaba sendo assassinada e Casey sobrevive, mas entra em coma. No entanto,
Ashley viu Joshua na cena do crime e então começa uma caçada ao
professor-escritor-serial killer.
Durante toda a leitura você é embalado por uma sensação de
desconfiança ao mesmo tempo em que você e todos na história têm certeza de quem
é o verdadeiro culpado. Até o penúltimo capítulo, você fica nesse misto de
certeza e dúvida e se surpreende com o final.
“Sleeping Beauty” é mais uma prova de que excelentes livros
do gênero só são excelentes por causa dos pequenos detalhes que só gênios da
literatura policial são capazes de criar.

"....excelentes livros do gênero só são excelentes por causa dos pequenos detalhes que só gênios da literatura policial são capazes de criar." Adorei!!! ^^
ResponderExcluirCarol W.