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segunda-feira, 22 de maio de 2017

RESENHA Oníria de Joana Silva

Por Maju Raz

Título: Oníria

Autora: Joana Santos Silva

Editora: Chiado

Páginas: 72

Sinopse: "Oníria" são pedaços de uma vida, aconchegada entre o passado e o presente, entre o sono e o sonho. Inquietações que nos apanham de olhos ainda cerrados, desligadas da realidade apenas na medida certa. Esta é uma obra de sobressaltos que podiam ser os nossos, povoada por desassossegos que são de todos. Feita de momentos que, ao romper da aurora, nos fazem seguir em frente.









“Não me arrependo de nada que foi feito
Apenas tenho saudades de me encostar no teu peito.”

Joana Santos Silva
Ah, Oníria, reino dos sonhos... eu tive a sorte e o prazer de ser encontrada na web por Joana Silva. Natural de Cascais, Portugal, trabalha em Hotelaria. Já trabalhou e estudou na Escócia e a saudade de casa só resultou em belas poesias.

“Uma viagem de sabores
Que até rasga o papel
Tantos de amores
De amargo a mel.”



E Joana me encontrou e conversamos. Seu livro veio de Portugal da Editora Chiado, que honra! Li tudo numa sentada. UAL! Que intenso! A começar pela capa que é maravilhosamente maravilhosa! Eu amo apanhador de sonhos. O livro é isso. Um apanhado de sonhos e pedaços de vida. Confesso que me peguei com lágrimas nos olhos muitas vezes e o livro ficou cheio de post its assinalando quotes marcantes. Momentos pessoais passados pro papel, chegamos dentro do coração da poeta.

“E eu na total solidão
Agarrada à folha e caneta que escondia
Para não perder a minha poesia.”

A jovem moça tem rima, tem ritmo, métrica, sabe escrever e conduzir o leitor para as suas emoções despertando em nós nossos anseios nos identificando com a autora. Carregada de sensibilidade, Joana nos faz pensar em várias temáticas: amor, viagem, saudade, inquietações, sonhos, medo, tristeza, magia.

“Há um pouco de tudo
Mas sempre em sintonia
Eu digo que é outro mundo
Mundo esse de magia.”


Booktrailer da obra

A Língua Portuguesa é a língua mais sonora entre as línguas de matriz latina. A sonoridade do Português Europeu falado e lido agrada de uma forma tão intensa que transforma a obra da poetisa, é o diferencial deste livro de poemas.

“...Viras-me as costas e ainda vejo que te estás a rir
Queres que eu seja tua amiga para todos os teus problemas
Mas enquanto te divertes eu apenas escrevo poemas...”

Uma obra de sobressaltos feita com tanta maestria e cuidado que nos transporta dentro d´’ alma de Joana a cada poema. Somos inclusos na reflexão do íntimo com as palavras da melhor maneira possível, somos enlevados a cada composição e presenteados com um livro fantástico e mágico. 

Mais que indicado! Muito obrigada, Joana!

“Agora na paz interior peço a uma fada pozinhos mágicos
Para acabar com a minha dor e os momentos mais trágicos...”

“Eu sei que doía e eu de mãos atadas
Voltei a chamar aquela fada...”


O livro pode ser adquirido em forma impressa no site daChiado Editora ou e-book na Amazon Brasil aqui.


segunda-feira, 4 de julho de 2016

RESENHA "Amor à moda antiga", Fabrício Carpinejar

Por Francine Estevão

Título: Amor à moda antiga
Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Belas-Letras
Páginas: 112

Sinopse: Em seu aniversário de 43 anos, Fabrício Carpinejar ganhou de presente uma velha máquina de escrever Olivetti Lettera 82 verde-esmeralda. Desde esse dia, ele se dedica a escrever nela poemas de amor e a guardá-los como um inventário de seus sentimentos e emoções ao longo de sua carreira. Pela primeira vez, a Belas-Letras publica esses poemas exatamente como os originais foram enviados à editora, em maços de papel despachados pelos Correios, sem nenhum tipo de correção ortográfica, edição ou retoques, inclusive com as próprias anotações à mão feitas pelo próprio Carpinejar. Todos os textos de Amor à Moda Antiga (inclusive este) foram originalmente escritos em máquina de escrever. O resultado é um livro orgânico, singelo e apaixonadamente imperfeito, exatamente como o amor é.


Quando Fabrício Carpinejar veio a Ribeirão Preto para a 16ª FeiraNacional do Livro, a Maju me deu de presente o livro de poemas que ele estava lançando na ocasião, “Amor à moda antiga”.

Eu tinha lido, recentemente, outros dois livros do autor: “Espero Alguém” e “Ai meu Deus, ai meu Jesus!”, ambos de crônicas.

Eu já acompanhava uma coisa ou outra do Carpinejar que lia na internet e sempre achei seus textos interessantes. Podendo mergulhar mais em seus escritos, fiquei ainda mais encantada com a forma como ele consegue colocar no papel coisas que fazem parte da vida de muitos de nós.

99% dos seus textos são sobre relacionamentos. Mas ainda há um ou outro sobre assuntos diversos. De qualquer forma, ele tem um dom de captar detalhes e se aprofundar de uma forma única e que nos desperta também para coisas que muitas vezes nos passam despercebidas.

Enquanto lia cada um de seus livros, sua escrita e seus textos despertavam em mim o lado “escritora” e eu terminava a leitura morrendo de vontade de escrever sobre mil coisas.

Há também em suas palavras humor, ironia, mas acima de tudo muito amor. E em seu primeiro livro de poemas, “Amor à moda antiga”, não é diferente. Inclusive, um dos aspectos que gostei muito do livro foi como ele conseguiu manter sua capacidade de dizer tantas coisas e transmitir tanto sentimento com tão poucas palavras. Você percebe que estão contidos nos poemas a mesma essência das crônicas do autor.

Além disso, “Amor à moda antiga” tem um trabalho gráfico muito bonito. A capa é texturizada com aberturas que mostram o título, o nome do autor e a editora. As páginas são coloridas. Há fotos no final. E os textos foram publicados da mesma forma em que foram escritos: em uma máquina de escrever e sem revisão ou edição digitais, o que nos leva a algumas correções feitas à mão, de caneta. Um trabalho muito cuidadoso e delicado da editora Belas-Letras que dá um toque de “único” ao livro.  

Thanks pelo livro, Maju! :)