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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

CCXP Painel "Ordem Vermelha" e sessão de autógrafos

  

O painel da Ordem Vermelha foi sensacional! Essa criação é o primeiro livro de fantasia que a Editora Intrínseca lança em parceria com a CCXP – Comic Con Experience. É um projeto do escritor Felipe Castilho, dos artistas Rodrigo Bastos Didier e Victor Hugo Sousa, com direção criativa do diretor do Omelete Érico Borgo e do diretor da Iron Studios, Piziitoys​ e CCXP Renan Pizii.

No painel que aconteceu hoje na CCXP mostraram bastante imagens bacanas do livro, como foi o processo de criação e em o que cada um trabalhou:

 "Em pouco tempo a história já tinha um espírito e eu não podia macular a história...o espírito da história já evocava certas ideas. Funcionou de um jeito muito acelerado na hora de filtrar e colocar tudo no papel."


Os leitores vão conhecer Untherak, a última região habitada do mundo. Nela, a deusa Una reina soberana, lembrando a todos a missão maior de suas vidas: servir a Ela sem questionamentos. No entanto, um pequeno grupo de rebeldes, liderado por uma figura misteriosa, está disposto a tudo para tirá-la do trono, desvendar os segredos do lugar e se preparar para a possibilidade de um futuro totalmente desconhecido. Se uma deusa cai, o que vem depois?

Ordem Vermelha: Filhos da Degradação é o livro que inicia a jornada de quatro improváveis heróis lutando pela liberdade de um povo. Um épico sobre resistir à opressão, lutar contra o status quo e construir bravamente o próprio destino. É a porta de entrada para um novo mundo, com inspirações de fantasia medieval, personagens marcantes e uma narrativa que salta das páginas a cada vila, ruela e beco de Untherak.

Felipe Castilho é autor de livros de fantasia. Famoso pela série O legado folclórico, que une mitologia brasileira e o mundo dos videogames, foi indicado ao Prêmio Jabuti pelo quadrinho Savana de pedra. Ordem Vermelha: Filhos da Degradação é seu livro de estreia na editora Intrínseca.


Rodrigo Bastos Didier é artista conceitual, pintor e escultor. Tem formação clássica, mas trabalha nos mais variados temas e estilos, incluindo ilustrações para a série de livros infantis The Squickerwonkers, de Evangeline Lilly. Vencedor de diversos prêmios nacionais e internacionais de arte e design, Rodrigo desenvolve pôsteres e esculturas licenciadas pela DC, a Marvel e os Cavaleiros do Zodíaco.


Victor Hugo Sousa é escultor digital e modelador 3D especializado em personagens. Seu trabalho já foi destaque nos maiores sites da área e lhe rendeu reconhecimento internacional. Trabalhou em produções renomadas, como a série Deuses americanos e o filme Chico Xavier, além de desenvolver estátuas para as maiores empresas de colecionáveis do mundo.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Editora Intrínseca divulga data de lançamento do 6º livro da Roda do Tempo

A Editora Intrínseca publicou uma nota com data de lançamento para o sexto livro da série "A Roda do Tempo". Confiram:

Queridos leitores da série “A Roda do Tempo”,



Em primeiro lugar gostaríamos de nos desculpar pela demora em divulgar informações sobre as publicações da série. Não só ouvimos vocês, mas buscamos sempre estar próximos, dialogando e espalhando com vocês diariamente as histórias e universos que acreditamos — e amamos.

Gostaríamos sempre de poder atender a todos os pedidos e sugestões. Afinal, são vocês que constroem junto conosco a Intrínseca. Infelizmente, nem sempre é possível. Mas no caso de “A Roda do Tempo”, ficamos felizes em dividir boas notícias. Vamos lá:

- O sexto livro da série será publicado em abril de 2018! Falta pouco!

- O primeiro livro da série, “O olho do mundo”, estará novamente disponível em formato impresso! Sim, a produção já começou e em breve divulgaremos a data exata.

- Sobre a periodicidade dos próximos livros da série: sendo transparentes, não temos essas informações. Também somos leitores e entendemos a frustração causada por não haver no momento um calendário e uma periodicidade fixados para os lançamentos da série. Mas acreditamos na obra de Robert Jordan e pretendemos divulgar a série durante o lançamento do sexto livro para que o universo de leitores de “A Roda do Tempo” se amplie cada vez mais. 

