sexta-feira, 18 de abril de 2014

TAG: Sete pecados literários

E a TAG de hoje é.... Sete Pecados Literários que eu tirei do blog Leitora Incomum.

1 - Ganância - Qual é seu livro mais caro? E o menos caro? 
Acho que o mais caro foi “As Palavras”, da Clarice Lispector (deve ter tido algum mais caro, mas lembro desse porque está mais recente). E o mais barato, vários dos que compro nas promoções da Fnac. Também pra ficar com o mais recente, “Deslembrança”, da Cat Patrick.




2 - Ira - Com qual autor você tem uma relação de amor e ódio? 
Cecelia Ahern. Tem livro dela que é ótimo e me faz morrer de tanto chorar de tão bom (“O Presente”), tem livro que marcou pra sempre (“Se você me visse agora”) e tem livro que me arrependo profundamente de ter lido (“O livro do amanhã”). Depois dessas experiências, fico meio com receio de começar a ler uma nova história dela porque nunca sei se vou amar ou odiar.


  
3 - Gula - Que livro você devorou sem vergonha alguma? 
Pra ficar nos mais recentes, devorei “Quem sabe um dia”, da Lauren Graham (resenha me breve no blog).



 4 - Preguiça - Qual livro você tem negligenciado devido à preguiça? 
Neste exato momento estou com “Doors Open” do Ian Rankin começado, mas to com uma preguiça mortal de ir em frente. Mas, normalmente, o que me deixa com preguiça de ler um livro não é seu tamanho ou o fato de estar em outra língua. Tenho preguiça de ir em frente com uma história quando sinto que não estou no clima para ler uma trama daquele gênero específico. Ou quando a narrativa não tem um ritmo legal.


5 - Orgulho - Que livro tem mais orgulho de ter lido?
Me orgulho muito de ter concluído “Don Quijote”. Primeiro porque é uma história incrível, segundo porque foi meu primeiro livro em espanhol e terceiro porque ele é enorme! RS


6 - Luxúria - Quais atributos você acha mais atraentes em personagens masculinos e femininos?
Hum...fisicamente falando, gosto de personagens morenos. Mas acho que o que mais atrai nos personagens são suas personalidades. Gosto quando eles têm personalidades fortes, quando são geniosos, inteligentes, não exibidos e não convencidos. Pensando rápido acho que é isso.

7 - Inveja - Que livros você gostaria de receber de presente?
A lista é grande, mas vou me conter a dois títulos apenas. “Eleanor & Park”, da Rainbow Rowell e “Destrua este Diário”, da Keri Smith.



quinta-feira, 17 de abril de 2014

Raphael Montes, a sensação do momento



Dizem que é raro autor nacional fazer sucesso. Verdade. Mais raro ainda, ultimamente, é ver um autor nacional com sucesso merecido ser tão...eu diria humilde, embora ache que essa ainda não seja a palavra exata para definir essa entrevista que Raphael Montes deu ao Jô Soares. 

http://globotv.globo.com/rede-globo/programa-do-jo/v/jo-conversa-com-o-autor-raphael-montes/3269040/

Conhecemos um autor nacional que sabe brincar com si mesmo, fazer piada e não reclamar. "Claro, porque ele está por cima", diriam alguns. E eu te convido a pensar: será mesmo que ele não reclama porque está por cima ou será que está por cima por ser assim, como demonstra ser?

Além disso, todos fãs de romances policiais sabem o quanto é difícil encontrar autores nacionais e bons do gênero. 



Conferirei e, em breve, trarei aqui pro blog uma resenha de "Dias Perfeitos". Por enquanto, só tenho ouvido falar bem dos livros dele (que também é autor de "Suicidas"). 

