Por Francine Estevão
Título Original: Paperboy
Autor: Pete Dexter
Lançamento: 2013
Páginas: 333
Editora: Novo Conceito
Categoria:
Sinopse: Hillary Van Wetter foi preso pelo
homicídio de um xerife sem escrúpulos e está, agora, aguardando no corredor da
morte. Enquanto espera pela sentença final, Van Wetter recebe cartas da
atraente Charlotte Bless, que está determinada a libertá-lo para que eles
possam se casar. Bless tentará provar a inocência de Wetter conquistando o
apoio de dois repórteres investigativos de um jornal de Miami: o ambicioso
Yardley Acheman e o ingênuo e obsessivo Ward James. As provas contra Wetter são
inconsistentes e os escritores estão confiantes de que, se conseguirem expor
Wetter como vítima de uma justiça caipira e racista, sua história será aclamada
no mundo jornalístico. No entanto, histórias mal contadas e fatos falsificados
levarão Jack James, o irmão mais novo de Ward, a fazer uma investigação por
conta própria. Uma investigação que dará conta de um mundo que se sustenta
sobre mentiras e segredos torpes. Best-seller do The New York Times, Paperboy é
um romance gótico sobre a vida aparentemente sossegada das cidades do interior.
Um thriller tenso até a última linha, que fala de corrupção e violência, mas
que, ao mesmo tempo, promove uma lição de ética.
“Paperboy“ é um livro com começo e fim pouco
interessantes, mas com um meio que prende o leitor. Principalmente se você,
assim como eu, for jornalista.
“- O que você quer saber sobre aquilo? – Ele questionou.- Era verdade?- Você disse que era verdade – disse ele. – Estava no jornal como a verdade.” – p.272
O xerife do Moat foi assassinado e Hillary
Van Wetter foi para a cadeia esperar pela sua vez no corredor da morte, mesmo
que não haja provas concisas contra ele. Lá dentro, o suspeito-condenado
recebe cartas de Charlotte Bless, uma personagem curiosa que tem o estranho
hábito de enviar carta para detentos. No caso de Van Wetter, Charlotte resolve
apostar que com a ajuda dos jornalistas do Miami Times Ward James e Yardley
Acheman ela conseguirá tirá-lo da prisão e se casará com ele.
Juntos, Charlotte, Yardley, Ward e seu irmão
mais novo, Jack James, que nos conta a história, vão trabalhar tentar descobrir
a verdade por trás do crime que abalou todo o condado de Moat, cidade de origem
de Ward e onde seu pai mantém um pequeno, mas bem sucedido jornal local, o Moat
County Tribune.
O livro mostra a visão de Jack de todo o caso
desde seu acontecimento até sua apuração e conclusão. O jovem nadador que
deixou a faculdade para dirigir o caminhão de entrega de jornais da empresa do
pai e sem nenhuma intenção de se tornar jornalista, acaba relatando os
bastidores da notícia. O que jornalistas fazem para conseguirem o que querem,
até onde o que se busca é a verdade por trás dos fatos e entre outras coisas, o
que uma notícia pode provocar em cada parte envolvida na história.
Um jornalista interessado, um jornalista
interesseiro, uma mulher em busca de um casamento e de um ideal (salvar a vida
de um homem e fazer o que ela acredita ser justo), uma cidade (pequena – com
todas peculiaridades de cidades pequenas), dois jornais e muitas histórias em
meio à tudo isso.
“Paperboy” acaba, por fim, nos questionando e
nos fazendo repensar diversos valores. Além daqueles cotidianos, que estão
presente na vida de todos, acho que é também (mais) um bom livro pra fazer
jornalistas pensarem nas atitudes que tomam na busca por informações.
O livro foi adaptado para o cinema e Pete
Dexter foi o responsável pelo roteiro do filme. O longa (que vai chegar ao
Brasil com o nome de “Obsessão”) tem Zac Efron como Jack, Nicole Kidman como
Charlotte, Matthew McConaughey como Ward, John Cusack como Hillary Van Wetter e
David Oyelowo como Yardley. A estreia está prevista para este mês (julho/2013).

Eu li esse livro recentemente, e até mesmo publiquei uma resenha na internet sobre o mesmo. Gostei da sua visão da obra, e concordo que o final e começo são pouco interessantes. E achei que o final inconclusivo, que faz com que o leitor tire suas próprias conclusões é completamente ideal para um Thriller Jornalístico.
ResponderExcluirterminei de ler o livro ontem, sendo que tinha visto o filme semana retrasada; e gostei mais do filme que tem mais ação.
ResponderExcluiro livro é sobre a ética do jornalismo investigativo, enquanto que o filme (como diz o acertado título brasileiro) é sobre a obsessão que Jack tem pela Charlotte e Ward pelo caso.
o final do filme me agradou muito mais por ser bem violento, mas ambos tiveram um desfecho praticamente parecidos.
e outro detalhe importante a mais do filme, é a questão do racismo dos anos 60/70 nos EUA, pouco abordado no livro.
não é uma das leituras mais fáceis essa mesmo, não por causa da escrita, mas sim por causa da história que fica mais parada do meio para o final.
Infelizmente ainda não assisti ao filme, mas gostei da sua visão comparativa dos dois. Oportunamente assistirei. Obrigada pelo comentário.
Excluir