quarta-feira, 13 de junho de 2012

Resenha - @mor de Daniel Glattauer

Por Roh Dover
Esta resenha também foi publicada no blog TriBooks

Título Original: Gut Gegen Nordwind
Título Nacional: @mor
Autor: Daniel Glattauer

Lançamento: 2012
Páginas: 184
Categoria: Romance/ Internet
Editora:Suma de Letras

Sinopse: Num e-mail enviado por engano, começa um relacionamento virtual que testa as convicções de Leo Leike e Emmi Rothner. Inicialmente, Emmy só queria cancelar uma assinatura de revista. Depois, inclui Leo por engano entre os destinatários de um e-mail de boas festas. Na terceira troca de e-mails, o mal-entendido dá lugar à atração mútua, reforçada pelo fato de um nunca ter visto o outro. Nada como a curiosidade instigada por frases bem encadeadas chegando a intervalos regulares numa caixa postal eletrônica para que os dois se esqueçam dos possíveis impedimentos. O austríaco Daniel Glattauer dá nova vida à tradição epistolar em @mor, primeiro de dois romances que exploram um relacionamento sustentado basicamente em trocas de e-mails. Romance de estreia de Glattauer e campeão de vendas na Alemanha e na Espanha, o livro explora, sob roupagem moderna, sentimentos familiares a amantes de todas as gerações.

Desde a trilogia “Boy” da Meg Cabot em que o enredo é sustentado por e-mails e mensagens de texto, qualquer livro que se remeta a este tipo de história eu leio. Descobri meses atrás que existia um chamado “TweetHeart”, e meus olhos brilharam quando descobri que a história inteira era escrita através de tweets.
Então não foi a toa que peguei @mor de Daniel Glattauer para ler. A sinopse do livro é muito chamativa e a chamada de Der Spiegel na capa, diferente de “Onze” de Mark Watson, é puramente verdadeira. Quando ele diz “um dos diálogos amorosos mais inteligentes e encantadores da literatura atual” ele está resumindo pontualmente nossos sentimentos enquanto estamos lendo @mor.
Os primeiros diálogos entre Emmy e Leo nos fazem dar boas risadas. Emmy manda um e-mail cancelando uma assinatura de uma revista e por engano chega até Leo no e-mail dele. Assim como a vida de Emmy com o Leo e a vida de Leo com a Emmy. Nada mais na vida deles será igual depois dessa simples e enganosa troca de e-mail.
A partir das primeiras páginas eles se apaixonam pelas pessoas que eles imaginam ser atrás da tela do notebook. Nessa parte nós nos desconectamos do livro. Quem em sã consciência hoje em dia trocaria e-mail e se apaixonaria por um completo desconhecido?! A partir da terceira resposta do estranho desconhecido eu com certeza o chamaria de O Psicopata da Rede Digital e bloquearia ele da minha vida virtual – pra sempre.
Emmy não fez isso #alouca. E depois damos graças a Deus por ela não o ter feito. Conforme as poucas páginas do livro vão passando, começamos a nos conformar com a estranheza da situação. Entendemos o lado de Emmy e por que ela se apaixonou pelo Leo imaginário dela, e conhecemos um pouco do porque Leo precisa escrever para Emmy. Não, ele não é O Psicopata da Rede Digital como pensei.
Depois que voltamos a nos conectar com o livro, também nos apaixonamos pelos personagens e por suas necessidades de escrever um para o outro. Além daquela vontade irreverente que nos passa de seguir para a página adiante e saber se eles vão se encontrar na vida real, longe dos e-mails virtuais.
Se eles se encontram ou não, só lendo para saber. Mas Daniel escreve uma história de amor virtual maravilhosamente bem. Nos encantamos com os diálogos e rimos com os personagens. Ficamos ansiosos e tensos. Ficamos com raiva e xingamos. Damos conselhos e lemos. Emmy e Leo se tornam parte da nossa amizade, que assim como o amor deles, nasce do nosso imaginário e lá fica para sempre.
Citações Favoritas
"Não se pode repetir os velhos tempos. Como o nome já diz, esses tempos são velhos. Novos tempos não podem nunca ser como os velhos tempos. Quando se tenta, eles parecem, tão somente antigos e gastos, como aqueles pelos quais se suspira."

terça-feira, 12 de junho de 2012

Resenha - "Roubada" de Lesley Pearse


Por Maju Raz

Título Original: “Stolen”
Título Nacional: “Roubada”
Autor: Lesley Pearse
Lançamento: 2011
Páginas: 376
Categoria: Ficção; Literatura Inglesa.
Editora: Novo Conceito
  
