Por Francine Estevão
Título original: An Offer from a Gentleman
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Lançamento: 2014
Páginas: 304
Sinopse: Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas
esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma
relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o
pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de
Lady Bridgerton. Lá, conhce o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente
parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles.
Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que
sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte,
enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de
casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só
se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado
violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada.
No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem
de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o
que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que
sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de
viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia
Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.
“Um perfeito cavalheiro” nos traz, em seus primeiros
capítulos, uma recontagem de Cinderela. Com direito a quase todos os detalhes
do clássico conto de fadas. Sophie é a filha bastarda de um conde e quando ele
se casa, a nova condessa detesta a jovem e proíbe suas duas filhas de tratarem
a enteada bem. Até que o conde morre e a condessa faz de Sophie a criada da
casa. Um dia, Sophie encontra a oportunidade de ir a um baile de máscaras
oferecido pelos Bridgertons e acaba se envolvendo com o 2º filho da família,
Benedict. No entanto, à meia noite, hora de voltar para casa, ela deixa o
cavalheiro para trás sem nem mesmo lhe contar seu nome. A ele, resta apenas uma
luva que servirá de esperança para que ele encontre a dama de prateado.
No princípio, tudo isso me deixou um pouco desanimada com a
leitura. O fato de ser extremamente igual a Cinderela me fez pensar que o livro
seria bastante óbvio até o fim. Mas como Julia Quinn é uma excelente contadora
de histórias, basta avançar um pouco para ser ver completamente presa ao livro
e mais do que envolvida. A autora sabe despertar nossos sentimentos pelos seus
personagens que até podem estar vivendo uma releitura do clássico conto de
fadas, mas que têm seu jeitinho todo especial de conquistar os leitores e de
nos fazer soltar altas gargalhadas durante a leitura, algo que se repete desde
o primeiro livro da série e que considero uma das principais qualidades na
narrativa dela, tornando suas histórias – por mais óbvios que possam ser seus
finais – diferenciadas dos outros romances históricos modernos que são
publicados e tornando a leitura extremamente agradável. A forma como ela desenvolve
cada personagem é única e essencial para que a história ganhe força e desperte
o interesse de todos.
Voltando ao enredo... Após o baile, Benedict sai a procura
de sua companhia misteriosa e desperta na madrasta de Sophie a desconfiança e
depois a certeza de que ela a desrespeitou e esteve no festa. Com isso, Sophie
é expulsa de casa e acaba conseguindo um emprego na casa dos pais de um amigo
de Benedict. No entanto, cansada das investidas do filho do casal, ela decide
ir embora, mesmo sem saber para onde. Quando está para deixar a propriedade, no
meio de uma festa, o jovem e outros colegas dele, já embriagados, estão prestes
a forçá-la a ficar com eles. Mas a jovem é impedida de ser abusada por ninguém
menos que Benedict, que não a reconhece do baile.
Após salvá-la de um destino cruel, Benedict, um cavalheiro
nato, resolve levar Sophie para sua propriedade a fim de oferecer a ela um
emprego na casa de sua mãe, Violet. É a partir dai que “Um perfeito cavalheiro”
ganha rumo próprio e fica ainda melhor.

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