Sinopse: Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências. Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina. Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez. O efeito é perturbador. Téo fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas atitudes com uma lógica impecável. A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante – e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizante, repleto de surpresas, digno dos melhores thrillers da atualidade. Dias perfeitos é uma história de amor, sequestro e obsessão. Capaz de manter os personagens em tensão permanente e pródigo em diálogos afiados, Raphael Montes reafirma sua vocação para o suspense e se consolida como um grande talento da nova literatura nacional.


quarta-feira, 16 de abril de 2014

RESENHA: "Uma carta de amor" de Nicholas Sparks

Por Maju Raz

Título: Uma carta de Amor
Título Original: Message in a Bottle
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Lançamento: 2014
Páginas: 277

Sinopse: Uma garrafa jogada no oceano pode passar centenas de anos viajando ao sabor das ondas sem nunca parar em terra firme. Porém, certa vez, o destino quis que uma em especial chegasse à costa algumas semanas depois de ter sido lançada ao mar. Theresa Osborne, uma colunista de um jornal de Boston divorciada e mãe de um menino de 12 anos, a encontra durante suas férias no litoral. Dentro do recipiente, há uma linda carta apaixonada. Para Garrett, o remetente, a mensagem é o único modo de expressar seu amor eterno pela mulher que perdeu. Para Theresa, descrente desse sentimento desde que o marido traiu sua confiança, o texto levanta questões que a intrigam. Movida pelo caráter misterioso da situação, ela empreende uma longa pesquisa e descobre não só a identidade completa de Garrett, mas também onde ele mora, e resolve ir atrás dele. Quando os dois se conhecem, imediatamente nascem um interesse e uma afinidade mútuos, que podem ser a chance de que ambos precisavam para se libertar do passado e reencontrar a felicidade. Uma carta de amor fala da dilacerante fragilidade das relações e, ao mesmo tempo, de seu imenso poder. É uma história sobre esperança, superação, desejo e as escolhas que mais importam na vida.


“O amor verdadeiro é raro, e é a única coisa que dá sentido genuíno à vida.”

Para quem viu o filme, o final deste romance virá com nenhuma surpresa (mentira, você vai chorar mesmo assim). Mas quem não viu prepare os lenços...

Eu sabia no que ia mergulhar quando comecei a ler este livro. Eu tive que parar de lê-lo, vez em quando, enquanto aguardava pra ser atendida na psicóloga e no mecânico por vergonha de chorar em público.

"Seus sentimentos dizem muito sobre você... Não há do que se envergonhar."

A cada página ficava cada vez mais presa à história. Os trejeitos de cada personagem e as emoções são descritas minuciosamente - esse é o ponto forte do autor.  Já logo de cara nas primeiras folheadas eu fiquei extremamente emocionada e senti tudo o que a carta pretendia passar.


O trivial desta história fica no resumo: Há duas personagens neste romance. O primeiro é Theresa Osborne, que no início da história, vive com seu filho depois de separar do marido. Seu filho vai passar um tempo com o pai e Theresa encontra muito mais do que uma ruptura com a correria da cidade quando resolve passar um tempo na praia. Em uma manhã ela se depara com uma garrafa contendo uma mensagem enrolada dentro: "Minha Querida Catherine, Onde está você?...."


"Ela não sabia onde Garrett estava, mas ele existia de verdade. Se ela ignorar os próprios sentimentos, jamais descobrirá o que poderia acontecer, e por vários motivos isso é pior do que constatar que estava errada desde o início. Porque, ainda que esteja equivocada, ela será capaz de seguir sua vida sem olhar para trás e sem ficar imaginando o que poderia ter acontecido."

O segundo personagem é, naturalmente, Garrett Blake. Quando começamos a conhecê-lo na história, ele está sofrendo uma grande dor da perda de sua esposa e lutando para lidar com todo este desgosto. Eu amei as progressões de atitudes de Theresa e Garrett assim como gostei muito dos detalhes em doses certas e da escrita que flui e que prende. Eu gostei também muito da capa da Arqueiro, esse estilo novo de capa que adotaram ficou muito melhor que os outros títulos de Nicholas com as capas de fundo branco.


Theresa segue a trilha para a Carolina do Norte, onde ela descobre o passado de Garrett e que escrever mensagens transmitidas através de garrafas ao mar é o seu único consolo para lidar com a morte da ex-mulher. Ao encontrar com seu escritor misterioso, Theresa crê que foi tudo casual e os dois começam um romance. Mas os apaixonados passam dificuldades com a distância e as certezas. Eles também não querem largar tudo o que conquistaram de suas vidas concretizadas para se entregarem a um relacionamento que tem propensão ao fracasso. Entre as lembranças do passado com a ex mulher e os momentos do presente com Theresa, Garrett é um homem de coração estilhaçado, que não tem certeza se o amor morre junto de alguém e se esse amor pode voltar um dia...

