quinta-feira, 21 de março de 2013

Resenha: "Procura-se Um Marido" de Carina Rissi

Por Francine Estevão

Título: Procura-se Um Marido
Autor: Carina Rissi
Lançamento: 2012
Páginas: 472
Editora: Verus
Categoria: Romance; chick lit

**Confira entrevista da Sociedade do Livro com a autora do livro, Carina Rissi aqui.

Sinopse: Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada. Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel. Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou. Cheio de humor, aventura, paixão e emoções intensas, Procura-se um marido vai fisgar você até a última linha.


Esse livro é simplesmente ÓTIMO! Eu ria o tempo todo e chegou um ponto em que eu quase chorei. Sério, era muito sofrimento pra uma pessoa só e eu sofria junto. 


A Alicia é a coisa mais engraçada do mundo e o Max merecia uns tapas, às vezes, mas tem como não se apaixonar por ele? Ah, sem contar o vô Narciso, que tenho certeza que muita gente queria um vô como ele. E quanta raiva do Clóvis. Hunf!

Alicia perdeu os pais quando ainda era criança e quem cuidou dela a vida toda foi seu vô Narciso. Dona de uma das maiores fortunas, ou melhor, herdeira de uma enorme fortuna, Alicia se vê perdida quando seu avô morre sem deixar nada para ela. A menos que ela se case. 

No início, ela até tenta sobreviver como uma assalariada na sua própria empresa, onde foi contratada para ser assistente de secretária. Trapalhadas à parte no emprego, quando as dificuldades financeiras começam a surgir, ela tem a brilhante ideia de contratar um marido por ano, simplesmente até conseguir sua herança.

Claro que isso não vai prestar. Por dois motivos. Primeiro, os candidatos que aparecem são um mais bizarro do que o outro. (Ainda bem que a Mari está lá pra colocar algum juízo na cabeça da melhor amiga.) Segundo, porque quando o marido de aluguel perfeito aparecer, ele pode ser perfeito demais.

A história é uma aventura divertidíssima, emocionante e apaixonante. Não tem como não lamentar quando o livro acaba, justamente por querer mais.

quarta-feira, 20 de março de 2013

#CircuitoNovoConceito: No terceiro dia, confira capítulo de "Violetas de Março"




**Clique na imagem para conferir o capítulo de "Violetas de Março".

#CircuitoNovoConceito

O amor surge quando você menos espera!
Quantas e quantas vezes você procurou um amor? Viver um grande romance é o seu sonho? E você já percebeu que quanto mais você procura, menos acha uma pessoa bacana?!
Pois é, você pode se surpreender, pois o amor surge de onde você menos espera. Mas a grande questão é: Você diz que o ama logo de cara?
A mulher tem a reputação de dizer "eu te amo" logo no início de um relacionamento, mas na verdade são eles que dizem antes. Aliás, eles admitem pensar sobre confessar o amor em média seis semanas antes que suas parceiras, segundo um artigo publicado no periódico norte-americano Journal of Personality and Social Psychology.

Por mais estranho que pareça, a resposta para essa atitude dos homens faz todo sentido à luz da psicologia evolucionista. Os homens podem ser mais impulsivos na maneira de expressar o amor, mas para eles este tem significado muito diferente do que para as mulheres.

Veja só, os pesquisadores descobriram que uma confissão de amor por parte dos homens pode resultar em sexo o mais rápido possível, que é o objetivo evolutivo final do gênero, e por isso dizem "eu te amo" o mais rapidamente possível. E, ao contrário, as mulheres só dizem "eu te amo" depois do sexo, porque elas têm mais a perder com a gravidez. A confissão para elas é um sinal do compromisso de longo prazo, bem diferente dos homens, que não querem compromisso. No jargão, eles querem "comprar na baixa" e elas, "vender na alta".

Na pesquisa feita no MIT, os homens mais felizes em obter a confissão de amor da mulher eram aqueles interessados em aventuras de curta duração, e mulheres que procuram relacionamento de longo prazo eram mais felizes em ouvir o "eu te amo" depois do ato consumado.

