Autor: Alexandre Nobre
Lançamento: 2012
Páginas: 112
Editora: Ficções
Categoria: Contos
Categoria: Contos
(Agradecimento especial ao escritor Alexandre Nobre que nos presenteou com um exemplar do livro.)
Sobre: Alexandre Nobre é paulistano, mas reside em Ribeirão Preto,
interior do estado. Durante os anos noventa atuou como compositor e guitarrista
em bandas de blues e rock e, paralelamente, publicou alguns poemas e contos em
jornais e revistas da cidade e região. A partir de 2007 passou a dedicar-se à
literatura, sendo premiado em diversos concursos literários do país, dentre os
quais destacam-se: o Concurso Nacional Luiz Vilela 2008, de Minas Gerais, com o
conto A mangueira da nossa infância; o concurso Newton Sampaio 2009, do estado
do Paraná, com o conto Aila; o Concurso Maximiano Campos, do Recife 2007, com o
conto A praia; e o concurso de contos Prêmio Ignácio de Loyola Brandão 2011,
com o conto Fazenda Nova América, dentre outros. A mangueira da nossa infância
é o seu primeiro livro publicado.
Gosto
de livros de contos porque nos permite conhecer várias histórias de uma só vez.
Eu diria que “A mangueira da nossa infância” é aquele livro pra deixarmos por
perto e irmos lendo uma história por dia.
Alexandre
Nobre nos presenteia com textos curtos, mas densos e capazes de nos conectar a outro
mundo, completamente paralelo à nossa realidade embora as histórias contadas no
livro nos pareçam bastante reais. Eu explico.
Sabe
aquela pessoa que passa pela gente na rua, que chama nossa atenção e que nos
deixa pensando sobre sua história? Nos faz querermos adivinhar o que há por
trás daquele sorriso, ou daquela cara fechada...? “A mangueira da nossa infância”
é uma viagem interior e íntima na vida de pessoas que passam pela gente
diariamente e que escondem segredos e histórias as mais variadas possíveis.
Enquanto
lia, ficava imaginando como o autor descobriu aquela história sobre aquela
pessoa com tantos detalhes. Muito possivelmente as histórias não sejam reais,
sejam criações do autor. Mas, sinceramente, não quero saber o que dali
realmente existiu. Acho que a beleza das histórias também está nisso, nos “enganar”.
Nos conquistar e nos questionar.
Dois em especial me chamaram a atenção. Fizeram com que eu me identificasse de alguma maneira e me fizeram pensar: "A praia" e "Babuska". Deste último, deixo duas citações como degustação para vocês. Duas citações que exemplificam um pouco isso que estou falando sobre o livro, sobre esse questionamento entre real e imaginário:
"Querido Fernando: a imaginação nos consola?" - Babuska, pág.73
"Não se engane, Fernando: a imaginação é a nossa força. É o que nos impulsiona e nos mantém vivos. Sem ela, estaríamos todos acabados. O problema aqui é saber distinguir a aparência da realidade." - Babuska, pág. 81
Os contos
nos levam a refletir e nos fazem ficar pensando naquilo que nos foi relatado,
naquelas histórias que podem ter sido vividas por qualquer um ou por nenhum de
nós.
Loucura,
crimes, perda, paixão, ilusão, solidão, viagens, preconceito são só alguns dos
temas que estão nessas 108 páginas de boas histórias contadas pelo autor.

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