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Título
Original: Jurassic
Park
Autor: Michael Crichton
Autor: Michael Crichton
Lançamento: 1991
Páginas: 448
Formato: Impresso
Categoria: Aventura/ Ficção
Páginas: 448
Formato: Impresso
Categoria: Aventura/ Ficção
Editora: L&PMPocket
Sinopse: Numa remota ilha da Costa Rica, a multinacional de engenharia genética
InGen prepara-se para assombrar o mundo com o mais fantástico parque
turístico que a humanidade já conheceu. Recorrendo a avançadissimas
técnicas de reconstituíção de DNA, sua equipe de cientistas conseguiu
nada mais, nada meno9s do que produzir... dinossauros vivos! No entando,
quando o paleontólogo Alan Grant chega a Isla Nublar, encontra
evidências de que o projeto não é tão perfeito quanto se imaginava. Há
algo de muito estranho acontecendo com as gigantescas criaturas pré
históricas... Tudo indica que estão prestes a se tornar uma ameaça que
nem mesmo os supercomputadores da InGen conseguirão evitar!
“O Parque dos Dinossauros” de Michael Crichton ficou mundialmente conhecido pela trilogia do famoso diretor Steven Spielberg, com o filme de mesmo nome. A narrativa sobre um parque de animais pré-históricos em uma ilha pertencente a Costa Rica ficou tão famosa que mesmo uma criança de nove anos hoje conhece, e idolátra, o melhor ator do filme: o tiranossauro rex.
Crichton perdeu alguns pontos
muito interessantes de sua história devido a famosidade que Spielberg proporcionou ao filme.
No caso, as primeiras cem páginas do livro são designadas ao suspense de que a
empresa falida In-Gen está comprando materiais excêntricos e mandando para a
ilha Nublar na Costa Rica. E bom, todos nós sabemos que é porque o excêntrico do
Dr. Hammond quer montar um Parque dos Dinossauros por lá. Só que cem páginas de
suspense, hoje em dia, vira “sem” páginas, ou seja, pura enrolação. Não que o
trabalho de Crichton seja ruim. O trabalho e sua pesquisa para montar um livro
que até hoje ninguém ousou fazer algo parecido, foi excepcional. Porém, os
filmes ficaram tão famosos, que a magia do livro acaba se perdendo.
Após
o mistério ser resolvido e
o Dr. Grant junto com Ellie e o irônico matemático Malcom chegarem ao
esplêndido
Parque dos Dinossauros, o leitor acaba por relembrar cenas exclusivas
dos
filmes, e se apaixonar pelo livro por relembrar delas. As crianças
também estão por lá, Alex e Timmy, os netos do dono do maior e melhor
parque
temático do mundo. Cenas que fizeram do filme um ícone da época, estão
presentes no livro, como o spray de barbear que na verdade era um
contêiner para
o DNA dos animais, que fez com que um homem cortasse a energia do parque
para fugir e ganhar seus dez mil dólares para a empresa concorrente da
in-gen.
Os jipes parando de funcionar com os paleontólogos, o matemático, o
advogado e
as crianças dentro. O tiranossauro rex fazendo sua primeira aparição
arrancando
as cercas elétricas. Tudo está presente no livro, e como uma fã dos
filmes, foi
muito bom repassar tudo novamente em minha imaginação.
As crianças merecem um pouco de
atenção aqui: no livro Timmy é mais velho que Alex, diferente do filme, e Alex
que é uma menina insuportável no filme, que só sabe gritar e chorar, é uma
criança corajosa, engraçada e alegre. Timmy ainda é aquele garoto fascinado por
dinossauros, mas que se importa com a irmã e faz de tudo para a sobrevivência dos
dois.
Conforme
nós vamos avançando na
leitura, alguns pontos são tão conhecidos pelos filmes que chegamos a
apontar
no livro e falar “eu lembro disso! É aquela parte!”, outros pontos nem
tanto, o
que dá uma forma um pouco independente ao livro, que mesmo tão ligado ao
famoso
filme, ainda se mantém com algumas cartas na manga. Uma das partes é
que o personagem favorito de todos, o T-Rex no livro é um grande boboca
que
dorme, ronca, baba e come. E mesmo quando está na parte “comer” ativa,
os
personagens do livro já percebem que ele é tão burro que nem medo mais
sentem
dele. O personagem principal do livro é outro, os velociraptores,
animais inteligentíssimos e com um poder de estratégia maravilhoso.
Para
aqueles que não desanimaram
no começo do livro, Crichton se torna fantástico no decorrer das
páginas, e não
apenas pela história surpreendente sobre um parque que definitivamente
nunca
seria aberto, pois, um parque sobre animais extintos, exímios caçadores,
controlados por humanos egoístas, que pensam em dinheiro e detenção de
poder, o
que no livro chama-se de “o efeito Malcom”: um erro humano desencadeia
uma hélice infinita de erros e defeitos, pelo simples fato que no começo
de tudo,
foi produzido por outro humano. O livro também torna-se fantástico pelo
que
existe por trás de uma história de ficção que virou filme blockbuster,
ou seja,
aqueles filmes que possuem apenas o objetivo de ganhar dinheiro e
sustentar a indústria cinematográfica, Crichton assume e divulga o
egoísmo humano, a
burocracia e a política por trás das empresas farmacêuticas que não
liberam remédios
que curam doenças por dois fatos: quem vai sair com o dinheiro e quem
vai sair
com a fama. E que para se entender o que deu errado no “Parque dos
Dinossauros” ele se encarrega de argumentar com o sustento de palavras
verdadeiras sobre os seres humanos. Apesar do livro ter originado um
filme blockbuster, apesar de todos nós já sabermos sobre seus principais
momentos, o livro tem sua base e sua crítica que merece ser lida e divulgada.

Good ! (= A Resenha nos faz enterder vários fatos ocorridos no livro e consequentimente no filme.
ResponderExcluirBy:Maysalb.
Gosto muito!
ResponderExcluirexcelente resenha, a continuação da história com o segundo livro "Mundo Perdido" também é excelente e tem até o filme, mas não o filme eh tão bom, principalmente pra quem leu o livro, é triste ver o que fizeram com o roteiro.
ResponderExcluirAlguem me diz onde comprar esse livro,ja procurei em todo lugar mas não acho nada.
ResponderExcluirhttp://www.lpm.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&CategoriaID=616211&ID=608354
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