Por Francine Estevão
Título: Garota Exemplar
Título Original: Gone Girl
Autora: Gillian Flynn
Editora: Intrínseca
Lançamento: 2013
Páginas: 443
Sinopse: Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, "Garota Exemplar" alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?
"Vocês
são as pessoas com as mentes mais doentias que eu já conheci, e eu sou especialista
em mentes doentias". Pág 418
Acho que a “loucura” dos personagens desse livro me afetou enquanto eu
o lia. Por isso, minha opinião sobre a história é cheia de contradições. Adorei
“Garota Exemplar” ao mesmo tempo em que não gostei muito. No entanto, Gillian
Flynn demonstrou ser de uma genialidade incrível ao provar para os leitores que
toda história tem muitas versões e que quando ela é bem elaborada e bem
escrita, toda versão pode ser real. É uma questão de “no que você quer acreditar”.
Desde o começo fiquei completamente intrigada para saber o final, mas
nem isso foi suficiente para me fazer devorar o livro. Minha leitura foi
bastante lenta e se não fosse pela curiosidade de saber o desfecho, eu acho que
teria desistido no meio do caminho. Apesar disso, fiquei feliz por ter
terminado a leitura, pois o final me surpreendeu positivamente. Achei ele
bastante plausível considerado o todo do livro.
A história é contada sob dois pontos de vista. Nick narra sua parte desde
o dia que Amy, sua esposa, desapareceu de casa justo no dia do aniversário de 5
anos de casamento do casal. “O dia do” é como a história faz referência à fatídica
data. Achei isso bastante instigante, tendo em vista que ninguém sabia de fato
o que havia acontecido à Amy.
A casa é encontrada revirada, Amy não está em nenhum lugar, e Nick
acaba, com o tempo, se tornando o principal suspeito. Apesar de jurar que não é
responsável, seu comportamento é bastante suspeito e você sabe que ele esconde
um segredo que poderia muito bem ser o assassinato da esposa.
Enquanto isso, conhecemos a vida de Amy por meio de um diário escrito
ao longo dos últimos anos antes de seu desaparecimento. A história dela é
apenas mais uma das provas que podem incriminar Nick.
Em meio à investigação policial e a todo burburinho provocado pelo
caso – Amy é a personagem de uma série de livros infantis escritos por seus
pais e, portanto, por ser “famosa”, seu sumiço ganha dimensão nacional – Nick sai
atrás de desvendar as pistas de uma caçada tradicional entre ele e sua esposa. Todo
ano, no aniversário de casamento deles, Amy deixa pistas para Nick decifrar e elas
o levarão ao seu presente. Só que dessa vez, as pistas podem levá-lo à total destruição.
As partes de Nick na história eram bastante arrastadas e isso provocou
um pouco da lentidão na minha leitura. Gostei mais das partes de Amy e, apesar
de achar ela uma criatura genial (má, muito má, mas nem por isso menos genial),
eu sentia um ódio inexplicável por ela.
Por fim, minha conclusão é de que, apesar de não ter se tornado um dos
melhores livros que li, ele é incrível. Tem um apelo psicológico que nos faz
pensar no quão louco pode ser o ser humano, que nos faz refletir sobre as versões
que nos são contadas diariamente e nas quais acreditamos e, em um grau um pouco
menor, mas ainda assim bastante importante, no que o amor é capaz de fazer com
as pessoas.

Gostei muito da história, mas a lentidão me desanimou...=/
ResponderExcluirCarol W.