quinta-feira, 10 de abril de 2014

Ler dá sono?



Ler dá sono? Mentira! Quer dizer, pode até parecer verdade, considerando que muita gente começa a bocejar e a fechar os olhinhos quando começa a ler. Mas o problema, na verdade, não é a leitura e sim a hora que você lê.

Segundo Fábio Haggstram, diretor do Centro de Distúrbios do Sono do Hospital São Lucas, de Porto Alegre, em entrevista à revista Superinteressante, a adenosina é uma das substâncias químicas que se acumulam no organismo ao longo do dia e quanto mais adenosina, mais sono. Portanto, ler a noite não é uma boa escolha.

Outra substância que interfere é a melatonina, que é liberada quando o ambiente escurece. Mais um ponto negativo para a leitura noturna. A menos que você escolha ler em um tablet, por exemplo. Segundo Fábio Haggstram, a luz inibe a produção da melatonina e te deixa com menos sono lendo.

A matéria da Super traz ainda três dicas para mandar o sono embora e continuar lendo:

- dê alguns pulos
- leia em voz alta
- leia sentado

quarta-feira, 9 de abril de 2014

RESENHA: "O mundo de vidro", Mauricio Gomyde

Por Francine Estevão

Título: O mundo de vidro
Editora: Porto 71
Lançamento: 2011
Páginas: 236

Sinopse: Até onde pode ir a paixão de uma pessoa por outra? Como, quando e por que começa? Até que ponto pode-se cometer alguma loucura para fazer parte da vida de alguém? Quais as consequências da paixão avassaladora incompreendida? Nesse seu primeiro e hilariante romance, Maurício Gomyde retrata o cotidiano de um cidadão normal como tantos que se vê por aí em qualquer canto, tentando responder estas aparentemente simples perguntas. Passeando com extrema facilidade tanto pela liguagem refinada e sutil quanto pela tosca, Maurício Gomyde nos brinda com um livro de leitura fácil e extremamente agradável.

“O Mundo de Vidro” faz uma crítica cômica àquelas paixões que acontecem de repente. Sabe quando você vê uma pessoa no metrô e passa a fazer de tudo para se aproximar dela? Pois então, é exatamente assim que começa a paixão “dele”, personagem principal da história, por “ela”, a moça por quem se apaixona perdidamente.

E é isso mesmo, não esqueci o nome dos personagens. Na verdade, os dois principais não têm nome. Acredito que essa tenha sido uma das sacadas mais interessantes do autor para mostrar o quão abrangente é a história que ele escreveu. Como se ele dissesse: pode acontecer com qualquer um. Os personagens podem ser você, seu amigo, seu vizinho...tanto faz. É impossível não se identificar com algumas das situações do livro. Algumas engraçadas, outras cheias de vergonha alheia, mas ainda assim você se pega pensando “poxa, eu já fiz isso, também já passei por uma situação assim”. E então você ri e fica com vergonha ao mesmo tempo.

O cara, um sujeito desses com tipo de nerd, infeliz, solitário...a mulher, linda, professora de economia, colunista em um jornal...Depois de não entrar no vagão de sempre no metrô, ele conhece ela num vagão que pegou mais tarde e se apaixona perdidamente. Ele sabe que já a viu em algum momento, só não se lembra quando, nem de onde, e então passa a pegar sempre o mesmo vagão na esperança de um dia criar coragem para se aproximar.  


Quando finalmente toma coragem, acaba derrubando as coisas dela no chão. Depois disso, da um jeito de descobrir novas formas de se aproximar, começa a fazer aula de economia, descobre o endereço dela e, depois de muito esforço, eles acabam virando amigos. Mas não é exatamente só isso que ele quer. Só que ela acaba de sair de um noivado e está em uma fase delicada da sua vida.

Ele, sem saber como extravasar seus sentimentos, acaba compondo uma música e um dia entrega para ela. Isso acaba afastando os dois e atrapalhando o pequeno avanço que já haviam feito. Mas então, ele resolve se afastar de vez e esquecê-la no mesmo momento em que ela começa a receber e-mails misteriosos, sem assinatura, com capítulos de um livro sobre um casal que vive uma das histórias de amor mais linda que ela jamais ouviu falar. Isso a deixa extremamente sensível e faz com que repense toda sua vida amorosa e sua relação com ele.

