Por Francine Estevão
Autora:
Rainbow
Rowell
Editora:
Novo
Século
Lançamento:
2014
Páginas:
328
Sinopse:
Eleanor & Park é engraçado, triste,
sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao
livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos
e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas
consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre
vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é
a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus
escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a
conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração
de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se
apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro
amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar
corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo
tempo.
Park é descendente de coreanos e nunca fez questão de
ser popular, apesar de se dar bem com o “pessoal” da escola. Ou melhor, apesar
de não ter nenhum atrito com eles. Eleanor é a aluna nova esquisita, que já
chega quando todos os grupos estão formados e não se enquadra em lugar nenhum.
Ruiva, gordinha, um jeito estranho de se vestir e extremamente tímida, apesar
de chamar muita atenção. Os dois se aproximam no ônibus da escola, quando Park,
a contra gosto deixa que Eleanor se sente ao seu lado. No silêncio diário da
viagem até a escola e depois até suas casas, Park percebe Eleanor lendo suas
HQs por sobre seu ombro e é assim que seu interesse pela aluna nova é despertado.
Contra todas as probabilidades, mas de uma forma que
só o amor é capaz de justificar, eles vão viver um romance improvável e
completamente apaixonante. Adorei a escrita da Rainbow Rowell e me encantei
pelos personagens que criou, muito bem trabalhados não só fisicamente, mas
principalmente psicologicamente considerando seus contextos históricos e tudo o
mais. Ela constrói uma identidade bastante palpável para cada um deles, nos
aproximando ainda mais da história e nos deixado ainda mais encantados. Mais do
que um romance, a autora nos mostra o que o amor é capaz de provocar nas
pessoas e em suas vidas.
Rainbow conta a história de um amor como poucas que
vemos, porém profunda, sincera e extremamente rara. Dessas que pouco se vê na
vida real, apesar de seus personagens, Eleanor e Park, serem “comuns” no
sentido de não serem personagens idealizadas como vemos em muitos romances, e “diferentes”
no sentido de que são pessoas únicas, com histórias de vida únicas. E é por
isso que é um romance improvável, já que eles formam um casal daqueles que se
você visse na rua, você diria “mas eles não tem nada a ver um com o outro”. E o
que isso importa? Na verdade, a única coisa que importa nesse caso é o amor que
um sente pelo outro e até mesmo o jeito de amar de cada um deles é diferente,
tornando a história ainda mais especial.
Eu amei a história, amei os personagens, amei os
diálogos, grifei quotes que duram mais de duas páginas, amei o fato de eles
terem uma troca constante de literatura e música, mas devo dizer que fiquei
bastante desapontada com o final. Não esperava mesmo que terminasse como
termina. Ok, sem spoilers. Até porque a história é tão envolvente e apaixonante
que vale muito a leitura.

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