Sinopse: Uma bela garota loira é encontrada quase afogada em uma praia. Ela não tem memória de quem ela é ou que horrores a deixaram lá. Mas um artigo sobre ela em um jornal de Brighton faz o alarme tocar para a esteticista Dale, que mostra as fotografias de Lotte Wainright para a polícia. As meninas se encontraram enquanto trabalhavam em um navio de cruzeiro e sua amizade floresceu enquanto navegaram os mares da América do Sul, até Lotte cair sob a influência sinistra de um casal de idosos americanos. Para seu arrependimento, Dale não vê Lotte desde que deixou o navio meses atrás... mas a menina na praia - embora machucada - é realmente sua amiga de quem sentiu muita falta. A reunião só marca o início de uma onda de segredos perigosos, mentiras e pesadelos. Onde Lotte esteve? Quem é o homem que parece querer matá-la? E o que aconteceu ao bebê que ela recentemente deu a luz? Dale e Lotte devem cavar fundo e encontrar a força para lutar contra todas as probabilidades, se quiserem reconstruir sua amizade e sobreviver ao passado roubado - e mortal - de Lotte.

Ual! Se eu tivesse que usar uma só palavra para descrever o livro seria INTRIGANTE. “Roubada” é uma história repleta de mistério e muito suspense que envolve corrente de segredos, mentiras e perigos. Tudo começa quando uma bela garota chamada Lotte é encontrada semi-afogada em uma praia sem nenhuma memória de quem ela é e de como chegou lá. Sua amiga Dale e seu amigo Scott a reconhecem quando sua foto sai no jornal, mas ninguém faz ideia do real motivo por qual Lotte se encontra daquele jeito. O que será que aconteceu? Ela foi sequestrada? 

Esse é mais um livro que você não consegue parar de ler até juntar todas as peças e no fim descobrir o que realmente se passou. A autora vai arquitetando um suspense onde o medo se transforma em ansiedade e o desespero toma conta da história de Lotte, numa narrativa cheia de revelações do tipo que você para e pensa: NÃO!MEU DEUS! 

Lesley Pierce possui uma carreira concretizada e premiada e é uma das escritoras mais amadas do Reino Unido com vendas de mais de 7 milhões de cópias de seus 20 livros até o momento, mas não sabia o que esperar da autora. Não me decepcionei. O jeito que Lesley vai revelando os mistérios, dando as respostas pouco a pouco envolve o leitor de uma forma diferente e o leva a estabelecer o passado de Lotte até um final extraordinário que vai te chocar e emocionar ao mesmo tempo.

A Editora Novo Conceito ainda não é nossa parceira, mas está cada vez mais nos surpreendendo e em trazer sempre inovações atraentes ao mercado. Para quem gosta do gênero suspense e o deseja lê-lo com um olhar diferente eu recomendo.



Veja também  "Autora Inglesa Lesley Pearce participa da 12ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto" clicando aqui.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

ENTREVISTA: Alexandre Callari + RESENHA: Apocalipse Zumbi Brasileiro

Por Maju Raz


Que Zumbis estão “na moda” e são tendência não é novidade, e mesmo me causando pesadelos estão cada vez mais em alta graças a série de T.V. “The Walking Dead” que surgiu a partir das histórias em quadrinhos de Robert Kirkman. Mas muita gente valoriza somente obras e séries internacionais. Não estou criticando quem gosta e prefere literatura internacional, mas temos muitos autores brasileiros bons e que, às vezes, não são conhecidos pelo simples fato do internacional ser mais forte no Brasil e comprimir autores nacionais. 

Sim, eu leio livros estrangeiros e amo “The Walkig Dead” e “Resident Evil”, mas hoje o post é sobre o primeiro livro a ser escrito no Brasil com o tema “mortos –vivos” de Alexandre Callari, um dos apresentadores do programa “Pipoca e Nanquim” e grande colecionador de HQs.

Na história o mundo foi dominado por contaminados (zumbis) ágeis e incansáveis. Os humanos vivem isolados em um quartel chamado Ctesifonte. Para continuarem a viver, enviam para a cidade apocalíptica os chamados “batedores” os quais coletam suplementos para a comunidade. Em determinado momento, um desses grupos sai, mas demoram a voltar, e então Manes, líder do grupo, convoca mais batedores em busca do resgate de possíveis sobreviventes, dando início à jornada de suspense, terror e muitos, mas muitos zumbis.