Pois é, padrões primitivos persistem no comportamento humano. São as bases biológicas que podem nos ajudar a entender as motivações ocultas das pessoas. Isso inclui também o comportamento de consumo, pois o homem dará muitos presentes antes de ter a mulher,Âncora e ela vai esperar uma ocasião mais tardia, que demonstre compromisso de longo prazo.

terça-feira, 19 de março de 2013

#CircuitoNovoConceito: Confira um capítulo de "Sonhe Mais"





**Para ter acesso ao capítulo que a Novo Conceito disponibilizou para você, basta clicar na imagem acima.

#CircuitoNovoConceito

Você saberia lidar com a partida da pessoa amada?
              
Esta pergunta é o tema central do livro de Jai Pausch, Sonhe mais. Muito bom, diga-se de passagem.

Sabe quem é ela? A viúva de Randy Pausch, o sujeito que tinha câncer no fígado, fez um discurso e escreveu um livro: A lição final. Sonhe mais é a versão dela, da esposa, sobre  uma vida de paixão, amor e família. Mais incrível que o primeiro!

É tão provocante, mexe tanto com a gente que eu não consegui desgrudar do livro. Logo que comecei a ler tive raiva de Randy Pausch(!), o marido, fechei o exemplar e comecei a refletir. Mas aquele livro ao meu lado parece que me chamava, então iniciei a leitura novamente, de onde parei.

Três capítulos depois e eu estava com dó -- pena mesmo -- do Randy Pausch, afinal ele estava morrendo! Pensei: "acho que ele está certo, só pensando no melhor para a esposa e filhos", e continuei a ler.

Conforme Jai Pausch, a autora de Sonhe mais, escrevia e descrevia suas experiências -- que senti todas -- comecei a pensar que ela é quem estava errada, achei a mulher fria em certos momentos.

Pois fiz uma pausa e pensei novamente! Que loucura!

Mas o livro continuava a me provocar e lá fui eu, novamente, ler. Finalmente, percebi que Jai estava vulnerável, ela ia perder o marido de quem tanto gostava, mas tinha que continuar a vida, tinha que cuidar do doente e dos filhos ao mesmo tempo ( nada como uma mulher para fazer isso), e pensar no que aconteceria depois que Randy falecesse!

Como ela foi forte, como sofreu e como amou!

Na verdade, eles viveram um grande amor!  E eu vivi um turbilhão de sentimentos!

Veja, já li livros intrigantes, emocionantes, mas que me provocasse sentimentos de compaixão, raiva, compreensão, amor, dó... tudo ao mesmo tempo, este foi o primeiro. 

segunda-feira, 18 de março de 2013

#CircuitoNovoConceito: Confira o primeiro capítulo de "A Pousada Rose Harbor"




**Ao clicar na imagem, você baixa o capítulo disponibilizado pelo  #CircuitoNovoConceito

Alguém viu os valores que estavam aqui? Família, lar amizade....

Você também está procurando algumas coisas que se perderam pelo caminho? Nostalgia! Talvez. Pode ser, mas na verdade sinto falta de valores simples que foram ficando de lado no "fast dia" do workaholic e sua família instantânea. Tudo tão rápido, sem consistência, sem sabor e ainda por cima, mal passado!  Até os índices econômicos são com base em fast-food "Índice McDonald´s". Para o mundo que eu quero descer!
Socorro! Cadê a minha avó!? A vó Antonieta que fazia a Páscoa ficar mágica e que reunia as amigas e noras para a novena, fazia o Natal ser um grande jantar para reunir toda a família e ganhar presentes simples e até feitos à mão, e que abria as portas da sua casa para receber a festa de Santo Reis, quando se desmontava a árvore de Natal e os violeiros de roupas coloridas, máscaras e pandeiros com fitas se apresentavam em troca de uma xícara de café. Onde foi parar tudo isso?

