Por Francine Estevão
Título: Amor à moda antiga
Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Belas-Letras
Páginas: 112
Sinopse: Em seu aniversário de 43 anos, Fabrício Carpinejar
ganhou de presente uma velha máquina de escrever Olivetti Lettera 82
verde-esmeralda. Desde esse dia, ele se dedica a escrever nela poemas de amor e
a guardá-los como um inventário de seus sentimentos e emoções ao longo de sua
carreira. Pela primeira vez, a Belas-Letras publica esses poemas exatamente
como os originais foram enviados à editora, em maços de papel despachados pelos
Correios, sem nenhum tipo de correção ortográfica, edição ou retoques,
inclusive com as próprias anotações à mão feitas pelo próprio Carpinejar. Todos
os textos de Amor à Moda Antiga (inclusive este) foram originalmente escritos
em máquina de escrever. O resultado é um livro orgânico, singelo e
apaixonadamente imperfeito, exatamente como o amor é.
Quando Fabrício Carpinejar veio a Ribeirão Preto para a 16ª FeiraNacional do Livro, a Maju me deu de presente o livro de poemas que ele estava lançando
na ocasião, “Amor à moda antiga”.
Eu tinha lido, recentemente, outros dois livros do autor: “Espero
Alguém” e “Ai meu Deus, ai meu Jesus!”, ambos de crônicas.
Eu já acompanhava uma coisa ou outra do Carpinejar que lia
na internet e sempre achei seus textos interessantes. Podendo mergulhar mais em
seus escritos, fiquei ainda mais encantada com a forma como ele consegue
colocar no papel coisas que fazem parte da vida de muitos de nós.
99% dos seus textos são sobre relacionamentos. Mas ainda há
um ou outro sobre assuntos diversos. De qualquer forma, ele tem um dom de
captar detalhes e se aprofundar de uma forma única e que nos desperta também
para coisas que muitas vezes nos passam despercebidas.
Enquanto lia cada um de seus livros, sua escrita e seus
textos despertavam em mim o lado “escritora” e eu terminava a leitura morrendo
de vontade de escrever sobre mil coisas.
Há também em suas palavras humor, ironia, mas acima de tudo
muito amor. E em seu primeiro livro de poemas, “Amor à moda antiga”, não é
diferente. Inclusive, um dos aspectos que gostei muito do livro foi como ele
conseguiu manter sua capacidade de dizer tantas coisas e transmitir tanto
sentimento com tão poucas palavras. Você percebe que estão contidos nos poemas
a mesma essência das crônicas do autor.
Além disso, “Amor à moda antiga” tem um trabalho gráfico
muito bonito. A capa é texturizada com aberturas que mostram o título, o nome
do autor e a editora. As páginas são coloridas. Há fotos no final. E os textos
foram publicados da mesma forma em que foram escritos: em uma máquina de escrever
e sem revisão ou edição digitais, o que nos leva a algumas correções feitas à
mão, de caneta. Um trabalho muito cuidadoso e delicado da editora Belas-Letras
que dá um toque de “único” ao livro.

Linda resenha, Fran! Óun! Você merece! Beijão!
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