Título: Primavera Eterna
Autora: Paula Abreu
Editora: Arqueiro
Lançamento: 2014
Páginas: 128
Livro enviado pela editora para resenha.
Sinopse: Maia é uma jovem publicitária bem-sucedida. Tem um
emprego estável, um namoro estável, uma vidinha estável. Até demais. Certo dia,
tentando imaginar como seria sua vida no futuro, o casamento, os filhos,
visualiza duas crianças loirinhas correndo... Loirinhas? Então ela se dá conta
de onde vem aquela cor de cabelos: Diogo, o menino por quem se apaixonou à
primeira vista aos 12 anos, numa cidadezinha do interior, onde costumava passar
os fins de semana com a família. Acontece que ele se mudou para os Estados
Unidos há mais de dez anos, e a essa altura da vida, já nem deve se lembrar
mais dela. Mesmo assim, num impulso, Maia pede férias na agência, inventa uma
viagem de trabalho como desculpa para o namorado e vai para Nova York, atrás do
seu primeiro amor. Primavera Eterna é a história de uma jovem cheia de sonhos
esquecidos, que ousa arriscar tudo o que tem e acaba encontrando a si mesma.
Li “Primavera eterna” em dois dias (ou melhor, duas
sentadas). Além de ser curtinho, a história, com o jeitão de “crônica” daquelas
que a gente ama ler todos os dias no jornal, é uma delicinha e a leitura flui
rapidamente enquanto passamos apenas um dia na vida de Maia. Um dia muito
importante na história da Maia do passado, do presente e do futuro.
"As tragédias gregas sempre se passam no espaço de um dia. É em um dia especial que o herói rememora a sua vida e percebe que tudo aconteceu para que fosse conduzido àquele dia trágico quando, enfim, encontra o seu destino. Mas o livro de Maia não é trágico; ao contrário, tem humor. E o humor é a forma mais generosa de lidar com a tragédia. Quando Maia nos leva ao fundo do seu sofrimento e ao mesmo tempo o ridiculariza, transforma a vida em picadeiro e lá todos nós já fizemos o nosso número - quem não foi ridículo quando amou?" (p. 120)
Ela e Diogo se conheceram ainda crianças, mas o garoto foi o
primeiro amor de Maia, aquele que ela nunca esqueceu mesmo com o passar dos
anos e com a distância que se impôs entre os dois depois da mudança dele para
Nova York com os pais sem dar tempo de se despedirem.
Nos anos que se passaram, Maia escreveu muitas cartas pra
Diogo declarando seu amor por ele. Mas não recebeu nenhuma resposta, nunca. Uma
vez, quando ele visitava o Rio, combinaram de se encontrar, mas ele não
apareceu e ela ficou esperando sozinha por horas.
Mesmo depois de tudo isso, ao se imaginar mãe de duas
crianças loiras e se dar conta de que a cor do cabelo dos futuros filhos tinha
tudo a ver com Diogo, a bem comportada publicitária de sucesso, resolveu dar um
tempo em tudo e partir para Nova York para reencontrar o rapaz.
Cheia de dúvidas sobre com o que iria se deparar caso Diogo
aparecesse no local em que marcaram de se encontrar, revisitamos alguns
momentos do passado de Maia, de sua história com o seu primeiro amor, de seus
relacionamentos, de sua vida profissional, e de como foi que ela chegou até ali
sem se esquecer dele, mesmo que sua imagem já não estivesse mais tão nítida na
memória de Maia depois de 15 anos. E criamos, nesse meio tempo, uma ideia de
quem é Diogo e do que ela poderá encontrar depois de tanto tempo.
Adorei a forma como a autora, Paula Abreu, conduziu a
história. Me pareceu algo tão real que me fez ter a sensação de que ela contava
uma história verídica. Além disso, me fez pensar um pouquinho nessa nossa mania
de viver presos ao passado e de encontrar esperança nem que seja em uma linha
tão fina. E será mesmo que “é o primeiro amor que nos move por toda a vida?”?

Ai que delicia de livro, eu gosto de livros pequenos, sou mt curiosa kkk' quando eu ver por aqui eu vou comprar
ResponderExcluirDá uma olhada na resenha que fiz do livro A bandeja
http://www.byanak.com.br/2014/08/despertar-bandeja-lycia-barros.html#comment-form