Onde está aquela vida simples, corrida também, com muito trabalho para colocar dinheiro em casa, filhos para criar e educar? Porém simples! E cheia de valores, coisas pequenas que faziam o dia, o mês, o ano e a vida valerem à pena. Cadê o almoço em família com todos à mesa e o jantar para contarmos como foi o dia? Tenho a leve impressão que curtíamos mais a chuva na janela, que agradecíamos mais, que sonhávamos mais.

Você tem sonhado? Tem feito piquenique com seus filhos? Ou sua vida tem sido drive-thru em que você passa, pega e vai embora.

Tem uma autora americana que me faz voltar ao passado com seus livros e lembrar de todas essas coisas boas de uma vida simples. É a Debbie Macomber!

E sabe o que mais? Acho que tem um monte de pessoas saudosas como eu, porque Debbie já vendeu 170 milhões de livros no mundo! Isso significa que não só eu que tenho saudades da vida como ela era.
Como estamos tão ocupados correndo pela vida é fácil perder os momentos de prazer. Uma boa leitura pode trazê-lo de volta! A Pousada Rose Harbor é a minha dica!

VEM AÍ: Lançamentos de Abril Novo Conceito

Por Francine Estevão


"Simplesmente Ana", Marina Carvalho




















Sinopse: Imagine que você descobre que seu pai é um rei. Isso mesmo, um rei de verdade em um país no sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha…
Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex.
Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro.
A não ser… A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam.
Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que — ao mesmo tempo — nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.

"A Livraria 24 Horas do Mr. Penumbra", Robin Sloan



Sinopse:
A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo.
Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler.
Mas Jannon é curioso…

"Sangue na Neve", Lisa Gardner



Sinopse:
A policial Tessa Leoni matou seu marido, Brian Darby, em legítima defesa. A arma do crime está à vista de todos e os hematomas no corpo de Tessa confirmam a ocorrência. A policial também não fez questão de fugir, ou de arrumar qualquer justificativa para explicar aquele corpo estendido no chão da cozinha, portanto, aparentemente, o que a investigadora D.D.Warren tem à sua frente é o desfecho de uma briga doméstica. Um caso simples.
No entanto, ao abrir o inquérito, D. D. terá uma surpresa: este não é o primeiro homicídio de Tessa Leoni e — afinal — onde está a filhinha de seis anos da policial? Será que a policial Leoni realmente atirou em seu marido para matá-lo? Uma mãe seria capaz de prejudicar intencionalmente sua filha?
D. D. Warren, a experiente detetive que acredita que desvendar um caso é como mergulhar na vida do criminoso, enfrentará mais uma investigação que a levará a uma busca frenética por uma criança desaparecida enquanto tenta encaixar as peças de um mistério familiar que a levará a quebrar os muros do corporativismo policial.

"O Poder da Energia", Brendon Burchard



Sinopse:
O Poder da Energia, de Brendon Burchard, nos convida a pensar grande e a transcender as ideias a que nos acostumamos, enquanto, ao mesmo tempo, aprendemos a comandar nossa própria consciência. Convida-nos a uma existência muito mais planejada, onde o controle sobre o prazer e sobre a dor estará em nossas mãos.
E como é possível apoderar-se assim da vida? Podemos escolher entre seguir nossos impulsos, ou dirigir a nossa atenção e atividade a um estado mais elevado de motivação. Podemos deixar que a vida nos leve, ou tomar as rédeas de nossa história até que possamos realmente desfrutá-la.
Para encontrar um propósito na experiência humana e ultrapassar qualquer circunstância limitadora, O Poder da Energia o levará a se conectar a algo maior que as coisas do dia a dia; algo que vai conduzi-lo do mundano ao mágico, de uma vida inepta à plenitude.

"Liberta-me", Tahereh Mafi



Sinopse:
Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette.
Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor.
A bela escrita de Tahereh Mafi está de volta ainda mais vigorosa e extasiante.