Embora a história construída por Mauricio Gomyde seja a mais próxima possível de cada leitor, que vai se identificar em muitos momentos, acho que ele perdeu um pouco a mão no humor. Na tentativa de ser engraçado, as “brincadeiras” acabam exageradas, forçadas e perdem a graça. Uma mesma ideia é repetida (propositalmente) muitas vezes com outras palavras, mas em vez de ficar legal, ficou irritante.  

Já li outros dois livros do Mauricio e amei incondicionalmente. Este, acho que por ter sido o primeiro que ele escreveu, deixou bastante a desejar muito embora as partes que são a história escrita pelo autor misterioso – as minhas favoritas em todo o livro – se aproximem bastante do melhor que já li do Mauricio. Fico feliz por conseguir reparar que a evolução do autor foi incrível. Por isso, sempre que penso em uma boa história de amor, continuarei procurando pelos futuros livros dele, que sempre envolvem uma paixão avassaladora e muita música.

E a boa notícia é que em julho, o autor publica seu novo romance, "A Máquina de Contar Histórias", pela Editora Novo Conceito, por meio do selo Novas Páginas! Confiram a sinopse:

"Na noite em que o escritor Best-Seller Vinícius Becker lançou “A Máquina de Contar Histórias” (o novo romance e livro mais aguardado do ano), sua esposa Viviana faleceu sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão abrir sob os pés. Sem esposa, sem o amor das filhas, sem amigos... O lugar pelo qual ele tanto havia lutado revelava-se o lugar que nunca havia desejado estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisaria se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu lugar no coração da família V. Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre e nem se perde."


terça-feira, 8 de abril de 2014

Parceria Renovada com Editora Arqueiro!



Quem é que não gosta de ser parceiro de uma Editora fantástica que cresce cada vez mais? Uma Editora fofa e atenciosa...

O post de hoje é mais que especial! Ele vem agradecer todo o carinho e dedicação que a Editora Arqueiro tem conosco. A oportunidade que nos deu para crescer como blog e como pessoas.

A Arqueiro está com a gente há dois anos e é com muito prazer e alegria que vamos para mais um ano de parceria renovada!

Obrigada, Arqueiro! <3


"Geraldo Jordão Pereira (1938-2008) começou sua carreira aos 17 anos, quando foi trabalhar com seu pai, o célebre editor José Olympio, publicando obras marcantes como "O menino do dedo verde", de Maurice Druon, e "Minha vida", de Charles Chaplin.

Em 1976, fundou a Editora Salamandra com o propósito de formar uma nova geração de leitores e acabou criando um dos catálogos infantis mais premiados do Brasil. Em 1992, fugindo de sua linha editorial, lançou Muitas vidas, muitos mestres, de Brian Weiss, livro que deu origem à Editora Sextante.

Fã de histórias de suspense, Geraldo descobriu O Código Da Vinci antes mesmo de ele ser lançado nos Estados Unidos. A aposta em ficção, que não era o foco da Sextante, foi certeira: o título se transformou em um dos maiores fenômenos editoriais de todos os tempos.
Mas não foi só aos livros que se dedicou. Com seu desejo de ajudar o próximo, Geraldo desenvolveu diversos projetos sociais que se tornaram sua grande paixão.

Com a missão de publicar histórias empolgantes, tornar os livros cada vez mais acessíveis e despertar o amor pela leitura, a Editora Arqueiro é uma homenagem a esta figura extraordinária, capaz de enxergar mais além, mirar nas coisas verdadeiramente importantes e não perder o idealismo e a esperança diante dos desafios e contratempos da vida."

segunda-feira, 7 de abril de 2014

AI MEU CORAÇÃO - "Destrua este diário"


Da série "Ai meu coração"! Acabei de fazer uma coisa que jamais me imaginei fazendo:

FURAR PÁGINAS DE UM LIVRO COM LÁPIS!

Este livro é muito cruel!









Após furar as páginas algo me possuiu! Virei de folha e quando dei por mim isso já havia acontecido...

Esse efeito possuído, já aconteceu com você?



sexta-feira, 4 de abril de 2014

TAG: 10 autores V.I.P.

Por Francine Estevão

“Sabe aqueles autores que a gente compra o livro deles sem nem mesmo olhar capa ou sinopse? Aqueles que a gente indica para o amigo "pode comprar esse lançamento, eu não li mas o autor é muito bom!". A gente sempre tem esses queridos no coração e na estante, não é mesmo?” (TriBooks)

Inspirada na TAG criada pelo TriBooks, resolvi fazer a minha lista dos meus “10 autores V.I.P.”.



