Título: O Que Há de Estranho em
Mim
Título Original: Sisters in
Sanity
Autora: Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Páginas: 225
Sinopse: Ao internar a filha numa
clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que
o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de
terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para
ganhar a liberdade. Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com
os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo
outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V,
Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão.
Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema,
mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de
viver numa instituição que as enlouquece.
"- A a gente acha que a loucura e a sanidade ficam em lados
opostos de um oceano, mas na verdade não passam de duas ilhas vizinhas."
Ah, Gayle Forman e sua escrita de
nos fazer sentir! Cada vez mais admiro essa autora que nunca me deixa a desejar
com seus romances. E não foi diferente em “O que há
de estranho em mim”. Brit Hemphill é uma
jovem que vive com seu pai e sua madrasta apelidada de monstra. Seus pais eram
donos de um café em Portland durante seus anos de formação, mas desde a partida
da sua mãe a garota mudou completamente seu relacionamento com o pai e os dois ficaram
em um abismo de distância. Por isso Brit fica fora de casa o máximo de tempo possível,
principalmente em turnê com sua banda.
O pai e a
madrasta dizem para a garota que vão manda-la para uma viagem de férias para o
Grand Canyon. Brit não quer, e fica com
raiva pois perderá seus shows, mas vai mesmo assim, obrigada. Porém a coitada
não estava indo para Grand Canyon nenhum – O pai dele estava enviando-a a um
centro de reabilitação juvenil, O Red Rock.
O Red Rock é um internato para “meninas
problema” onde pais e mães achavam que deixando suas filhas lá, elas voltariam
curadas, mas o internato só transformava as pessoas ao invés de ajuda-las.
Os pais achavam estar deixando as filhas em um
lugar que as "consertaria", mas, na verdade, o lugar não fazia nada
além de as transformar: Brit se revolta e não consegue aceitar que seu pai a
colocou ali e que agora precisa aguentar “sessões de terapia” que consistem em
xingamentos, mas a menina começa mudar quando começa a conhecer melhor Cassie,
Bebe e V.
Este livro mostra que existem muitos
lugares assim na vida. Lugares mascarados que dizem ajudar as pessoas, mas ao
invés disso elas são psicologicamente torturadas a cada dia por psiquiatras não
qualificados. Foi o que aconteceu a pobre garota que foi enviada para um desses
lugares só por que pintou o cabelo e ficava até tarde tocando com sua banda de
rock. Ela não é uma garota má, ela só não é compreendida e a família a
interpreta como rebelde.
"'Sempre dance conforme a sua própria música', era o que mamãe costumada dizer para mim. E era assim que ela levava sua vida também. Portanto, eu não saí dos trilhos. Apenas escolhi trilhos diferentes."
Q.U.E.R.A.I.V.A! Esse é o sentimento
que senti durante toda essa parte do livro. Quis estrangular muito a família de
Brit. Eu achando que a garota ia sofrer muito lá dentro do Red Rock, mas ela e
as meninas se uniram e se apoiaram umas nas outras.
O livro oferece uma variedade de
personagens extremamente memoráveis e relacionamentos conturbados. Com uma
narrativa fluida e detalhes preciosos a gente se pega vidrado na história para
saber o fim da pobre Brit.
É compreensível que ser pai ou
mãe muitas vezes não é nada fácil. Algumas crianças são descontroladas e podem
precisar de ajuda especial, mas com certeza às vezes amor e compreensão basta e
teria uma maneira mais fácil de lidar um filho homossexual ou uma filha que
pegou um dinheiro seu... A autora mostra que nem sempre os adultos acertam.
Muitas vezes o mais fácil e simples é apenas conversar e não se precipitar e
punir. Simplesmente uma história maravilhosa, linda, comovente e instigante.
"- É que a gente acha que a loucura e a sanidade ficam em lados opostos de um oceano, mas na verdade não passam de duas ilhas vizinhas."

oi flor, o livro é ótimo. Um retrato fidedigno de situações que realmente acontecem por falta de diálogo e incompreensões dos pais!
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