Título: O Despertar do Príncipe -
Deuses do Egito
Título Original: Reawakened
Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Páginas: 384
Sinopse: Quando a jovem de dezessete anos, Lilliana Young, entra no Museu
Metropolitano de Arte certa manhã, durante as férias de primavera, a última
coisa que esperava encontrar é um príncipe egípcio ao vivo com poderes divinos,
que teria despertado após mil anos de mumificação.
E ela realmente não poderia imaginar ser
escolhida para ajudá-lo em uma jornada épica que irá levá-los por todo globo
para encontrar seus irmãos e completar uma grande cerimônia que salvará a
humanidade.
Mas o destino tem tomado conta de Lily, e
ela, juntamente com seu príncipe sol, Amon, deverá viajar para o Vale dos Reis,
despertar seus irmãos e impedir um mal em forma de um deus chamado Seth, de
dominar o mundo.
Colleen Houck surgiu com uma
criatividade brilhante em tempos que o inédito falta e muito nas estantes de
livrarias.
Quando menciono escrita inédita
estou descrevendo aquele tipo de história que não conseguimos encontrar em
outros livros da mesma época, aquele tipo de autor que não se vende pelo
modismo, foge à regra, explora um lado novo e fantástico que muitos autores
escolhem por não optar. Essa é a Houck e todos que buscam uma aventura fantástica
de tirar o fôlego provavelmente já ouviram falar de seus tigres na saga A Maldição do Tigre.
No lançamento do primeiro livro
da saga Deuses do Egito, O Despertar do Príncipe, Colleen não
foge da sua zona de conforto. Com uma estrutura bastante parecida com a saga
que lhe fez famosa, Houck escreve uma nova peça de obra de arte.
Nessa história encontramos
Liliana Young, uma jovem extremamente independente cujos pais são extremamente
rigorosos, altamente ocupados e milionários. Para fugir do mundo que a cerca,
Liliana corre para o único lugar que mais adora em toda Nova York, O MET –
Metropolitan Museum of Art – e se esconde em uma ala em reforma, a do Egito,
considerada o maior acervo do país fora do Cairo. É lá que, dada a estranheza
da situação, encontra uma múmia em carne e osso – e músculos e pernas e braços
e sorrisos – que se autonomeia Amon, príncipe egípcio com um objetivo muito
peculiar a cumprir no mundo moderno.
Amon e seus dois irmãos precisam
interromper a vinda do maligno deus Seth, só que como Liliana observa, ele está
bem longe de seus entes, praticamente um oceano de distância. Com ajuda da
jovem nova iorquina, Amon corre contra o tempo para viajar até as tumbas
egípcias, se deparar com um Egito bem diferente da última vez que esteve por lá
e salvar a humanidade do caos. E Liliana, toda certinha e moderna, irá
encontrar seu verdadeiro eu no meio da sua primeira aventura entre tumbas e
pirâmides.
A personagem de Liliana é uma
Kelsey completamente melhorada. Talvez de tantas críticas que a autora recebeu
por desenvolver uma personagem sem sal como Kelsey, Houck tenha dado o sangue
para criar uma personalidade distinta para sua nova heroína. Liliana tem uma
personalidade forte e convincente, ao lê-la você consegue distinguir a
personagem, uma personagem que tem presença marcante na história.
Já Amon é a “reencarnação” de Ren
(A Maldição do Tigre), o tigre mais
querido e fofo de todos, o personagem se utiliza do mesmo estilo fofo,
romântico e cavalheiro que seu “antepassado” felino. Há também o personagem muleta, aquele que
ajuda os principais nas horas que mais ninguém aparece, estilo que já vimos em A Maldição do Tigre com o querido Sr.
Kadam. Em O Despertar do Príncipe
encontramo-lo com uma personalidade diferente do calmo Sr. Kadam, no novo livro
encontramos o excêntrico servo dos três irmãos, chefe de uma sociedade secreta
que espera ansiosamente o retorno daqueles que combatem o Caos.
Se na saga do Tigre, Houck
destrincha tão maravilhosamente bem os mitos e lendas das histórias indianas,
não podemos esperar menos de uma escritora tão brilhante quando esta decide se
aventuras pelas pirâmides do Egito.
Mesmo sem sair da zona de
conforto, Colleen Houck ainda consegue nos maravilhar com uma história criativa
e inédita com base nas histórias dos deuses egípcios. Talvez, por ter uma
estrutura bem parecida com a saga dos Tigres, nós leitores fiquemos um pouco
nostálgicos ao ler as páginas da nova obra de Houck, mas ao terminar
continuaremos com a sensação de que o mundo literário precisa de mais
escritores com a ânsia de fugir à moda, de buscar escrever novas e
surpreendentes histórias, assim como Colleen Houck continua fazendo tão bem.

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