"Um dia você vai encontrar alguém especial novamente. "

Com esta história, eu teria que dizer que eu gosto tanto do livro quanto do filme. Entre o papel e as telas, há diferenças sutis na história que, para mim, depois de “Um Porto seguro” é o que o torna diferente dos outros.

As pessoas dizem que o Nicholas tem uma fórmula pronta pra usar como base e escrever seus livros, mas tenho que dizer que neste romance me surpreendi e essas pessoas que falam dessa fórmula do Nick também deveriam ler para ver que não é bem assim, vão se maravilhar. 


"Num mundo que eu raramente compreendo, existem ventos do destino que sopram quando menos os esperamos. Às vezes sopram com a fúria de um tufão, às vezes mal tocam nossa face. Mas eles não podem ser negados, trazendo, como muitas vezes trazem, um futuro impossível de ignorar. Você, minha querida, é o vento que eu não previ, o vendaval que soprou com mais força do que jamais imaginei ser possível."






Conheçam mais títulos de Nicholas Sparks da Editora Arqueiro:


terça-feira, 15 de abril de 2014

Divulgado o trailer oficial de "Garota Exemplar"



Saiu ontem, o primeiro trailer oficial de "Gone Girl" ou "Garota Exemplar", em português. O lançamento do filme está previsto para 3 de Outubro, nos EUA. Dirigido por David Fincher, o filme é uma adaptação do livro homônimo da autora Gillian Flynn e tem no elenco Ben Affleck e Rosamund Pike.



Sinopse: Amy Dunne desaparece no dia do seu aniversário de casamento, deixando o marido Nick em apuros. Ele começa a agir descontroladamente, abusando das mentiras, e se torna o suspeito número um da polícia. Com o apoio da sua irmã gêmea, Margo, Nick tenta provar a sua inocência e, ao mesmo tempo, procura descobrir o que aconteceu com Amy.

Confira a resenha do livro feita pela Sociedade do Livro clicando aqui. 

Estariam as bibliotecas chegando ao fim?



As bibliotecas brasileiras estão recebendo cada vez menos leitores. Segundo pesquisa realizada pelo Observatório do Livro e da Leitura, a frequência média é de 420 pessoas por mês. O levantamento foi feito com 503 unidades no país. Um terço delas recebem menos de 100 pessoas por mês. Outro dado apontado pela pesquisa foi de que 52% delas não possui verba para a aquisição de novos livros.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Filme de "Convergente" será divido em duas partes


Nem bem terminaram as estreias de "Divergente", primeiro filme do primeiro livro da saga escrita por Veronica Roth, que chega aos cinemas brasileiros nesta semana, a Summit já anunciou que "Convergente", o último livro da série será divido em dois filmes.

Inicialmente a primeira parte do fim da história de Tris e Four está agendada para 18 de março de 2016. A segunda parte deve sair em 24 de março de 2017. 

Ok, ainda nem assistimos ao primeiro e já estão falando no terceiro. Mas, e "Insurgente"? A previsão é de que o segundo livro chegue às telonas em 20 de março de 2015. 

Embora ter dividido o último livro em dois filmes seja uma tendência recente com sagas adaptadas, confesso que não entendi a necessidade (além da financeira) de dividir "Convergente". O livro está longe de ser o melhor da trilogia e está longe também de ser o com mais conteúdo. Mas, fazer o quê?! Vamos esperar (com paciência, porque tem muito chão até 2016 e 2017!) e ver o que farão com a distopia no cinema.




sexta-feira, 11 de abril de 2014

TAG: Sua vida em livros

Vi essa TAG no Ninhada Literária e fiquei curiosa por responder algumas das questões.

Então, essa é a TAG da semana: sua vida em livros

1) Escolha um livro para cada uma de suas iniciais.