Meg Cabot – Meg com certeza foi uma das autoras que me fez apaixonar pelo hábito de ler. Foi com ela que aprendi que leitura não era uma chatice obrigatória de escola, que livros grandes não eram desnecessários, que romances históricos são as melhoras histórias de romance e que séries são muito bem vindas para nos manter apaixonadas pelos mesmos personagens por um bom tempo. Foi uma das primeiras que eu comecei a acumular na prateleira e é uma das poucas de quem eu desejo absolutamente TODOS os livros, seja como Meg, seja como Patricia (embora eu ache difícil conseguir isso tão cedo considerando o número de livros já publicados e os milhares que ela continua escrevendo e publicando – mas eu não estou reclamando. Continue, Meg. Continue!)


Donato Carrisi – Donato Carrisi foi quem me fez descobrir o quanto eu amava histórias investigativas (as bem elaboradas). Foi com ele que aprendi a apreciar boas tramas e a desconfiar do mundo.


Clarice Lispector – Simplesmente porque cada palavra já escrita por essa mulher me toca de uma maneira única e extremamente pessoal e porque ela sempre tem a citação certa para qualquer situação da minha vida ou sentimento que ouso provar. Um reflexo da minha alma.


Matthew Quick – Ainda bem que os livros dele começaram a ser traduzidos recentemente assim consigo acompanhar os lançamentos e garantir todos. Ele tem uma maneira bastante única de abordar assuntos delicados e polêmicos e de criar personagens envolventes e apaixonantes. Amor por tudo que ele escreve.



James Patterson – o cara é bastante eclético e escreve de tudo um pouco, mas seus livros policiais são os meus favoritos e sempre indico de olhos fechados para quem gosta do gênero.



Jane Austen – Romance, crítica, humor e as mulheres com as melhores personalidades de todas as personagens femininas ever.



Federico Moccia – Ele escreve romances fofos e encantadores além de nos levar a viagens incríveis pela Europa e criar personagens loucamente normais. É impossível não lembrar das histórias dele em situações cotidianas e mais impossível ainda não terminar de ler seus livros sem vontade de viver um grande amor e viajar pela Europa.



Pablo Neruda – No poeta chileno encontro sempre os melhores conselhos. Mais um que tem sempre o melhor conforto a me oferecer com uma simples frase ou uma poema enorme.



William Shakespeare – Ele soube enxergar o melhor e o pior do ser humano e fazer as melhores críticas com conteúdo à sociedade, não só da sua época, como suas “broncas” são válidas eternamente.



Lisa Gardner – Acho que ela é a minha descoberta mais recente de toda essa lista. Depois de muito tempo e muitas leituras atrás de um policial/investigativo à altura de Donato Carrisi, foi ao ler um livro da Lisa que eu mais me aproximei da sensação de ser surpreendida. E não parei mais. 

Então, já sabem, se virem algum desses rostinhos por ai, leiam! 
Quais são os seus "10 autores V.I.P.? Respondam nos comentários ou nos envie o link do seu blog com as respostas ;)

quinta-feira, 3 de abril de 2014

LANÇAMENTO: "Mar de Rosas", Nora Roberts

"Mar de Rosas", continuação da série "Quarteto de Noivas", da incrível Nora Robertas, será lançado no fim deste mês, pela Editora Arqueiro. Depois da história de Mac, em "Álbum de Casamento", o segundo da série nos traz a história de Emma. 



Em "Mar de rosas", segundo livro da série Quarteto de Noivas, o amor floresce junto com os primeiros botões da primavera. Este romance vai fazer você ter vontade de dançar num jardim, sob a luz do luar. 

Emma Grant é a decoradora da Votos, empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas de infância – Mac, Parker e Laurel. Ela passa os dias cercada de flores, imersa em seu aroma, criando e montando arranjos e buquês. Criada em uma família tradicional e muito unida, Emma cresceu ouvindo a história de amor dos pais. Não é de espantar que tenha se tornado uma romântica inveterada, cultivando um sonho desde menina: dançar no jardim, sob a luz do luar, com seu verdadeiro amor. Os pais de Jack se separaram quando ele era garoto, e isso lhe causou um trauma muito profundo. Ele se tornou um homem bonito e popular entre as mulheres, porém incapaz de assumir um compromisso. Quando Emma e suas três amigas fundaram a Votos, foi Jack, o melhor amigo do irmão de Parker, quem cuidou de toda a reforma para transformar a propriedade no melhor espaço para casamentos do estado. Os seis são praticamente uma família. E justamente por isso Emma e Jack nunca revelaram a atração que sentiam um pelo outro. Mas há coisas que não podem ficar escondidas para sempre. Mar de rosas é uma história ardente, sexy e divertida sobre as vantagens e os desafios que surgem quando uma grande amizade vira paixão. 