Quanto mais leitores trouxermos para a série, mais espaço teremos para programar os próximos volumes, mais se falará das histórias, dos personagens e ainda mais leitores virão. Contamos com a ajuda de vocês. <3

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

RESENHA Caixa de Pássaros de Josh Malerman

Por Isabela Silva

Título: Caixa de Pássaros
Título Original: Bird Box
Autor: Josh Malerman
Páginas: 272
Editora: Intrínseca

Sinopse: Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Quatro anos depois de tudo ter começado, restaram poucos sobreviventes, incluindo Malorie e seus dois filhos pequenos. Morando numa casa abandonada próxima ao rio, ela sonha há tempos em fugir para um local onde sua família possa ficar em segurança. Mas a jornada que têm pela frente será assustadora: 32 quilômetros rio abaixo em um barco a remo, vendados, contando apenas com a inteligência de Malorie e os ouvidos treinados das crianças. Uma decisão errada e eles morrem. E ainda há alguma coisa os seguindo. Será que é um homem, um animal ou uma criatura desconhecida?

Eu refleti muito sobre esse livro depois que acabei de lê-lo. Fiquei pensando em sua história e seu contexto. É um livro de leitura fácil, mistérios e intrigas. Muitas vezes fico sem palavras para descrever o que ele é e qual o sentimento que eu tive quando li essa obra. 

Medo? Isso é óbvio que senti, principalmente em determinadas partes do texto, me comovi várias vezes com a força de vontade de Malorie em seu plano de salvar seus filhos. Confesso que se fosse eu no lugar dela desistiria no primeiro instante até porquê descer um rio vendada e saber que tem algo te seguindo, e confiar somente na audição aguçada de seus dois filhos de quatro anos de idade, isso não deve ser nada fácil. 

“Caixa de pássaros” conta a história de Malorie que luta bravamente para sobreviver em um mundo totalmente diferente daquele que estava acostumada. Depois de várias mortes misteriosas, incluindo a de seus pais e sua irmã, provocadas por ataques de uma criatura que ninguém sabe o que realmente é, não sabemos se é um homem, um ser de outro planeta, sua fisionomia é mantida em sigilo até o ultimo ponto final do livro, e isso é o mais impressionante.  

Depois da morte da irmã, Malorie que está grávida, se muda para uma casa de sobreviventes ao ataque da criatura. Nesta casa eles são obrigados a viver com dificuldades e com água sendo tiradas do poço no fundo da casa, já que saneamento básico não existia mais ali. Quando eles iam pegar água eram obrigados a colocar uma venda nos olhos, por que? Porque seja o que fosse que estava matando aquelas pessoas, uma das coisas em comum era que as pessoas viram algo antes de morrer. As janelas e frestas da casa eram todas tampadas, para não correr o risco de morte. Os alimentos eram enlatados, estocados no porão da casa, e eles faziam a contagem toda semana. 

Os nomes dos filhos de Malorie só são revelados no final do livro e tem uma explicação para isso - que não irei falar pois vocês vão ler esse livro. 

A história que Josh Malerman cria é incrível e há momentos no livro que você não saberá como reagir, assim como eu, que não sei o que pensar dele até hoje, a única coisa que sei é que esse livro é inexplicável, simplesmente magnifico. 

“Em outras palavras (guarde isto!): O HOMEM É A CRIATURA QUE ELE TEME”

“Hoje você vai ter que abrir os olhos”

quinta-feira, 23 de abril de 2015

RESENHA Quase uma rockstar de Matthew Quick

Por Francine Estevão

Título: Quase uma rockstar
Título original: Sorta like a rock star
Autora: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Páginas: 256

Sinopse: Desde que o namorado da mãe as expulsou de casa, Amber Appleton, a mãe e o cachorro moram em um ônibus escolar. Aos dezessete anos e no segundo ano do ensino médio, Amber se autoproclama princesa da esperança e é dona de um otimismo incansável, mas quando uma tragédia faz seu mundo desabar por completo, ela não consegue mais enxergar a vida com os mesmos olhos. Será que no meio de tanta tristeza e sofrimento Amber vai recuperar a fé na vida? Com personagens cativantes e uma protagonista apaixonante, Matthew Quick constrói de forma encantadora um universo de risadas, lealdade e esperança conquistada a duras penas.

