Por Isabela Silva
Título: As cores da Vida
Título Original: True Colors
Autora: Kristin Hanna
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Sinopse: As irmãs Winona, Aurora e Vivi Ann perderam a mãe cedo e foram criadas por um pai frio e distante. Por isso, todo amor que elas conhecem vem do laço que criaram entre si. Embora tenham personalidades bastante diferentes, as três são inseparáveis.
Winona, a mais velha e porto seguro das irmãs, nunca se sentiu em casa no rancho em que a família vive há gerações e sabe que não tem as qualidades que o pai valoriza. Mas, sendo a melhor advogada da região, está determinada a lhe provar seu valor.
Aurora, a irmã do meio, é a pacificadora. Ela acalma as tensões familiares e se desdobra pela felicidade dos outros – ainda que esconda os próprios problemas.
E Vivi Ann é a estrela entre as três. Linda e sonhadora, tem o coração generoso e indomável e é adorada por todos. Parece que nada dá errado em sua vida. Até que um forasteiro chega a cidade...
Então tudo muda. De uma hora para outra, a lealdade que as irmãs sempre deram por certa é posta à prova. E quando segredos dolorosos são revelados e a cidade é abalada por um terrível crime, elas se veem em lados opostos da mesma verdade.
“Daquele dia em diante, a inveja se tornara uma corrente submarina, movendo-se em espirais sob a vida delas. Mas ninguém percebera. Não naquele momento, pelo menos.”
Calma galera, espera, segura a emoção, preciso refletir sobre esse livro. Primeiramente devo relatar aqui e deixar registrado para nunca me esquecer sobre ele. Meigo, sim meigo, uma escrita meiga, uma leitura fácil, cativante e muito acolhedora.
Ao longo do livro não tem como não nos identificarmos com as personagens, cada pessoa que lê se identifica e tem empatia e simpatia com uma das três irmãs e em determinados momentos sentirá amor, raiva, pena, carisma e felicidades com cada uma delas.
Tudo o que a Kristin escreve e relata sobre as três irmãs, a história por trás da família “perfeita” dos Crey, é tudo muito bem detalhado ao longo da história onde encontramos desavenças, sofrimentos, inveja, amor, carinho, preocupação e cuidado entre as irmãs Winona, Vivi Ann, Aurora e seu pai.
Não é segredo para nenhum de vocês que eu amei esse livro (novidade a Isabela “amar” o livro, ela não falou mal de nenhum até agora, sempre fala que amou os livros. Calma gente, não é assim também).
Bom, vamos para a história, chega de falar o que achei do livro (ele é incrível gente).
A história começa com o relato da morte da mãe das três irmãs, quando elas eram pequenas, e a partir desse momento, começa a busca incessável de Winona pela aprovação e orgulho de seu pai. Uma busca que, infelizmente, não é tão fácil de conseguir - diria até impossível (o cara é muito chato gente).
Porém, quando o pai das meninas descobre que Vivi Ann tem uma conexão muito forte com o cavalo da falecida esposa, no mesmo momento ele se sente orgulhoso com a filha mais nova e assim começa a decepção na vida de Winona.
Tudo piora quando anos mais tarde chega à cidade um antigo amor do colégio de Winona, Luke. Adivinham o que acontece? Pra quem disse que Luke se apaixona por Vivi Ann acertou (me perdoem pelo spoiler, mas deveria falar disso, foi o único, juro), pois é pessoal, e dessa vez a inveja e a decepção de Winona é maior ainda, pois ela percebe que perdeu seu grande amor para sua irmã mais nova.
Legal Isa, mas, e a Aurora? A Aurora tem um papel muito importante na história, como uma típica dona de casa, casada com um médico e sendo mãe de dois filhos, ela usa de toda a sua maternidade para sempre promover a paz e o equilíbrio entre as duas irmãs ( o que eu diria que na maioria das vezes não funciona, mas Aurora não desiste).
O cenário muda com a chegada de Dallas (o índio, que na minha humilde imaginação é igual ao Khal Drogo de Game of thrones). Dallas começa a trabalhar na fazenda da família Grey ( onde começaria a ter competições de provas de três tambores ). Dallas e Vivi Ann se apaixonam, porém é um amor proibido, até porque Vivi está noiva, e sabe de quem? Sim isso mesmo, de Luke.
Com essa reviravolta o cenário da história muda drasticamente, Winona e Vivi Ann começam a mostrar uma à outra suas indiferenças e revoltas com a vida e decisões que elas tomam. O pai, cada vez mais frio, cada vez menos demonstra amor e carinho, apenas preocupado com a reputação da família na cidade.
Tudo coopera para o crescimento de três garotas, que tiveram sua mãe arrancada drasticamente da vida delas e com isso elas aprendem o que é o amor, o carinho e o afeto com elas mesmas, com o laço de irmandade que elas fazem entre si.
Apesar de toda a diferença, de todas as complicações da vida, o amor entre elas sempre vencem, ou quase sempre.
“Por mais vibrante e feliz que a vida fosse do lado de fora, ali dentro ela era sempre cinzenta e sombria.”
Isa, você disse que cada um que lê se identificam com uma personagem, com qual você mais se identificou e teve empatia? Todas pra mim tem sua importância e sua beleza, as três são mulheres fortes e dedicadas, porém, para mim, a que o “meu santo bateu” foi a Winona, não por ela ser gordinha também (hahaha), mas pela força de vontade, a dedicação e lealdade, tanto com a família, quanto com o trabalho. E para mim, repito, para mim, a história dela deveria ter acabado de outra forma, assim como de Aurora. Por que? Bom, leiam e descubram o porquê (risada maléfica).
“O que importava mesmo era quem eram, como ficaram juntos em tempos difíceis, as pessoas que foram levadas no coração.”

para mim foi uma história espetacular, Kristin trabalhou bem os sentimentos de suas personagens e gerou sentimentos em mim ao longo da trama, é tão real, tão humanizado!
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