Dona de uma beleza estonteante e de um jeito doce e sempre agradável, Emma atrai muitos homens e tem uma incrível habilidade com eles – principalmente na hora de dispensá-los. Mesmo com tantos pretendentes, ela ainda não encontrou o príncipe encantado com quem sonha desde menina. Talvez porque ainda não tenha procurado no lugar certo: bem debaixo do seu nariz. Jack Cooke é um arquiteto atraente, bem-sucedido e melhor amigo do irmão de Parker, uma das sócias e amigas de infância de Emma. Muito próximo das fundadoras da Votos, ele é praticamente da família. Quando percebe que seus sentimentos por Emma vão além de uma simples amizade, Jack fica muito confuso. Agora, para essa história dar certo, eles terão que encontrar o ponto de equilíbrio entre o solteiro avesso a compromissos e a mocinha romântica que sonha em se casar e ser feliz para sempre. 

Confira um trecho da história aqui.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

RESENHA: "As mentiras de Locke Lamora", Scott Lynch

Por Francine Estevão

Título: As mentiras de Locke Lamora (livro 01 da série Nobres Vigaristas)
Título Original: The Lies of Locke Lamora
Autor: Scott Lynch
Editora: Arqueiro
Lançamento: 2014
Páginas: 464

Sinopse: O Espinho é uma figura lendária: um espadachim imbatível, um especialista em roubos vultosos, um fantasma que atravessa paredes. Metade da excêntrica cidade de Camorr acredita que ele seja um defensor dos pobres, enquanto o restante o considera apenas uma invencionice ridícula. Franzino, azarado no amor e sem nenhuma habilidade com a espada, Locke Lamora é o homem por trás do fabuloso Espinho, cujas façanhas alcançaram uma fama indesejada. Ele de fato rouba dos ricos (de quem mais valeria a pena roubar?), mas os pobres não veem nem a cor do dinheiro conquistado com os golpes, que vai todo para os bolsos de Locke e de seus comparsas: os Nobres Vigaristas. O único lar do astuto grupo é o submundo da antiquíssima Camorr, que começa a ser assolado por um misterioso assassino com poder de superar até mesmo o Espinho. Matando líderes de gangues, ele instaura uma guerra clandestina e ameaça mergulhar a cidade em um banho de sangue. Preso em uma armadilha sinistra, Locke e seus amigos terão sua lealdade e inteligência testadas ao máximo e precisarão lutar para sobreviver.

Quando li “mentiras” no título, logo me interessei pelo livro, mesmo sendo uma história um pouco diferente das que estou acostumada a ler. De início, fiquei um pouco perdida na leitura, mas quando fui me situando no cenário do enredo, acabei me envolvendo bastante com a história de Lamora, que intercala entre o presente e um pouco de seu passado para mostrar como ele chegou ali. Gosto desse artifício de contar sobre o passado do personagem porque nos dá mais embasamento para entender o que fez com que aquela pessoa se tornasse como ela é. 

O livro tem bastantes diálogos que pendem para o humor e muitas cenas de ação, que dão ritmo à leitura, apesar do excesso de descrição que o autor utiliza para ir nos situando ao longo de toda a narrativa. E, apesar de ser uma série (de 7 livros, se não me engano), esse primeiro pode ser lido sem que haja obrigatoriedade de continuar acompanhando a história. 

Lamora vive em Camorr com os Cavalheiros Bastardos, sua turma de ladrões. Órfão, ele foi criado e "educado" por um falso padre que o livrou da morte quando ainda era moleque e sempre se destacou pelas habilidade de conseguir fazer ótimos planos dos quais, mesmo quando terminam em problemas, ele consegue se livrar da culpa. Mas não para sempre. 

O leitor é apresentado às habilidades do personagem principal e seu grupo durante seus esquemas que envolvem jogos de mentiras, intrigas, brigas, disputas e muitas ações que dão ritmo à história e nos levam a acompanhar as aventuras e reviravoltas da vida desse grupo de ladrões especialistas na arte de enganar e se dar bem. 