F – “Frio do Além”, Charlaine Harris
D – “Divergente”, Veronica Roth
E – “Esconda-se”, Lisa Gardner

2) Conte sua idade pelos livros de sua estante: qual é o livro?

(Pra ficar claro, você pega o número da sua idade e conta esse número nos livros da sua estante, o que cair é a resposta) – Tá, ninguém precisa saber minha idade, mas como na minha prateleira superior ficam meus livros favoritos, acabou caindo em “Nada”, da Janne Teller.

3) Encontre um livro ambientado em sua cidade/estado/país:

O primeiro que me veio a mente foi “A mangueira da nossa infância”, do Alexandre Nobre. Apesar de ser um livro de contos, ele traz histórias ambientadas em algumas cidades brasileiras e tem contos maravilhosos.

4) Escolha um livro que se passe em um lugar que gostaria de conhecer:

“Jesse hearts NYC”, Keris Stainton. Lendo esse livro, acrescentei 15 mil itens à minha lista de “lugares para conhecer em NY”. Precisa dizer mais alguma coisa?

5) Escolha a capa de um livro com sua cor favorita:

Amo azul, então fiquei na dúvida entre “O Presente”, da Cecelia Ahern e “A menina que semeava”, da Lou Aronica. Como sou apaixonada pela combinação de azul com rosa, fico com “O Presente”.

6) Que livro te traz boas lembranças?

Okay. A pergunta mais difícil ever! Passei muito tempo pensando na resposta, revirei minha prateleira, minha estante no Skoob e continuo não sabendo o que responder. Pra não deixar em branco, vou colocar aqui a série "O diário da Princesa", da Meg Cabot, por inúmeros motivos. Mas ainda assim, acho que vou continuar pensando até um dia achar um que esteja diretamente relacionado à boas lembranças.

7) Qual livro você teve mais dificuldade em terminar?

Demorei bastante para chegar ao fim de “Don Quijote”, porque estava lendo a versão completa e em espanhol (e lá na metade da história, resolvi recomeçar – isso mesmo, peguei de novo desde a 1ª páginas), mas fiquei com a sensação de dever cumprido quando cheguei ao fim!

8) Que livro ainda não lido lhe trará a maior sensação de "missão cumprida"?


Acho que quando finalmente tirar “As Esganadas”, do Jô Soares, da lista de ainda não lidos, sentirei um imenso alívio. Estava desesperada por esse livro, comprei na pré-venda, mas ainda não o li até hoje. Cada vez que penso “agora vai”, outro pula na frente por algum motivo e ele vai ficando pra depois.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Ler dá sono?



Ler dá sono? Mentira! Quer dizer, pode até parecer verdade, considerando que muita gente começa a bocejar e a fechar os olhinhos quando começa a ler. Mas o problema, na verdade, não é a leitura e sim a hora que você lê.

Segundo Fábio Haggstram, diretor do Centro de Distúrbios do Sono do Hospital São Lucas, de Porto Alegre, em entrevista à revista Superinteressante, a adenosina é uma das substâncias químicas que se acumulam no organismo ao longo do dia e quanto mais adenosina, mais sono. Portanto, ler a noite não é uma boa escolha.

Outra substância que interfere é a melatonina, que é liberada quando o ambiente escurece. Mais um ponto negativo para a leitura noturna. A menos que você escolha ler em um tablet, por exemplo. Segundo Fábio Haggstram, a luz inibe a produção da melatonina e te deixa com menos sono lendo.

A matéria da Super traz ainda três dicas para mandar o sono embora e continuar lendo:

- dê alguns pulos
- leia em voz alta
- leia sentado

quarta-feira, 9 de abril de 2014

RESENHA: "O mundo de vidro", Mauricio Gomyde

Por Francine Estevão

Título: O mundo de vidro
Editora: Porto 71
Lançamento: 2011
Páginas: 236

Sinopse: Até onde pode ir a paixão de uma pessoa por outra? Como, quando e por que começa? Até que ponto pode-se cometer alguma loucura para fazer parte da vida de alguém? Quais as consequências da paixão avassaladora incompreendida? Nesse seu primeiro e hilariante romance, Maurício Gomyde retrata o cotidiano de um cidadão normal como tantos que se vê por aí em qualquer canto, tentando responder estas aparentemente simples perguntas. Passeando com extrema facilidade tanto pela liguagem refinada e sutil quanto pela tosca, Maurício Gomyde nos brinda com um livro de leitura fácil e extremamente agradável.