Fiz a resenha do livro ano passado e entrevistei o autor quando ainda estava com nossas parceiras do TriBooks e achei que merecia ser compartilhada com vocês. Quem gosta do tema vai adorar o que o autor tem para revelar, e os que apoiam e difundem a nossa literatura também.

Confira a entrevista abaixo:

Qual o maior desafio de se lançar um livro com o tema mortos-vivos no Brasil?
Acredito que lançar um livro não é algo complicado. Qualquer um pode fazê-lo hoje em dia. O problema é conseguir um contrato com uma boa editora (já que tem um monte de picareta no mercado) e dar visibilidade a esse livro. Produzir é fácil, vender é difícil. É preciso uma boa organização, perseverança, trabalho firme em redes sociais e paciência, muito paciência. O nome do livro é firmado aos poucos, assim como o do autor. Com um tema como zumbis, a coisa piora por causa do preconceito que muita gente tem. Felizmente, o gênero vive um bom momento.

De onde surgiu a idéia de lançar um livro com cd de música e com esse tema?
Tenho um passado muito rico na música. Fiz parte de uma banda de heavy metal chamada Delpht que chegou a ter certa importância na cena underground em SP. Produzi o disco William Shakespeare’s Hamlet, até hoje um dos maiores trabalhos de metal já feitos no Brasil, com 14 bandas e uma orquestra. Sabendo desse meu background, meu editor pediu que eu fizesse uma música para lançar na Internet. Fui resistente a princípio, mas após certa insistência dele, concordei. O problema é que quando comecei a compor, surgiram várias músicas, e o projeto acabou tornando-se um CD acompanhando o livro – algo bastante diferente e inusitado. Espero que o pessoal esteja curtindo.

Por que o tema mortos-vivos e não vampiros e lobisomens?
Gosto muito do gênero terror, mas vampiros têm uma longa tradição na literatura, inclusive no Brasil. Não dá para competir com Andre Vianco e Giulia Moon, então optei pelo ineditismo. Fora isso, zumbis servem mais ao propósito da história que queria contar. Mas não vou ficar preso a esse gênero. Meu próximo livro, que sairá antes do Apocalipse Zumbi II, foge completamente ao que qualquer um espera de mim – e será muito, mas muito legal mesmo. Só não posso contar o que é.

O que é mais compensador para você?
As críticas positivas e reação do público. Toda semana alguém me envia um e-mail elogiando o material, ou me adiciona no Facebook, ou se junta à página do livro no Facebook, ou me segue no Twitter... Não recebi nenhuma resenha ou crítica negativa ainda – e isso é o mais legal. Saber que seu trabalho está sendo aceito pelo público.

No livro algumas personagens suas parecem sentir compaixão pelos zumbis e os chamam de "humanos"? Você também enxerga igual às personagens?
Não. No meu ponto de visto, eu cortava a cabeça de quem precisasse. Mas como sei que nem todos seriam duros assim, tive que criar ambientes mais verossímeis. O mundo pode vivenciar o pior de todos os cenários, que ainda haveria compaixão, e isso é uma realidade que precisa ser expressa.

No filme "Terra dos Mortos" os zumbis "pensam", porque os seus não?
Há muitas interpretações para zumbis. Quis que meus monstros fossem brutais, selvagens e desprovidos de emoção – seres movidos apenas pela necessidade mais básica: se alimentar. Não quero evolução para eles, quero apenas um elemento perigoso, mas até certo ponto previsível. A grande incógnita do livro acaba girando em torno dos próprios seres humanos. Nunca sabemos o que eles farão.

O que acha dos filmes e seriados mais recentes com o tema mortos-vivos como "Resident Evil", "The Walking Dead", etc? Acha legal a idéia de filmes baseados em HQs e livros?
Sou a favor de adaptações, mas elas precisam ser bem feitas. Resident Evil não é um filme de terror, mas uma aventura/ficção científica de ação, voltado para o público jovem. Para essa proposta, o filme é bem sucedido. Mas eu curto mais longas casca-grossa, como REC e Madrugada dos Mortos. A série The Walking Dead, embora esteja fazendo muito barulho, não está cumprindo com as expectativas. Mas estou curioso mesmo para saber o que Brad Pitt vai aprontar no ano que vem, com a estreia de World War Z.