Por vezes, me pegava pensando na história meio que como uma versão alternativa à "11 Homens e 1 Segredo" e suas sequências. Os Cavaleiros Bastardos são instigantes e despertam o interesse, principalmente, dos leitores que gostam desse jogo de mentiras e de avaliar como ele decorre com tamanha naturalidade para a turma de Lamora. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Editora Sextante traz mais um título de Paulo Coelho em Abril



Você é fã de Paulo Coelho e/ou aprecia o estilo de escrita do autor? Então já pode fazer a festa! Dia 15 de abril a Sextante lança "Adultério", um romance que se passa em Genebra, na Suíça, e conta a história do reencontro entre dois ex-namorados. Os protagonistas da trama são uma jornalista e um político, ambos casados, que mantém um relacionamento extraconjugal:

"Minha tristeza se tornou rotina, ninguém percebe mais. Não consigo mais dormir direito. Sinto-me egoísta. Continuo tentando impressionar as pessoas como se ainda fosse criança. Choro sozinha e sem motivo no banho. Só fiz amor com vontade mesmo uma vez em muitos meses – e você sabe bem de que dia estou falando. Já considerei que tudo isso seja um rito de passagem, consequência de eu ter passado dos 30 anos, mas essa explicação não basta. 
Sinto que estou desperdiçando minha vida, que um dia vou olhar para trás e me arrepender de tudo o que fiz. Menos de ter me casado com você e tido nossos lindos filhos. – Mas isso não é o mais importante? Para muitas pessoas, sim. Mas para mim não é o suficiente." 


Assista ao teaser que o autor publicou em seu twitter pessoal:


Curta no skoob aqui.


Confira mais títulos do autor pela Sextante:



segunda-feira, 31 de março de 2014

LANÇAMENTO: "Querida Sue", Jessica Brockmole

No dia 14 de abril chega às livrarias uma promessa aos apaixonados por romances, "Querida Sue", de Jessica Brockmole, lançado pela Editora Arqueiro.



Março de 1912: Elspeth Dunn, uma poetisa de 24 anos, nunca viu o mundo além de sua casa na remota Ilha de Skye, na Escócia. Por isso fica empolgada ao receber a primeira carta de um fã, David Graham, um estudante universitário da distante América. Os dois começam a trocar correspondências – compartilhando os segredos mais íntimos, os maiores desejos e os livros favoritos – e fazem florescer uma amizade que, com o passar do tempo, se torna amor. Porém a Primeira Guerra Mundial toma a Europa e David se oferece como voluntário, deixando Elspeth em Skye com nada além de esperanças de que ele sobreviva. Junho de 1940: É o início da Segunda Guerra Mundial e Margaret, filha de Elspeth, está apaixonada por um piloto da Força Aérea Real. A mãe a adverte sobre os perigos de se entregar ao amor em tempos de guerra, mas a jovem não entende por quê. Então, durante um bombardeio, uma parede de sua casa é destruída e, de dentro dela, surgem cartas amareladas pelo tempo. No dia seguinte, Elspeth parte, deixando para trás apenas uma carta datada de 1915. Com essa única pista em mãos, a jovem decide ir em busca da mãe e, nessa trajetória, também precisará descobrir o que aconteceu à família muitos anos antes. Querida Sue é uma história envolvente contada em cartas. Com uma escrita sensível e cheia de detalhes de épocas que já se foram, Jessica Brockmole se revela uma nova e impressionante voz no mundo literário. 

Confira um trecho aqui.


“A história mais romântica do ano.” – Marie Claire.it

“Um amor mais forte do que o tempo e a distância. Um romance à moda antiga, que sobrevive à separação e aos dramas da vida. Um candidato a fenômeno editorial.” – Mediaset.it

“Os protagonistas são duas vozes tão claras e verdadeiras que parecem reais. Fui cativada em poucas linhas.” – Elle 

“Uma história notável sobre duas mulheres, seus amores, seus segredos e duas guerras mundiais, que vai direto aos assuntos importantes que quem escreve cartas se esforça para retratar por meio das palavras certas. (...) A beleza da Escócia, a tragédia da guerra, os anseios do coração e as lutas de uma família dilacerada pela deslealdade são brilhantemente delineados, deixando em branco apenas espaços suficientes para serem preenchidos pela imaginação do leitor.” – Publishers Weekly 

