Por Francine Estevão
Quem acompanha a Sociedade do Livro há algum tempo sabe do
quanto gosto de literatura policial. Durante a 23ª Bienal Internacional do
Livro de São Paulo, tive a oportunidade de participar de dois bate-papos sobre
o assunto. Um completamente por acaso, no dia 24, com Raphael Montes e Pablo de
Santis. Eu não havia colocado o evento na minha listinha de “coisas pra fazer
na Bienal”, mas já que estávamos lá e milagrosamente havia senhas disponíveis,
por que não aproveitar, não é mesmo?
Mas o melhor momento, e o mais esperado por mim durante a
Bienal, foi o bate-papo do dia 23 com Harlan Coben.
Confesso que fiquei surpresa quando o autor subiu ao palco
da Arena Cultural exalando simpatia para todos os lados. Confesso que pelas
fotos que vejo dele por ai nas contracapas de livros e na internet, aquele
porte de segurança de boate e a cara quase sempre séria me passavam uma outra
impressão dele. Engano meu. Harlan Coben era só sorrisos e atenção com os fãs
que estavam ali para vê-lo.
Parte da simpatia dele se refletiu no fato de que, apesar de
terem sido distribuídas apenas 200 senhas para autógrafos, ele autografou muito
além disso. Infelizmente, nem assim não consegui um autógrafo do autor nem uma
foto com ele, mas só de ter conseguido participar do bate-papo já está valendo!
E por fim, com certeza Harlan Coben não irá se esquecer dos
fãs brasileiros graças a uma fã em particular que, durante o momento aberto
para perguntas do público, ela pegou o microfone e fez um pedido para o autor. “Posso
beijar sua careca?” Ele riu e disse que sim. E lá foi ela palco acima, na
frente de milhares de pessoas, beijar a careca do autor. O pedido mais
inusitado que já fizeram a ele, como bem destacou Harlan.
Harlan Coben estava aqui principalmente para falar sobre o lançamento
mais recente no Brasil, pela Arqueiro, “Seis anos depois”. Ele contou um pouco
sobre como surgiu a história e falou da adaptação do livro para o cinema, que
será estrelado por Hugh Jackman.
Ele também abordou um pouco sua relação com adaptações de
forma geral e fez questão de ressaltar que “filmes são filmes e livros são
livros”. Por isso, ele disse que não se estressa com o fato de um ficar
diferente do outro, são coisas distintas.
O autor falou ainda sobre como nascem os livros “únicos” em
meio às séries que escreve. Segundo ele, muitos deles nascem a partir de uma
ideia que não se encaixa para nenhum personagem das séries, e assim ele tem que
criar tudo do começo. Ah, e pra variar um pouquinho do que a maioria dos autores
costumam dizer por ai, Harlan Coben destacou que sempre sabe como o livro vai
terminar e deu algumas dicas para quem gosta de escrever sendo que a principal
delas é, justamente, escrever. Não adianta nada querer escrever sem praticar a
escrita.
Harlan ainda destacou que “só” escreve porque não saberia
ser outra coisa na vida e por fim, imitou a reação da filha adolescente diante
do sucesso dele o que arrancou ainda mais risos da plateia. De acordo com ele,
quando a jovem vê uma foto dele no jornal, ela faz cara de nojo e diz um sonoro
“eugh”! Apesar disso, ele comentou que algumas vezes ele coloca um pouquinho
dos filhos nos livros e que às vezes “rouba” algo que aconteceu com eles, na
escola, por exemplo, para usar em suas histórias.


pelo que andei vendo, Harlan foi um show de simpatia!!!!
ResponderExcluirhttp://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/
Foi mesmo, Thaila. Ele arrasou!
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