"Jardim de Inverno", Kristin Hannah



Sinopse:
Meredith e Nina Whiston são tão diferentes quanto duas irmãs podem ser. Uma ficou em casa para cuidar dos filhos e da família. A outra seguiu seus sonhos e viajou o mundo para tornar-se uma fotojornalista famosa. No entanto, com a doença de seu amado pai, as irmãs encontram-se novamente, agora ao lado de sua fria mãe, Anya, que, mesmo nesta situação, não consegue oferecer qualquer conforto às filhas.
A verdade é que Anya tem um motivo muito forte para ser assim distante: uma comovente história de amor que se estende por mais de 65 anos entre a gelada Leningrado da Segunda Guerra e o não menos frio Alasca. Para cumprir uma promessa ao pai em seu leito de morte, as irmãs Whiston deverão se esforçar e fazer com que a mãe lhes conte esta extraordinária história.
Meredith e Nina vão, finalmente, conhecer o passado secreto de sua mãe e descobrir uma verdade tão terrível que abalará o alicerce de sua família… E mudará tudo o que elas pensam que são.
“Difícil não rir um tanto e chorar ainda mais com a história de mãe e filhas que se descobrem no último momento.”
– Publishers Weekly
A história que sua mãe conta é como nenhuma outra já ouvida por elas antes — uma história de amor cativante e misteriosa que dura mais de sessenta anos e parte da Leningrad congelada e devastada pela guerra até o Alasca, nos dias atuais. A obessão de Nina por esconder a verdade as levará a uma inesperada jornada ao passado de sua mãe, onde descobrirão um segredo tão chocante, que abala a estrutura da família e muda quem elas acreditam ser.


sexta-feira, 15 de março de 2013

DICA: A internet é o caminho


Por Francine Estevão



Cada vez mais temos visto autores que se tornaram conhecidos depois de publicarem seus trabalhos na internet.

Recentemente, citamos neste post do blog uma matéria da Folha de S. Paulo falando sobre a brasileira Lilian Carmine (ou Bruna Brito), que ficou conhecida e publicou seu livro - "The Lost Boys" - depois de postar sua história no Wattpad.

Agora, saiu no site Saraiva Conteúdo uma entrevista com Amanda Hocking, autora que autopublicou seus livros online e acabou virando febre nos Estados Unidos. Nesta semana, ela lança no Brasil, pela Rocco Jovens Leitores, o livro “Trocada”.

Com prós e contras, parece que muito autores já estão apostando nos sites de autopublicação online para mostrar seus livros para o mundo, e a gente espera que o resultado seja tão bom quanto foi para as duas autoras citadas acima, já que pelo visto, a internet é o caminho.

quinta-feira, 14 de março de 2013

FEIRA DO LIVRO 2013: Homenageados Feira do Livro Ribeirão Preto

Por Francine Estevão




Você sabe qual o papel dos escritores homenageados na Feira do Livro de Ribeirão Preto? E o motivo pelo qual há um país homenageado?

Eu aproveitei meu quadro de literatura na BandNews FM para tirar essas dúvidas com a Isabel de Farias, presidente da Fundação Feira do Livro.

Segundo ela, o objetivo é estimular o estudo e o conhecimento sobre o trabalho desses autores e sobre o país, que neste ano é a Alemanha.

"A ideia é que esses homenageados sejam motivos de pesquisa e de trabalho dentro das escolas no período anterior à Feira", destaca Isabel de Farias. "No período da Feira, a gente (vai) ter várias discussões com mesas, com debates e palestras voltados para esses escritores", completa a presidente da Fundação Feira do Livro.

E neste ano, os homenageados, escolhidos por voto popular são: Nelson Jacintho, como autor da terra; Pedro Bandeira, como autor infanto-juvenil; Monteiro Lobato como escritor e Florestan Fernandes como autor da educação.

E Pedro Bandeira já é presença confirmada no evento. As datas exatas em que o autor vai estar na cidade devem ser divulgadas até o fim de março.