Gosto das histórias de Matthew Quick por inúmeros motivos, dentre eles, dois se sobressaem. O primeiro deles é que ele escreve sobre a diferença que as pessoas fazem na vida umas das outras. O segundo é a capacidade de sempre tirar algo de positivo de uma situação não tão boa. Claro que com isso, terminamos a leitura de seus livros sempre com aquela sensação de positividade, de que coisas boas acontecem sim, basta a gente acreditar.

Em “Quase uma rockstar” ele nos apresenta uma nova visão sobre o que é ser uma “rockstar”. Amber Appleton é uma jovem de 17 anos completamente diferente dos outros adolescentes da sua idade. Ela, que vive em um ônibus escolar e tem uma mãe alcoólatra que está sempre à procura de homens que possam tirar ela e a filha dessa situação, é uma jovem de fé inabalável e de uma esperança sem fim. Sempre acompanhada de seu cachorro Bobby Big Boy, Amber faz trabalhos voluntários, se dedica a ajudar todo mundo ao seu redor e reza por todos, enquanto esconde o segredo sobre onde mora e como vive, e sonha em estudar nas melhores escolas para se tornar uma grande advogada.

Amber é determinada, alegre e sempre positiva apesar das situações pelas quais já passou em seus poucos anos de vida. Ela sempre leva esperança e alegria àqueles de quem se aproxima e sempre recebe em troca um carinho fora do comum, principalmente das pessoas que fazem parte dos seus incomuns círculos de amizade, como velhinhos de um asilo, mulheres coreanas que vão à igreja aprender inglês, um padre coreano, um ex-soldado que participou da guerra no Vietnã e os jovens mais desajustados e excluídos da escola – coadjuvantes que fazem da história ainda mais especial.
Apesar de toda positividade, Amber é apenas uma jovem cheia de sonhos, mas também com medos, inseguranças e sensível a situações delicadas. E claro, sujeita a provações que poderão colocar em risco toda sua fé e esperança. E então é nessa hora que seus amigos mostrarão a ela como foi que ela tocou a vida de cada um deles.

“Não quero me virar e ficar decepcionada de novo, mas, ao mesmo tempo, ainda acredito na esperança e na possibilidade de coisas bonitas acontecerem no mundo. Ainda acredito que JC e Deus têm um plano incrível para cada um de nós.”

Amber é aquela personagem que muitas vezes nos faz querer entrar no livro e dar um abraço apertado nela. A escrita de Matthew Quick é incrivelmente leve e nos faz devorar o livro. A narrativa descontraída e bastante informal nos aproxima dos personagens, principalmente da narradora Amber, e torna a história mais real.

Além da sensação de bem-estar que fica em mim quando termino de ler os livros do Matthew Quick, também fico com aquela impressão de que a história que ele acabou de nos contar é real. Por mais que alguns aspectos sejam meio exagerados considerando o mundo fora da literatura, ainda assim ele é o tipo de autor que me faz acreditar que toda aquela positividade é possível e existe. Basta estarmos abertos para sermos positivos que encontraremos muitas coisas boas pela frente.  

“- A vida continua – diz ele. – Não importa se escolhemos aproveitá-la ou não. Então é melhor você achar um jeito de aproveitar as partes que pode. Não dá simplesmente para desistir de viver, Amber.”

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

RESENHA DUPLA: "Eu me chamo Antônio" e "Segundo - Eu me chamo Antônio", de Pedro Gabriel

Por Francine Estevão



Títulos: "Eu me chamo Antônio" e "Segundo Eu me chamo Antônio"
Autor: Pedro Gabriel
Editora: Intrínseca
Lançamentos: 2013 e 2014
Páginas: 192
Skoob: Livro 1 | Livro 2 


Dia 11/12, Pedro Gabriel esteve na Livraria da Travessa de Ribeirão Preto lançando "Segundo Eu me chamo Antônio". Em mais de 3h30 de evento (a fila saia da livraria e não importava o quanto andasse, parecia que nunca acabava), ele tirou fotos, autografou cada um de seus dois livros, bateu papos breves com cada leitor presente sem deixar de dar atenção à ninguém, brincou, distribuiu sorrisos, beijos e simpatia, provando que não é à toa que "Eu me chamo Antônio" conquistou milhares de leitores e corações em todos os cantos do país.


