Por Francine Estevão
Título: Três vezes nós
Autora: Laura Barnett
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384
Sinopse: Uma jovem
mulher com uma bicicleta quebrada após desviar de um cão. Um homem que ela
poderia facilmente ter deixado passar, sem parar, levando consigo uma vida
inteira, uma vida que poderia nunca ter sido dela. Eva Edelstein está no
segundo ano do curso de Inglês na Universidade de Cambridge. Ela namora David
Katz, estudante e aspirante a ator. A vida de Eva parece bem encaminhada,
quando, no campus da universidade, ela conhece acidentalmente Jim Taylor, estudante
frustrado de direito. Há três versões, três realidades diferentes para o futuro
de Eva e Jim, dos anos 1950 até os dias atuais. Se o nosso futuro é uma
encruzilhada, gostaríamos de saber qual caminho seguir? E depois, ficaríamos
felizes com a nossa escolha? Três vidas. Três histórias. Três destinos...
permeados com traições e ambições, mas também com amor e arte. Três vezes nós
explora a ideia de que há momentos em nossas vidas que poderiam ter sido
diferentes e como pequenos fatos ou decisões que tomamos podem determinar o
rumo da nossa vida para sempre.
A proposta do livro é interessante. Afinal todos nós já nos
questionamos em algum momento o que teria sido de nos se tivéssemos feito algo
diferente, seguido um outro caminho, optado por B em vez de A. No entanto, a
história em si - que começa com um pneu furado e se desenrola com três possíveis
versões dali em diante - deixa a desejar.
Eva e Jim se cruzam pela primeira vez quando um prego entra
no pneu da bicicleta dela. Aquela ocasião poderia se desdobrar de três formas:
eles se apaixonam e ficam juntos, eles se apaixonam e começam um romance, mas
não podem ficar juntos porque Eva tem namorado e algo vai acontecer e fazer com
que ela escolha ficar com o namorado, ou eles simplesmente seguem cada um sua
vida individualmente.
Mais uma vez eu repito: a proposta é ótima e foi isso que me
fez querer ler “Três vezes nós”. É interessante ver como quando algo tem que
acontecer, acontece mesmo de uma forma ou de outra. Tudo aquilo que tem que ser
encontra o seu caminho.
No entanto, achei a narrativa mal engajada e se torna um
pouco confusa, fazendo com que os capítulos sejam bem maçantes. Eu até pensei
em desistir várias vezes, mas fui até o fim agarrada a alguma esperança de
mudança. Um enredo com grande potencial, mas mal desenvolvido, infelizmente.

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