A  13ª Feira do Livro de Ribeirão Preto acontece de 06 a 16 de junho de 2013.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Resenha: "O amor dá uma segunda chance" de Juliana Ferreira

Por Francine Estevão

Título: O amor dá uma segunda chance
Autor: Juliana Ferreira
Lançamento: 2011
Páginas: 344
Editora: Dracaena
Categoria: Romance


Sinopse: Duas vidas, duas perdas, duas reações diferentes. Ailli Tecknovs, é uma linda jovem de 20 anos, os pais, sempre trabalharam no ramo da moda. Ailli cresceu em um lar onde tudo era rico, onde tinha tudo, ela era fútil até conhecer Oliver. Um rapaz pobre que não vivia no mesmo mundo e realidade que ela, um amor impossível acontece e é interrompido pela morte. Agora Ailli é uma pessoa diferente, Oliver foi o responsável pela mudança. Mas Ailli está sem rumo, sem chão, ela amava Oliver. Quando Ailli se muda de Dublin para Letterkenny uma cidade do Condado de Donegal ela percebe que talvez depois de dois anos de sofrimento sua vida mude. Ao conhecer três pessoas, Ava, Peter e Abraham. Os três principalmente Abraham vão doar um raio de sol para a escuridão de Ailli. Abraham sentiu na pele o que é perder alguém mas através dele Ailli percebe que tudo o que acontece tem um porque. E que para todas as coisas existe um tempo determinado. 


Algumas histórias têm um jeito especial de nos tocar. Foi isso que aconteceu comigo quando li “O amor dá uma segunda chance” da Juliana Ferreira.

O livro é triste, engraçado e nos deixa cheios de esperanças. Ele é daqueles que quando você termina de ler se sente bem. Aliás, acho que essa é a principal parte, nos passar uma mensagem, a de que “tudo tem um tempo pra acontecer”, basta sabermos esperar.

E “tempo” é uma palavra que define bem a história escrita pela Ju.

Tenho certeza que muita gente torce o nariz para a obra porque ela tem como base uma passagem bíblica, mas isso não interfere na história. Isso é apenas algo que está entre as características dos personagens, a fé.

Ailli passou por uma grande dificuldade na sua vida. Perdeu seu primeiro e único amor até então e ainda não conseguiu se recuperar desse fato. Não sabe como Deus pode tê-lo tirado dela e desde então, ela deixou não só a fé de lado, como também seu jeito de ser se tornando um tanto indiferente às coisas da vida.

Para ajudar, a mãe da jovem também não é uma pessoa fácil de lidar e só faz com que a filha sofra ainda mais. Só mesmo o pai de Ailli se padece do sofrimento da filha, embora ele também queira vê-la fora daquela nuvem negra que ronda a filha desde a morte de Oliver.

A família se muda para Letterkenny e Ailli acaba parando em uma comunidade extremamente religiosa. No entanto, ela conhece pessoas que não só a querem por perto como também sabem respeitar o momento pelo qual ela ainda está passando.

Aos poucos, Ailli vai percebendo que é preciso deixar o passado realmente para trás e se abrir às novidades que esperam por ela.

E pra não dizer que só falei das flores...achei que o Peter aparece pouco e acredito que ele tinha potencial para aparecer mais. Agora, a Ju que me desculpe, porque sei da importância do Daniel pra história, mas eu tinha vontade de bater nele cada vez que ele aparecia! rsrs 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Resenha: "Alta Fidelidade" de Nick Hornby


Por Francine Estevão

Título: Alta Fidelidade  
Título Original: High Fidelity
Autor: Nick Hornby
Lançamento: 1995
Páginas: 245
Editora: Penguin Books
Categoria: Romance

