Por Maju Raz
| #BienalFail #Caos #TundoJuntoEMocosado |
A viagem era pra ser divertida. Só foi por que estava com amigos e por
que revi e conheci pessoas boas – Os escritores da NC e meus colegas de
trabalho também da NC, a linda da Mariana Mortani do Blog Magia Literária <3
e Nathalia Alexandre da Arqueiro que foi mega fofa com a gente. São essas as pessoas que me prendem ter fé na
humanidade.
Fomos todos ansiosos e contentes para a Bienal de São Paulo deste ano,
não diferente de quando fomos em 2012. Ao chegar em São Paulo a fila para pegar
o ônibus gratuito que leva até a exposição virava o quarteirão.
-Gente, vamos a pé senão não aproveitamos nada...
Chegamos. Fila na entrada. Uma multidão aglomerada e mocosada se socando
e se empurrando para entrar. Meus três amigos foram para um portão e eu fui
atrás da minha credencial. Fui puxada e minha bolsa novinha foi rasgada. Estou
me perguntando até agora por que eu fui puxada se a pessoa atrás de mim iria
entrar de qualquer jeito.
Entro. Outra fila para se credenciar. Desconfiam de que não sou
jornalista e me falam que sou blogueira e que tenho direito a credencial de
blogueira. Tenho que entrar no e-mail do meu celular e mostrar a confirmação de
credencial + meu MTB com a carteira de trabalho. Eu não posso ser blogueira e
jornalista ao mesmo tempo? E se eu não tivesse internet no celular, como faria?
O problema nem é esse. O problema é a forma com que as pessoas falam e tratam
você. Grosseria e cara fechada.
O mais engraçado: Minha amiga que também é blogueira e jornalista não
conseguiu credencial e eu sim, por que?
Entrei e cadê meus amigos?
Whatsapp: “-Maju, está lotado aqui fora! Não vamos conseguir entrar
nunca!”
Eu consegui entrar por volta de umas 10:40 da manhã. Meus amigos me
encontraram 11:20 da manhã no estande da NC. E pra chegar até lá? Mais
estapeamento e mocosamento...
Stress no último! Por que estou escrevendo este post só hoje? Meu ombro
ainda dói e minha cabeça ainda lateja. Não sou exagereda, sou realista.
O lugar era claustrofóbico e não comprei NENHUM livro que queria. Fila, fila, fila pra tudo e pra todos. Horários que
mudam, senhas que esgotam, pessoas chorando. Trocentos autores famosos NO MESMO DIA? Como ver o seu preferido? Gente sem nível
cultural nenhum pra frequentar uma Bienal.
Estava na fila da Cia das
letras com a Roh do Tribooks e o botton da mochila dela caiu. Passou um homem e
pediu licença. Eu disse: “Só um momentinho que já saio”. Então ele me disse: “Momentinho
nada! Anda logo! E começou a me xingar...
Passou, ele saiu dalí. Deu
uns minutos e ele voltou só pra esbarrar em mim de propósito e duas vezes! O
que uma pessoa dessas vai fazer numa Bienal?
Tenho mais uma história ainda
dentro da Cia das Letras pra contar. Mas essa vou usar as palavras da Roh do
Tribooks, pois elas expressam muito bem o que aconteceu:
...Aconteceu no estande da Companhia das Letras. Entrei no
estande porque adorava ( verbo no
passado ) os livros da editora. Depois de comparar os preços do
estande com os preços que estavam no site da Submarino (como todo leitor teve a inteligência de fazer) e
descobrir que algumas promoções realmente valiam a pena eu enfrentei a fila
gigante. Eu e minha amiga, aquela que pegou o MTB no bar da esquina de acordo
com a ser humana da Bienal. Decidimos que aqueles livros valiam a espera.
Ficamos andando na fila uns 40 minutos dentro do estande. Quando do nada, a
fila para de existir e me sinto completamente perdida. Cade a fila? Para onde foi?
Voltei para onde eu estava e perguntei para outra ser humana do estande da Companhia das Letras e expliquei que do nada a fila (que em primeiro lugar, o próprio pessoal da
Cia das Letras mandou eu ficar) tinha acabado e ela me responde com
um simples: "Sim, vou
te mandar para o final da fila".
Eu: "Moça, faz 40
minutos que estou na fila que vocês mandaram eu ficar, porque do nada você vai
me mandar para o final da fila?"
Ser humana: "Vou te mandar para
o final da fila, só que a fila para o caixa está de 2 horas"
Eu: "Não moça, espera.
Não estou entendendo".
Ser humana da
Companhia das Letras: "NÃO
ESTÁ ENTENDENDO O QUÊ? É SÁBADO! É BIENAL".
Em choque eu tentei fazer ela entender que eu não
estava brava com ela: "Moça, só estou querendo entender porque você está
me mandando para o final da fila sendo que eu já estava na fila."
Ser humana: "Você não estava na fila, nunca
esteve, aquela não era a fila do caixa."
Minha amiga vira para mim e fala: "Ro, esses livros não valem a
humilhação". Joguei meus livros na mão da ser humana e fui embora.
Se não conseguiram entender, vou explicar mais
detalhadamente:
1- O próprio pessoal da Companhia das Letras me
encaixou na fila e disse que era para o caixa.
2 - a fila se dispersa, e mais tarde fui entender
que esse pessoal da frente saiu sem pagar por isso dispersou.
3 - Me enviam para o final da fila, gritaram comigo
e contradizendo o próprio coleguinha da editora, dizem que eu não estava na
fila para o caixa.
Preciso falar alguma coisa a
mais? Não né...Humanos parecendo Gnus possuídos em debandada. Fila de duas a
três horas pra comprar livro que estava mais barato em livrarias
virtuais...espaço pequeno nos estandes com FILAS nos corredores que atrapalham
se locomover. Falta de água pra VENDER...Banheiro? Fila pra fazer xixi e por aí
vai a tão esperada Bienal...
Fila, povo mocosado, fila, povo
se debatendo, fila, fila, fila, fila, falta de preparo, falta de espaço, falta
de acatamento – CAOS!
Chega. Só de ter que
relembrar tudo para escrever eu já me estresso de novo com a falta de
organização e respeito que tiveram com as pessoas.
Leiam mais sobre o evento
AQUI no Tribooks. Você com certeza vai sentir a mesma angústia e stress que
sentimos com esse texto.
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