Título Original: Romancing Mister Bridgerton
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Há muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres. Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade. Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum. Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente. No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz.
“- Eu só escrevo finais felizes – sussurrou. – Não saberia escrever qualquer outra coisa.”
Agradável é a palavra certa para
os livros de Julia Quinn. Ler Os Segredos
de Colin Bridgerton só me fez relembrar o quanto a família Bridgerton é
cativa.
Já havia lido "O Duque e Eu", primeiro livro da série
dos Bridgerton que narra a história da quarta irmã da família e me recordo de
ter sido uma leitura compartilhada com muitas risadas. Agora pude acompanhar a
história de Colin, o terceiro irmão da família, e continuo a não me decepcionar
com a autora.
Muitos escritores ao escrever uma
série tão grande centrada em um ponto só podem, no mínimo, se perder no enredo
ou deixa-lo repetitivo demais, o que não acontece com Quinn. Não acompanho a
história toda da família, tendo lido somente o primeiro e o terceiro livro da
série, mas posso dizer que a história de Daphne em "O Duque e Eu" e o enredo que está presente entre o romance de
Penelope e Colin neste terceiro livro da família nada tem de repetitivo.
A fama que percorre Julia Quinn
como sendo a Jane Austen contemporânea nada mais é do que a verdade. Com
personagens carismáticos, Quinn consegue mais uma vez nos presentear com um
romance adorável.
''Levou o livro até a altura do rosto e respirou fundo. - Você não adora esse cheiro de livro novo?''
Depois que Anthony e Benedict se
casaram, Colin é pressionado pela mãe para que despose alguém, por isso precisa
constantemente fugir da família que tanto o sufoca e encontrou nas viagens que
faz pelo mundo uma maneira de não precisar conviver com a realidade que o
atormenta. Para aqueles que não acompanham os Bridgerton com afinco, saber que
os irmãos dos livros anteriores casam não é propriamente um spoiler, pois o
gostoso da escrita de Quinn não é o seu final nada revelador, mas o como as coisas acontecem no decorrer da
história.
E é nisso que Quinn conquista-nos,
nesse jeito corriqueiro de escrever como se estivesse nos contando a mais nova
fofoca da sociedade em uma tarde de sábado, assim como sua adorável e sarcástica
Lady Whistledown que vem a ser um ponto a mais para o livro que narra a
história de Colin e Penelope. Nele, uma senhora diz a plenos pulmões em meio a
um evento da sociedade que pagará à pessoa que desmascarar a colunista de
Londres.
"Talvez aquilo fosse a definição do amor, afinal. Querer uma pessoa, precisar dela e a adorar até mesmo nos momentos de fúria."
Com uma escrita agradável e uma
família querida pelos leitores, Julia Quinn conquista com os Bridgerton e
continua a não perder o tom da escrita tanto pela desenvoltura dos enredos como
pela construção dos personagens.

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