Por Francine Estevão
Fiquei positivamente impressionada com a adaptação de “Se eu
ficar”. O filme fez jus ao livro (dentro do possível). Está tudo ali, de alguma
forma, e as poucas mudanças que ocorreram não prejudicam a história.
Confira a resenha do livro.
Confira a resenha do livro.
O filme passa ainda mais emoção do que o livro e em alguns
momentos leva o espectador às lágrimas – sim, dessa vez eu chorei e chorei por
antecipação quando estava prestes a passar uma das cenas mais lindas e mais
tristes de “Se eu ficar”, a minha passagem favorita do livro. E ao final, na
última cena, foi impossível não notar todas as pessoas do cinema darem um salto
na poltrona (mas vou me limitar a dizer apenas isso para evitar spoilers).
Mia (Chloë Grace Moretz - que aprendeu a tocar um pouco de violoncelo, mas usa dublê nas cenas em que precisa tocar) tem uma vida perfeita. Uma família incrível, uma melhor
amiga inseparável, o namorado dos sonhos, Adam (Jamie Blackley - que canta mesmo todas as músicas que interpreta no filme), e a paixão pela música que poderá
lhe garantir um futuro brilhante como musicista ao lado de seu violoncelo,
principalmente após receber a resposta de sua inscrição em Julliard, uma das
principais universidades de música do mundo. Mas tudo isso é ofuscado por um
acidente que muda para sempre o seu futuro e a coloca na difícil situação de
ter que escolher entre a vida e a morte e todas as consequências de sua
decisão.
Assim como o livro, o filme intercala o presente – a alma de
Mia no hospital acompanhando de perto seu estado crítico de coma e as reações
de seus amigos e familiares às notícias do acidente – e o passado – momentos importantes
da sua vida ao lado dos pais, amigos e de Adam. Os cortes quando a cena muda do
passado para o presente são quase um choque de “realidade” para quem assiste ao
filme. Você se envolve tanto com os momentos felizes da vida de Mia que até
esquece que ela nunca mais terá nada daquilo de novo e de repente lá está ela,
no hospital, cercada de médicos, aparelhos que a mantém viva e de pessoas
chorando por tudo que aconteceu.
E em uma história na qual a música faz parte intrínseca da
vida dos personagens, a trilha sonora não poderia deixar de ser parte essencial
do filme. Além das músicas interpretadas por Adam que ganharam vida no longa,
há aquelas que embalam e adicionam emoção às cenas.




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