Pretende lançar um filme sobre seu livro?
Meu livro está na mão de uma grande produtora de cinema. Seria um sonho vê-lo filmado, mas não alimento grandes esperanças. Estou, a passos de formiguinha, trabalhando nessa direção, porém é extremamente difícil. Mas se me fizessem uma proposta, eu aceitava na hora.

Você também teve compaixão de alguma personagem e não a matou? Ficou com pena de matar alguém?
Não. Pessoas morrem. É a vida.

Você comentou comigo sobre a continuação da série, pode nos dizer um pouquinho do que está por vir?
Sim. O Quartel tomou consciência de que seus recursos acabarão muito antes do que os zumbis. Eles precisam partir para as cabeças e tomar as rédeas da situação, mas isso não será nada fácil. Como vencer onde os próprios governos e exércitos do mundo inteiro fracassaram? Qual será a estratégia? Veremos no próximo volume outras comunidades de humanos, nem todas boazinhas. A tensão entre Manes e Espartano irá se intensificar à medida que as opiniões de ambos irem em direções cada vez mais opostas. Algo ainda pior do que ocorreu no volume 1 acontecerá com a comunidade do Quartel no final de volume 2. Teremos novos personagens entrando e mais algumas perdas. Mas antes de entregar mais o jogo, convido a todos a conhecerem o primeiro volume a também a HQ, que sairá provavelmente em abril. Ela se chamará Apocalipse Zumbi: Crônicas do Dia Z e irá narrar os primeiros dias da epidemia.

Agradecemos pelas experiências compartilhadas conosco;) Você tem alguma mensagem a passar para nossos leitores?
Obrigado a todos que acompanharam esta entrevista e espero encontrá-los em um futuro próximo. Grande abraço!




Resenha:
Título: Apocalipse Zumbi – Os primeiros anos
Autor: Alexandre Callari
Lançamento: 2011
Páginas:
346
Categoria:
Suspense/Terror
Editora:
Évora
  

 Sinopse: O caos reina no mundo. A civilização entrou em colapso. As comunicações, a energia elétrica e a vida em sociedade, como a conhecemos, praticamente se extinguiram. Nem toda nossa tecnologia foi capaz de nos proteger e evitar que dois terços da humanidade morressem. Os poucos que sobreviveram estão exaustos e tentam reunir o que ainda resta das suas forças e recursos para se manterem vivos. E, para piorar, eles não estão a sós. Dia e noite, são perseguidos pelos contaminados – sempre à espreita com seus olhos vermelhos, pele pálida, dentes podres e uma terrível sede de sangue e de carne humana. Nesse cenário de terror e desesperança, Manes luta desesperadamente para manter sua comunidade unida. Ela subsiste em uma construção cercada por paredes de concreto chamada Quartel. Porém, quando alguns de seus membros estão em apuros do lado de fora, sendo cruelmente caçados pelos contaminados, Manes parte para resgatá-los. A sua ausência e a chegada do enigmático Dujas abalam severamente o tênue equilíbrio interno do Quartel, colocando em risco a vida de todos. O perigo e o medo tomarão conta deste, que é um dos poucos redutos em que homens e mulheres vivem em “segurança”. Cheio de intrigas, mistério e horror, Apocalipse Zumbi é uma aventura de ficção eletrizante, com muitos elementos de realidade que mexerão com a mente e o coração dos leitores. Alexandre Callari oferece nesta obra o melhor do gênero zumbis e, ao mesmo tempo, cria um mundo à parte, que conta com suas próprias regras e lógica. Bem-vindo ao universo de Apocalipse Zumbi!

“-Não há um único ser humano no mundo que não tenha perdido alguma coisa. Mesmo se o Dia Z jamais tivesse ocorrido, desde o começo dos tempos, todos sempre perderam alguma coisa. A existência é efêmera, e a perda faz parte dela. O que importa não são os momentos que perdemos,mas, sim, os que ganhamos.” Página 312.

E se um belo dia você acorda e o mundo está de ponta cabeça e repleto de mortos-vivos? O que você faria?

Eu sempre gostei muito de games sobre Zumbis. Apaixonei-me pelo “Resident Evil” e por “Terra dos Mortos”. Depois veio “Extermínio”, “Zumbilândia”, “Fome animal”, “Eu sou a Lenda” até que descobri “O Despertar dos Mortos” de George A. Romero. Sei que fiz um processo inverso já que esse último é o melhor filme de terror sobre mortos-vivos de todos os tempos.