Sinopse: Uma história sobre monogamia, relações amorosas, solidão e sensibilidade masculina, temperada por música pop, ironia e bom humor. Assim é o romance de estréia de Nick Hornby, Alta fidelidade. Em Londres, após ser abandonado por Laura Lydon, sua última namorada, Rob Fleming, dono de uma loja semifalida de discos de vinil, faz um balanço das cinco piores separações da sua vida: Alison, Penny, Jackie, Charlie e Sarah. Laura, uma advogada bem-sucedida e atraente, ficou fora da lista por não ter provocado muito sofrimento; além disso, ela o trocou por Ian, um vizinho que ouvia discos horríveis. Rob busca consolo com os balconistas de sua loja, Bary e Dick, com quem mantém conversas tipicamente masculinas sobre outras listas, dos melhores filmes — entre eles Cães de aluguel — aos melhores episódios do seriado Cheers, passando, naturalmente, pelas melhores músicas. Rob tenta sair com uma cantora americana, Marie, mas o caso não dá certo. Ele volta a encontrar Laura e decide reconquistá-la. No meio do processo, no entanto, começa a fazer uma reflexão sobre a vida aos 35 anos, as lições que ela traz e todos os compromissos e desilusões que ela implica. Narrado na primeira pessoa por Rob – um alter-ego de Nick? – Alta fidelidade é um romance de geração. Por trás do auto-retrato de um perdedor, surge uma análise fascinante da desorientação afetiva deste final de milênio, da busca pela felicidade — e pela fidelidade — a qualquer preço.


Comprei esse livro em inglês, por dois reais na Fnac porque adorei a sinopse que vem na capa do livro - que é diferente da traduzida =( - e achei que valia a pena levar pra casa pra treinar meu inglês.

Eu adorei esse livro porque ele tem duas coisas que eu adoro: música e listas.
1º a música. Tem MUITA música nesse livro. Também não é pra menos considerando que Rob, o personagem principal, é dono de uma loja de discos em Londres.
2º as listas. Apesar de esse não ser um vício muito explícito, eu a-do-ro criar listas para tudo. 5 melhores filmes, 5 melhores músicas, 5 comidas favoritas e por ai vai. E em “Alta Fidelidade”, Rob tem a mesma mania. Ele cria listas a todo momento e para tudo.

Apesar desses ingredientes e de a história se passar na sempre agradabilíssima Londres, não achei o livro muito demais. Ele é legal, mas é só isso.

O começo é mais chato, enquanto ele enrola falando sobre os cinco mais memoráveis términos de relacionamentos que ele já viveu e até entrar na história que ele vive no presente é meio cansativo. 

Depois o livro fica legal e engraçado em várias partes. Rob é largado pela namorada, Laura, e isso faz com que ele comece a repensar toda a vida dele. Suas escolhas desde profissional até o estilo de roupa que veste, as músicas que ouve e a forma como organiza seus discos (o que muda constantemente). E enquanto a história segue, o bacana é que você vai se identificando com algumas situações que podem não ter nunca acontecido com você, mas que com certeza você já viu acontecer com alguém.

Em meio ao processo de superação do fim do relacionamento e tentativa de reatar com Laura, Rob acaba vivendo algumas situações inusitadas e alguns reencontros que podem fazer com que ele mude de ideia sobre si mesmo.

Pra ser sincera, achei o filme, com John Cusack, mais legal que o livro. O filme é muito bem adaptado e deixa de fora coisas que são dispensáveis no livro.

terça-feira, 5 de março de 2013

Apocalipse Literário

Por Maju Raz

Não. Isso não é mais um post sobre zumbis. Por enquanto muaaa! ). Ano passado participei da “Mostra de Arte e Juventude” do SESC e pela primeira vez uma foto minha foi aprovada. Fiz uma coleção de cinco fotos abordando o “fim da literatura” e a literatura brasileira sendo deixada de lado. Uma dessas fotos com o título de “Apocalipse literário” foi aprovada. Antes dela ser selecionada tive que defendê-la com um texto que resolvi compartilhar com vocês: 

O leitor está abandonando cada vez mais a leitura e os livros, e essa desinteresse pela leitura, futuramente, poderá trazer um “apocalipse literário”. O hábito de ler, o ler por prazer de sonhar e imaginar, o ler por prazer de aprender e a literatura estão diminuindo gradativamente. As pessoas tem preguiça de ler, os jovens mais preguiça ainda. Tudo por que os livros objetos estão sendo gradativamente “trocados” por e-books, pela internet, pela T.V., pelos videogames, celulares e “pelo tudo pronto”, enlatado. Você quer um resumo, uma resenha, sinopse de qualquer coisa basta “dar um Google” e tudo já vem pronto.  