“Uma história de amor que exalta o poder da palavra escrita.” – USA Today “Com um tom que se alterna entre o lirismo e o flerte, o romance de estreia de Jessica Brockmole encanta ao evocar um tempo em que cartas escritas à mão e ansiosamente aguardadas enfeitiçavam os amantes.” – Kirkus Reviews 

“Uma pequena e deslumbrante joia.” – Richmond Times-Dispatch “Querida Sue é uma história de amor cativante que mostra que a esperança é capaz de vencer o tempo e as adversidades.” – Vanessa Diffenbaugh, autora de A linguagem das flores 


domingo, 30 de março de 2014

RESENHA: "A Filha do Louco" de Megan Shepherd

Por Carla Rojas - colaboradora do Sociedade do Livro

Título Original:  The Madman's Daughter
Autora: Megan Shepherd
Editora: Novo Conceito
Lançamento: 2014
Páginas416

Sinopse: Juliet Moreau construiu sua vida em Londres trabalhando como arrumadeira - e tentando se esquecer do escândalo que arruinou sua reputação e a de sua mãe, afinal ninguém conseguira provar que seu pai, o Dr. Moreau, fora realmente o autor daquelas sinistras experiências envolvendo seres humanos e animais. De qualquer forma, seu pai e sua mãe estavam mortos agora, portanto, os boatos e as intrigas da sociedade londrina não poderiam mais afetá- la... Mas, então, ela descobre que o Dr. Moreau continua vivo, exilado em uma remota ilha tropical e, provavelmente, fazendo suas trágicas experiências. Acompanhada por Montgomery, o belo e jovem assistente do cirurgião, e Edward, um enigmático náufrago, Juliet viaja até a ilha para descobrir até onde são verdadeiras as acusações que apontam para sua família.


Saiba mais sobre este título aqui no SKOOB
O livro, baseado no clássico “ A ilha do Dr. Moreau” de  H.G. Wells me conquistou desde o inicio. Primeiramente pela capa lindíssima e diagramação caprichada. Mas a história não fica nem um pouco para trás.

Ela começa com Juliet, lutando pela sobrevivência sozinha em Londres após o falecimento de sua mãe. A protagonista me marcou por ser bem construída e complexa. Vários de seus aspectos, positivos e negativos, são abordados e o ritmo que ela imprime, veloz e dinâmico, ajuda na imersão da história (de tal maneira que me fez perder o ponto do onibus *risos*).

Juliet viaja à ilha onde seu pai se esconde e o ápice acontece com ela descobrindo aos poucos os segredos que ali existem. Ela está determinada a descobrir a verdade sobre as acusações que cercam seu pai, seria ele tão hediondo quanto a sociedade londrina parecia acreditar? Logo fica claro que sim. E não, isso não é um spoiler. As cirurgias e “intervenções” realizadas pelo Dr. Moreau são apenas o início do drama.

O tom do livro é bem dramático e chega a ser obscuro. Nada que prejudique, ao contrário, achei todos os elementos condizentes com a atmosfera de suspense e perigo vivida pelos personagens.

E o que nos prende à leitura não são apenas os mistérios mas também a relação da protagonista com Montgomery, um ex-criado de sua família agora assistente de seu pai, e com o náufrago Edward, do qual pouco se sabe. Esses personagens vão sendo desenvolvidos com o passar do tempo e por varias vezes fiquei em dúvida quanto aos meus sentimentos para com eles.

São tantas reviravoltas que eu fiquei sem fôlego. Lá pelo final da trama pensei “Pronto! É esse o grande mistério” e fui deliciosamente surpreendida outras duas vezes com novas “bombas” ( imprevisibilidade é o que há rs).

Obviamente, então, o final não tem nada de clichês ou o certinho final feliz (em que tudo da certo e os herois vivem felizes para sempre). O que é ótimo, pois nos deixa ansiosos para a continuação (é uma triologia, como alegremente fiquei sabendo!).


Capas originais dos dois primeiros títulos de Megan

Você sabia? Imagem do site da NC

sexta-feira, 28 de março de 2014

TAG: 10 capas mais bonitas da minha estante

Todo mundo sabe que julgar um livro pela capa está entre os pecados capitais dos leitores, ou algo assim. Mas que atire a primeira pedra quem nunca levou pra casa um livro só porque ele era LINDO!