E se nós misturarmos um pouco dos filmes acima citados com mais um clima de fim do mundo você encontra “Apocalipse Zumbi” de Alexandre Callari. . O livro é o primeiro a ser escrito no Brasil com o tema “mortos-vivos”. Callari é escritor, professor, e tradutor. Também trabalha com música e traduziu “Conan – o Bárbaro” da Editora Évora. É editor e apresentador do site Pipoca & Nanquim.

A história mostra os dias ameaçadores que uma comunidade fragilizada vive dentro de um Quartel chamado Ctesifonte. Seguimos o dia-a-dia de humanos (alguns sem esperança de vida e outros com expectativa) “liderados” por Manes, um homem bronco e justo. Criaturas famintas caminham pela terra em busca de carne humana. Manes faz o que pode para manter a comunidade juntamente com a ajuda dos batedores, homens que saem em busca de suplementos para a comunidade.

Qualquer descuido pode ser mortal, já que lá fora estão os contaminados famintos por carne humana. A paz dentro do Ctesifonte já não era uma das melhores, afinal, que ser humano gosta de ficar preso? Com a chegada do “novato” e estranho Dujas o equilíbrio que já estava cambaleando cai de vez e nos faz pensar: o perigo verdadeiro está lá fora ou ao nosso lado? Às vezes os maiores inimigos não são os zumbis, e sim, os próprios humanos. 

É a luta dignidade X humanidade em pleno apocalipse. Vemos confrontos com zumbis e humanos assim como nos deparamos com a exploração da natureza do nosso próprio ser. Alguns personagens foram tão individualistas que chega a dar raiva do ser humano. Em compensação outras personalidades têm compaixão até dos contaminados.

Eis que um grupo de batedores é atacado! Então Manes e seu outro bando de batedores se ausentam da comunidade para ajudar seus amigos lá fora, num mundo apocalíptico cheio de contaminados. Contudo o estranho Dujas poderá colocar a perder todo o esforço que Manes tem feito para sobrevivência do Ctesifonte. Aguardo ansiosamente os próximos volumes de um projeto que pretende ser uma trilogia.

BookTrailer de Apocalipse Zumbi 

sábado, 9 de junho de 2012

Lançamentos Junho - Editoras Parceiras da Sociedade do Livro

Por Francine Estevão

“Unika – A Chama da Vida” de E. J. Allibis por Universo dos Livros

O livro é o primeiro de uma trilogia da escritora italiana E.J. Allibis. Na Itália, o último livro da série deve ser lançado ainda este ano.


 
Sinopse: Eve, Jack e Jo estão prestes a descobrir que um deles é um anjo e o guardião da Chama da Vida, uma das duas Entidades Fundamentais que governam o Universo. Mas qual dos três é o anjo? Qual é a sua verdadeira história? Por que seu coração carrega a Chama da Vida? O leitor acompanhará uma aventura sem igual por Sefira, o vale onde vivem os anjos, e enfrentará o Adlivun, a épica batalha entre o Bem e o Mal.

“Caminhos de Sangue” de Moira Young por Intrínseca

O livro também é o primeiro de uma série intitulada “Dustlands” e conta uma aventura em um mundo futurista e violento.



Sinopse: Saba passou a vida inteira na Lagoa da Prata, uma imensidão de terra desértica assolada por constantes tempestades de areia. O lugar não a incomoda, contanto que o irmão gêmeo, Lugh, esteja por perto. Quando, porém, uma gigantesca tempestade chega trazendo quatro cavaleiros de mantos negros em seu rastro, a vida que Saba conhece chega ao fim: Lugh é raptado e ela tem que embarcar em uma perigosa jornada para resgatá-lo. Repentinamente jogada na realidade selvagem e sem lei do mundo além da Lagoa da Prata, Saba não consegue pensar no que fazer sem Lugh para guiá-la. Por isso, talvez a maior surpresa seja o que descobre sobre si mesma: é uma lutadora incansável, uma sobrevivente feroz e uma oponente perspicaz. Com a ajuda de um audacioso e atraente fugitivo e de uma gangue de garotas revolucionárias, Saba se torna a protagonista de um confronto que vai mudar o destino de sua civilização. Com ritmo arrasador, ação constante e uma história de amor épica, Caminhos de sangue é uma aventura grandiosa ambientada em um mundo futurista e violento.


