Esta resenha também foi publicada no blog TriBooks.
Título
Original: Lady of
Skye
Autor: Patricia Cabot (pseudônimo de Meg Cabot)
Lançamento: 2011
Páginas: 319
Formato: Impresso
Categoria: Romance
Autor: Patricia Cabot (pseudônimo de Meg Cabot)
Lançamento: 2011
Páginas: 319
Formato: Impresso
Categoria: Romance
Sinopse: O Marquês de Stillworth, Reilly Stanton, quer reconstruir o seu orgulho
ferido comprovando para todos e para si mesmo que é um verdadeiro herói e
não um bêdado inútil como afirmou sua ex-esposa.
Ignorando todos os conselhos sensatos que recebeu, o londrino Stanton
assume um posto médico na remota Ilha de Skye convencido de que pode
conviver com as condições de vida, digamos... primitivas. É aí que
conhece a senhora Brenna Donnegal, e por mais que tentasse, Stanton não
consegue ignorar aquela bela mulher.
Ela ocupou o antigo papel do pai como médica local da Ilha, e está mais
do que irritada por encontrar Dr. Stanton assumindo seu trabalho e a
casa de campo de seu pai. Por bem ou por mal, ela dará o castigo
merecido ao usurpador. Mas o que começa como uma faísca de um cabo de
guerra entre dois corações orgulhosos logo inflama no fogo ardente da
paixão.
Meg Cabot e Patricia Cabot, apesar de ser uma única pessoa, se
diferenciam completamente no estilo de narração. Enquanto Meg é a diva dos
livros para as adolescentes, dando uma forma de vida a personagens marcantes
como Jesse de Silva, do livro “A Mediadora” e Cal Langdon do livro “ Todo
Garoto Tem”, o primeiro título da trilogia “Boy”. Patricia escreve livros que não tem
nenhum enredo, com descrições rápidas como se quisesse chegar apenas naquelas
cenas que todo leitor que já leu Patricia Cabot sabe quais cenas são, estas
sim, com bastante demora na narração e descrição. Os livros de Patricia, como “A
Rosa do Inverno” e “Pode Beijar a Noiva” são livros que ao se abrir a capa, o
que vemos não são emoções dos personagens, mas sim um vácuo, iguais aqueles
plásticos que embrulhamos comida. Alguma coisa no plástico sempre vai ter.
Porém, ao ler “A Dama da Ilha” tudo aquilo que já foi pensado sobre
Patricia Cabot pode-se jogar no lixo. O livro aqui resenhado é em todo seu
total, diferente de qualquer obra que Meg escreveu como Patricia. Neste livro existe
emoção, enredo, pesquisa de alguns detalhes da época de 1850, os personagem nos
cativam aos poucos, não existe a correria para se chegar no ápice do amor. Em “A
Dama da Ilha” o vácuo é preenchido com oxigênio.
O ar que deu vida ao livro está em todos os lugares, desde os personagens
que aqui são médicos, Brenna que vive na Ilha de Skye e apesar de não ser
formada em medicina pela época em que é narrado o livro, cuida de todos os
habitantes da pequena ilha, enquanto o pai está na India pesquisando sobre a
cura da cólera. E também há o médico reconhecido pela Academia de Medicina de
Paris, um cavalheiro lindo, forte e muito engraçado, chamado Reilly Stanton,
que vai até Skye para provar a sua ex-noiva que consegue ser um médico mesmo
sem precisar de seu título de marquês. Além dos personagens, o oxigênio também
pode ser encontrado no enredo fortemente construído, a busca da cura da cólera,
que na época chegou a matar 50.000 pessoas, dados de pesquisa da própria
autora.
Reily solta um sarcasmo dentro do livro que sorrimos, mas o pessoal da
aldeia, tanto o garoto Hamish com seu cachorro e suas ovelhas como o vilão, nem
tão vilão, Lorde Glendenning, são tão engraçados que chegamos a dar gargalhadas
lendo sobre esses habitantes de Skye.

Parabéns pela resenha Roh! Estou ansiosa para ler A Dama da Ilha! Beijos!
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