“O Mundo de Vidro” faz uma crítica cômica àquelas paixões que acontecem de repente. Sabe quando você vê uma pessoa no metrô e passa a fazer de tudo para se aproximar dela? Pois então, é exatamente assim que começa a paixão “dele”, personagem principal da história, por “ela”, a moça por quem se apaixona perdidamente.

E é isso mesmo, não esqueci o nome dos personagens. Na verdade, os dois principais não têm nome. Acredito que essa tenha sido uma das sacadas mais interessantes do autor para mostrar o quão abrangente é a história que ele escreveu. Como se ele dissesse: pode acontecer com qualquer um. Os personagens podem ser você, seu amigo, seu vizinho...tanto faz. É impossível não se identificar com algumas das situações do livro. Algumas engraçadas, outras cheias de vergonha alheia, mas ainda assim você se pega pensando “poxa, eu já fiz isso, também já passei por uma situação assim”. E então você ri e fica com vergonha ao mesmo tempo.

O cara, um sujeito desses com tipo de nerd, infeliz, solitário...a mulher, linda, professora de economia, colunista em um jornal...Depois de não entrar no vagão de sempre no metrô, ele conhece ela num vagão que pegou mais tarde e se apaixona perdidamente. Ele sabe que já a viu em algum momento, só não se lembra quando, nem de onde, e então passa a pegar sempre o mesmo vagão na esperança de um dia criar coragem para se aproximar.  


Quando finalmente toma coragem, acaba derrubando as coisas dela no chão. Depois disso, da um jeito de descobrir novas formas de se aproximar, começa a fazer aula de economia, descobre o endereço dela e, depois de muito esforço, eles acabam virando amigos. Mas não é exatamente só isso que ele quer. Só que ela acaba de sair de um noivado e está em uma fase delicada da sua vida.

Ele, sem saber como extravasar seus sentimentos, acaba compondo uma música e um dia entrega para ela. Isso acaba afastando os dois e atrapalhando o pequeno avanço que já haviam feito. Mas então, ele resolve se afastar de vez e esquecê-la no mesmo momento em que ela começa a receber e-mails misteriosos, sem assinatura, com capítulos de um livro sobre um casal que vive uma das histórias de amor mais linda que ela jamais ouviu falar. Isso a deixa extremamente sensível e faz com que repense toda sua vida amorosa e sua relação com ele.

Embora a história construída por Mauricio Gomyde seja a mais próxima possível de cada leitor, que vai se identificar em muitos momentos, acho que ele perdeu um pouco a mão no humor. Na tentativa de ser engraçado, as “brincadeiras” acabam exageradas, forçadas e perdem a graça. Uma mesma ideia é repetida (propositalmente) muitas vezes com outras palavras, mas em vez de ficar legal, ficou irritante.  

Já li outros dois livros do Mauricio e amei incondicionalmente. Este, acho que por ter sido o primeiro que ele escreveu, deixou bastante a desejar muito embora as partes que são a história escrita pelo autor misterioso – as minhas favoritas em todo o livro – se aproximem bastante do melhor que já li do Mauricio. Fico feliz por conseguir reparar que a evolução do autor foi incrível. Por isso, sempre que penso em uma boa história de amor, continuarei procurando pelos futuros livros dele, que sempre envolvem uma paixão avassaladora e muita música.

E a boa notícia é que em julho, o autor publica seu novo romance, "A Máquina de Contar Histórias", pela Editora Novo Conceito, por meio do selo Novas Páginas! Confiram a sinopse:

"Na noite em que o escritor Best-Seller Vinícius Becker lançou “A Máquina de Contar Histórias” (o novo romance e livro mais aguardado do ano), sua esposa Viviana faleceu sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão abrir sob os pés. Sem esposa, sem o amor das filhas, sem amigos... O lugar pelo qual ele tanto havia lutado revelava-se o lugar que nunca havia desejado estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisaria se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu lugar no coração da família V. Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre e nem se perde."


terça-feira, 8 de abril de 2014

Parceria Renovada com Editora Arqueiro!