“Resposta Certa” de David Nicholls por Intrínseca 



Sinopse: O ano é 1985. Brian Jackson, com uma bolsa de estudos e ótimas notas, acaba de entrar para a universidade. E parece que finalmente conseguirá realizar um antigo sonho: aparecer em um popular programa de perguntas e respostas na televisão, onde poderá demonstrar todo o seu repertório de cultura geral. Após entrar para a equipe da faculdade e passar pela fase classificatória, Brian se prepara para seu primeiro embate televisivo, ao mesmo tempo em que se vê apaixonado por uma de suas colegas de time: a linda, inteligente e assustadoramente elegante Alice Harbinson. Quando Alice se recusa a ceder aos encantos ligeiramente ansiosos de Brian, ele aparece com um plano infalível para conquistar o coração de sua amada de uma vez por todas. Ele vai ganhar o jogo. A qualquer custo. Porque, afinal, todos sabem que o que uma mulher realmente procura em um homem é uma vasta gama de conhecimentos gerais...

“Desejos dos mortos” de Kimberly Derting por Intrínseca

“Desejo dos mortos” é a continuação de “Ecos da Morte” da série “The Body Finder”.



Sinopse: Enquanto tenta manter seu segredo, Violet, involuntariamente, torna-se objeto de uma perigosa obsessão. Seu primeiro impulso, como sempre, seria pedir ajuda ao melhor amigo, Jay – porém, agora que os dois são um casal, as coisas não funciona mais assim. Ele passa cada vez mais tempo com um novo colega, Mike, e Violet tem oportunidade de sobra para pensar e repensar sobre o que, afinal, está fazendo seu namoro dar errado. É então que ela se dedica a investigar a vida do récem-chegado Mike, e diante da trágica história familiar do garoto Violet se depara com uma verdade capaz de colocar todos eles em extremo perigo.

“Helena de Tróia” de Francesca Petrizzo por Lua de Papel



Sinopse: Um navio retorna de uma intensa batalha pelas costas gregas. Uma mulher observa o contorno do Peloponeso na penumbra do crepúsculo. É a jovem Helena, oferecida pelo pai ao conquistador Menelau para garantir a paz e sobrevivência de seu povo. Uma fatídica decisão que seria carregada de tristeza e tragédia, porque Helena começa a buscar nos braços de outros aquilo que lhe fora negado. Numa narrativa lírica e original, esta obra traz a versão de Helena da história lendária que é conhecida em todo o mundo. A disputa que originou a guerra de Troia. De sua infância em Esparta aos anos turbulentos de sua união com Menelau e a fuga com Páris e todas as suas consequências. A vida de uma mulher que estava destinada ao poder, mas era movida a paixão e seu amor provocou uma das guerras mais famosas de todos os tempos. “Helena é meu nome, mas posso ouvi-los me chamando de adúltera nas minhas costas. Eu nasci em Esparta, mas fui embora para Troia, por amor. Eles costumavam dizer que eu era a mulher mais bonita do mundo e viviam julgando o quão pouco ganhei e o quanto perdi depois que fugi, mas eles não estavam lá depois de tudo o que passei. Eu estava.”

“A Dança dos Dragões” de George R.R. Martin por LeYa

O livro é o quinto da série “As Crônicas de Gelo e Fogo”.



Sinopse: O Norte jaz devastado e num completo vazio de poder. A Patrulha da Noite, abalada pelas perdas sofridas para lá da Muralha e com uma grande falta de homens, está nas mãos de Jon Snow, que tenta afirmar-se no comando tomando decisões difíceis respeitantes ao autoritário Rei Stannis, aos selvagens e aos próprios homens que comanda. Para lá da Muralha, a viagem de Bran prossegue. Mas outras viagens convergem para a Baía dos Escravos, onde as cidades dos esclavagistas sangram e Daenerys Targaryen descobre que é bastante mais fácil conquistar uma cidade do que substituir de um dia para o outro todo um sistema político e económico. Conseguirá ela enfrentar as intrigas e ódios que se avolumam enquanto os seus dragões crescem para se tornarem nas criaturas temíveis que um dia conquistarão os Sete Reinos?