A ideia do desaparecimento do objeto livro que conhecemos causa certo medo.  A maioria das pessoas enxerga um cenário apocalíptico literário que se apresenta decisivo, mas o sumiço do formato livro objeto, impresso em papel, com cheiro, com forma, com cor, com sinestesias, parece estar longe e confesso que, às vezes, me parece distante.

O mundo mudou.  As pessoas preferem os filmes e não veem que nos livros o leitor é o produtor e “constrói” o próprio cenário, figurino, elenco. As pessoas preferem eletrônicos e esquecem de como é sentar-se num banco da praça e ler um bom romance. Como é a sensação de ansiedade pelo segundo livro de uma série que está por lançar; como é bom ir a uma livraria e passar horas lá dentro escolhendo um livro; que percepção única é poder cheirar o livro novo; como é julgar um livro só pela capa e ao lê-lo surpreender-se...

O livro bem cuidado dura muito tempo e veicula histórias de estações passadas para um futuro. Nossas preocupações devem voltar-se para perigo deles (livros) desaparecerem um dia, mas a preocupação maior é que sumam antes dos livros de papel, o único perigo que ameaça a permanência dos livros pros próximos séculos, o único perigo que pode levar a um apocalipse literário: o sumiço dos leitores. Estes sim estão cada vez mais extintos.

As fotos que mandei:
A foto selecionada: Apocalipse literário


"O livro sozinho, abandonado ao cair da noite,
sujo, surrado, consumido pelo tempo,
que fábula narrará?
Que poema terá?
Que história descreverá?

Páginas com abstinência de serem folheadas,
perdidas num canto qualquer.
O livro caído, esquecido,trocado...

Mas o livro está lá.
Aberto, jogado,
aguardando ser lido,
ser devorado,
ser compreendido,
resgatado,
resenhado e espera até,
um dia quem sabe,
de ser pelo menos tocado
num mundo alienado
e perdido no caos total,
no apocalipse literário."
Corredor do desprezo

Academia Brasileira dos esquecidos

Entulho Literário
Os Alfarrábios

E você o que acha  da literatura brasileira? 
O que acha dos leitores brasileiros?


sexta-feira, 1 de março de 2013

AUTOR DO MÊS: Carina Rissi

Por Francine Estevão


Carina Rissi é uma leitora com fascínio por amores impossíveis e se inspira em obras da clássica e reconhecidíssma Jane Austen. 

Do interior de São Paulo para a Alemanha. Seu primeiro livro, “Perdida”, foi traduzido para o alemão e entrou para a lista de mais vendidos.

“Procura-se um marido”, segundo livro da autora, já é sucesso no Brasil e esperamos que fora daqui também, em breve.

Sociedade do Livro: Carina, obrigada pela entrevista. Vamos começar com esse seu sucesso internacional. Como seu livro foi parar na Alemanha? E por que Alemanha e não outros lugares do mundo?
Carina Rissi: Oi, Francine, eu que agradeço pelo convite. =)
Eu não sei bem como o Perdida foi parar na Alemanha. Ano passado fui convidada pela CBL para fazer parte do catálogo deles, com o Perdida, na Feira do Livro de Frankfurt. Eu imagino que foi isso que gerou interesse nos leitores de língua portuguesa que vivem lá.

