Título Original: Ape House
Autor: Sara Gruen
Ano de Lançamento: 2011
Número de Páginas: 397
Categoria: Ficção/Policial
Editora: Record
Sinopse: Isabel
Duncan ama sua profissão. pesquisadora do Laboratório de Línguas dos
Grandes Símios, ela considera Mbongo, Bonzi, San, Jelani, Makena e Lola
sua família. Virtuoses no uso da Linguagem Americana de Sinais, esses
macacos são capazes de se comunicar plenamente numa língua humana.
Porém, um atentado brutal coloca-os em sério risco. Terá sido uma ação
terrorista premeditada por ambientalistas visando a libertação dos
bonobos ou apenas o início de uma trama escusa que culminará num grande
golpe de mídia? Com a ajuda do jornalista John Thigpen, Isabel fará tudo
o que estiver ao seu alcance para salvar seus amigos da exploração
humana e de um destino cruel.
A Sociedade do Livro debateu em seu segundo encontro, em
fevereiro, sobre o livro “A Casa dos Macacos” de Sara Gruen, conhecida por seu
livro que teve adaptação no cinema, “Água para Elefantes”. Começamos por falar
que o livro pode ser degustado por qualquer leitor, desde aquele ávido por uma
aventura até aquele que se interessa por um lado mais investigativo.
Em “A Casa dos Macacos”, dois personagens são centrados na
história: a cientista Isabel Duncan, que trabalha no laboratório de Línguas dos
Grandes Símios e o jornalista John Thigpen, que conhece Isabel em uma
entrevista com ela e os macacos dentro do laboratório.
John sente que os macacos que Isabel estuda, que são
categorizados como bonobos, é a família dela. Tudo muda quando John vê pela
televisão que houve uma explosão no laboratório, sem causar danos aos bonobos,
mas ferindo gravemente a cientista. A Universidade que patrocinava o
laboratório vende os bonobos para um proprietário, que pede para que a
Universidade não divulgue seu nome. Com isso, John e Isabel, mesmo sem
perceberem, se juntam para descobrir onde os animais estão, e
quem sabe, descobrir a causa da explosão, já que tudo pode estar interligado.
Nós concordamos que o livro se torna, ao decorrer das
páginas, fácil de ser lido, com uma leitura que prende o leitor, já que
acabamos por nos afeiçoar com os animais descritos na história, e queremos saber
que final a escritora irá construir para eles. Outro ponto que chama atenção é a pesquisa que a autora fez para construir o enredo de “A Casa dos
Macacos”, descrevendo cada descoberta sobre esses incríveis animais e narrando
em sua história, o que fez com que, mesmo aqueles que não se sentem atraídos por
este tipo animal, sintam-se de alguma forma interligados com eles.
Entre as descobertas da autora, as mais interessantes e que
chamaram nossa atenção estão que: os bonobos tem 98,9% do DNA humano, podendo
pegar qualquer tipo de doença que seja transmissível nos humanos e
também a capacidade e a inteligência de tal animal, que extraordinariamente
consegue se comunicar em três línguas: o ruído comunicativo dos próprios
bonobos, a linguagem de sinais e a língua inglesa e entender cada significado, mesmo aquele que tiver mais de um significado,
que existem em nossas palavras. A pesquisa da autora gerou grande debate entre
nós no Clube do Livro, e ficamos divagando muito tempo sobre a inteligência dos
bonobos.
Além dos pontos discutidos acima, também comentamos sobre
que, apesar da história ser muito interessante, Sara criou uma personagem
totalmente absoleta na história, a mulher do jornalista, que retira muita ação
do livro com diálogos sem nenhuma estrutura que remete ao tema central da
história, a vida da personagem podia tomar qualquer rumo que não causaria
nenhum impacto no leitor, muito menos na história.
Apesar deste ponto negativo, Sarra narra com palavras que
envolve romance, ação e investigação, que enquanto o leitor não devorar o livro
inteiro, este não sairá de suas mãos.
O terceiro encontro da Sociedade do Livro será realizado no dia 14 de março, às 19h30 no espaço de eventos da fnac Ribeirão Preto. O principal livro que será debatido é "A Resposta" de Kathryn Stocket. Aguardamos todos vocês lá!

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