“Você está sendo vigiado” de Gregg Hurwitz por Arqueiro



Sinopse: Patrick Davis tinha um sonho: ver seu nome nos créditos de um filme. Mas não imaginava o preço que teria de pagar por isso. Logo depois de vender seu primeiro roteiro a um estúdio, sua vida entra em colapso. Ele não consegue se firmar como roteirista de Hollywood e, para piorar, seu casamento mergulha numa crise. Misteriosamente, Patrick passa a receber DVDs com gravações dele e da esposa dentro de casa. Após descobrir câmeras escondidas, o casal procura a polícia. Dias depois começam as ligações e os e-mails anônimos propondo um acordo para que tudo volte ao normal. Desesperado, ele não hesita em aceitar a oferta. Mas sua decisão se revela um erro. Logo ele se vê envolvido numa rede de intrigas que pode custar sua vida e a das pessoas que ama. Cada vez mais acuado, Patrick percebe que só há uma saída: superar seus inimigos ocultos no próprio jogo deles. Eletrizante da primeira à última página, Você está sendo vigiado foi um enorme sucesso de crítica nos Estados Unidos, fazendo com que Gregg Hurwitz fosse apontado como uma das revelações do suspense, comparado a grandes mestres do gênero, como Harlan Coben.

DICA: Antes de ler um livro de auto-ajuda

Por Francine Estevão

Eu já gostei de livros de auto-ajuda. Hoje, não consigo ler mais nenhum, mas acredito que alguns deles têm sim seus méritos. Mas tem quem gosta. Então, para essas pessoas, segue algumas dicas do que levar em consideração antes de comprar um livro do gênero:

1) Confira as credenciais do autor
É importante buscar o nome do autor e conferir suas credenciais acadêmicas e profissionais. No entanto, lembre-se que o treinamento e experiência de alguém dizem apenas parte de suas capacidades. Você não pode julgar a autoridade de um livro completamente pelo histórico acadêmico do autor. É importante considerar que os especialistas muitas vezes têm prazo de validade. A pesquisa ou linha de ação usada de maneira bem sucedida há 30 anos pode não ser mais a metodologia recomendada atualmente. Antes de fazer a compra, veja análises e críticas do livro (procure comentários atuais) e veja se ele se ajusta às suas necessidades da melhor maneira possível, levando em consideração as pesquisas atuais.


2) Pense no livro como se fosse um terapeuta
O sucesso de uma terapia acontece a partir de uma conexão entre você e seu terapeuta. É claro que você não consegue ter um relacionamento com um livro, já que ele não conversa com você ou trata-o como um indivíduo único. Mas é exatamente isso que um autor bem sucedido e competente consegue alcançar: ele escreve de tal forma, que você sente como se estivesse em um relacionamento. A psicóloga Susan Whitbourne explica que boas terapias são pensadas em termos de três fases de desenvolvimento do relacionamento terapêutico: estabelecimento, desenvolvimento e manutenção. Um livro de autoajuda consegue alcançar o primeiro estágio quando sua linguagem e entendimento são relativamente fáceis para o leitor, fazendo com que ele se sinta motivado a continuar porque o autor entende seus problemas. O desenvolvimento é alcançado quando o autor permite que os leitores sintam-se confiantes com a técnica apresentada no livro, de maneira que possam aplicá-las a seus problemas. Por último, para manter o relacionamento, um bom livro é aquele que, mesmo lido novamente meses mais tarde, continua útil para aquilo que você quer alcançar.


3) Qualidade do texto
Não são apenas as credenciais técnicas do autor que devem ser avaliadas, mas também sua capacidade de escrita. O livro de autoajuda é, primeiramente, um livro como qualquer outro e deve manter a linguagem clara, objetiva e coerente. Você pode ter uma ideia dessas características ao ler as primeiras páginas do livro. Pense se gostaria de ser atendido por esse autor pessoalmente a partir do que conseguiu ler e então faça sua decisão.


4) Defina o formato ideal
Cada indivíduo possui necessidades específicas que, da mesma forma, devem ser correspondidas especificamente. Se você gosta de conselhos explicativos, com comprovações científicas e muitos exemplos, então livros com essas características irão atender mais adequadamente suas necessidades. Pessoas que gostam de maior objetividade, por outro lado, dificilmente irão terminar de ler um livro assim. Sejam quais forem suas características pessoais de leitura e compreensão, é importante que você encontre o livro certo para atendê-las.


5) Leia de maneira crítica
Você deve se colocar na disposição de ler o livro de maneira crítica, sem aceitar todos os argumentos e conselhos dados pelo autor. É claro, algumas recomendações são difíceis de aceitar porque interferem em padrões de comportamento há muito tempo estabelecidos por você. Mas é importante lembrar que, muitas vezes, são exatamente esses hábitos que o levam a desenvolver os problemas enfrentados, seja na vida pessoal ou na carreira. Se você realmente não concordar com as diretrizes ou opiniões defendidas pelo autor, não olhe criticamente apenas para o livro, mas também para as suas opiniões, para que sua qualidade de vida esteja sempre em manutenção na busca pela melhora.