Quem é que não gosta de ser parceiro de uma Editora fantástica que cresce cada vez mais? Uma Editora fofa e atenciosa...

O post de hoje é mais que especial! Ele vem agradecer todo o carinho e dedicação que a Editora Arqueiro tem conosco. A oportunidade que nos deu para crescer como blog e como pessoas.

A Arqueiro está com a gente há dois anos e é com muito prazer e alegria que vamos para mais um ano de parceria renovada!

Obrigada, Arqueiro! <3


"Geraldo Jordão Pereira (1938-2008) começou sua carreira aos 17 anos, quando foi trabalhar com seu pai, o célebre editor José Olympio, publicando obras marcantes como "O menino do dedo verde", de Maurice Druon, e "Minha vida", de Charles Chaplin.

Em 1976, fundou a Editora Salamandra com o propósito de formar uma nova geração de leitores e acabou criando um dos catálogos infantis mais premiados do Brasil. Em 1992, fugindo de sua linha editorial, lançou Muitas vidas, muitos mestres, de Brian Weiss, livro que deu origem à Editora Sextante.

Fã de histórias de suspense, Geraldo descobriu O Código Da Vinci antes mesmo de ele ser lançado nos Estados Unidos. A aposta em ficção, que não era o foco da Sextante, foi certeira: o título se transformou em um dos maiores fenômenos editoriais de todos os tempos.
Mas não foi só aos livros que se dedicou. Com seu desejo de ajudar o próximo, Geraldo desenvolveu diversos projetos sociais que se tornaram sua grande paixão.

Com a missão de publicar histórias empolgantes, tornar os livros cada vez mais acessíveis e despertar o amor pela leitura, a Editora Arqueiro é uma homenagem a esta figura extraordinária, capaz de enxergar mais além, mirar nas coisas verdadeiramente importantes e não perder o idealismo e a esperança diante dos desafios e contratempos da vida."

segunda-feira, 7 de abril de 2014

AI MEU CORAÇÃO - "Destrua este diário"


Da série "Ai meu coração"! Acabei de fazer uma coisa que jamais me imaginei fazendo:

FURAR PÁGINAS DE UM LIVRO COM LÁPIS!

Este livro é muito cruel!









Após furar as páginas algo me possuiu! Virei de folha e quando dei por mim isso já havia acontecido...

Esse efeito possuído, já aconteceu com você?



sexta-feira, 4 de abril de 2014

TAG: 10 autores V.I.P.

Por Francine Estevão

“Sabe aqueles autores que a gente compra o livro deles sem nem mesmo olhar capa ou sinopse? Aqueles que a gente indica para o amigo "pode comprar esse lançamento, eu não li mas o autor é muito bom!". A gente sempre tem esses queridos no coração e na estante, não é mesmo?” (TriBooks)

Inspirada na TAG criada pelo TriBooks, resolvi fazer a minha lista dos meus “10 autores V.I.P.”.



Meg Cabot – Meg com certeza foi uma das autoras que me fez apaixonar pelo hábito de ler. Foi com ela que aprendi que leitura não era uma chatice obrigatória de escola, que livros grandes não eram desnecessários, que romances históricos são as melhoras histórias de romance e que séries são muito bem vindas para nos manter apaixonadas pelos mesmos personagens por um bom tempo. Foi uma das primeiras que eu comecei a acumular na prateleira e é uma das poucas de quem eu desejo absolutamente TODOS os livros, seja como Meg, seja como Patricia (embora eu ache difícil conseguir isso tão cedo considerando o número de livros já publicados e os milhares que ela continua escrevendo e publicando – mas eu não estou reclamando. Continue, Meg. Continue!)


Donato Carrisi – Donato Carrisi foi quem me fez descobrir o quanto eu amava histórias investigativas (as bem elaboradas). Foi com ele que aprendi a apreciar boas tramas e a desconfiar do mundo.


