Por Francine Estevão
Título Original:
High Fidelity
Autor: Nick
Hornby
Lançamento: 1995
Páginas: 245
Editora: Penguin
Books
Categoria: Romance
Sinopse: Uma história sobre monogamia, relações
amorosas, solidão e sensibilidade masculina, temperada por música pop, ironia e
bom humor. Assim é o romance de estréia de Nick Hornby, Alta fidelidade. Em
Londres, após ser abandonado por Laura Lydon, sua última namorada, Rob Fleming,
dono de uma loja semifalida de discos de vinil, faz um balanço das cinco piores
separações da sua vida: Alison, Penny, Jackie, Charlie e Sarah. Laura, uma
advogada bem-sucedida e atraente, ficou fora da lista por não ter provocado
muito sofrimento; além disso, ela o trocou por Ian, um vizinho que ouvia discos
horríveis. Rob busca consolo com os balconistas de sua loja, Bary e Dick, com
quem mantém conversas tipicamente masculinas sobre outras listas, dos melhores
filmes — entre eles Cães de aluguel — aos melhores episódios do seriado Cheers,
passando, naturalmente, pelas melhores músicas. Rob tenta sair com uma cantora
americana, Marie, mas o caso não dá certo. Ele volta a encontrar Laura e decide
reconquistá-la. No meio do processo, no entanto, começa a fazer uma reflexão
sobre a vida aos 35 anos, as lições que ela traz e todos os compromissos e
desilusões que ela implica. Narrado na primeira pessoa por Rob – um alter-ego
de Nick? – Alta fidelidade é um romance de geração. Por trás do auto-retrato de
um perdedor, surge uma análise fascinante da desorientação afetiva deste final
de milênio, da busca pela felicidade — e pela fidelidade — a qualquer preço.
Comprei esse livro em inglês, por dois reais na Fnac porque adorei a sinopse que vem na capa do livro - que é diferente da traduzida =( - e achei que valia a pena levar pra casa pra treinar meu inglês.
Eu adorei esse livro porque ele tem duas coisas que eu
adoro: música e listas.
1º a música. Tem MUITA música nesse livro. Também não é pra
menos considerando que Rob, o personagem principal, é dono de uma loja de
discos em Londres.
2º as listas. Apesar de esse não ser um vício muito
explícito, eu a-do-ro criar listas para tudo. 5 melhores filmes, 5 melhores
músicas, 5 comidas favoritas e por ai vai. E em “Alta Fidelidade”, Rob tem a
mesma mania. Ele cria listas a todo momento e para tudo.
Apesar desses ingredientes e de a história se passar na
sempre agradabilíssima Londres, não achei o livro muito demais. Ele é legal, mas
é só isso.
O começo é mais chato, enquanto ele enrola falando sobre os
cinco mais memoráveis términos de relacionamentos que ele já viveu e até entrar
na história que ele vive no presente é meio cansativo.
Depois o livro fica legal e engraçado em várias partes. Rob
é largado pela namorada, Laura, e isso faz com que ele comece a repensar toda a
vida dele. Suas escolhas desde profissional até o estilo de roupa que veste, as
músicas que ouve e a forma como organiza seus discos (o que muda
constantemente). E enquanto a história segue, o bacana é que você vai se identificando
com algumas situações que podem não ter nunca acontecido com você, mas que com
certeza você já viu acontecer com alguém.
Em meio ao processo de superação do fim do relacionamento e
tentativa de reatar com Laura, Rob acaba vivendo algumas situações inusitadas e
alguns reencontros que podem fazer com que ele mude de ideia sobre si mesmo.
Pra ser sincera, achei o filme, com John Cusack, mais legal
que o livro. O filme é muito bem adaptado e deixa de fora coisas que são dispensáveis
no livro.

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