Fonte: Universia

DICA: 10 Motivos para não emprestar seus livros de jeito nenhum...


Por Francine Estevão

Com certeza, todo mundo aqui já emprestou um livro para alguém e quando recebeu ele de volta – se é que ele voltou - digamos que pensou “AI-MEU-DEUS o que aconteceu com meu livro?”.
No fundo no fundo eu gosto de emprestar livros, porque eu também gosto de pegá-los emprestado (afinal, não dá para comprar TUDO que a gente que ler), mas para quem é cuidadoso ao extremo com os próprios livros e com o dos outros, como eu, emprestar livro é sempre motivo de pânico.

Por isso, adorei esse post do site Listas Literárias.

Então, fica a dica dos motivos pelos quais você não deve emprestar livros:

1 - Eles não voltam: Pois é meus amigos, segundo o Literary Institute List, of Big Swanp City, 98,7% dos livros que você empresta, tendem a sumir misteriosamente sem explicações convincentes, em que o responsável pela abdução interplanetária de seu livro também sequer sabe onde foi parar;

2 - Maldita Roda: Parte dos desaparecidos some no buraco negro da Roda de Empréstimo, em que naturalmente aquele que lhe tomou emprestado, empresta a outro, e para outro... Aí já viu né...

3 - Eles nunca mais são os mesmos: (tá vendo o que eu disse) E quando alguns conseguem voltar, esteja preparado, pois grande parte dos heróis que são emprestados voltam com as escoriações de guerra, pois quem dificilmente terceiros tratam livros como o próprio, dono, ou como o dono gostaria, com suas manias peculiares...

4 - Evita hipertensão: Sim, todo fanático por seus livros não consegue dormir, pensando em como estará seu filhote fora de casa. A agonia de imaginar ele regressando com orelhas e amassados eleva a pressão... Aliás, o pensamento na simples possibilidade que ele não volte é para quase dar um infarto...

5 - Mantém amizades: Confessa aí, você não manteria a mesma cara de felicidade ao reencontrar aquele amigo que te pediu Guerra dos Tronos para ler, e nunca mais devolveu? Pois é, se você não tivesse emprestado, não teria esse clima;

6 - De certa forma você está seguindo preceitos católicos: Sim, quem não lembra que a própria igreja é uma das que mais cometeu usuras quanto aos livros, relegando-os a uma meia dúzia de sábios o acesso a leitura. Sei que não é o melhor exemplo, mas que serve de desculpa, a isso serve; 

7 - Não deixar sua estante feia: Tem coisa mais nervosa e triste que olhar para estante e ver o vazio causado pela falta do livro emprestado. Ele nasceu para estar ali. Então não há porque tirá-lo de lá;

8 - Aquecer o mercado editorial: Vejamos a coisa toda por um lado macroeconômico. Se não emprestarmos livros, mais gente acaba comprando. Com mais gente comprando, mais os preços podem reduzir. Além disso, um volume maior de livros vendidos, certamente acarreta em mais necessidades de trabalhadores no mercado editorial...

9 - É bonzinho: Se você não emprestar será poupado de desdenhadores que além de tudo não pagaram para ler o livro, ou será que ninguém ai emprestou o livros, e quando de a sorte de receber de volta escutou: "é bonzinho!"

10 - Proteja seus filhos: Você emprestaria seus filhos? Eu também não. O fato que para muitos apaixonados por livros, estes são como um filho, e deste modo sabemos que a melhore forma de proteção é tendo-os sob nossos olhos...

Autora brasileira é sucesso na Alemanha


Por Francine Estevão



(PS: AMO essa capa!)

“Perdida – um amor que ultrapassa as barreiras do tempo”, primeiro livro da escritora paulista Carina Rissi é um dos mais vendidos na Alemanha.

Com o sucesso por lá, a autora, que vai estar na Bienal do Livro de São Paulo, já foi procurada para ter a obra traduzida para o frances e para o italiano.

No Brasil, “Perdida” é publicado pela editora Baraúna.



Harry Potter vira livro interativo para Playstation


Por Francine Estevão



A saga “Harry Potter” vai ganhar uma versão interativa exclusiva para Playstation 3.

A obra vai chamar “Livro dos Feitiços” e o produto foi anunciado pelo presidente da Sony em Los Angeles.

O game permitir ao usuário fazer uma espécie de curso de magia como se fosse estudante de Hogwarts através da interação com sensores que permitem ao controle do OS se mover como se fossem varinhas.