Eu já havia falado um pouco do primeiro livro aqui. Mas depois de terminar de ler o segundo e de conhecer o autor, fiquei com vontade de falar um pouquinho mais sobre estes trabalhos apaixonantes de Pedro Gabriel. 


Gosto de pensar que Pedro Gabriel, assim como Clarice Freire, revolucionaram o que chamamos de poesia. Aquela coisa séria, cheia de métrica e de regras que aprendemos na escola deram espaço para uma liberdade não apenas textual, mas também visual, ampliando assim o público deste estilo literário e conquistando desde crianças até a última geração possível com trabalhos delicados que mesclam imagem e poesia gerando identificação em cada um que se dispõe a conhecer seus trabalhos. 


No primeiro livro, "Eu me chamo Antônio", acompanhamos mais de 170 páginas de guardanapos recheados dessa poesia rabiscada de Pedro Gabriel. Já em "Segundo Eu me chamo Antônio", as páginas ganham, além dos guardanapos, poemas mais extensos e mais elaborados, com desenhos do autor. E novamente um sumário com a "legenda" de cada página para quem diz que não consegue ler direito alguns dos guardanapos - embora eu tenha achado que no segundo livro, os "rabiscos" do autor estão bem mais legíveis do que no primeiro. Além de um trabalho primoroso realizado pela Editora Intrínseca no projeto gráfico de ambos. 


Para quem ainda não tem os livros do Pedro Gabriel e quiser conhecer melhor o trabalho dele antes de comprá-los, fiquem à vontade para se apaixonar pelos guardanapos no Facebook e no Instagram do autor. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

RESENHA: “Como Eu Era Antes de Você”, Jojo Moyes

Por Francine Estevão

Título: Como eu era antes de você
Título Original: Me Before You
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Lançamento: 2013
Páginas: 320

Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.


Dois dos muitos aspectos que me fazem classificar um livro como excelente são: 1- quando ele não sai da minha cabeça por um bom tempo mesmo após o término da leitura e 2- quando eu sinto que ele mudou algo em mim. “Como eu era antes de você” é exatamente esse tipo de livro. Arrebatador, que tira o leitor da zona de conforto e do mundo cor-de-rosa dos romances, com começo, meio e fim pouco provável e bastante fora dos clichês dos romances aos quais estamos acostumados e completamente apaixonantes, uma característica da autora. Com uma história teoricamente triste, mas que arranca não só lágrimas como também muitos risos e que nos faz enxergar esperança e coisas boas em situações nas quais normalmente não conseguiríamos encontrar pontos positivos.

Jojo Moyes já me arrancou suspiros em “A última carta deamor” e desde então me prometi ler todos os livros que ela escrevesse. Demorei muito até tirar “Como eu era antes de você da minha estante digital, mas a autora comprovou que merece mesmo toda a minha atenção quando um novo título dela surgir à minha frente.

No princípio, fiquei um pouco receosa com a história, mas aos poucos fui me envolvendo com cada personagem e me apaixonando por cada um deles, suas características, manias e humores, e quando vi já estava lá, dentro da história de Lou e Will, personagens que ganham vida de verdade enquanto acompanhamos suas histórias e as mudanças que ambos causarão nas vidas um do outro.

Lou é aquela pessoa bastante conformada com sua vida pacata e sem ambições na vida, ainda assim uma personagem cativante. Will é o cara que tinha de tudo do bom e do melhor, mas de quem o destino tirou o básico para que ele fosse feliz, fazendo dele um personagem amargo. É após se conhecerem, quando Lou se torna cuidadora de Will, que embarcamos numa jornada de conhecimento e reflexão sobre as coisas que realmente têm valor na vida e de como é possível ir além quando se sabe como e com quem. E que nem sempre é possível se mudar o destino final, mas que podemos fazer o melhor do caminho até lá.


O livro, que em breve será adaptado pro cinema (leia aqui), ainda me lembrou bastante o filme “Intocáveis”, então se você também se apaixonou pelo filme, a leitura de “Como eu era antes de você” é mais do que indicada!