Por Francine Estevão
Título: Café forte
Autora: Eliane Quintella
Lançamento: 2014
Páginas: 384
Sinopse: Miguel vê sua namorada aterrorizada por um demônio.
Ele não acredita, acha que há alguém por trás de tudo e resolve descobrir quem
é. Nessa jornada, o ceticismo de Miguel é colocado à prova e ele descobre muito
mais do que podia imaginar. Um suspense fantástico que vai deixar o leitor
faminto por cada dia um pouco mais de história!
Essa vai ser uma resenha diferente. Isso porque já vou
começar contando pra vocês que eu não terminei de ler o livro. E também porque,
apesar de não ter chegado ao final, eu gostaria de indicar esse livro pra
vocês.
Só eu sei o quanto me custou abandonar a leitura de “Café
forte” devido a imensa curiosidade para saber o final. Quando a Eliane
Quintella entrou em contato comigo sugerindo a parceria, fiz algumas pesquisas
sobre o livro e sobre o trabalho dela e fiquei MUITO interessada, por isso
aceitei.
“Café forte” tem os ingredientes ideais para atrair minha
atenção. Suspense, paixão, mistério e mais pra frente, investigação. No
entanto, a intensidade da história foi algo que me pegou um pouco desprevenida.
Sabe quando uma história parece tão profunda, tão intensa, até mesmo real, que
acaba te incomodando de alguma maneira? Foi isso que aconteceu comigo enquanto
lia os primeiros 8 capítulos do livro. Dou créditos positivos à autora por
isso, pois nem sempre um escritor é capaz de demonstrar com palavras a
intensidade de uma situação narrada a ponto de incomodar o leitor e tirá-lo de
sua zona de conforto.
Miguel é completamente apaixonado por Dora, a quem ele chama
de anjo. No entanto, algo que está acontecendo com ela tem deixado o rapaz
bastante incomodado. Por diversas vezes Dora apareceu machucada sem revelar
quem a havia deixado daquele jeito. Até que ela resolve se abrir com Miguel e
dizer que suspeita que um demônio é que tem feito os ferimentos e outras coisas
assustadoras com ela.
Miguel não consegue acreditar na história. Por mais que ele
a ame acima de todas as coisas, ele não acredita que algo do “além” tem alguma
coisa a ver com a situação e então se dispõe a investigar a história escondido
da namorada. Primeiramente ele desconfia do ex dela, até descobrir que ele está
morto. Então ele começa a ir atrás de outras possíveis pistas a fim de
desvendar esse mistério.
Outro ponto que me chamou atenção na história foi a
linguagem psicológica para avaliar diferentes aspectos do que nos é contado por
Eliane. Miguel se vale da ajuda de uma amiga psiquiatra que tem um jeito
bastante diferente do dele de encarar os fatos da vida e que poderá ajudá-lo
não só com o possível problema que ele acredita que Dora está enfrentando, como
também na busca por desvendar o mistério em torno das histórias que ela lhe
conta.
Eu tentei voltar para o livro duas vezes, mas era como se
aquele demônio que atormenta Dora fosse real demais para mim e me incomodasse
de uma forma que não tornou a leitura agradável. Comparei a sensação com a que
tive quando fui assistir “Clube da luta”. Me incomodou tanto, que abandonei
apesar de todos dizerem que é um excelente filme. Forte demais pro meu
estômago.
Inconformada com a minha incapacidade de seguir adiante com
“Café forte”, fui ler outras resenhas na internet e fiquei ainda mais intrigada
para dar prosseguimento à leitura. Vou tentar de vez em quando, entre outras
leituras um pouco mais leves, ler um capítulo ou outro, a fim de chegar ao
final e desvendar todos os mistérios narrados por Eliane Quintella. Enquanto isso,
gostaria de indicar o livro pra vocês que ficaram intrigados com a sinopse e
com um pouquinho do que contei aqui. E quem leu eu ler “Café forte”,
compartilha com a gente a opinião e a experiência nos comentários ;)

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