Faz tempo que estava querendo reunir em uma única lista os mais bonitos da minha estante. Por isso resolvi responder a TAG. Como vi váááários blogs fazendo e não vi nenhum mencionando de onde surgiu, vou deixar sem citar ninguém. Mas se vocês pesquisarem sobre ela, verão muitas respostas e se apaixonarão por muitos novos livros lindos.

Então, vamos aos meus favoritos:



“Se você me visse agora”, Cecelia Ahern – simplesmente me apaixonei pela capa e pelo título e comprei sem nem mesmo ler a sinopse. Ainda bem que não me desapontou nadinha. História fofíssima que está entre as minhas favoritas.

“O Ensaio”, Eleanor Catton - além de lindíssimo estava ultra barato (naquelas promoções loucas que rolam na Fnac). Não sei explicar o quanto fiquei fascinada por esta capa. Fico olhando pra ela, tentando entender tanto amor, mas como todo amor, não tem explicação.  Ainda não li, mas espero que não me decepcione.

“A menina que semeava”, Lou Aronica – também não li, mas fiquei fascinada com essa capa em tons de azul.

“Os impostores”, Chris Pavone – o livro é ótimo! E a capa maravilhosa! (Esse livro era pra ser da Maju na divisão de parcerias, mas gostei tanto que ela me deixou ficar com ele *-*)

“Meu amor, meu bem, meu querido”, Deb Caletti – acho essa capa delicada ao mesmo tempo que me passa uma sensação boa de liberdade. Adoro!

“Frio do além”, Charlaine Harris – sentiu o arrepio no estômago? Pois então, só de olhar para essa capa já dá pra imaginar o que vem nas páginas a seguir. Ótima história e capa lindíssima (também gosto muito das outras capas da série, mas essa, pra mim, é a melhor).

“O lado bom da vida”, Matthew Quick – simplesmente porque tem o Bradley Cooper e dispensa outros comentários.

“Na minha pele”, Kate Holden - adoro a simplicidade e a delicadeza dessa capa e a forma como ela se relaciona com a história do livro.

“A Rosa do inverno”, Patricia Cabot - uma capa que "reproduz" o peso de todo o amor da história que o livro conta.

“Bon Jovi – When We Were Beautiful” – Bon Jovi. Preciso dizer mais alguma coisa?


**Queria deixar um plus nessa TAG. A lista abaixo são livros que estão na minha lista de desejados e que me despertaram interesse, pelo menos num primeiro momento, por causa das suas capas lindíssimas. 


"A Bibliotecária"


"Talvez uma história de amor"


"Quem sabe um dia"


"Cadê você, Bernadette?"



"Eleanor & Park"


quinta-feira, 27 de março de 2014

LANÇAMENTO: "Os Assassinos do Cartão-Postal", James Patterson

A Editora Arqueiro lança agora, em 9 de abril, mais um título do incrível James Patterson, "Os Assassinos do Cartão-Postal". 

Tá, eu sei que James Patterson é James Patterson, impossível não amar. Mas, além da capa MA-RA-VI-LHO-SA (#morri), como não ficar louca de vontade de ler esse livro com uma sinopse instigante dessas?



Uma viagem a Roma 

Jacob Kanon, um detetive da divisão de homicídios do Departamento de Polícia de Nova York, está muito longe de casa. Em sua longa viagem, já conheceu as mais belas cidades da Europa. No entanto, não é a paisagem que o atrai. Para ele, cada café, catedral ou museu é uma pista dos assassinos de sua filha. 

Um rastro de sangue 

A filha de Jacob, Kimmy, é apenas uma peça de um doentio e intricado quebra-cabeças. Amsterdã, Copenhague, Madri, Paris... Em toda a Europa, jovens casais são encontrados mortos com a garganta cortada. Os assassinatos não parecem ter qualquer conexão, além de cartões-postais enviados para os jornais locais dias antes da descoberta de cada crime. 

Mais pessoas correm perigo 

Numa tentativa de salvar as próximas vítimas, Jacob vai se unir à jornalista Dessie Larsson, que acaba de receber um cartão-postal em Estocolmo. O que eles não imaginam é que os crimes têm um propósito bem diferente do que pensavam. **** Emily e Clive Spencer são felizes e recém-casados, curtindo a lua de mel em Paris, onde fizeram dois novos amigos. Sylvia e Mac Rudolph são divertidos, sexy e muito interessantes. Tão interessantes que um convite para o quarto deles parece uma promessa inquestionável de uma noite louca e perfeita. 