SL: Suas personagens geralmente são jovens. Você se inspira em experiências vividas?
CR: Mais ou menos. Acredito que cada um dos meus personagens tenha algo meu, mas normalmente coloco minhas heroínas em situações que nunca vivenciei. De preferência as mais ridículas e absurdas. rsrs

SL: Você é casada e tem uma filha. Sua família lê os seus livros? O que falam?
CR: Meu marido é meu maior fã, incentivador, crítico e tudo o mais que você possa imaginar. É ele quem lê primeiro, me ajuda na correção, aponta problemas que eu não tinha percebido antes. Não sei o que eu faria sem ele. Minha filha ainda tem 9 anos e como escrevo romances adultos ela ainda não leu nada, mas conto pra ela a história, editando. Ela adora opinar a respeito dos figurinos.

SL: Você começou sua carreira já com dois livros muito bem sucedidos. Você esperava por isso? Como se sentiu quando viu o retorno?
CR: Fui pega de surpresa, não esperava nem metade da aceitação que meus livros tiveram. É gratificante saber que consigo mexer com a emoção das pessoas, seja fazendo-as rir, chorar ou sonhar, e é um tanto assustador também. É tudo muito novo e acho que a ficha ainda não caiu. Adoro abrir meus e-mails e encontrar recados de leitores. É a melhor hora do dia.

SL: Ter ido muito bem logo de cara com seus dois primeiros trabalhos traz uma responsabilidade maior para futuros projetos? Aumenta a pressão?
CR: Sendo sincera, não. Vou explicar melhor; sou bastante insegura (em quase todos os aspectos da minha vida) então quando me sento para escrever eu deleto a informação de que alguém irá ler aquele texto em algum momento. Se eu ficar pensando no que o meu marido vai pensar, o que o avaliador da editora vai dizer, o que os leitores vão achar, eu tenho certeza que não seria capaz de concluir um único parágrafo. Penso nisso depois do projeto concluído, e aí sim, bate aquele desespero. É cômico quando envio o livro pra editora. “Mas eles vão ler!”, eu fico choramingando pela casa.

SL: E que o vem pela frente?
CR: Bem, já conclui a história de No Mundo da Luna e estou atando as pontas soltas. Adorei o resultado, acho que é meu melhor trabalho, mais maduro, me conheço melhor agora.
Depois (ou antes, não tenho certeza quanto a estratégia da editora) virá Perdida 2. Preciso finalizar esse projeto, pois até ameaça de sequestro já me fizeram rsrs.
Tenho um livro praticamente pronto que se tornou meu xodó. É um conto de fadas moderno onde o antigo e o novo se misturam, entrelaçam e confundem.  Eu acho que o título será Enquanto Você Não Vem ou Até Você Chegar, algo nessa linha.

SL: Você serve de inspiração para muita gente que quer um dia ver os próprios livros nas prateleiras de livrarias e nas mãos dos leitores. O que você diria para os novos futuros autores que enfrentam tantas dificuldades do mercado literário brasileiro?
CR: Fico muito lisonjeada com isso. <3
Bem, vai parecer bobo, mas meu primeiro conselho é BNC (Bunda Na Cadeira). Concluir um livro toma tempo, empenho e dedicação. Abusar das revisões e deixar o texto o mais perfeito possível. Depois disso é preciso um bocado de obstinação ( eu prefiro chamar de teimosia) e paciência. O mercado literário nacional é muito fechado, é difícil uma editora tradicional publicar um estreante, mas não impossível. E por fim o que, em minha opinião, é o mais importante: acreditar e apostar no seu trabalho. Se você não apostar nele, ninguém mais apostará.

SL: Agora em março (dia 23), você participa do Clube do Livro de Ribeirão. Para a sua carreira, qual a importância desse tipo de evento e de viajar pelo país se aproximando dos leitores?
CR: É vital. É quando eu consigo medir de verdade o quanto o livro agradou, onde acertei, onde podia ter feito melhor. É esse carinho que recebo dos leitores que me motiva a seguir lutando por um espaço nesse louco mundo literário.

Rapidinhas:
Livro favorito: Orgulho e Preconceito
Autor favorito: Jane Austen
Um livro que leu e que gostaria de ter escrito: sem dúvidas Orgulho e Preconceito