Clarice Lispector – Simplesmente porque cada palavra já escrita por essa mulher me toca de uma maneira única e extremamente pessoal e porque ela sempre tem a citação certa para qualquer situação da minha vida ou sentimento que ouso provar. Um reflexo da minha alma.


Matthew Quick – Ainda bem que os livros dele começaram a ser traduzidos recentemente assim consigo acompanhar os lançamentos e garantir todos. Ele tem uma maneira bastante única de abordar assuntos delicados e polêmicos e de criar personagens envolventes e apaixonantes. Amor por tudo que ele escreve.



James Patterson – o cara é bastante eclético e escreve de tudo um pouco, mas seus livros policiais são os meus favoritos e sempre indico de olhos fechados para quem gosta do gênero.



Jane Austen – Romance, crítica, humor e as mulheres com as melhores personalidades de todas as personagens femininas ever.



Federico Moccia – Ele escreve romances fofos e encantadores além de nos levar a viagens incríveis pela Europa e criar personagens loucamente normais. É impossível não lembrar das histórias dele em situações cotidianas e mais impossível ainda não terminar de ler seus livros sem vontade de viver um grande amor e viajar pela Europa.



Pablo Neruda – No poeta chileno encontro sempre os melhores conselhos. Mais um que tem sempre o melhor conforto a me oferecer com uma simples frase ou uma poema enorme.



William Shakespeare – Ele soube enxergar o melhor e o pior do ser humano e fazer as melhores críticas com conteúdo à sociedade, não só da sua época, como suas “broncas” são válidas eternamente.



Lisa Gardner – Acho que ela é a minha descoberta mais recente de toda essa lista. Depois de muito tempo e muitas leituras atrás de um policial/investigativo à altura de Donato Carrisi, foi ao ler um livro da Lisa que eu mais me aproximei da sensação de ser surpreendida. E não parei mais. 

Então, já sabem, se virem algum desses rostinhos por ai, leiam! 
Quais são os seus "10 autores V.I.P.? Respondam nos comentários ou nos envie o link do seu blog com as respostas ;)

quinta-feira, 3 de abril de 2014

LANÇAMENTO: "Mar de Rosas", Nora Roberts

"Mar de Rosas", continuação da série "Quarteto de Noivas", da incrível Nora Robertas, será lançado no fim deste mês, pela Editora Arqueiro. Depois da história de Mac, em "Álbum de Casamento", o segundo da série nos traz a história de Emma. 



Em "Mar de rosas", segundo livro da série Quarteto de Noivas, o amor floresce junto com os primeiros botões da primavera. Este romance vai fazer você ter vontade de dançar num jardim, sob a luz do luar. 

Emma Grant é a decoradora da Votos, empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas de infância – Mac, Parker e Laurel. Ela passa os dias cercada de flores, imersa em seu aroma, criando e montando arranjos e buquês. Criada em uma família tradicional e muito unida, Emma cresceu ouvindo a história de amor dos pais. Não é de espantar que tenha se tornado uma romântica inveterada, cultivando um sonho desde menina: dançar no jardim, sob a luz do luar, com seu verdadeiro amor. Os pais de Jack se separaram quando ele era garoto, e isso lhe causou um trauma muito profundo. Ele se tornou um homem bonito e popular entre as mulheres, porém incapaz de assumir um compromisso. Quando Emma e suas três amigas fundaram a Votos, foi Jack, o melhor amigo do irmão de Parker, quem cuidou de toda a reforma para transformar a propriedade no melhor espaço para casamentos do estado. Os seis são praticamente uma família. E justamente por isso Emma e Jack nunca revelaram a atração que sentiam um pelo outro. Mas há coisas que não podem ficar escondidas para sempre. Mar de rosas é uma história ardente, sexy e divertida sobre as vantagens e os desafios que surgem quando uma grande amizade vira paixão. 