Porém Emily e Clive estão prestes a ser assassinados. 

Enquanto isso, em Berlim, Jacob Kanon, um detetive da divisão de homicídios do Departamento de Polícia de Nova York, bebe vinho em seu quarto de hotel, analisando minuciosamente alguns cartões-postais. Embora pareçam inocentes, eles são mensagens enviadas por assassinos em série que andam atacando em toda a Europa, degolando jovens casais. Angustiado, Jacob persegue os criminosos de maneira obsessiva, dedicando cada minuto de sua vida à prisão dos monstros que mataram sua filha. 

A quilômetros dali, em Estocolmo, a jornalista Dessie Larsson sofre em mais um dia de trabalho. Avessa à fama e ao sucesso, quer apenas levar sua vida em paz, escrever boas histórias, se recuperar do fim de um relacionamento e finalizar sua tese de doutorado. 

Mas ela acaba de receber um cartão-postal...

Confiram um trecho do livro clicando aqui

quarta-feira, 26 de março de 2014

RESENHA: "Garota Exemplar", Gillian Flynn

Por Francine Estevão

Título: Garota Exemplar
Título Original: Gone Girl
Autora: Gillian Flynn
Editora: Intrínseca
Lançamento: 2013
Páginas: 443

Sinopse: Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, "Garota Exemplar" alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?

"Vocês são as pessoas com as mentes mais doentias que eu já conheci, e eu sou especialista em mentes doentias". Pág 418

Acho que a “loucura” dos personagens desse livro me afetou enquanto eu o lia. Por isso, minha opinião sobre a história é cheia de contradições. Adorei “Garota Exemplar” ao mesmo tempo em que não gostei muito. No entanto, Gillian Flynn demonstrou ser de uma genialidade incrível ao provar para os leitores que toda história tem muitas versões e que quando ela é bem elaborada e bem escrita, toda versão pode ser real. É uma questão de “no que você quer acreditar”.  

Desde o começo fiquei completamente intrigada para saber o final, mas nem isso foi suficiente para me fazer devorar o livro. Minha leitura foi bastante lenta e se não fosse pela curiosidade de saber o desfecho, eu acho que teria desistido no meio do caminho. Apesar disso, fiquei feliz por ter terminado a leitura, pois o final me surpreendeu positivamente. Achei ele bastante plausível considerado o todo do livro.

A história é contada sob dois pontos de vista. Nick narra sua parte desde o dia que Amy, sua esposa, desapareceu de casa justo no dia do aniversário de 5 anos de casamento do casal. “O dia do” é como a história faz referência à fatídica data. Achei isso bastante instigante, tendo em vista que ninguém sabia de fato o que havia acontecido à Amy.

A casa é encontrada revirada, Amy não está em nenhum lugar, e Nick acaba, com o tempo, se tornando o principal suspeito. Apesar de jurar que não é responsável, seu comportamento é bastante suspeito e você sabe que ele esconde um segredo que poderia muito bem ser o assassinato da esposa.

Enquanto isso, conhecemos a vida de Amy por meio de um diário escrito ao longo dos últimos anos antes de seu desaparecimento. A história dela é apenas mais uma das provas que podem incriminar Nick.

Em meio à investigação policial e a todo burburinho provocado pelo caso – Amy é a personagem de uma série de livros infantis escritos por seus pais e, portanto, por ser “famosa”, seu sumiço ganha dimensão nacional – Nick sai atrás de desvendar as pistas de uma caçada tradicional entre ele e sua esposa. Todo ano, no aniversário de casamento deles, Amy deixa pistas para Nick decifrar e elas o levarão ao seu presente. Só que dessa vez, as pistas podem levá-lo à total destruição.

As partes de Nick na história eram bastante arrastadas e isso provocou um pouco da lentidão na minha leitura. Gostei mais das partes de Amy e, apesar de achar ela uma criatura genial (má, muito má, mas nem por isso menos genial), eu sentia um ódio inexplicável por ela.

Por fim, minha conclusão é de que, apesar de não ter se tornado um dos melhores livros que li, ele é incrível. Tem um apelo psicológico que nos faz pensar no quão louco pode ser o ser humano, que nos faz refletir sobre as versões que nos são contadas diariamente e nas quais acreditamos e, em um grau um pouco menor, mas ainda assim bastante importante, no que o amor é capaz de fazer com as pessoas.