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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

RESENHA: "About a boy", Nick Hornby

Por Francine Estevão

Título: About a boy
Autor: Nick Hornby
Editora: Penguin Books
Lançamento: 1998
Páginas: 278

Sinopse: Will tem 36 anos, mas age como um adolescente. Ele lê as revistas certas, vai aos lugares certos e sabe quais os tênis certos para se calçar. Ele também descobriu um jeito incrível de ganhar pontos com as mulheres – em um grupo de pais solteiros, cheio de mães disponíveis, todas esperando pelo “Senhor Incrível”. É assim que ele conhece Marcus, o mais velho jovem de 12 anos no mundo. Marcus é um pouco estranho: ouve Mozart, cuida da mãe e nunca teve um par de tênis. Talvez, se Will conseguir ensinar a Marcus como ser um menino, Marcus pode ensinar Will a “crescer”.


Minha paixão por “Um grande garoto” é inexplicável. Adoro os personagens, a relação que surge entre eles e a mudança que essa relação provoca em cada um. Sempre que vejo o filme passando na TV, faço qualquer esforço necessário pra assistir (ok, agora comprei o DVD posso ver quando quiser). E embora já o tenha assistido ao menos uma dezena de vezes, nunca havia reparado, até a última vez, que ele era baseado em um livro e ainda por cima escrito por Nick Hornby. Em parte, estava explicado o porquê da história ser tão incrível. Desde que li “Alta Fidelidade”, adorei a escrita dele e estava ansiosa por ler outro livro do mesmo autor.

O filme é bastante fiel ao livro, no entanto, além daqueles detalhes que todo livro tem a mais do que sua adaptação, o final de “About a Boy” é a principal mudança. Gostei muito da versão escrita – tanto é que o livro se tornou um dos meus favoritos do ano, mas ver o Hugh Grant cantando e tocando “Killing me Softly With His Song” é uma das minhas cenas favoritas do filme – e que não tem no livro.

Apesar desse final “alternativo”, li cada diálogo, cada pensamento, cada situação, imaginando os atores do filme interpretando-os e isso deixou o livro ainda mais fácil de apreciar, pois gosto muito dos nomes que dão vida à história, acho que combinam muito bem com seus personagens.

Will é um solteirão convicto, rico e um eterno desempregado que tem leva uma vida dos sonhos e não tem nada a reclamar. Um adulto criança. Marcus é um adolescente totalmente fora dos padrões e, por isso, sofre bullying. Uma criança adulta. É quando seus caminhos se cruzam que surge uma relação inesperada que vai mudar a vida de ambos.


Cada personagem tem uma personalidade bastante única e que tem tudo a ver com a vida que levam e com o que enfrentam em suas rotinas. O jeito infantilizado de Will e a maturidade de Marcus se complementam e fazem com que o leitor/telespectador se apaixone ainda mais por cada um deles, juntos ou separados.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

RESENHA: "Amy & Roger's Epic Detour", Morgan Matson

Por Francine Estevão

Título: Amy and Roger’s Epic Detour
Autora: Morgan Matson
Editora: Simon and Schuster
Lançamento: 2010
Páginas: 344


Sinopse: Amy Curry acha que sua vida é um saco. Sua mãe decide se mudar da Califórnia para Connecticut para começar de novo - apenas a tempo para o último ano de Amy na escola. Seu pai morreu recentemente em um acidente de carro. Então Amy embarca em uma viagem para escapar de tudo, dirigindo pelo país a partir de sua casa direto para sua nova vida. Quem se junta a Amy na viagem é Roger, o filho de uma velha amiga de sua mãe. Amy não o vê há anos, e ela está menos do que entusiasmada por estar dirigindo pelo país com um cara que ela mal conhece. Então ela é surpreendida ao descobrir que está desenvolvendo uma paixão por ele. Ao mesmo tempo, ela está descobrindo como lidar com a morte do pai e como colocar sua própria vida em ordem após o acidente. A história é contada entre narrativas tradicionais,  bem como em “restos” da estrada – como guardanapos de jantar, recibos de motel, cartões postais . Esta é a história da jornada de uma menina para se encontrar.


É impossível não se apaixonar por uma história de road-tour. Principalmente uma que traz tantos elementos reais como “Amy and Roge’s Epic Detour”. O livro traz inúmeros fragmentos de uma viagem que de fato aconteceu, como se estivéssemos acompanhando Amy e Roger na estrada, como se os personagens realmente tivessem passado por tudo aquilo. São playlists, descrições sobre as cidades, dos estados e de alguns estabelecimentos que visitaram, fotos, notas fiscais de compras feitas e de contas em restaurantes e em hotéis, e muitos outros detalhes que dão vida à história destes dois adolescentes. (A Rose, do blog TriBooks, que foi quem me emprestou o livro, disse que tudo isso são fragmentos da road-trip feita pela autora.)

Amy está prestes a deixar o lugar que sempre conheceu como sua casa, na Califórnia. A mudança tem a ver com a recente morte de seu pai, que ainda é um tema proibido perto de Amy e aos poucos vamos descobrir o motivo desse tabu. Sem conseguir dirigir por causa da morte do pai, em um acidente de carro, e sem estar muito preparada para a mudança, a mãe de Amy arruma um jeito de ela ir até Connecticut sem precisar pegar a direção.

Roger é filho de uma amiga da mãe de Amy e vai passar um tempo na casa do pai, fora da Califórnia. Ela não se lembra dele, mas quando crianças eles costumavam brincar todos juntos. Ainda assim, ela entra no carro com ele e aos poucos o silêncio constrangedor entre os dois, tomado apenas pelas playlists de Roger, vai dando espaço a algumas conversas truncadas até que ambos estejam à vontade um com o outro.

Mas isso não acontece de uma hora pra outra. A mãe de Amy tem tudo planejado para a viagem. Rotas e hotéis reservados. Mas nem Amy nem Roger estão prontos para chegarem aos seus destinos e é então que os dois decidem fazer um pequeno desvio dentro do planejamento. É assim que os dois vão se conhecendo e nós, leitores, vamos conhecendo as histórias de cada um deles enquanto eles mesmos vão se redescobrindo no caminho.