Dona de uma beleza estonteante e de um jeito doce e sempre agradável, Emma atrai muitos homens e tem uma incrível habilidade com eles – principalmente na hora de dispensá-los. Mesmo com tantos pretendentes, ela ainda não encontrou o príncipe encantado com quem sonha desde menina. Talvez porque ainda não tenha procurado no lugar certo: bem debaixo do seu nariz. Jack Cooke é um arquiteto atraente, bem-sucedido e melhor amigo do irmão de Parker, uma das sócias e amigas de infância de Emma. Muito próximo das fundadoras da Votos, ele é praticamente da família. Quando percebe que seus sentimentos por Emma vão além de uma simples amizade, Jack fica muito confuso. Agora, para essa história dar certo, eles terão que encontrar o ponto de equilíbrio entre o solteiro avesso a compromissos e a mocinha romântica que sonha em se casar e ser feliz para sempre. 

Confira um trecho da história aqui.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

RESENHA: "As mentiras de Locke Lamora", Scott Lynch

Por Francine Estevão

Título: As mentiras de Locke Lamora (livro 01 da série Nobres Vigaristas)
Título Original: The Lies of Locke Lamora
Autor: Scott Lynch
Editora: Arqueiro
Lançamento: 2014
Páginas: 464

Sinopse: O Espinho é uma figura lendária: um espadachim imbatível, um especialista em roubos vultosos, um fantasma que atravessa paredes. Metade da excêntrica cidade de Camorr acredita que ele seja um defensor dos pobres, enquanto o restante o considera apenas uma invencionice ridícula. Franzino, azarado no amor e sem nenhuma habilidade com a espada, Locke Lamora é o homem por trás do fabuloso Espinho, cujas façanhas alcançaram uma fama indesejada. Ele de fato rouba dos ricos (de quem mais valeria a pena roubar?), mas os pobres não veem nem a cor do dinheiro conquistado com os golpes, que vai todo para os bolsos de Locke e de seus comparsas: os Nobres Vigaristas. O único lar do astuto grupo é o submundo da antiquíssima Camorr, que começa a ser assolado por um misterioso assassino com poder de superar até mesmo o Espinho. Matando líderes de gangues, ele instaura uma guerra clandestina e ameaça mergulhar a cidade em um banho de sangue. Preso em uma armadilha sinistra, Locke e seus amigos terão sua lealdade e inteligência testadas ao máximo e precisarão lutar para sobreviver.

Quando li “mentiras” no título, logo me interessei pelo livro, mesmo sendo uma história um pouco diferente das que estou acostumada a ler. De início, fiquei um pouco perdida na leitura, mas quando fui me situando no cenário do enredo, acabei me envolvendo bastante com a história de Lamora, que intercala entre o presente e um pouco de seu passado para mostrar como ele chegou ali. Gosto desse artifício de contar sobre o passado do personagem porque nos dá mais embasamento para entender o que fez com que aquela pessoa se tornasse como ela é. 

O livro tem bastantes diálogos que pendem para o humor e muitas cenas de ação, que dão ritmo à leitura, apesar do excesso de descrição que o autor utiliza para ir nos situando ao longo de toda a narrativa. E, apesar de ser uma série (de 7 livros, se não me engano), esse primeiro pode ser lido sem que haja obrigatoriedade de continuar acompanhando a história. 

Lamora vive em Camorr com os Cavalheiros Bastardos, sua turma de ladrões. Órfão, ele foi criado e "educado" por um falso padre que o livrou da morte quando ainda era moleque e sempre se destacou pelas habilidade de conseguir fazer ótimos planos dos quais, mesmo quando terminam em problemas, ele consegue se livrar da culpa. Mas não para sempre. 

O leitor é apresentado às habilidades do personagem principal e seu grupo durante seus esquemas que envolvem jogos de mentiras, intrigas, brigas, disputas e muitas ações que dão ritmo à história e nos levam a acompanhar as aventuras e reviravoltas da vida desse grupo de ladrões especialistas na arte de enganar e se dar bem. 

Por vezes, me pegava pensando na história meio que como uma versão alternativa à "11 Homens e 1 Segredo" e suas sequências. Os Cavaleiros Bastardos são instigantes e despertam o interesse, principalmente, dos leitores que gostam desse jogo de mentiras e de avaliar como ele decorre com tamanha naturalidade para a turma de Lamora.